Autores Criado por Alice Fernandes

Alice Fernandes

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A Mocidade amanheceu neste sábado, 23, com o samba-enredo para o Carnaval de 2019 escolhido: a obra feita pelos compositores Jefinho Rodrigues, Diego Nicolau, Marquinho Índio, Jonas Marques, Richard Valença, Roni Pit Stop, Orlando Ambrosio e Cabeça do Ajax vai embalar o desfile sobre o tempo, desenvolvido pelo carnavalesco Alexandre Louzada. O Sambarazzo transmitiu o evento ao vivo através da página do site e da escola no Facebook. Os vídeos da festa estão disponíveis abaixo.

Assista à transmissão ao vivo — Parte 1:

Assista à transmissão ao vivo — Parte 2:

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O clima de festa tomou conta da quadra da Grande Rio em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, durante a noite deste sábado, 22. A tricolor comemorou 30 anos de história com uma grande festa de aniversário e apresentou aos componentes e torcedores o hino oficial para o Carnaval 2019, obra produzida sob encomenda pelos compositores Cláudio Russo, André Diniz, Moacyr Luz, Gê Martins, Licinho Junior e Elias Bililico. O samba vai embalar o enredo “Quem nunca…? Que atire a primeira pedra”, dos carnavalescos Márcia Lage e Renata Lage. O Sambarazzo transmitiu o evento ao vivo através do Facebook.

Veja a íntegra da transmissão!

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Por Redação

Um incêndio no barracão da Beija-Flor assustou trabalhadores da Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio, por volta das 18h desta terça-feira, 21. O fogo foi controlado, inicialmente, com a ajuda de funcionários da Mocidade, da São Clemente e da Mangueira, que precisaram recorrer a um hidrante do complexo carnavalesco da Gamboa, no Rio, para acabar com as chamas. O Corpo de Bombeiros foi acionado e chegou ao local por volta das 18h50.

Funcionários de outras agremiações ajudaram a combater as chamas no barracão da Beija-Flor. Bombeiros chegaram depois – Fotos: Sambarazzo

Segundo testemunhas ouvidas pelo Sambarazzo, o incidente atingiu estruturas de madeira que estavam localizadas no primeiro andar do prédio da azul e branco de Nilópolis. Apenas poucos funcionários da administração da atual campeã do Carnaval estavam dentro do prédio. Não houve feridos.

NOVO INCÊNDIO! Por volta das 18h desta terça-feira, 21, começou a pegar fogo o barracão da Beija-Flor na Cidade do Samba, no Rio. Funcionários da Mocidade ajudaram a controlar as chamas com os hidrantes do complexo carnavalesco. Não houve feridos. Mais informações em breve! Vídeo: Sambarazzo #Sambarazzo

Posted by Sambarazzo on Tuesday, August 21, 2018

Chamas atingiram barracão da azul e branco na tarde desta terça-feira – Foto: Sambarazzo

Técnico de segurança do trabalho da Mocidade, Ricardo Conceição, de 39 anos, foi um dos primeiros a reparar que algo estava errado estava acontecendo no barracão vizinho. Ele mobilizou a equipe que trabalhava nas dependências da verde e branco para tentar salvar a coirmã. Até o vice-presidente da escola, Rodrigo Pacheco, colaborou no combate ao fogo.

Técnico de segurança de trabalho da Mocidade, Ricardo Conceição ajudou a apagar o fogo no barracão da coirmã | Foto: Sambarazzo

– Tava entrando no barracão da Mocidade quando vi o primeiro foco de incêndio. Tentamos combater com extintores, mas não conseguimos. Aí, quebramos o hidrante da Cidade do Samba e controlamos as chamas. Outros técnicos ajudaram, como os da São Clemente e da Mangueira. O vice-presidente Rodrigo também. As escolas se uniram pra salvar o barracão – afirma Conceição, que também destaca a importância de profissionais da mesma área que a dele para o bom funcionamento da Cidade do Samba.

Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar as chamas no barracão da Beija-Flor – Foto: Sambarazzo

No ano passado, a chamada “Fábrica de Sonhos” chegou a ficar mais de um mês interditada porque diversas agremiações não tinham responsáveis pela segurança do trabalho em seus quadros.

As instalações da brigada de incêndio da Cidade do Samba foram utilizadas pra ajudar a controlar o fogo. Os bombeiros chegaram quase 1 hora depois do primeiro chamado | Foto: Sambarazzo

*Foto de capa: Sambarazzo

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Por Redação

Desde março deste ano, a palavra de ordem na Vila Isabel é de Fernando Fernandes, de 54 anos, que passou a comandar a azul e branco após renúncia do ex-presidente Bernardo Bello.

Empresário do ramo imobiliário, Fernandes adotou nas dependências da escola o estilo que diz funcionar em seus empreendimentos pessoais, tendo como pilar o respeito aos funcionários, algo que, segundo ele, é pouco comum no Carnaval.

Sem citar nomes, em entrevista ao Sambarazzo ele não poupa críticas ao atual modelo de gestão da festa e, mesmo com pouco tempo sentado na cadeira de maior poder numa agremiação, gostaria que suas atitudes fossem um exemplo a seguir. E ainda compara alguns colegas com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o ex-agente da KGB famoso pelo perfil autoritário.

— Não admito ninguém gritando com ninguém, tem que tratar todo mundo com respeito. O que mais me incomoda no ambiente de carnaval é justamente isso, que as pessoas não se respeitam. Tem uns que querem aparecer mais que o outro. Tem uns presidentes que se acham o Putin. Isso não pode ser assim. Educação em primeiro lugar, sempre — afirma.

Presidente da Vila critica o comportamento de alguns dirigentes do Carnaval, os comparando com o presidente da Rússia, Vladimir Putin | Fotos: Eduardo Hollanda/Reprodução/Facebook da Unidos de Vila Isabel e Reprodução/en.kremlin.ru

 

Fantasias terão código de barras

Além da cordialidade com os empregados da Vila Isabel, Fernando Fernandes frisa que a preocupação se estende aos componentes da escola. Para 2019, um novo método de controle para retirada das fantasias será criado, de modo a facilitar a vida do folião. Quem for desfilar, segundo o dirigente, vai utilizar um sistema com código de barras pra ninguém passar aperto: os calçados terão o número correto dos pés do desfilante, assim como a fantasia de cada um será digitalmente identificada.

— Tem um mito no carnaval de que não entregam nada pronto. Aqui na Vila, vamos distribuir as fantasias já com o sapato, e tudo com um controle eficiente. Usaremos um leitor de código de barras e cada pessoa vai pegar a fantasia completa, sem precisar um dia pegar uma parte da roupa e num outro dia o sapato. E isso é simples de fazer. Vamos ter uma impressora que vai identificar a pessoa pelo número do CPF, que vai gerar o código de barras — garante.

Fernando Fernandes e o carnavalesco Edson Pereira posaram com a equipe e representantes de Petrópolis, enredo da escola pra 2019 | Foto: Eduardo Holanda

“Tenho uma vida boa, não ganho um centavo da Vila”

Ainda fazendo uma autoavaliação da administração até aqui, Fernandes aproveita para descartar a palavra crise do cenário carnavalesco. O empresário defende que a subvenção da Liesa, e a verba da TV Globo e da prefeitura, somando a isso a venda de ingressos para a Sapucaí, que totalizam algo em torno de R$ 7 milhões, são receitas mais que suficientes pra se executar um carnaval competitivo:

— Tudo é questão de organização. Já estamos com todo o material comprado, o que representa uma economia de 40%. Hoje, é uma nova Vila Isabel, é tudo organizado. Tenho uma vida boa, não ganho um centavo da Vila, não preciso.

Na Rússia, Vladimir Putin é o líder do país pela quarta vez e, se ficar até 2024 (considerando os anos em que foi primeiro-ministro) como prevê o mandato, completará 25 anos de poder. Na Vila Isabel, Fernando Fernandes se julga com perfil bem diferente do russo, mas vislumbra muito tempo no comando da escola de Martinho da Vila.

— Nasci em Vila Isabel, sou da escola há 9 anos, sempre fui diretor jurídico. E fui vice do Bernardo. Hoje, pra se candidatar aqui, dou 500 votos pra cada um, mas ninguém ganha. Porque tem que respeitar as pessoas – conclui.

Em 2019, a Vila Isabel vai homenagear a cidade de Petrópolis, tema patrocinado e que está sendo desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira, campeão da Série A este ano, com a Unidos do Viradouro.

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Por Redação

O sorteio da ordem dos desfiles das escolas de samba para o Carnaval 2019 na noite desta terça, 17, acabou com o mistério: já é possível saber em qual dia e em qual posição a sua agremiação favorita irá entrar na Marquês de Sapucaí no ano que vem. O evento, que agitou a Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio, reuniu inúmeros representantes do Grupo Especial e levou dirigentes e artistas a voltarem todas as atenções para o globo prateado onde bolinhas sortidas, numeradas de 1 a 10, começaram a desenhar o destino da próxima temporada.

O Domingo de Carnaval (3 de março de 2019) será marcado, nesta ordem, pelas apresentações de Império Serrano, Viradouro e Grande Rio, conforme já havia sido estabelecido numa plenária da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) no início de julho. O sorteio definiu ainda que Salgueiro, Beija-Flor, Imperatriz e Unidos da Tijuca entrarão na Avenida a seguir.  Já a Segunda-feira do período de Momo, o dia mais desejado pelas agremiações, será de São Clemente, Vila Isabel, Portela, União da Ilha, Paraíso do Tuiuti, Mangueira e Mocidade.

Segunda produziu mais campeãs

Desde que o Sambódromo foi aberto, em 1984, 31 escolas se sagraram campeãs desfilando no segundo dia de apresentações, enquanto no primeiro isso aconteceu apenas sete vezes.

Confira abaixo a ordem de desfiles para o Carnaval 2019!

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Por Redação

Esqueça o politicamente correto. O enredo da Grande Rio pra 2019 vai focar justamente no contrário: Renato e Márcia Lage, a dupla de carnavalescos da escola, vão focar nos deslizes da sociedade brasileira pra entrar na Sapucaí em prol da educação e das boas maneiras.

Os maus hábitos tupiniquins estarão em pauta no desfile, que promete meter o dedo em várias feridas. Até nas provocadas pela própria agremiação.

É que a sinopse que explica o tema, intitulado “Quem nunca? Que atire a primeira pedra!”, traz logo no parágrafo de abertura um “mea-culpa” sobre o fato que mais deu o que falar após o último Carnaval. A polêmica virada de mesa que impediu que Grande Rio e Império Serrano, as duas rebaixadas pelo júri técnico da Liesa, caíssem de grupo.

Manual de boas maneiras! A logo oficial do enredo assinado por Renato e Márcia Lage | Foto: Divulgação

Além de criticar a si mesma, a Acadêmicos do Grande Rio reclama um pouco de tudo no enredo que condena a falta de etiqueta. Entre os tópicos citados no texto divulgado pela tricolor de Duque de Caxias, barracos em público, intolerância, egoísmo no dia a dia e no trânsito, e até os excessos de correntes no aplicativo de conversas WhatsApp. Ainda compõem a extensa lista de gafes jogar lixo ou fazer xixi na rua.

Confira a sinopse do enredo, na íntegra:

” Quem nunca…?

Que atire a primeira pedra! ”

Fala sério aqui com a gente, “de boas”, “numa boa”, francamente: quem nunca saiu dos trilhos, perdeu o prumo, deu detalhe, rodou a baiana, chutou o balde e o pau da barraca, armou um barraco ou mesmo deu uma virada de mesa? Um deslize, uma gafezinha qualquer ou uma falta de educação das grossas mesmo? Quem nunca? Eu, você, todo mundo, pelo menos uma vez, já esqueceu etiquetas, manuais e regulamentos e atravessou o samba na passarela dessa vida.

Que atire a primeira pedra quem nunca. Ou melhor, atirar pedra, não, porque aí já é falta de educação outra vez.

Tão humano quanto o ato bíblico de atirar a primeira pedra são os nossos maus hábitos que expressam impaciência, egoísmo, descuido, intolerância, “jeitinho”… ou até falta de informação.

Furar fila, fingir estar dormindo pra não ceder o banco do ônibus pra idoso ou gestante, colar chiclete embaixo da mesa, lançar a guimba do cigarro na calçada ou aderir àquele pacote do “gatonet” chegam a ser “fichinha” perto de uma série de atitudes questionáveis. E aí cada um (do alto do seu telhado de vidro) lança aquela velha máxima: “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”.

O motivo do nosso enredo é educação, só que a gente resolveu falar dela pelo viés irreverente e crítico da FALTA de educação, de coisas que fazemos que comprometem o nosso dia-a-dia, a nossa convivência e o nosso futuro.

Quem nunca lançou a latinha de refrigerante pela janela do carro, avançou o sinal vermelho, dirigiu com aquela dose de cervejinha na ideia ou acima da velocidade permitida?

Do preguiçoso que entra na via sem ligar a seta e do apressadinho que pensa que buzina é almofada até a madame ou executivo de carrão que dá “conferência” pelo celular (e não “tá nem aí” que o sinal abriu), é deseducada a vida no trânsito, camarada! Haja direção defensiva!

Nas vias das redes sociais, meio capaz de unir as pessoas aos quatro cantos do mundo, quem nunca largou o pé do freio e destilou (ou sofreu) uma indireta, um “piti”? Quem nunca testemunhou, pelo menos, xingamentos e toda sorte de discriminação (racismo, homofobia, assédio, bullying) através de postagens de quem quer impor a própria opinião e se vale do mundo movediço dos perfis virtuais? E na corrida por likes, têm aqueles que reproduzem qualquer coisa que chame a atenção, nem se dando ao trabalho de ler e de checar a informação.

No país do carnaval, de mais de duzentos milhões de carnavalescos, quem nunca saiu detonando um enredo nas redes de “amigos” sem mesmo ler a sua sinopse ou aguardar o seu desenvolvimento na Avenida?

Ainda sobre o uso das novas tecnologias, quem nunca falou alto ao celular dentro do ônibus, do trem ou da van lotada? Cá entre nós, hein, ninguém merece saber que o passageiro ao lado saiu com a mulher do vizinho noite passada ou ter que acompanhar o vídeo do “sem noção” sem fone de ouvido, não é mesmo? E haja capacidade de armazenamento do celular pra suportar tantas “fofurices” e correntinhas diárias a nos desejarem bom dia, boa noite, boa semana, boa sexta, feliz sábado… Ufa! Esses novos “brinquedinhos” deviam vir com um manualzinho de ética, fala sério!

E quem nunca se livrou daquela inofensiva sacola de lixo no rio perto de casa? Aquela sacolinha plástica que você descarta e ela ainda leva anos e anos pra se decompor. De sacolinha em sacolinha os rios “enchem o saco”! E aí é sacolinha, sacolão, tampa de privada, sofá… enchentes, transbordarmentos, desabrigados, mortos. Uma avalanche de tristeza!

Mas nem tudo é desgraça já que nossas faltas também gostam de uma farra. Nas festividades e encontros populares (nos estádios de futebol, no reveillón, no carnaval…), “ninguém é de ninguém”, e na praça, na praia, na rua o que é público também parece não ser; consciência toma sumiço e juízo de multidão não tem dono: malandro sarra na moça em condução lotada, chafarizes de mijões regam a cidade, falso torcedor sai de casa pra brigar, monumentos são destruídos, fachadas sofrem pichações que distorcem a beleza da cidade e comprometem a arte do povo grafiteiro.

A conta vem depois, quando a gente descobre que o que é público é nosso e é a gente que paga. Na pátria do carnaval e das chuteiras, o futebol nos traz imagens pertinentes: bola murcha, gol contra, impedimento… Ah, e um cartão vermelho para as faltas daqueles que se escondem na multidão.

Como se vê, no trânsito, nas redes virtuais, no meio ambiente, nos encontros das massas etc e tal, estamos meio mal.

#SóQueNão.

Nossa conduta não é de todo ruim. Afinal, somos seres inteligentes, sempre capazes de aprender. A última parte do nosso enredo é uma ode às maravilhas que o Conhecimento é capaz de edificar, aos monumentos que são o respeito ao outro e aos códigos coletivos, à convivência harmoniosa de contrários, à ética, à preservação ambiental, à construção de novas realidades por meio do estudo, da leitura, da pesquisa e da inovação.

Albert Einstein, o grande físico, já dizia que “a mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original.” É assim que o tema da Educação nos inspira e se funde à ESCOLA de Samba G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio (com seu saber cultural, afetivo, informal e ancestral, de “tias”, “tios”, “pais” e “mães”, professores nossos do dia-a-dia), deixando um rastro positivo à comunidade de Caxias e aos Pimpolhos da Grande Rio, futuro da arte do samba e da humanidade.

E quem nunca fez uma faxina profunda, animada por aquela batucada estridente que enlouquece a vizinhança? O final do nosso desfile reserva uma “limpeza” geral, “enxaguando” nossos maus hábitos, removendo metafórica e alegremente as “crostas” que nos impedem a uma evolução “nota 10”. Afinal, entendemos que uma das grandes potências do carnaval é a possibilidade de aprendizado através da alegria, do movimento e do encontro dos corpos e da criatividade das mentes – sentido pedagógico este que congrega as diferenças e revitaliza o Ser.

O momento simbólico de aprendizado do nosso enredo não é, evidentemente, a imagem da “lavagem cerebral”, que fomenta a solidão da ignorância, o desmazelo com o meio ambiente, o fundamentalismo de ideias ou qualquer tipo de polarização norteada pelas faltas de gentileza, empatia e compreensão, mas uma purificação que expande a consciência, dá-lhe Saber, lava a alma e eleva o Espírito.

(Antes de terminar, vale lembar: “educação” vem do latim “educare”, que deriva de EX (que significa “fora”), junto a DUCERE (“guiar, instruir, conduzir”). Portanto, educar-se é conduzir-se para fora, sair do isolamento de si e dos próprios (maus) hábitos, ou, se quisermos, é superar os limites de nossa “caverna” escura, alegoria platônica).

Ainda temos jeito – aquele “jeitinho” que brasileiro adora e que também pode ser para o bem. Podemos aprimorar o indivíduo e as relações coletivas e ainda tentar deixar o Planeta da forma como o recebemos: maravilhoso, abundante, generoso e cuidadosamente pensado para nos “darmos bem” por aqui, sobre a Bola!

Refinar a mente, os hábitos e a vida para que sigamos em frente, com harmonia, na linguagem, na comunicação, no dia-a-dia é passo essencial para um final de Enredo feliz, alegre e pleno, aqui e no futuro, que pertencerá aos Bem Educados.

Proposição/argumento: Renato Lage e Márcia Lage

Texto/desenvolvimento: Izak Dahora

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Por Redação

Deu o que falar o show da Mangueira no Alzirão, na Tijuca, Zona Norte do Rio, após a comemoração da vitória do Brasil sobre a Sérvia na última quarta, 26. Uma publicação da página ‘Orgulho Afrodescendente’ no Instagram acusou a escola de incluir na apresentação um personagem caracterizado com o recurso ‘black face’ (prática teatral considerada preconceituosa pelo movimento negro, que consiste em exibir uma pessoa branca fantasiada de negra em tom caricato), conforme supostamente mostra um vídeo compartilhado pelo grupo de ativismo.

Publicação da página “Orgullho Afrodescendente” no Instagram acusou a Mangueira de incluir um componente caracterizado com ‘black face’ em show no Alzirão na última quarta | Foto: Reprodução/Instagram

O post foi curtido mais de 400 vezes e atraiu a atenção da rainha de bateria Evelyn Bastos, da porta-bandeira Squel Jorgea e da própria agremiação, que publicou uma nota oficial para se defender. Equipe e diretoria mangueirenses afirmaram que o artista com ‘black face’ não fazia parte do elenco da escola e destacaram o respeito da verde e rosa à comunidade negra.

— Não é preciso explicar que ‘black face’ não é uma piada. Lutamos por respeito, voz, espaço, e continuaremos! Sem desistir, resistindo. Contudo, ao falar de preconceito e racismo, devemos tomar cuidado com a calúnia — comentou Evelyn Bastos, majestade dos ritmistas da verde e rosa.

Rainha de bateria da Mangueira defendeu a escola de acusação sobre ‘black face’ em show | Foto: Reprodução/Instagram @evelynbastosoficial

A porta-bandeira Squel Jorgea também se empenhou em desfazer o mal-entendido. A um internauta que perguntou se a acusação procedia, a sambista respondeu negativamente:

— A agremiação só levou bateria, cantor e cavaquinho para a festa na rua do Alzirão. (…) Quem sobe no palco é com a direção do evento, não com a escola.

“Sou negra assim como vocês”, argumenta porta-bandeira

Após ser respondida pela própria página ‘Orgulho Afrodescendente’, que insistiu em responsabilizar a Mangueira, Squel emendou:

— Sou negra assim como vocês. Esse autoritarismo pra falar comigo não leva a lugar nenhum. (….) O radicalismo até pra cima de quem é negro não soma — reclamou a dançarina.

Porta-bandeira da Mangueira, Squel defendeu a escola nos comentários da página “Orgulho Afrodescendente”, da qual é seguidora | Foto: Reprodução/Facebook Squel /Rogério Torres

Em nota oficial, a Mangueira declarou que não foi responsável pela inclusão do recurso ‘black face’ no show e que enviou apenas 22 componentes para o Alzirão, entre ritmistas e músicos. A Estação Primeira disse ainda que “é e sempre será uma escola contra qualquer tipo de discriminação e preconceito”. O texto divulgado na quinta, 28, segue na íntegra no final desta reportagem.

A fim de evitar mais polêmicas, o vídeo da apresentação no Alzirão, que a Mangueira havia divulgado para a festa da Seleção Brasileira, foi apagado da página oficial da escola.

Racismo em pauta no samba

No Carnaval deste ano, o Salgueiro também foi acusado de recorrer ao ‘black face’ durante o desfile na Marquês de Sapucaí. Exaltando as mães negras com o enredo “Senhoras do Ventre do Mundo”, a vermelho e branco incluiu dançarinos com os rostos pintados de preto em sua comissão de frente e acabou despertando críticas de ativistas do movimento negro.

Mais recentemente, no início de junho, a atriz Fabiana Cozza renunciou ao papel de Dona Ivone Lara no teatro por ter sido considerada “branca demais” para representar a sambista. No centro da polêmica esteve uma discussão sobre “colorismo”, teoria que relaciona tons de pele a uma escala de preconceito.

Leia a nota oficial da Mangueira na íntegra!

“A Estação Primeira de Mangueira, vem por meio desta nota oficial esclarecer que não possui qualquer responsabilidade sobre as atrações que se apresentam no palco do “Alzirão” durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo. Nossa apresentação se deu somente como show musical, com 20 ritmistas, um músico e nosso intérprete. Outras pessoas, dançarinas ou personagens que estavam no palco durante nossa participação, são de inteira responsabilidade da organização do evento. As pessoas ou entidades que se sentirem ofendidas por qualquer motivo, dentro de sua razão, deverão tomar as medidas cabíveis junto aos responsáveis pela festa. A Mangueira é e sempre será uma escola contra qualquer tipo de discriminação ou preconceito. Somos uma agremiação democrática, que veio do povo e assim permanecerá, respeitando os direitos a igualdade de todos.”

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Por Redação

A Mangueira definiu o tema que levará à Sapucaí no próximo Carnaval. A verde e rosa vai contar versões menos conhecidas de fatos e nomes de alguns personagens através do enredo intitulado “História pra ninar gente grande”. A informação é do site do jornal O Globo. O desfile será assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira, que vai para o quarto carnaval consecutivo na escola.

Pedro Álvares Cabral, Dom Pedro I, Princesa Isabel e Marechal Deodoro são algumas das históricas figuras que estarão no enredo da Estação Primeira, que vai abordar ainda a Abolição dos Escravos, a Independência e a Proclamação da República.

Pedro Álvares Cabral, Princesa Isabel, Dom Pedro I, Marechal Deodoro da Fonseca, Chico da Matilde, Zumbi dos Palmares, o indígena Cunhambebe e os militares serão personagens representados nas histórias que a Mangueira pretende contar na Sapucaí através do enredo assinado por Leandro Vieira | Fotos: Irapuã Jeferson e Reprodução/Internet

De acordo com a matéria assinada por Rafael Galdo, o carnavalesco também pretende mostrar alguns heróis que não tiveram destaque nos livros escolares, como Cunhambebe, líder dos índios tamoios que resistiram à ocupação portuguesa; Maria Felipa, negra que lutou pela Independência da Bahia; e Chico da Matilde, jangadeiro que comandou o movimento que pôs fim à escravidão no Ceará quatro anos antes da Lei Áurea.

— Na maioria das vezes, as escolas de samba contam a narrativa oficial, que coloca o povo como coadjuvante. A quem interessa isso, sermos ensinados que somos um povo pacífico ou passivo? Vamos mostrar que não é bem assim. A história mostra que nos rebelamos, que as lutas indígenas persistiram e que tentamos abolir a escravidão – contou Leandro Vieira à reportagem do jornal carioca.

Mas não será somente o passado mais distante que terá vez no desfile. O carnaval da Mangueira ainda vai abordar a ditadura militar e o clamor atual de parte dos brasileiros por uma intervenção militar.

Confira a sinopse do enredo da Mangueira:

HISTÓRIA PRA NINAR GENTE GRANDE é um olhar possível para a história do Brasil. Uma narrativa baseada nas “páginas ausentes”. Se a história oficial é uma sucessão de versões dos fatos, o enredo que proponho é uma “outra versão”. Com um povo chegado a novelas, romances, mocinhos, bandidos, reis, descobridores e princesas, a história do Brasil foi transformada em uma espécie de partida de futebol na qual preferimos “torcer” para quem “ganhou”. Esquecemos, porém, que na torcida pelo vitorioso, os vencidos fomos nós.

Ao dizer que o Brasil foi descoberto e não dominado e saqueado; ao dar contorno heroico aos feitos que, na realidade, roubaram o protagonismo do povo brasileiro; ao selecionar heróis “dignos” de serem eternizados em forma de estátuas; ao propagar o mito do povo pacífico, ensinando que as conquistas são fruto da concessão de uma “princesa” e não do resultado de muitas lutas, conta-se uma história na qual as páginas escolhidas o ninam na infância para que, quando gente grande, você continue em sono profundo.

De forma geral, a predominância das versões históricas mais bem-sucedidas está associada à consagração de versões elitizadas, no geral, escrita pelos detentores do prestígio econômico, político, militar e educacional – valendo lembrar que o domínio da escrita durante período considerável foi quase que uma exclusividade das elites – e, por consequência natural, é esta a versão que determina no imaginário nacional a memória coletiva dos fatos.
Não à toa o termo “DESCOBRIMENTO” ainda é recorrente quando, na verdade, a chegada de Cabral às terras brasileiras representou o início de uma “CONQUISTA”. E, ao ser ensinado que foi “descoberto” e não “conquistado”, o senso coletivo da “nação” jamais foi capaz de se interessar ou dar o devido valor à cultura indígena, associando-a “a programas de gosto duvidoso” ou comportamentos inadequados vistos como “vergonhosos”.

Comemoramos 500 anos de Brasil sem refazermos as contas que apontam para os mais de 11.000 anos de ocupação amazônica, para os mais de 8.000 anos da cerâmica mais antiga do continente, ou ainda, sem olhar para a civilização marajoara datada do início da era Cristã. Somos brasileiros há cerca de 12.000 anos, mas insistimos em ter pouco mais de 500, crendo que o índio, derrotado em suas guerras, é o sinônimo de um país atrasado, refletindo o descaso com que é tratada a história e as questões indígenas do Brasil. Não fizeram de CUNHAMBEMBE – a liderança tupinambá responsável pela organização da resistência dos Tamoios – um monumento de bronze. Os índios CARIRIS que se organizaram em uma CONFEDERAÇÃO foram chamados de BÁRBAROS. Os nomes dos CABOCLOS que lutaram no DOIS DE JULHO foram esquecidos. Os Índios, no Brasil da narrativa histórica que é transmitida ainda hoje, deixaram como “legado” cinco ou seis lendas, a mandioca, o balanço da rede, o tal do “caju”, do “tatu” e a “peteca”.

Levando em conta apenas pouco mais de 500 anos, a narrativa tradicional escolheu seus heróis, selecionou os feitos bravios, ergueu monumentos, batizou ruas e avenidas, e assim, entre o “quem ganhou e quem perdeu”, ficamos com quem “ganhou.” Índios, negros, mulatos e pobres não viraram estátua. Seus nomes não estão nas provas escolares. Não são opções para marcar “x” nas questões de múltiplas escolhas.

Deram vez a outros. Outros que, por certo, já caíram nas suas “provas”. Você aprendeu que os “BANDEIRANTES” – assassinos e saqueadores – eram os “bravos desbravadores que expandiram as fronteiras do território nacional”. DOM PEDRO, o primeiro, você “decorou” que era o “herói” da Independência, sem que as páginas dos livros contassem a “camaradagem” de um “negócio de família” tão bem traduzido pela frase do PAI do Imperador, que a ele orientou: “ponha a coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça”. Convém esclarecer aqui que os “aventureiros” citados por DOM JOÃO éramos nós, brasileiros, e que a “independência” proclamada – ou programada – foi para evitar que tivéssemos aqui “aventureiros” como Bolivar ou San Martin, patriarcas bem-sucedidos das “independências” que não queriam por aqui.

Como “CABRAL”, o “ladrão”, que roubou o Brasil lá pelas bandas de mil e quinhentos, ou PEDRO I, que através de um acordo “mudou duas ou três coisas para que tudo ficasse da mesma forma”, tem também o Marechal, o DEODORO DA FONSECA, homem de convicções monarquistas – amigo pessoal do Imperador PEDRO II – autor da proclamação de uma República continuísta – sem participação popular – traduzida em golpe e que, na ausência de líderes, mandou “pintar” um retrato do Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o TIRADENTES, na tentativa de produzir “um personagem pra chamar de seu”.

Se a República foi “golpe”, conclui-se que “golpe” no Brasil não é novidade. Nem é novidade que a natureza dos “golpes” ainda estejam mal contadas. A rodovia CASTELO BRANCO “corta” São Paulo com “nome de batismo” em homenagem ao primeiro general “do GOLPE DE 1964”. Para cruzar a Baía da Guanabara em direção a Niterói, lá está a ponte PRESIDENTE COSTA E SILVA, o mesmo que fechou o Congresso Nacional e aditou o AI-5 suspendendo todas as liberdades democráticas e direitos constitucionais. Em Sergipe, em dias de jogos, a bola rola no estádio PRESIDENTE MÉDICI, o general dos “ANOS DE CHUMBO”, do uso sistemático da tortura e dos violentos assassinatos. Nas ruas – por terem lido um livro que “ninou” e não “ensinou” falando da suspensão dos direitos humanos, da corrupção e dos assassinatos cometidos no período – aparecem faixas para pedir “intervenção militar”, décadas depois da redemocratização.

Sem saber quem somos, vamos a “toque de gado” esperando “alguém pra fazer a história no nosso lugar”, quiçá uma “princesa”, como a ISABEL, a redentora, que levou a “glória” de colocar fim ao mais tardio término de escravidão das Américas. Nunca esperaremos ser salvos pelos tipos populares que não foram para os livros. Se “heróis são símbolos poderosos, encarnações de ideias e aspirações, pontos de referências, fulcros de identificação” a construção de uma narrativa histórica elitista e eurocêntrica jamais concederia a líderes populares negros uma participação definitiva na abolição oficial. Bem mais “exemplar” a princesa conceder a liberdade do que incluir nos livros escolares o nome de uma “realeza” na qual ZUMBI, DANDARA, LUIZA MAHIN, MARIA FELIPA assumissem seu real papel na história da liberdade no Brasil.

O fato é que a atuação de “gente comum”, ou mesmo a incansável luta negra organizada em quilombos, em fugas, no esforço pessoal ou coletivo na compra de alforrias e em revoltas ou conspirações, já enfraqueciam o sistema escravocrata àquela altura. Entretanto, ensinar na escola o nome de “CHICO DA MATILDE”, jangadeiro, mulato pobre do Ceará (líder da greve que colocou fim ao embarque de escravos no estado nordestino, levando-o à abolição da escravatura quatro anos antes da princesa ganhar sua “fama” abolicionista) não serviria à manutenção da premissa de que as conquistas sociais resultam de concessões vindas “do alto” e não das lutas. A história de CHICO DA MATILDE era inspiradora demais para o povo. Não à toa, seu nome não está nos livros.

Esses nomes não serviram para eles. Para nós, eles servem. Para nós, sentinelas dos “ais” do Brasil, heróis de lutas sem glórias ainda deixados “de tanga” ou preso aos “grilhões”, eles são as ideias que usaremos para “gestar” o que virá. “Engravidados” de novas ideias, jorrará leite novo para “amamentar” os guris que virão. Sabendo outra versão de quem é o Brasil, – não a que nos “ninou” para quando fôssemos adultos – sabendo que CABRAL “invadiu” e que, ao invés de quinhentos e dezenove anos, somos brasileiros há quase doze mil anos. Conhecendo CUNHAMBEBE, a CONFEDERAÇÃO DOS CARIRIS, cientes da participação dos CABOCLOS na luta do 02 DE JULHO NA BAHIA, e sabendo que os índios lutaram e resistiram por mais de meio século de dominação, talvez se orgulhem da porção de sangue que faz de TODOS NÓS, sem exceção, índios. Sabendo que a “bondosa” princesa Isabel deu vez a “Chico da Matilde”, “Luiza Mahin” e “Maria Felipa”, é possível que reconheçam em si a bravura que vive à espreita da hora de despertar e aí, talvez, o “gigante desperte sem ser para se distrair com a TV”.

Cientes de que nossa história é de luta, teremos orgulho do Brasil. Alimentados de leite novo e bom, varreremos de nossos “porões” o complexo de “vira-latas” que fomenta nossa crença de inferioridade. Veremos tanta beleza na escultura de ANTÔNIO FRANCISCO LISBOA quanto no quadro que eterniza o sorriso da Monalisa. Nos orgulharemos do “tupi” que falamos – mesmo sem saber. Daremos mais cartaz ao saci do que à “bruxa”. Brincaremos mais de BUMBA MEU BOI, CIRANDA E REISADO. Nossas crianças enxergarão tanta coragem no CANGACEIRO quanto no “cowboy”. Vibraremos quando SUASSUNA estrear em “ROLIÚDE” sem tradução para o SOTAQUE de João Grilo e Chicó. Não estranharemos caso o Mickey suba a ESTAÇÃO PRIMEIRA, troque “my love” por “minha nêga” e mande pintar o “parquinho” da Disney com o VERDE E O ROSA DA MANGUEIRA.

POR LEANDRO VIEIRA

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Por Redação

Um quadro com uma foto de Jamelão foi furtado da parede do Baródromo, casa de samba na Lapa, por um dos frequentadores do espaço. O flagrante do saudoso intérprete da Mangueira, que morreu há 10 anos, era um dos quadros mais apreciados do local. O clique, de Berg Silva, foi feito na quadra da verde e rosa, num dia de mau-humor do cantor, no momento em que ele exibia um cartaz com dizeres malcriados para afugentar os fotógrafos.

Retrato do cantor Jamelão foi furtado do Baródromo | Fotos: Berg Silva

Jamelão emprestou sua voz possante à Estação Primeira por 55 anos, de 1949 a 1984, e de 1986 a 2006.

O mangueirense Felipe Trotta, que comanda o Baródromo com o sócio Wagner Sobrino, promete repor a peça.

— Quando me deparei com a parede vazia, fiquei surpreso e chateado, já que era uma das fotos que eu mais gostava, não apenas por ser mangueirense, mas por ser um fã do trabalho do Jamelão. Só espero que o ‘ladrão’ faça uso da peça com o respeito que o Jamelão merece. Vamos repor o quadro e pensar em colocar em um local menos vulnerável — promete Trotta.

 

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Por Redação

Neguinho da Beija-Flor pode engrossar a lista de brasileiros que estão deixando o país por conta da violência. Ao participar na manhã desta quarta-feira, 13, do programa do comunicador Clóvis Monteiro, na Rádio Tupi do Rio, o artista revelou que a mulher dele, a empresária Elaine Reis, está dando entrada com a papelada para obter cidadania portuguesa, o que permitiria que a família fixasse residência em Portugal.

– Elaine é neta de português. Mas vai ser lá e cá. Minha ideia seria ficar sete meses lá e cinco aqui – revelou o artista durante a atração.

“Tenho medo de sair de casa”

Em entrevista ao Sambarazzo, Elaine admite que um dos principais motivos para a mudança seria a falta de segurança no Rio de Janeiro.

– Tenho medo de sair de casa. A Luiza, nossa filha de nove anos, acaba nem tendo lazer, porque a gente evita sair com ela. Outro dia, a gente se arrumou pra fazer um programa na Barra da Tijuca, mas tive que voltar do caminho, porque estava tendo tiroteio na Rocinha e a Lagoa-Barra tinha sido fechada pela polícia – argumenta a mulher de Neguinho.

‘A Luiza, nossa filha de 9 anos, acaba nem tendo lazer’, lamenta Elaine Reis
‘A Luiza, nossa filha de 9 anos, acaba nem tendo lazer’, lamenta Elaine Reis | Foto: Arquivo pessoal

Em termos profissionais, Neguinho não encontraria dificuldade de se estabelecer em território europeu. O dono da voz mais famosa do Carnaval carioca costuma passar boa parte do ano fazendo turnê por diferentes países, como Suíça, Itália, Alemanha e Espanha.

Cresce número de brasileiros em Portugal

Em dados divulgados em 2015 pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, 82.950 brasileiros viviam no país europeu. Mas, segundo especialistas, com a crise econômica brasileira e a violência urbana a população tupiniquim aumentou bastante por lá nos últimos anos.

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Por Redação

A Estação Primeira de Mangueira renovou com o carnavalesco Leandro Vieira, mas dispensou a comissão de frente e, nesta quarta, 14, divulgou a saída dos mestres de bateria da verde e rosa, Vítor Art e Rodrigo Explosão.

A dupla de mestres com a rainha de bateria Evelyn Bastos | Foto: Reprodução/Facebook

A dupla de mestres com a rainha de bateria Evelyn Bastos | Foto: Reprodução/Facebook

A dupla atuou no comando dos ritmistas da quinta colocada do Carnaval 2018 por quatro anos consecutivos. O anúncio de despedida da escola foi feito no site oficial da agremiação:

A bateria da Mangueira perdeu três décimos este ano. As notas foram 9,9 – 9,9 – 10 – 9,9. A escola ainda não anunciou quem será o novo responsável pelo segmento na temporada 2019.

*Foto de capa: Reprodução/Facebook

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Por Redação

Ex-presidente da Unidos de Vila Isabel, Wilsinho Alves é mais um dos reforços no elenco da escola para a próxima temporada. O sambista, que atuou pela União da Ilha nos dois últimos carnavais, está de volta à azul e branco. Ele compõe a comissão formada pelo diretor Moisés Carvalho e por Marcelinho Emoção, diretor geral de harmonia.

– Estou muito feliz por voltar pra casa. Volto mais experiente, vindo de bons trabalhos. Tenho certeza de que, com a equipe que está sendo montada e com a força da comunidade de Vila Isabel, voltaremos a conquistar vitórias — declarou Wilsinho, que acertou a contratação com o presidente Fernando Fernandes e o vice, Luiz Guimarães.

Entre as novidades recém-anunciadas no time da azul e branco pra 2019, o carnavalesco Edson Pereira, o cantor Tinga, o coreógrafo de comissão de frente Patrick Carvalho e o mestre de bateria Macaco Branco.

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Por Redação

O pós-Carnaval 2018 está mesmo frenético no quesito “dança das cadeiras”. Já teve Emerson Dias saindo da Grande Rio e vestindo as cores do Salgueiro, Laíla e Beija-Flor desfazendo um longo casamento… Na Série A também há mudanças. Na manhã desta segunda-feira, 26, foi a vez de Wagner Gonçalves pedir pra sair.

Despedida! Wagner Gonçalves se desligou da Inocentes de Belford Roxo na manhã desta segunda-feira, 26 | Foto: Sambarazzo

O carnavalesco assinou seis desfiles da Inocentes de Belford Roxo, mas pensa ter chegado a hora de se despedir da tricolor da Baixada Fluminense.

– Fui muito feliz ali, mas é hora de me dedicar a novos desafios. Preciso disso na minha vida. O bom é que saio na certeza de que fiz amigos, entre eles o presidente Reginaldo Gomes, a quem sou muito grato pela oportunidade – diz o artista.

Gonçalves foi responsável pelos desfiles da Inocentes das temporadas 2007, 2012, 2013, 2014, 2017 e 2018. Este ano, a escola ficou em quarto lugar, atrás somente de Porto da Pedra, Unidos de Padre Miguel e da campeã Viradouro.

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Por Kaio Sagaz

A Beija-flor entrou na Sapucaí no segundo e último dia de festa do Grupo Especial pra fazer história. E fez. Com um desfile que tocou nas feridas da sociedade brasileira, ao reproduzir cenas impactantes de uma realidade cheia de violência, desigualdade social, preconceito e intolerância, foi ela a escola que mais causou impacto na temporada.

É que além de modificar totalmente a estética que sempre marcou a azul e branco, a escola de Neguinho da Beija-Flor abordou em alas e alegorias alguns assuntos do cotidiano do brasileiro considerados tabus. Teve reprodução de assalto à mão armada, morte de inocentes, corrupção de políticos e outras mazelas.

A escola arriscou, e o público fez sua parte: aplaudiu, e gostou tanto que invadiu a pista ao fim da passagem da agremiação nilopolitana, cantando um dos sambas mais elogiados do pré-Carnaval, dos versos “Oh, pátria amada, por onde andarás/Teus filhos já não aguentam mais…”.

O tema “Monstro é aquele que não sabe amar, os filhos abandonados da pátria que os pariu” traduziu o sentimento de um povo sofrido.

Marcelo Misailidis e Gabriel David com a comissão de frente ao fundo, no desfile histórico da Beija-flor

“Muda o que muita gente vai pensar do Carnaval daqui pra frente”

Conselheiro da Beija-flor e um dos responsáveis pelo que se viu na Avenida, Gabriel David, herdeiro do patrono Anísio Abraão David, vê o desfile como um marco.

– O carnaval deu um grande passo na sua história. Não foi histórico só para a Beija-flor, foi histórico para o Carnaval. Muda o que muita gente vai pensar do Carnaval daqui pra frente. Bom que tá todo mundo espantado, a ideia era causar esse espanto, sair daqui com todos gritando e cantando esse samba maravilhoso – vibrou Gabriel, de 20 anos.

O desfile considerado arrebatador por muitos foliões também encheu de orgulho o diretor de harmonia e carnaval Laíla.

– O que eu sei é que o Rio de Janeiro e meus companheiros nunca me viram dançar dentro do desfile como dancei hoje. Minha felicidade é muito grande porque enfrentamos uma série de problemas até chegar aqui. Na hora da verdade, meu povo provou que não há ninguém que derrube a comunidade da Beija-Flor. Não tenho nada contra alas comerciais, hoje tenho quatro, mas meu povo da comunidade faz a diferença. Nós conseguimos nosso êxito. Se o povo chorou, se emocionou, sinal que entendeu o nossa recado – comemorou.

Laíla ainda se mostrou preocupado com o futuro do Carnaval carioca, e sugere que as coirmãs sigam o exemplo da Beija-Flor, procurando novas iniciativas.

– Todas as escolas precisam começar a pensar e mudar a cara do desfile. Me deram porrada ano passado, porque vesti a escola toda de índio, mas a escola tá sempre inovando. A Beija-Flor teve coragem. Se a arquibancada chorou, a escola sai feliz – concluiu.

“Ninguém ganha da gente”

Com 50 anos de serviços prestados ao samba, Laíla se dá ao luxo de não precisar pensar duas vezes antes de responder às mais capciosas perguntas. Sobre quem vai ganhar o Carnaval 2018, foi taxativo:

– Dificilmente alguém bate a Beija-Flor depois desse desfile. Ninguém ganha da gente.

Se for campeã, a Beija-Flor não poderá comemorar na quadra, que está interditada. Laíla já informa o local da festa do título: – Será na Mirandela (uma das principais avenidas do Centro de Nilópolis).

Gratidão

Coreógrafo da comissão de frente e um dos responsáveis pelas alegorias da Beija-flor, Marcelo Misailidis destacou a modificação da escola como um ato de coragem

– É sempre uma aposta, em todos os aspectos. Foi muita coragem da Beija de apostar no meu projeto. Acho que a escola tem essa responsabilidade da mudança, de apresentar novidades. É uma escola grande, forte. Tem que se reinventar – concluiu.

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A farra nos presídios: bandidos falando livremente no celular

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Por Kaio Sagaz

Não tá fácil pra ninguém! Que o diga Fábio Ricardo, carnavalesco do Império Serrano e que, logo no ano de estreia na verde e branco, precisou encarar uma das fases mais críticas em termos de economia da festa mais popular do país.

O trabalho é duro e incansável. E, faltando pouco mais de 20 dias para o desfile, o artista não esconde que é grande a correria e inevitável o estresse.

– Eu já esperava, com o andamento do trabalho e do repasse de verbas (a prefeitura do Rio cortou pela metade a grana que normalmente dava às escolas do Grupo Especial), que iria estar nesse ponto de estresse e correria. Não tá tudo sob controle, temos que correr cada vez mais contra o tempo, mas não está nada desesperador – garante.

Corrida contra o tempo I Foto: Sambarazzo

“O Império está fazendo o dever de casa”

Segundo o artista, mesmo sem a figura de um patrono pra dar aquele gás nos cofres da escola, a presidente Vera Lúcia não tem medido esforços pra conseguir levar a tradicional agremiação de Madureira a colocar com alguma dignidade o carnaval na rua.

– Ela tá investindo tudo o que pode no barracão. Gosto de terminar os trabalhos uma semana ou duas antes do Carnaval. Desta vez, vou terminar no laço. O Império tá fazendo o dever de casa, dentro do possível. E já fiz um projeto pensando na falta de verba e na dificuldade de material. Agora, tô na fase de colocar as esculturas e já metendo bronca nas bancadas de adereço e de forração de carro – detalha.

“Tenho base pra passar sufoco”

Desde que iniciou a carreira no samba, aos 16 anos, tendo como mentor o lendário Joãosinho Trinta, na Viradouro, e, tempos depois, atuando como auxiliar de Max Lopes na Mangueira, Fabinho, como é chamado nos bastidores da festa, já passou por poucas e boas e, claro, aprendeu muito em tempos de vacas magras.

– Já passei muito aperto no acesso, com a Rocinha. Tive que negociar esculturas e fantasias de outras escolas, e usei as mesmas estruturas de alegorias durante os três anos em que fiquei por lá. É no grupo de acesso que mais reinventamos as coisas, e agora tenho base pra passar esse sufoco no Império – argumenta.

“Vai ser um título se ficarmos no Especial”

Escolas mais ricas também fizeram o artista se virar nos 30 na busca pelas melhores posições na Quarta-feira de Cinzas:

– Trabalhei com dificuldades no barracão da Grande Rio, por exemplo, no ano do baralho (enredo de 2015), e ainda dei o terceiro lugar pra escola. No último ano, da Ivete Sangalo (homenageada de 2017), mesmo com todo o luxo dei os meus 90 pontos em enredo, fantasia e alegoria. Aqui no Império não vai ser diferente. Tô lutando pra conquistar os pontos junto com todos os segmentos. Vai ser um título pra mim se ficarmos no especial, como fiz quando passei pela São Clemente (2011, 2012 e 2013).

Negócio da China

Este ano, o Império Serrano vai falar sobre a China na Sapucaí. Dadas as circunstâncias financeiras, o luxo característico dos chineses vai ficar de fora.

– Tive a felicidade de receber elogios nos meus protótipos de fantasias, alguns disseram que dei um banho em muita coisa. Mas vai ser um carnaval muito mais criativo do que o luxo que é a China – revela.

Apesar de abrir o jogo e o coração ao expor o cenário atual nada glamuroso do Império, Fábio Ricardo ainda sonha em ser campeão.

Se o universo conspirar pra eu dar um título pra alguma escola, vai acontecer. No ano passado, com toda a energia da Avenida, pensei que a Grande Rio seria a campeã. O desfile sobre Maricá (2014) foi surpreendente, mas com a Ivete Sangalo eu jurava que seria a minha hora – conclui.

O Império Serrano vai abrir os desfiles do Grupo Especial carioca, no Domingo de Carnaval, 11 de fevereiro.

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Por Redação

Uma caravana de fiéis da igreja Bola de Neve, de Santos, no litoral paulista, vai desembarcar no Rio e botar o bloco na rua pra “glorificar de pé” no Carnaval carioca. É que o prefeito e bispo licenciado da Igreja Universal Marcelo Crivella liberou o desfile evangélico num dos mais nobres e concorridos pontos da cidade: a orla de Copacabana.

A peregrinação com direito à bateria e crentes vestindo abadás batizados de “vestes de louvor” (o site do evento anuncia a venda da camisa a partir de R$ 30) tá marcada pra Segunda-feira de Carnaval, 12 de fevereiro.

Na reportagem de Ruben Berta para o The Intercept há mais detalhes sobre o evento da trupe do “Evangelismo de Carnaval” e um vídeo promocional no qual um narrador avisa que, com a novidade da chegada do bloco religioso na chamada Cidade Maravilhosa, “a luz brilhou sobre as trevas”:

– Eu escutei o som de tambores que não eram os meus. Eram 300. E havia um povo! Eles brilhavam como o sol da justiça! E eles entraram ali! A luz brilhou sobre as trevas!

Louvor na quadra da Acadêmicos da Rocinha

O samba-enredo escolhido pra embalar a turma da igreja é “Cristo é o Maná (alimento divino)”. Segundo os organizadores, o evento vai ser realizado exclusivamente no Rio este ano “por uma direção de Deus e do Ap. Rina (Rinaldo Seixas, líder da igreja)”.

Além do desfile em Copa, o bloco vai fazer um show com cantores gospel na quadra da Acadêmicos da Rocinha.

Número de blocos aumentou

Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 11, a prefeitura do Rio e a Riotur divulgaram todos os detalhes das ações que serão realizadas pelos órgãos no Carnaval deste ano (confira vídeos no Facebook do Sambarazzo). Entre as novidades, a utilização da arena montada dentro do Parque Olímpico na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, como palco de desfiles de alguns blocos carnavalescos, como o Cordão da Bola Preta.

A empresa de turismo do Rio ainda divulgou que o número de blocos que participarão da festa aumentou em 2,8% em comparação ao ano passado. Em 2017, foram 464 aprovados, agora serão 477 pra alegrar as ruas cariocas. De acordo com o presidente Marcelo Alves, serão 45 blocos na Zona Oeste, 99 na Zona Norte, 129 na Zona Sul e 101 no Centro da cidade. Pra fechar a conta, 30 em Copacabana, 36 na Ilha do Governador, 11 em Ipanema, cinco no Leblon, oito na Gávea, 38 na Barra da Tijuca e 13 no Recreio dos Bandeirantes.

– É a cidade inteira respirando blocos, com sua essência, alegria e espontaneidade – declarou Marcelo Alves.

*Fotos: Reprodução/YouTube Bola de Neve

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Foi com muito bom humor que o prefeito Marcelo Crivella abriu nesta quinta-feira, 11, a coletiva de imprensa para apresentar o planejamento de ação do Carnaval 2018 no Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. O chefe do executivo municipal lembrou Dorival Caymmi ao adaptar a famosa canção “Samba da minha terra”. Em alto e bom som, o político aproveitou o evento pra cantarolar ‘Quem não gosta de samba bom prefeito não é’, numa adaptação do trecho que critica o sujeito que não gosta de samba.

– Fizemos um esforço enorme pra poder apresentar um carnaval muito bonito, que a gente espera que seja calmo, sem violência, que possa celebrar essa vocação do povo carioca de se erguer nos momentos trágicos pra celebrar a vida. É mostrar ao mundo que continuamos alegres – disse Crivella logo após agradecer a presença de vereadores da cidade no encontro. O prefeito não respondeu perguntas dos jornalistas ao fim das explanações oficiais.

Bom lembrar que Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal, é apontado por dirigentes e apaixonados por samba como um inimigo direto do Carnaval. Ele cortou pela metade a grana das escolas de samba do Grupo Especial, Série A, Série B, outros grupos da Intendente Magalhães e até das escolas mirins.

O Sambarazzo transmitiu ao vivo os detalhes do anúncio do plano de ação da prefeitura para a festa que se avizinha (confira no Facebook). Ao lado de Marcelo Alves, presidente da Riotur, foram apresentadas as principais mudanças pra este ano e Crivella ainda falou sobre o recorde de investimento privado na temporada.

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Por Redação

O ateliê onde a Acadêmicos do Tucuruvi preparava as fantasias do Carnaval 2018, na Vila Mazzei, Zona Norte de São Paulo, pegou fogo na madrugada desta quinta-feira, 4.

Pelo menos 90% das fantasias produzidas para o desfile “Uma noite no museu”, do carnavalesco Flavio Campello, foram destruídas no incêndio, ainda de causa desconhecida.

O incêndio no ateliê começou por volta das 3h30 da manhã desta quinta, 4 I Foto: Divulgação

Segundo a assessoria de imprensa da escola paulista, o barracão começou a pegar fogo por volta das 3h30 da manhã. Não houve feridos.

– Consumiu 90% das fantasias, o que nos deixou bastante desolados desde o ocorrido. Os órgãos responsáveis estão fazendo a perícia no local para averiguar a causa do incêndio – diz trecho do comunicado da agremiação enviado à imprensa.

Segundo a Tucuruvi, 90% das fantasias do Carnaval 2018 foram destruídas I Foto: Divulgação

A Tucuruvi faria o primeiro ensaio do ano nesta quinta, na quadra. Após o incêndio, que acontece faltando pouco mais de um mês para o desfile, o treino técnico foi cancelado.

Mais fotos do estrago causado pelo incêndio!

*Fotos: Divulgação

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