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Rainha de bateria da Porto da Pedra, Kamila Reis leva ao pé da letra a função de vestir a camisa da escola do coração. No entanto, no ensaio sensual que estrela para o Sambarazzo a gata da cor do pecado não precisou de nenhuma peça de roupa para encarnar o tigre, símbolo da vermelho e branco de São Gonçalo, na região Metropolitana do Rio, onde nasceu.

Foram as tintas do artista plástico Jorge Abreu que cobriram o corpo nota 10 da realeza e a transformaram numa verdadeira tigresa para a sessão de fotos registrada pelas lentes apuradas de Michele Iassanori – os cliques foram num sítio em Rio Bonito, nos arredores do município natal da modelo, que tem 29 anos e hoje vive em Dubai, nos Emirados Árabes.

Coberta apenas por um pequeno tapa-sexo e por preciosas pinceladas, Kamila nunca havia feito fotos tão ousadas quanto as que você vai ver a seguir. A rainha confessa que precisou espantar a timidez para se exibir como uma legítima felina.

— As pessoas nem imaginam que eu seja tímida, já que trato todo mundo com muita simpatia no Carnaval. Minha timidez existe e já foi pior, melhorou ao longo do tempo. Os cursos e os trabalhos como modelo me ajudaram nesse sentido — revela a dançarina e empresária de moda fitness.

Kamila Reis espantou a timidez para fazer fotos pintadas de tigre: ‘Pensei: Gente, vai aparecer alguém aqui. Mas, depois, fui me soltando’, conta a rainha de bateria da Porto da Pedra | Foto: Michele Iassanori

Kamila toparia desfilar pintada na Sapucaí

Apesar da paixão pelas penas de faisão e pelo brilho dos cristais que costumam compor as fantasias que veste para cruzar o Sambódromo, a estrela dos ritmistas da Porto gostou tanto da experiência com a pintura artística que toparia repetir o feito diante das mais de 70 mil pessoas que lotam as arquibancadas da Sapucaí.

— Se ficasse bonito e nada vulgar, eu toparia. Adorei a ideia e a pintura é tão perfeita que até faz parecer que eu tô vestida, e não estou. Quando me sugeriram posar pintada, pensei logo no tigre — afirma Kamila, que há quatro anos sentiu medo ao conhecer de pertinho um animal da espécie enquanto viajava pela Indonésia.

O resultado do ensaio de Kamila agradou não só a ela mas também ao marido, Leonardo, que selecionou uma das fotos como papel de parede do celular e mandou fazer um quadro para a casa deles em Dubai | Foto: Michele Iassanori

Boa forma é mantida com esporte, dança e alimentação regrada

São os treinos de tênis e as idas à academia e aos ensaios de dança que garantem a aparência escultural ao corpo da sambista. Em Dubai, ela vai da dança do ventre à batucada mais brasileira de todas — o samba — e ainda encara o desafio de arriscar passos ao som de músicas pop. E, enquanto encara a rotina de exercícios e de shows profissionais, procura dar aquela atenção especial à alimentação.

— Tento comer bem o ano inteiro, mesmo sendo taurina. Posso até acabar comendo vários pedaços de pizza, mas volto rapidinho pra dieta. Um mês antes do Carnaval, não bebo álcool e levo a dieta ainda mais a sério  — conta Kamila, que participou da escolha de samba da Porto da Pedra no último sábado, 8, e deve retornar outras vezes antes de janeiro, quando permanecerá em solo brasileiro até a chegada da festa mais popular do mundo.

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BATE-PAPO

Nome: Kamila Reis.

Idade: 29.

Signo: Touro.

Local de nascimento: São Gonçalo.

Bairro onde mora: Al Badaa, Dubai.

Casa ou apartamento? Casa.

Mora com quem? Marido e cachorros.

Filhos? Não, ainda.

Profissão: Dançarina e empresária de moda fitness.

Cor preferida: No momento, estou amando vermelho.

Animal de estimação: Tenho três cachorros: Vênus, Casper e Coco.

Livro: “Cidade do Sol” (de Khaled Hosseini).

Filme: “Pelé, a lenda”.

Um homem: Barack Obama (ex-presidente dos Estados Unidos).

Uma mulher: Tenho grande admiração por duas, que são Michele Obama e Oprah Winfrey.

Religião: Evangélica, protestante.

Novela: “Avenida Brasil” (de João Emmanuel Carneiro para a TV Globo).

Um Samba: “Um Carnaval dos Carnavais – A Folia no Mundo” (da Porto da Pedra para o Carnaval de 1996).

Grife: Animale, entre as nacionais, e Givenchy, Tom Ford, Balmain e Versace, entre as internacionais.

Não uso nunca: Carão, tento ser sempre mais agradável possível com todas as pessoas.

Perfume: Chanel Chance, Chanel Mademoiselle e Dior Addict.

Não saio de casa sem: Óculos de sol e perfume.

Carro que tem e o que gostaria de ter: Tenho Mercedes e Dodge Ram. Gostaria de ter um Maserati conversível.

Cantor: Emílio Santiago

Cantora: Aretha Franklin e Beyoncé. Entre as brasileiras, Maria Bethânia.

Música: “Construção”, do Chico Buarque.

O que eu quero: Ter capacidade de dar conta da minha felicidade e minhas conquistas.

O que eu não quero: Intolerância e ódio.

Gosto de ir: A novos lugares. Amo viajar.

Não gosto de ir: Ao supermercado.

Time: Flamengo.

Programa de TV: “Saia Justa”, do GNT.

Se não fosse rainha de bateria, que outra função gostaria de exercer numa escola de samba? Musa ou passista, pois preciso de liberdade pra sambar.

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Por Redação

Se arrependimento matasse, o que provavelmente causaria o último suspiro em Mauro Quintaes seria a alegoria da foto abaixo. O registro é antigo, do Carnaval de 2005, quando era carnavalesco da Viradouro. E agora, mais de uma década depois, o artista revela que o carro ainda é uma espécie de tormento pra ele.

— Até hoje não sei isso é legal ou não. Então vai ser legal essa matéria, aí posso medir se foi bom ou uma merda — brinca Quintaes, que é fã de autocrítica.

O carnavalesco Mauro Quintaes até hoje não formulou uma opinião sobre o carro alegórico que desenhou para a Viradouro em 2005 | Fotos: Reprodução/Facebook

O carnavalesco trabalha atualmente em São Paulo — estreia na Dragões da Real — e conta que o enredo da alegoria em questão foi “A Viradouro é só sorriso”, tema que receberia patrocínio de uma associação de dentistas.

— Tive que me submeter e tirar leite de pedra. Eu acho surrealista, meio brega e estranha. Isto são as desvantagens de enredos patrocinados. Mas o importante é estar em cena — completa, mantendo o bom-humor.

Mauro Quintaes é carnavalesco da Dragões da Real, escola do Carnaval de São Paulo | Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

Na tarde desta quarta-feira, 8, Mauro Quintaes, que tem 32 anos de carreira, compartilhou com amigos do Facebook a imagem do carro alegórico, batizado por ele de “Máquina Humana”, e disse não saber exatamente o que pensar sobre a criação. No post do carnavalesco, as opiniões foram divididas.

E você, o que acha? O Sambarazzo prefere não comentar…rs.

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Por Redação

A beleza de Amanda Poblete só não chama ainda mais atenção na Marquês de Sapucaí porque ela é responsável por conduzir um dos símbolos mais tradicionais do Carnaval: o pavilhão. Sempre muito vestida e coberta pela indumentária característica do posto de porta-bandeira, a jovem de 21 anos adotou peças de roupa bem diferentes — e menos volumosas — para o primeiro ensaio sensual da carreira. Ela posou para as lentes do fotógrafo Felipe Araújo numa locação no bairro de Santa Teresa, na região central do Rio, e uma pequena mostra do resultado é publicado agora pelo Sambarazzo.

A decisão de dividir a boa forma com o público combinou com o momento de satisfação pessoal vivido por Amanda, que já brilhou desfilando pelas escolas Vila Isabel, São Clemente e Renascer de Jacarepaguá, e pra 2019 ocupa o posto de segunda porta-bandeira da Unidos do Viradouro.

— Toda mulher deveria posar. Traz uma satisfação muito grande, é ótimo pra autoestima. Antes, eu tinha vergonha e cheguei a enrolar para responder o convite. Esperei o momento em que eu me sentisse mais segura com meu corpo e comigo mesma. Estou muito realizada como pessoa, mulher e profissional — comemora a sambista, que gostou tanto do feito que pretende repetir o trabalho de modelo em breve.

‘Realizada’, revela Amanda Poblete, a segunda porta-bandeira da Unidos do Viradouro | Foto: Felipe Araújo

Pernas de fora e zero photoshop

Nos bastidores, a amizade entre Felipe Araújo e Amanda facilitou a sessão de fotos. Para a dançarina, a confiança fez toda a diferença na hora de ser registrada com as pernas de fora. Para o fotógrafo, foi ainda mais essencial para a captura das imagens, que segundo ele não precisou receber a famosa ajudinha dos programas de computador para ficar mais bonito.

— Nos damos muito bem dentro e fora da Sapucaí e sempre perturbei a Amanda pra gente fazer um trabalho juntos. Finalmente, a oportunidade chegou e conseguimos revelar a bela modelo que se esconde na porta-bandeira que conhecemos tão bem. Nem precisei de Photoshop — brincou o profissional.

Amanda Poblete provou que tem talento para as fotos sensuais e já planeja repetir o estilo do ensaio em outra ocasião | Fotos: Felipe Araújo

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Por Redação

Por volta de 1h da manhã desta terça-feira, 24, começou a pegar fogo o barracão da Porto da Pedra, na Zona Portuária do Rio.

Segundo o presidente da escola da Série A, Fábio Montebelo, o incêndio foi criminoso.

– O vigia falou que acordou com o barulho e viu os carros pegando fogo. Ligou pra chamar o bombeiro, que chegou até rápido, e ainda viu um cara correndo. Parece que tacaram um coquetel molotov. Isso é gente que quer que a gente saia – declarou o dirigente ao Sambarazzo.

O espaço onde são produzidas as alegorias da escola de São Gonçalo fica na Rua do Equador, via que possui algumas câmeras de vigilância as quais Montebelo pretende utilizar pra identificar exatamente o quê ou quem teria provocado o incêndio.

– Foi um incêndio criminoso, com certeza. Viram um cara correndo, meu filho tá com um diretor lá, e vamos solicitar as imagens de segurança. Perdemos pelo menos três carros. Durante o dia, vou saber exatamente o prejuízo – acrescentou o presidente, durante a madrugada.

Não houve feridos

No barracão da Porto da Pedra havia seis alegorias utilizadas no último Carnaval. Embora reconheça que nas dependências de um local destinado a escolas haja bastante material inflamável, Fábio Montebelo lamenta que as agremiações do segundo grupo não possuam um espaço físico bem estruturado, como prometido diversas vezes pela prefeitura do Rio.

– Num barracão você trabalha com isopor, madeira, pano, isso acontece. Mas vir de madrugada e botar fogo, aí é sacanagem. O Carnaval nem começou direito, e a gente passa por isso. Dizem que não tem espaço pra fazer a Cidade do Samba II, mas tem, sim. A prefeitura tem espaço pra dar a grandes empresas de outros países, e não tem terreno pra fazer barracão de escola de samba? – reclamou.

Às 3h da manhã, o fogo já havia sido controlado. De acordo com o presidente da Porto da Pedra, não houve feridos.

*Fotos: Reprodução/Internet

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Por Redação

A versão do Império Serrano para “O que é, o que é?”, clássico da música popular brasileira criado por Gonzaguinha, está dando o que falar. Desde sexta, 20, com a divulgação do clipe oficial da obra transformada em samba-enredo pela verde e branco, o povo do carnaval tem postado nas redes sociais diversos palpites sobre a adaptação, que foi proposta pelo carnavalesco Paulo Menezes e aceita pela escola para embalar a apresentação que vai abrir os trabalhos do Grupo Especial em 2019.

Neste sábado, 21, com o lançamento da faixa durante uma feijoada na quadra da agremiação em Madureira, na Zona Norte do Rio, o debate na internet continuou. Na página do Sambarazzo no Facebook, por exemplo, a publicação do vídeo teve centenas de compartilhamentos e comentários.

Entre os principais pitacos da galera, as reclamações a respeito do andamento acelerado da gravação foi um dos apontamentos que mais apareceram. Mas o diretor geral de harmonia do Império, Julinho Fonseca, já avisa: na Sapucaí, a velocidade do canto será ainda menos cadenciada.

— O andamento do samba na Avenida não tem nada a ver com a gravação. Gravamos em 140 batimentos por minuto, pra que todas as palavras pudessem ser cantadas e ouvidas corretamente. Mas na hora do desfile, o samba geralmente é apresentado de maneira mais acelerada. Serão 142 ou 144 batimentos por minuto — explicou o dirigente, fazendo referência à medida de velocidade que rege o toque dos ritmistas levando em consideração as batidas de um coração humano.

Apesar das críticas na web, diretor geral de harmonia do Império Serrano garante que o andamento do samba-enredo divulgado será diferente na Sapucaí: “Nada a ver com a gravação” | Foto: Reprodução/Facebook

Escola está atenta às críticas

A ousadia de abrir mão da tradicional disputa de sambas-enredo para escolher um hino oficial levou a diretoria da escola do Morro da Serrinha a ficar alerta à repercussão diante do público. Segundo Fonseca, o vazamento do áudio do samba no Whatsapp fez com que a liberação do clipe fosse antecipada em um dia. Após a publicação, as opiniões dos internautas passaram a ser atentamente observadas pela equipe do Império.

— O saldo é positivo. As críticas construtivas são sempre muito bem-vindas e nós estamos acompanhando todas elas. É claro que sempre aparecem comentários que acrescentam pouco, mas, num geral, estamos felizes com a divulgação do samba. É desafiador demais criar uma nova versão pra uma música que é sucesso há tantos anos — finaliza.

O Império aproveitou a feijoada deste sábado, 22, para divulgar também a logo oficial para o Carnaval 2019. A imagem foi feita pela designer Danielly Valente | Imagem: Divulgação

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Por Redação

O carnavalesco Paulo Barros utilizou as redes sociais nesta quarta-feira, 27, para esclarecer que a Portela, escola em que trabalhou em 2016 e 2017, não possui dívida com ele. A publicação do artista foi uma resposta a um boato de que existiria uma pendência de R$ 200 mil entre a azul e branco e Barros. No esclarecimento, o próprio carnavalesco creditou a autoria da informação mentirosa. Segundo ele, um internauta chamado Luís Orlando, identificado no post através de uma foto, seria o autor da “fake news”.  O interesse, acredita o atual carnavalesco da Viradouro, seria influenciar o processo eleitoral portelense, que deve acontecer em maio do ano que vem.

— Gostaria de informar que a Portela cumpriu com todos os compromissos financeiros assumidos em contrato. Por que será que esse senhor publicou essa mentira? Muito fácil de responder. As eleições na Portela se aproximam e os oportunistas também. Cuidado, Portela. Eles não querem ajudar a escola, querem o poder — escreveu Paulo Barros, que participou ativamente na conquista do campeonato portelense no ano passado, após mais de 30 anos de jejum.

Vitorioso na Portela em 2017, Paulo Barros usou as redes sociais para desmentir boato envolvendo a escola | Foto: Sambarazzo

Presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães foi ao Facebook compartilhar com seguidores o texto escrito por Paulo Barros. O dirigente assumiu o cargo em setembro de 2016, após o assassinato do presidente Marcos Falcon, então líder da gestão Portela Verdade, que seguiu administrando a instituição.

No início de junho, a Portela divulgou uma nota oficial em que afirmou que a escola estava sendo vítima de ataques caluniosos e informou que tomaria medidas judiciais contra o autor deles. A maioria dos boatos envolve questões relacionados à gestão dos recursos da agremiação.

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Por Redação

O musical “Dona Ivone Lara — um sorriso negro” ainda nem entrou em cartaz, mas a peça já ganhou a atenção do grande público a três meses da estreia. É que a atriz escalada para estrelar o espetáculo acabou desistindo do papel.

Com tom de pele mais claro que o da homenageada, que morreu no início de abril aos 97 anos, a paulista Fabiana Cozza desistiu de fazer parte do elenco após ter sido duramente criticada por ativistas do movimento negro. Para eles, Dona Ivone é vista como um dos símbolos da luta das mulheres negras por empoderamento, já que historicamente foi a primeira delas a compor um samba-enredo.

A atriz Fabiana Cozza, anunciada na semana passada como intérprete de Dona Ivone Lara no teatro, foi criticada nas redes sociais por não ter o mesmo tom de pele que a sambista.  Na foto, Fabiana posa ao lado de Jô Santana, um dos idealizadores da peça | Foto: Reprodução/Facebook

Família de Ivone Lara havia aprovado atriz

Desde a semana passada, o anúncio de Fabiana para o papel repercutiu negativamente entre militantes. A origem mestiça (ela é filha de mãe branca e pai negro e foi declarada parda em sua certidão de nascimento) não foi suficiente para acalmar os ânimos. A relação de proximidade entre a paulista e Dona Ivone também não. Elas se conheceram, chegaram a se apresentar juntas e, segundo a família da sambista disse ao Jornal O Globo, Ivone teria se mostrado favorável, ainda em vida, à escolha de Fabiana como intérprete do papel.

“Tinta fraca”, disparou internauta

A página da peça no Facebook chegou a ser avaliada 85 vezes com apenas 1 estrela (entre as 5 possíveis que podem ser atribuídas pelos usuários). Já a foto da atriz (incluída acima) reuniu mais de 700 reações negativas e gerou um debate com cerca de 600 comentários. No debate, o tom da pele da artista foi pauta recorrente:

— A questão aqui é a péssima escolha da direção e produção. Estamos fartos da pigmentação mais forte ser ignorada, no caso de um musical se tratar de uma mulher negra de tom acentuado. Ela (Fabiana Cozza) pode ser hiper talentosa, mas é “tinta fraca”. A pigmentação mais clara continua em vantagem até mesmo entre nós, afrodescendentes. Com todo respeito à cantora, a gente quer ver o tom mais forte sendo também reconhecido e nos palcos e telas da vida — escreveu uma internauta.

O episódio ganhou repercussão em páginas ligadas ao movimento negro. O grupo “Gente Preta”, que reúne quase 350 mil pessoas no Facebook, também divulgou um texto em reprovação à escalação de Fabiana. Seguidores da página responderam propondo um boicote à peça.

— Dona Ivone Lara. Mulher preta, enfermeira, que lutou contra o racismo nos manicômios. Mulher preta, cantora, sambista, sempre presença de exemplo para mulheres pretas na luta contra o machismo e racismo vai ser interpretada por uma branca/beje no teatro! A branquitude não toma vergonha na cara nunca? — questionaram os administradores da página.

Página que reúne apoiadores do movimento negro reprovou a escalação de Fabiana Cozza para o papel de Dona Ivone Lara | Imagem: Reprodução/Facebook

Renúncia

As críticas fizeram com que Fabiana Cozza desistisse do papel no início da tarde do último domingo, 03, através da publicação de uma carta nas redes sociais. Antes de dividir a carta de renúncia com o público, a atriz ganhou o apoio de familiares de Dona Ivone Lara, conforme divulgaram os canais de comunicação oficiais do musical.

— No Brasil, a artista que mais homenageou Dona Ivone Lara foi Fabiana Cozza. Quando o Jô (Santana, produtor do musical) chegou em casa para a reunião sobre o projeto, a família foi unânime, gostaríamos muito que quem vivesse Dona Ivone fosse Fabiana Cozza. Hoje, com o anúncio do nome, comemoramos em festa. Como a própria Dona Ivone dizia, Fabiana é gente lá de casa — disse Eliana, nora da homenageada do musical, em uma publicação no Facebook.

Família de Dona Ivone Lara demonstrou apoio à Fabiana Cozza, mas não conseguiu salvar atriz das críticas | Foto: Divulgação

A tentativa de demonstrar apoio à inclusão de Fabiana no elenco, porém, ganhou outras interpretações. Em mais de uma publicação na página do Facebook, a fala da representante da família de Dona Ivone Lara foi utilizada como possível comprovação da teoria de que a escalação seria fruto de um “Q.I.” (“Quem Indica”), ao contrário do que aconteceu com outros papeis do musical, para os quais foram promovidas audições na última semana, em São Paulo.

Além do apoio da família de Ivone Lara, Fabiana Cozza recebeu mensagens públicas das sambistas Leci Brandão e Teresa Cristina e também da Secretária de Cultura do Rio, Nilcemar Nogueira.

— Logo reflito a desunião do nosso povo negro. Sigo acreditando que precisamos discutir e muito o racismo estrutural. O espetáculo é uma produção feita por negros — escreveu Nilcemar, destacando outros nomes da equipe do musical.

Debate sobre “colorismo” está no centro da questão

A palavra “colorismo”, que se relaciona diretamente com as críticas à Fabiana Cozza, remete à discriminação baseada no tom de pele de uma pessoa. Nesse caso, o racismo seria o preconceito orientado a partir do pertencimento de uma pessoa a uma raça ou grupo étnico, enquanto o colorismo teria como critério exclusivamente a cor da pele.

Segundo essa percepção, negros de pele mais escura (os negros retintos) sofrem mais preconceito do que os negros de pele mais clara, ainda que todos sejam os negros. É a partir da necessidade de representatividade para as mulheres negras de pele mais escura, como Dona Ivone, que ativistas justificam a indignação diante da escalação de Cozza.

Atriz reafirmou origens negras ao desistir da peça

No texto que divulgou através das redes sociais (leia a íntegra ao fim da matéria), Fabiana Cozza disse que a renúncia ao papel de Dona Ivone Lara foi motivada por “muitos gritos de alerta”, mas não por “ladridos raivosos”. A artista abriu o texto reafirmando sua origem negra, ilustrada com os registros de sua certidão de nascimento, e disse sonhar com um futuro em que os negros de pele clara também sejam reconhecidos como parte do movimento.

Dona Ivone e Fabiana Cozza, lado a lado: diferença no tom de pele fez com que atriz resolvesse desistir do papel | Foto: Reprodução/Instagram/@leonardo.gola (publicada por @fabianacozza)

Leia a carta completa escrita por Fabiana e divulgada através das redes sociais:

“Fabiana Cozza dos Santos, brasileira

Nascimento: 16 de janeiro de 1976

Mãe: Maria Ines Cozza dos Santos, branca

Pai: Oswaldo dos Santos, negro

Cor (na certidão de nascimento): parda

Aos irmãos:

O racismo se agiganta quando transferimos a guerra para dentro do nosso terreiro. Renuncio hoje ao papel de Dona Ivone Lara no musical “Dona Ivone Lara – um sorriso negro” após ouvir muitos gritos de alerta – não os ladridos raivosos. Aprendo correta. E eu sou o avesso. Minha humanidade dói fundo porque muitas me atravessam. Muitos são os que gravam o meu corpo. Todas são as minhas memórias.

Renuncio por ter dormido negra numa terça-feira e numa quarta, após o anúncio do meu nome como protagonista do musical, acordar “branca” aos olhos de tantos irmãos. Renuncio ao sentir no corpo e no coração uma dor jamais vivida antes: a de perder a cor e o meu lugar de existência. Ficar oca por dentro. E virar pensamento por horas.

Renuncio porque vi a “guerra” sendo transferida mais uma vez para dentro do nosso ilê (casa) e senti que a gente poderia ilustrar mais uma vez a página dos jornais quando ‘eles’ transferem a responsabilidade pro lombo dos que tanto chibataram. E seguem o castigo. E racismo vira coisa de nós, pretos. E eles comemoram nossos farrapos na Casa Grande. E bebem, bebem e trepam conosco. As mulatas.

Renuncio em memória a todas negras estupradas durante e após a escravidão pelos donos e colonizadores brancos.

Renuncio porque sou negra. Porque tem sopro suficiente dizendo a hora e o lugar de descer para seguir na luta. É minha escuta de lobo, de quilombola. Renuncio pra seguir perseguindo o sol, de cabeça erguida feito o meu pai, minha mãe (branca), meus avós, meus bisavós, tatas…

Ao lado de vocês, irmãos.

Renuncio porque a cor da pele de Dona Ivone Lara precisa agora, ainda, ser a de outra artista, mais preta do que eu. Renuncio porque quero um dia dançar ao lado de todo e qualquer irmão, toda e qualquer tom de pele comemorando na praça a nossa liberdade.

Renuncio porque respeito a família de Dona Ivone Lara: Eliana, André, seu pai e todos os parentes e amigos que cuidaram dela até os 97 anos e tem sido duramente constrangidos por gente que se diz da luta mas ataca os iguais perversamente. Renuncio pelo espírito de Dona Ivone que ainda faz a sua passagem e precisa de paz.

Renuncio porque quero que este episódio sirva para nos unir em torno de uma mesa, cara a cara, para pensarmos juntos espaços de representatividade para todos nós.

Renuncio porque quero que outras mulheres e homens de pele clara, feito eu, também tenham o direito de serem respeitados como negros.

Renuncio porque tenho alma de artista e levo amor pras pessoas. Porque acredito num mundo feito de gente e afeto.

Renuncio porque não tolero a injustiça, o desrespeito ao outro, o linchamento público e gratuito das pessoas, descabido, vil, sem caráter, desumano.

Renuncio em respeito à direção e produção do espetáculo que tanto me abraçou, em respeito ao elenco que agora se forma e que, sensível a tudo, lutou por seu espaço e precisa trabalhar e criar em silêncio.

Renuncio por amor aos meus amigos artistas, familiares, irmãos que a vida me deu que também se entristecem, mas não se acovardam diante dos covardes.

Renuncio porque sou livre feito um Tiê, porque cantarei hoje, aqui, lá e sempre à senhora, Dama Dourada, minha amiga e amada Dona Ivone Lara.

Renuncio porque, como escreveu meu amado amigo Chico Cesar, “alma não tem cor”. E a gente chega lá.

Fabiana Cozza”

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Por Redação

Após ter sido criticado publicamente por ninguém menos que Martinho da Vila, Neguinho da Beija-Flor, Arlindinho e outros bambas, o cantor César Menotti também ganhou a reprovação de Leci Brandão e acabou pedindo desculpas pela piada de mau gosto que contou durante o “Altas Horas”, da TV Globo, no último sábado. Em sua conta no Instagram, Leci publicou um vídeo em que repudia veementemente a declaração do sertanejo, que ao contar uma história do passado com o irmão cantor, disse que “samba é coisa de bandido”.

— Sou Leci Brandão, mangueirense e compositora. Conheci Cartola, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, Martinho, Jorge Aragão, Dona Ivone Lara, Almir Guineto, Zeca Pagodinho, Reinaldo. Quero dizer para o senhor César Menotti que samba não é coisa de bandido, não. Bandido pra mim é quem compra a mídia e pra gente ter que ouvir um monte de música que não leva o país a ter nenhuma reflexão, consciência. Bandidagem, pra mim, é quem consegue fazer com que a cultura seja toda direcionada para quem tem poder — declarou a sambista, numa provável referência à predominância da música sertaneja no mercado musical brasileiro.

Nos comentários da publicação de Leci Brandão, César Menotti se desculpou pelo comentário, que classificou como “infeliz”. O artista disse ter atendido a um pedido de Serginho Groisman, apresentador do “Altas Horas”, ao narrar a apresentação que ele e o irmão e parceiro de dupla, Fabiano, fizeram num presídio no início da carreira.

— A senhora não me conhece, mas eu a conheço. (Conheço) sua obra e contribuição para a música brasileira. Contei um causo do saudoso Dicró. Se a senhora assistir todo o vídeo verá que é uma piada e que isso não representa a minha opinião. Humildemente, peço perdão por tê-la ofendido. Mas definitivamente esse causo que contei a pedido do Serginho não representa a minha opinião — disse Menotti, que gravou um vídeo com os mesmos dizeres e publicou em sua conta no Instagram.

César Menotti respondeu Leci Brandão com pedido de desculpas após ter dito, numa piada, que “samba é coisa de bandido”. A um dos seguidores da sambista ele chegou a dizer que tem “respeito máximo ao samba”. | Imagem: Reprodução/Instagram

A participação de César Menotti & Fabiano na atração global deu o que falar durante este domingo, 03. Além de Martinho, Neguinho da Beija-Flor, Arlindinho e Leci, outros representantes do ritmo e das escolas de samba responderam negativamente à brincadeira de Menotti. Mestre de bateria da Unidos da Tijuca, Casagrande chegou a propor uma campanha com a #sousambistanaosoubandido. Já Lucinha Nobre, porta-bandeira da Portela, questionou: “Quem é esse cara?”.

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A São Clemente apresentou neste domingo, 13, durante uma feijoada, seus reforços para o Carnaval 2019.  O cantor Bruno Ribas, o coreógrafo Junior Scapin e a porta-bandeira Giovanna Justo foram as sensações da tarde. Ao lado do intérprete Leozinho Nunes, Ribas defendeu pela primeira vez o microfone principal da agremiação da Zona Sul.

– É uma tarde mais que especial pra São Clemente. Sei da importância que tem esse domingo das mães e, mesmo assim, ver a quadra cheia, com esses grandes amigos prestigiando nossa nova equipe, é muito bacana. Sabemos a força da nossa equipe, mas reforços são sempre bem-vindos. Espero, de coração, que todos se sintam totalmente em casa pra trabalhar aqui – disse o presidente Renato Almeida Gomes, o Renatinho.

Bruno Ribas cantará ao lado de Leozinho Nunes – Foto: Rafael Arantes / Divulgação
Conheça a equipe da São Clemente para o Carnaval 2019:
Presidente: Renato Almeida Gomes
Vice-presidente: Roberto Gomes
Carnavalesco: Jorge Silveira
Diretor Artístico: Tiago Martins
Coreógrafo: Junior Scapin
Intérpretes: Leozinho Nunes e Bruno Ribas
Mestre de Bateria: Caliquinho
Rainha de Bateria: Raphaela Gomes
Diretores de Passistas: Rafael Jhonson e Juliana Moraes
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Fabricio e Giovanna
2º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Tchetchelo e Bárbara
*foto da capa: Rafael Arantes / Divulgação

 

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Pela estimativa na Riotur, 6 milhões de pessoas participaram do Carnaval de rua em 2018 - Foto: Riotur/Divulgação

Por Redação

A Riotur abriu nesta quarta-feira, 2, a primeira etapa do processo de inscrição para os blocos de rua na temporada de 2019. Os interessados podem se cadastrar até 15 de junho pelo site http://carnaval.rio/registro. Nesta primeira fase, os responsáveis pelos blocos terão de preencher o formulário online para inscrição preliminar, informando dados e contatos pessoais do organizador, além de informações sobre o bloco ou banda, como nome, público estimado, local, horário, data, estrutura e formato do desfile, entre outros.

Após o preenchimento e envio dos dados, o organizador receberá por e-mail um protocolo com seu número de inscrição e, depois, o cronograma e passo a passo das próximas etapas. Com um total de cinco fases, o processo inclui o preenchimento do sistema, a análise da inscrição, a entrega do resultado de deferimento ou indeferimento do cadastro, a validação dos documentos, incluindo o “nada opor” dos órgãos públicos; e posterior entrega do documento definitivo de autorização e assinatura do termo de compromisso, única etapa presencial do processo.

Pela estimativa na Riotur, 6 milhões de pessoas participaram do Carnaval de rua em 2018 – Foto: Riotur/Divulgação

A Riotur informa que decidiu antecipar as inscrições para melhorar a organização do Carnaval Rio 2019, para que seja possível dimensionar a festa com a antecedência necessária e promover um carnaval de rua mais eficiente. O mote para o ano que vem, ainda de acordo com a empresa, é focar na qualidade e não na quantidade.

– Estamos trabalhando em conjunto com os órgãos públicos envolvidos na realização do Carnaval, bem como com as entidades civis, incluindo associações de moradores e responsáveis pelos blocos, com o intuito de planejar e organizar o evento de 2019. Desta forma, ouvindo e unindo diferentes experiências, acreditamos que reuniremos os esforços de todos da melhor forma possível, com tempo suficiente até a execução do evento, dando voz à sociedade que vivencia e realiza o evento, minimizando o impacto no patrimônio público, otimizando a gestão dos órgãos e, principalmente, oferecendo ao grande público o Carnaval que o Rio de Janeiro merece: organizado, seguro e alegre – garante Marcelo Alves, presidente da Riotur.

A empresa de Turismo promete melhoria para os foliões – Foto: Riotur/Divulgação

Em 2018, 473 blocos obtiveram autorização para 596 desfiles em diversas regiões da cidade do Rio de Janeiro. Pelos cálculos da Riotur, 6 milhões de pessoas participaram do Carnaval de rua. Além da falta de segurança e reclamações quanto à agilidade do sistema de transportes, o rastro de lixo deixado pelos foliões e ambulantes após a passagem dos blocos foi outro ponto negativo da folia.

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Os estilistas Leandro Leonel e Leandro dos Santos recebem convidados no próximo sábado, 5, às 20h, na quadra da Paraíso do Tuiuti, em São Cristóvão, para a comemoração dos 15 anos de funcionamento do Ateliê Carioca, um dos mais requisitados pelas escolas de samba do Rio para a confecção de fantasias. No último Carnaval, a dupla Leozinho e Pedrão (como os dois são mais conhecidos pelos clientes) foi responsável pela confecção de fantasias que sete dos 13 casais de mestre-sala e porta-bandeira de escolas do Grupo Especial usaram na Marquês de Sapucaí. Nas escolas do acesso, assinaram a produção de oito casais. A dupla também veste sambistas de destaque em diversas agremiações durante todo o ano, para apresentações em quadras e shows.

Rainhas de bateria e musas como Gracyanne Barbosa, Raissa de Oliveira, Quitéria Chagas e Luiza Brunet já usaram criações feitas pelos estilistas do Ateliê Carioca.

O evento deste sábado, restrito a convidados, terá como Mestre de Cerimônias Milton Cunha, carnavalesco e comentarista da TV Globo.

*foto da capa: Leo Queiroz / Divulgação

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Um incêndio na manhã desta segunda-feira, 2, destruiu a antiga fábrica de alegorias do Império da Tijuca, da Série A, que fica às margens da Avenida Brasil. A intensidade do fogo assustou quem passava pela região, tanto que o trânsito pelo local teve de ser interditado.

Ninguém ficou ferido. Segundo informações do Jornal O Globo, três usuários de crack teriam sido os responsáveis pelo incidente. Eles teriam soltado fogos em esculturas que estavam do lado de fora, mas o fogo se alastrou. Dos oito carros alegóricos, seis foram destruídos.

Há pelo menos três anos o espaço já não é mais utilizado pela agremiação do Morro da Formiga, na Zona Norte do Rio. A União do Parque Curicica usou o barracão nos últimos dois carnavais. O lugar também atendia a Unidos da Ponte e a Lins Imperial. Funcionários afirmam que a estrutura física do lugar ficou comprometida.

Incêndios frequentes

Um dos últimos grandes incêndios envolvendo escola de samba atingiu o barracão da Renascer de Jacarepaguá, em agosto do ano passado. O local, na Leopoldina, fica perto da quadra da Unidos da Tijuca. A escola da Série A, na ocasião, perdeu boa parte dos preparativos para o Carnaval de 2018.

Já em 2011, às vésperas dos desfiles, três barracões do Grupo Especial, na Cidade do Samba, foram consumidos pelas chamas. União da Ilha, Portela e Grande Rio tiveram perdas significativas de seus trabalhos para aquele ano, e foram tão afetadas pelo incêndio de grandes proporções que nenhuma delas foi julgada ao passar pela Sapucaí.

*Foto da capa: Reprodução/TV Globo

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As belezas de Fortaleza, no Ceará, podem até deixar o trabalho um tanto prazeroso, mas Jack Vasconcelos deixou de curtir o feriadão para fazer pesquisa de campo do enredo do ano que vem. O carnavalesco da Tuiuti vai levar para a Avenida a história do bode Ioiô, que fez fama pela cidade nordestina, chegando a ser eleito vereador. Por lá, Jack visitou diversos pontos por onde o animal passou e conheceu de perto o bicho, que foi empalhado e está em exposição no Museu do Ceará.

Jack com a diretora do Museu do Ceará, Carla Vieira – Foto: Dani Joia / Divulgação

– A diretora do museu, Carla Vieira, me recebeu e conversamos bastante sobre a Fortaleza antiga, sobre o bode e sobre o próprio museu. Foi maravilhoso! – contou, animado, Jack Vasconcelos.

Com a ajuda de historiadores locais e de um memorialista, o carnavalesco refez todo o caminho do bode pelos principais pontos de Fortaleza. Jack posou para fotos e compartilhou em suas redes sociais alguns desses locais, como no Passeio Público e na escadaria da Praça dos Leões.

Jack com Gustavo Melo (à direita) e Rui Simões na praia de Iracema – Foto: Dani Joia / Divulgação

– A ideia de ir até Fortaleza me ambientar com o personagem do enredo foi do João Gustavo Melo (historiador). Ele e o Rui Simões Filho (também historiador) estão me ajudando a conhecer um pouco mais da história de Fortaleza. Também estive com o Nirez (jornalista), que é o maior memorialista do Ceará. Fui na casa dele, que é onde ele guarda seus arquivos, e conversamos sobre as histórias do bode. Incrível! – detalhou Jack.

Jack com o jornalista Nirez – Foto: Dani Joia / Divulgação

O título e a sinopse do enredo serão divulgados pela Tuiuti durante a Feijoada de Dia das Mães, marcada para o próximo dia 13. O evento será gratuito para todas as mulheres e começará às 13h.

*foto da capa: Dani Joia / Divulgação

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Depois de perder 0,6 décimos em comissão de frente no último desfile, a São Clemente resolveu apostar em Júnior Scapin para comandar o quesito em 2019. O coreógrafo já está trabalhando junto com o carnavalesco Jorge Silveira para buscar a tão sonhada nota máxima. Para isso, Scapin enalteceu o tempo que terá de quase um ano para poder elaborar a coreografia oficial.

Scapin está animado com o projeto da São Clemente para 2019 – Foto: Rafael Arantes / Divulgação

– É muito bom quando uma escola importante valoriza o profissional desde a abordagem até a concretização de uma proposta. O Renatinho é um presidente muito acessível e presente na vida dos seus funcionários. Sempre achei a São Clemente uma escola estruturada e de família. Estou lisonjeado em fazer parte desse time. Acredito que tudo que começa certo tende a chegar ao sucesso, ainda mais com o empenho da diretoria em realizar um projeto vitorioso para a comissão. É o início de uma grande parceria, tenho certeza disso – completou Scapin, que defendeu o Império Serrano no último Carnaval.

A mudança na estratégia partiu diretamente do presidente Renato Almeida Gomes, o Renatinho, que aposta todas as fichas no talento do novo coreógrafo para ter na comissão de frente uma abertura impactante na Sapucaí.

– Em 2018 tivemos uma situação atípica, acabamos deixando os trabalhos da comissão para um período muito apertado. Desta vez a ideia foi totalmente o contrário. Acertamos a vinda do Scapin, que é um dos grandes nomes da nova geração dos coreógrafos, e daremos a ele o ano inteiro para trabalhar com tranquilidade. Uma comissão imponente é o primeiro passo para um desfile de peso – disse o presidente.

A São Clemente apresentará oficialmente sua nova equipe na feijoada de Dia das Mães, que será realizada no dia 13 de maio, a partir das 13h.

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Em busca do título inédito, o Paraíso do Tuiuti reforçou a direção de carnaval para o ano que vem. Júnior Cabeça, que estava na Porto da Pedra, se junta a André Gonçalves e Rodrigo Soares, que já estavam na escola. O trio será apresentado oficialmente no próximo dia 13, durante a Feijoada de Dia das Mães, que também vai marcar a entrega da sinopse do enredo de 2019.
Júnior, Andrezinho e Rodrigo formam a direção de Carnaval do Tuiuti – Foto: Divulgação
Júnior fará sua estreia na azul e amarelo de São Cristóvão, depois de atuar na Porto da Pedra este ano, pela Série A. O profissional tem 28 anos de Carnaval, tendo iniciado a carreira em 2003, no barracão da Viradouro. Ele ainda tem passagens pela Em Cima da Hora e pela Imperatriz Leopoldinense.
– Quero agradecer ao presidente Thor pela oportunidade. Ele vem olhando o meu trabalho por alguns anos, e agora me trouxe para a Tuiuti – vibra Júnior.
Já Rodrigo Soares irá para o seu segundo ano consecutivo na escola. O diretor passou por escolas como Império da Tijuca, Unidos da Tijuca, Grande Rio e a direção de carnaval da Lierj, a liga do grupo de acesso A. Na Tuiuti, ele pretende continuar seguindo com a política de valorização da comunidade.
– Queremos resgatar a alegria do componente, que ele tenha vontade de desfilar com a gente. Queremos trazer o componente apaixonado pela Tuiuti pra dentro da escola – frisa Rodrigo.
O trio de diretores já trabalha no barracão da Paraíso do Tuiuti, na Cidade do Samba, coordenando o processo de desmonte das alegorias do último desfile. Para Andrezinho, que vai para a quarta temporada na escola, a Tuiuti começou com o pé direito o Carnaval 2019.
– Estou na escola desde a Série A e venho aprendendo muito aqui dentro. A Tuiuti está vivendo um grande momento e vamos nos preparar ainda mais para o ano que vem – completa André.

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Prestes a completar 10 anos no comando da bateria do Império Serrano, mestre Gilmar viverá o maior desafio da carreira no próximo Carnaval: dar sustentação rítmica para a música “O que é, o que é?”, de Gonzaguinha, que será o samba-enredo da verde e branco da Serrinha em 2019.
Gilmar deve convocar os ritmistas para uma reunião nos próximos dias e anunciar algumas novidades. Uma das ideias do mestre é fazer com que a obra original de Luiz Gonzaga Junior não sofra muita interferência da “Sinfônica do Samba”.
Mestre Gilmar promete bateria mais cadenciada em 2019 – Foto: Reprodução Facebook Império Serrano
Ou seja, Gilmar planeja fazer bossas simples baseadas apenas na melodia da composição. De acordo com o mestre de bateria, o andamento também deverá ser reduzido para o ano que vem.

– Temos um ano pra trabalhar, mas não pretendo fazer muito coisa, para evitar poluir esse samba. Vou fazer bossas simples dentro da melodia do samba. Não quero perder o encanto das pessoas com a obra – explica mestre Gilmar.

Espanto ao saber do samba

Ele conta que ficou “espantado” quando soube da ideia do carnavalesco Paulo Menezes. Em princípio, revela ter ficado com medo, mas disse para a presidente da agremiação, Vera Lúcia, que transformar a música “O que é, o que é?” em samba-enredo seria um inovação no Carnaval e relembraria os áureos tempos do Império Serrano.

– Foi muito impactante pra mim quando soube da proposta do carnavalesco. Fui pra casa, analisei e abracei de corpo e alma a ideia. O Império Serrano é uma escola de grandes inovações. Essa música já foi gravada por diversos artistas e agora chegou a hora do Império Serrano dar sua própria interpretação para o samba – destaca Gilmar.

Diretor de carnaval se afasta

A divulgação do samba-enredo da escola de samba para 2019 causou barulho nas redes sociais. Torcedores se dividiram, mas a maioria aprovou a decisão da diretoria imperiana. Entretanto, o diretor de carnaval da verde e branco, Hélio Oliveira, publicou uma carta em seu Facebook se desligando do Império por não concordar com a proposta.

“Depois do anúncio dos rumos do carnaval do Império Serrano, tive uma noite de reflexão, e anuncio a todos os meus amigos e torcedores do nossa escola que eu não faço mais parte da diretoria do Império Serrano. Foram 4 anos de dedicação, trabalho intenso e desapego financeiro, sempre fui leal a essa diretoria que eu ajudei a eleger”, escreveu Hélio.

No entanto, segundo a diretoria da escola, Hélio Oliveira havia sido afastado do time de profissionais para 2019 poucos dias após o Carnaval. A agremiação informou que “ele integrava a comissão de carnaval responsável pelo desfile no qual o Império perdeu 0,2 décimos, por não cumprir o tempo mínimo de apresentação”. O desfile da verde e branco durou 63 minutos, dois a menos do que estabelece o regulamento da Liga Independente das Escolas de Samba.

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A Unidos do Viradouro anunciou na última segunda-feira, 23, durante a Feijoada de São Jorge na quadra, em Niterói, o título do enredo que levará à Marquês de Sapucaí em 2019. “Viraviradouro”, que marcará o retorno de Paulo Barros à vermelho e branco, terá um desfile baseado na transformação, idealizado a partir do momento que a escola vem passando, desde que a nova diretoria, liderada por Marcelo Calil, presidente de honra, e Marcelinho Calil, presidente-executivo, assumiu o comando da agremiação, na eleição de um ano atrás.

Barros, que assinou os carnavais da Viradouro em 2007 e 2008, avisa que o desfile vai abordar ainda o renascimento.

Paulo Barros está de volta à escola de Niterói – Foto: Sandro Mendonça/Divulgação

– A própria Viradouro me inspirou, porque esteve em uma situação muito difícil há bem pouco tempo, com a comunidade afastada, conseguiu renascer, e já está visivelmente transformada. E vamos mostrar na Avenida um misto de feitiço e magia, com histórias que encantam a humanidade, através dos séculos. Na verdade, a grande ideia do enredo é o espírito de transformação e de como a superação é possível – revela o carnavalesco.

Zé Paulo e Ciça foram ovacionados pela comunidade da Viradouro – Foto: Sandro Mendonça/Divulgação

A festa do Dia de São Jorge, que teve entre as atrações musicais Toninho Geraes e Leandro Sapucahy, também serviu para apresentar à comunidade a equipe que vai comandar os preparativos para o próximo Carnaval.

Além de Paulo Barros e mestre Ciça, que estão de volta e foram muito festejados pelos componentes da escola, os novos reforços são: Alex Neoral, coreógrafo da comissão de frente; o maestro Jorge Cardoso, na direção musical; Amanda Poblete e Jeferson Souza, segundo casal de porta-bandeira e mestre-sala (com o ensaiador Daniel Ghanem); Washington Jorge, que vai dividir o comando da harmonia com Mauro Amorim (que já era diretor do segmento); e Roberta Nogueira e Marcelo Sandryni, que serão os responsáveis pelas coreografias e teatralização de alas e alegorias. Completam a equipe: Alex Fab e Dudu Falcão, na direção de carnaval; o intérprete Zé Paulo Sierra; Julinho e Rute, primeiro casal, com a ensaiadora Celeste Lima; e Valci Pelé, na liderança da ala de passistas.

A sinopse do enredo será entregue aos compositores no dia 9 de junho, e a apresentação dos sambas concorrentes será em 11 de agosto.

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Com seis campeonatos no Carnaval do Rio de Janeiro, Alexandre Louzada, que em 2019 vai assinar o quarto desfile consecutivo pela Mocidade Independente de Padre Miguel, será homenageado pela contribuição à folia carioca, nesta quarta-feira, no Baródromo.

Renato Lage e Rosa Magalhães, outros dois veteranos e campeões dos desfiles das escolas de samba, receberam homenagens semelhantes na casa temática localizada na Lapa.

Louzada já ganhou seis campeonatos no Carnaval carioca – Foto: Arquivo

Louzada iniciou a carreira em 1985, na Portela. Foi campeão pela Mangueira (1998), Vila Isabel (2006), Beija-flor (2007, 2008 e 2011), e Mocidade (2017, título dividido com a Portela). Também foi vitorioso no Carnaval de São Paulo, com a Vai-Vai, em 2011 e 2015. Aqui no Rio de Janeiro, passou por escolas como Grande Rio, Caprichosos de Pilares e Porto da Pedra.

As atrações musicais da noite serão o Grupo Arquibancada, com repertório exclusivo de sambas-enredo, e intérprete e a bateria da Mocidade. A entrada custa R$ 10 e quem chegar até as 20h vestindo camisa de qualquer escola de samba entra de graça. O Baródromo fica na Rua do Lavradio, 163. Informações e reservas (21) 25045754.

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Apaixonado por futebol e autor de um dos sambas mais cantados por torcedores de times Brasil afora – “É campeão” (Domingo eu vou ao Maracanã / Vou torcer pro time que sou fã…”) -, Neguinho da Beija-flor acaba de gravar um samba pra embalar a torcida brasileira durante os jogos da Copa da Rússia.

Mas ainda que o desempenho da equipe de Tite possa vir a encantar o Brasil e o mundo, a corrupção, a falta de segurança e a péssima qualidade dos serviços de saúde no Brasil estão presentes na letra de “Eu quero essa Copa”, composição de Neguinho, Murilo Rayol e Sidney Myngal.

– O brasileiro, por enquanto, não tá muito animado com a Copa. E acho que nem é ainda por conta do vexame dos 7 a 1 pra Alemanha. É que tá todo mundo muito desmotivado e decepcionado com o que vem acontecendo no país. Mas quando a seleção entrar em campo, ainda mais se o time começar bem, acredito que o brasileiro vai acabar entrando no clima – aposta o intérprete da escola de Nilópolis.

Confira a letra:

Eu quero essa Copa

(Murilo Rayol, Sidney Myngal e Neguinho da Beija-Flor)

Eu quero essa Copa sim

Mas isso não basta pra mim

Quero meu time jogando

No campo e na escola

Um craque dando olé

Na segurança e na bola

Sou brasileiro feliz

Explode o meu coração

Quero ver goleada na corrupção

É tão bonito a galera gritando gol (É gol)

A criançada estudando e sendo feliz

E ver meu povo com saúde no país

Ser canarinho não é brincadeira

É emoção na ponta da chuteira

Adrenalina no coração

E o grito na garganta

É campeão!

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Um dos destaques entre os intérpretes da nova geração do Carnaval carioca, Igor Sorriso decidiu seguir sua carreira apenas em São Paulo no ano que vem. O cantor foi contratado pela Mocidade Alegre, escola que já defendeu por três temporadas ( 2014 a 2016). Mas não é só de escola que o ex-intérprete da Vila Isabel está trocando não.

Igor resolveu levar toda a família (mulher, dois filhos e o cachorro) pra morar na capital paulista, no bairro do Limão, onde também fica a sede da vermelho e verde. A mudança definitiva ocorre já no próximo mês.

Igor também vai levar o cachorro para morar em São Paulo – Foto: Rafael Arantes / Arquivo

– Foi uma decisão pensando mesmo no conjunto familiar, na minha família como um todo. Optei por deixar a Vila Isabel e seguir esse caminho pra poder construir um momento diferente em casa. É uma oportunidade profissional muito bacana pra mim, e a cidade tem um mercado ainda mais abrangente pra minha mulher (que é engenheira de comunicação), então decidimos que era a hora de mudar – alega Igor Sorriso.

A decisão, entretanto, não foi fácil. Afinal, ao menos três agremiações do Grupo Especial do Rio, segundo Sorriso, o procuraram para que ele assumisse o microfone principal. Igor diz ter recusado cada uma das propostas porque queria se dedicar 100% ao projeto da Mocidade Alegre para o Carnaval 2019. A apresentação oficial dele na agremiação paulista deve rolar até o fim de maio.

– Não foi fácil bater o martelo e decidir deixar o Carnaval do Rio neste momento, mas é uma certeza pra mim. Sei do tamanho e da força tanto da Mocidade Alegre, como do Carnaval de São Paulo. Sei de como viver integralmente a rotina da escola será um marco na minha carreira profissional também. Então, a junção desses dois fatores foi determinante – explica.

A definição de trabalhar apenas em São Paulo faz com que o cantor pare temporariamente a trajetória que começou a construir no Carnaval do Rio em 2010, quando estreou na São Clemente. Na “Terra da Garoa”, ele já havia estreado: foi cantor da Acadêmicos do Tucuruvi, em 2013.

*Foto de capa: Rafael Arantes / Divulgação

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