Autores Criado por Alice Fernandes

Alice Fernandes

2829 ARTIGO 0 COMENTÁRIOS

Por Redação

A Estação Primeira de Mangueira renovou com o carnavalesco Leandro Vieira, mas dispensou a comissão de frente e, nesta quarta, 14, divulgou a saída dos mestres de bateria da verde e rosa, Vítor Art e Rodrigo Explosão.

A dupla de mestres com a rainha de bateria Evelyn Bastos | Foto: Reprodução/Facebook

A dupla de mestres com a rainha de bateria Evelyn Bastos | Foto: Reprodução/Facebook

A dupla atuou no comando dos ritmistas da quinta colocada do Carnaval 2018 por quatro anos consecutivos. O anúncio de despedida da escola foi feito no site oficial da agremiação:

A bateria da Mangueira perdeu três décimos este ano. As notas foram 9,9 – 9,9 – 10 – 9,9. A escola ainda não anunciou quem será o novo responsável pelo segmento na temporada 2019.

*Foto de capa: Reprodução/Facebook

Por Redação

Ex-presidente da Unidos de Vila Isabel, Wilsinho Alves é mais um dos reforços no elenco da escola para a próxima temporada. O sambista, que atuou pela União da Ilha nos dois últimos carnavais, está de volta à azul e branco. Ele compõe a comissão formada pelo diretor Moisés Carvalho e por Marcelinho Emoção, diretor geral de harmonia.

– Estou muito feliz por voltar pra casa. Volto mais experiente, vindo de bons trabalhos. Tenho certeza de que, com a equipe que está sendo montada e com a força da comunidade de Vila Isabel, voltaremos a conquistar vitórias — declarou Wilsinho, que acertou a contratação com o presidente Fernando Fernandes e o vice, Luiz Guimarães.

Entre as novidades recém-anunciadas no time da azul e branco pra 2019, o carnavalesco Edson Pereira, o cantor Tinga, o coreógrafo de comissão de frente Patrick Carvalho e o mestre de bateria Macaco Branco.

Por Redação

O pós-Carnaval 2018 está mesmo frenético no quesito “dança das cadeiras”. Já teve Emerson Dias saindo da Grande Rio e vestindo as cores do Salgueiro, Laíla e Beija-Flor desfazendo um longo casamento… Na Série A também há mudanças. Na manhã desta segunda-feira, 26, foi a vez de Wagner Gonçalves pedir pra sair.

Despedida! Wagner Gonçalves se desligou da Inocentes de Belford Roxo na manhã desta segunda-feira, 26 | Foto: Sambarazzo

O carnavalesco assinou seis desfiles da Inocentes de Belford Roxo, mas pensa ter chegado a hora de se despedir da tricolor da Baixada Fluminense.

– Fui muito feliz ali, mas é hora de me dedicar a novos desafios. Preciso disso na minha vida. O bom é que saio na certeza de que fiz amigos, entre eles o presidente Reginaldo Gomes, a quem sou muito grato pela oportunidade – diz o artista.

Gonçalves foi responsável pelos desfiles da Inocentes das temporadas 2007, 2012, 2013, 2014, 2017 e 2018. Este ano, a escola ficou em quarto lugar, atrás somente de Porto da Pedra, Unidos de Padre Miguel e da campeã Viradouro.

Por Kaio Sagaz

A Beija-flor entrou na Sapucaí no segundo e último dia de festa do Grupo Especial pra fazer história. E fez. Com um desfile que tocou nas feridas da sociedade brasileira, ao reproduzir cenas impactantes de uma realidade cheia de violência, desigualdade social, preconceito e intolerância, foi ela a escola que mais causou impacto na temporada.

É que além de modificar totalmente a estética que sempre marcou a azul e branco, a escola de Neguinho da Beija-Flor abordou em alas e alegorias alguns assuntos do cotidiano do brasileiro considerados tabus. Teve reprodução de assalto à mão armada, morte de inocentes, corrupção de políticos e outras mazelas.

A escola arriscou, e o público fez sua parte: aplaudiu, e gostou tanto que invadiu a pista ao fim da passagem da agremiação nilopolitana, cantando um dos sambas mais elogiados do pré-Carnaval, dos versos “Oh, pátria amada, por onde andarás/Teus filhos já não aguentam mais…”.

O tema “Monstro é aquele que não sabe amar, os filhos abandonados da pátria que os pariu” traduziu o sentimento de um povo sofrido.

Marcelo Misailidis e Gabriel David com a comissão de frente ao fundo, no desfile histórico da Beija-flor

“Muda o que muita gente vai pensar do Carnaval daqui pra frente”

Conselheiro da Beija-flor e um dos responsáveis pelo que se viu na Avenida, Gabriel David, herdeiro do patrono Anísio Abraão David, vê o desfile como um marco.

– O carnaval deu um grande passo na sua história. Não foi histórico só para a Beija-flor, foi histórico para o Carnaval. Muda o que muita gente vai pensar do Carnaval daqui pra frente. Bom que tá todo mundo espantado, a ideia era causar esse espanto, sair daqui com todos gritando e cantando esse samba maravilhoso – vibrou Gabriel, de 20 anos.

O desfile considerado arrebatador por muitos foliões também encheu de orgulho o diretor de harmonia e carnaval Laíla.

– O que eu sei é que o Rio de Janeiro e meus companheiros nunca me viram dançar dentro do desfile como dancei hoje. Minha felicidade é muito grande porque enfrentamos uma série de problemas até chegar aqui. Na hora da verdade, meu povo provou que não há ninguém que derrube a comunidade da Beija-Flor. Não tenho nada contra alas comerciais, hoje tenho quatro, mas meu povo da comunidade faz a diferença. Nós conseguimos nosso êxito. Se o povo chorou, se emocionou, sinal que entendeu o nossa recado – comemorou.

Laíla ainda se mostrou preocupado com o futuro do Carnaval carioca, e sugere que as coirmãs sigam o exemplo da Beija-Flor, procurando novas iniciativas.

– Todas as escolas precisam começar a pensar e mudar a cara do desfile. Me deram porrada ano passado, porque vesti a escola toda de índio, mas a escola tá sempre inovando. A Beija-Flor teve coragem. Se a arquibancada chorou, a escola sai feliz – concluiu.

“Ninguém ganha da gente”

Com 50 anos de serviços prestados ao samba, Laíla se dá ao luxo de não precisar pensar duas vezes antes de responder às mais capciosas perguntas. Sobre quem vai ganhar o Carnaval 2018, foi taxativo:

– Dificilmente alguém bate a Beija-Flor depois desse desfile. Ninguém ganha da gente.

Se for campeã, a Beija-Flor não poderá comemorar na quadra, que está interditada. Laíla já informa o local da festa do título: – Será na Mirandela (uma das principais avenidas do Centro de Nilópolis).

Gratidão

Coreógrafo da comissão de frente e um dos responsáveis pelas alegorias da Beija-flor, Marcelo Misailidis destacou a modificação da escola como um ato de coragem

– É sempre uma aposta, em todos os aspectos. Foi muita coragem da Beija de apostar no meu projeto. Acho que a escola tem essa responsabilidade da mudança, de apresentar novidades. É uma escola grande, forte. Tem que se reinventar – concluiu.

PM morto! Rotina e manchete cotidiana dos jornais

A farra nos presídios: bandidos falando livremente no celular

Estudante num caixão simboliza morte de inocentes

Por Kaio Sagaz

Não tá fácil pra ninguém! Que o diga Fábio Ricardo, carnavalesco do Império Serrano e que, logo no ano de estreia na verde e branco, precisou encarar uma das fases mais críticas em termos de economia da festa mais popular do país.

O trabalho é duro e incansável. E, faltando pouco mais de 20 dias para o desfile, o artista não esconde que é grande a correria e inevitável o estresse.

– Eu já esperava, com o andamento do trabalho e do repasse de verbas (a prefeitura do Rio cortou pela metade a grana que normalmente dava às escolas do Grupo Especial), que iria estar nesse ponto de estresse e correria. Não tá tudo sob controle, temos que correr cada vez mais contra o tempo, mas não está nada desesperador – garante.

Corrida contra o tempo I Foto: Sambarazzo

“O Império está fazendo o dever de casa”

Segundo o artista, mesmo sem a figura de um patrono pra dar aquele gás nos cofres da escola, a presidente Vera Lúcia não tem medido esforços pra conseguir levar a tradicional agremiação de Madureira a colocar com alguma dignidade o carnaval na rua.

– Ela tá investindo tudo o que pode no barracão. Gosto de terminar os trabalhos uma semana ou duas antes do Carnaval. Desta vez, vou terminar no laço. O Império tá fazendo o dever de casa, dentro do possível. E já fiz um projeto pensando na falta de verba e na dificuldade de material. Agora, tô na fase de colocar as esculturas e já metendo bronca nas bancadas de adereço e de forração de carro – detalha.

“Tenho base pra passar sufoco”

Desde que iniciou a carreira no samba, aos 16 anos, tendo como mentor o lendário Joãosinho Trinta, na Viradouro, e, tempos depois, atuando como auxiliar de Max Lopes na Mangueira, Fabinho, como é chamado nos bastidores da festa, já passou por poucas e boas e, claro, aprendeu muito em tempos de vacas magras.

– Já passei muito aperto no acesso, com a Rocinha. Tive que negociar esculturas e fantasias de outras escolas, e usei as mesmas estruturas de alegorias durante os três anos em que fiquei por lá. É no grupo de acesso que mais reinventamos as coisas, e agora tenho base pra passar esse sufoco no Império – argumenta.

“Vai ser um título se ficarmos no Especial”

Escolas mais ricas também fizeram o artista se virar nos 30 na busca pelas melhores posições na Quarta-feira de Cinzas:

– Trabalhei com dificuldades no barracão da Grande Rio, por exemplo, no ano do baralho (enredo de 2015), e ainda dei o terceiro lugar pra escola. No último ano, da Ivete Sangalo (homenageada de 2017), mesmo com todo o luxo dei os meus 90 pontos em enredo, fantasia e alegoria. Aqui no Império não vai ser diferente. Tô lutando pra conquistar os pontos junto com todos os segmentos. Vai ser um título pra mim se ficarmos no especial, como fiz quando passei pela São Clemente (2011, 2012 e 2013).

Negócio da China

Este ano, o Império Serrano vai falar sobre a China na Sapucaí. Dadas as circunstâncias financeiras, o luxo característico dos chineses vai ficar de fora.

– Tive a felicidade de receber elogios nos meus protótipos de fantasias, alguns disseram que dei um banho em muita coisa. Mas vai ser um carnaval muito mais criativo do que o luxo que é a China – revela.

Apesar de abrir o jogo e o coração ao expor o cenário atual nada glamuroso do Império, Fábio Ricardo ainda sonha em ser campeão.

Se o universo conspirar pra eu dar um título pra alguma escola, vai acontecer. No ano passado, com toda a energia da Avenida, pensei que a Grande Rio seria a campeã. O desfile sobre Maricá (2014) foi surpreendente, mas com a Ivete Sangalo eu jurava que seria a minha hora – conclui.

O Império Serrano vai abrir os desfiles do Grupo Especial carioca, no Domingo de Carnaval, 11 de fevereiro.

Por Redação

Uma caravana de fiéis da igreja Bola de Neve, de Santos, no litoral paulista, vai desembarcar no Rio e botar o bloco na rua pra “glorificar de pé” no Carnaval carioca. É que o prefeito e bispo licenciado da Igreja Universal Marcelo Crivella liberou o desfile evangélico num dos mais nobres e concorridos pontos da cidade: a orla de Copacabana.

A peregrinação com direito à bateria e crentes vestindo abadás batizados de “vestes de louvor” (o site do evento anuncia a venda da camisa a partir de R$ 30) tá marcada pra Segunda-feira de Carnaval, 12 de fevereiro.

Na reportagem de Ruben Berta para o The Intercept há mais detalhes sobre o evento da trupe do “Evangelismo de Carnaval” e um vídeo promocional no qual um narrador avisa que, com a novidade da chegada do bloco religioso na chamada Cidade Maravilhosa, “a luz brilhou sobre as trevas”:

– Eu escutei o som de tambores que não eram os meus. Eram 300. E havia um povo! Eles brilhavam como o sol da justiça! E eles entraram ali! A luz brilhou sobre as trevas!

Louvor na quadra da Acadêmicos da Rocinha

O samba-enredo escolhido pra embalar a turma da igreja é “Cristo é o Maná (alimento divino)”. Segundo os organizadores, o evento vai ser realizado exclusivamente no Rio este ano “por uma direção de Deus e do Ap. Rina (Rinaldo Seixas, líder da igreja)”.

Além do desfile em Copa, o bloco vai fazer um show com cantores gospel na quadra da Acadêmicos da Rocinha.

Número de blocos aumentou

Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 11, a prefeitura do Rio e a Riotur divulgaram todos os detalhes das ações que serão realizadas pelos órgãos no Carnaval deste ano (confira vídeos no Facebook do Sambarazzo). Entre as novidades, a utilização da arena montada dentro do Parque Olímpico na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, como palco de desfiles de alguns blocos carnavalescos, como o Cordão da Bola Preta.

A empresa de turismo do Rio ainda divulgou que o número de blocos que participarão da festa aumentou em 2,8% em comparação ao ano passado. Em 2017, foram 464 aprovados, agora serão 477 pra alegrar as ruas cariocas. De acordo com o presidente Marcelo Alves, serão 45 blocos na Zona Oeste, 99 na Zona Norte, 129 na Zona Sul e 101 no Centro da cidade. Pra fechar a conta, 30 em Copacabana, 36 na Ilha do Governador, 11 em Ipanema, cinco no Leblon, oito na Gávea, 38 na Barra da Tijuca e 13 no Recreio dos Bandeirantes.

– É a cidade inteira respirando blocos, com sua essência, alegria e espontaneidade – declarou Marcelo Alves.

*Fotos: Reprodução/YouTube Bola de Neve

Por Redação

Foi com muito bom humor que o prefeito Marcelo Crivella abriu nesta quinta-feira, 11, a coletiva de imprensa para apresentar o planejamento de ação do Carnaval 2018 no Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. O chefe do executivo municipal lembrou Dorival Caymmi ao adaptar a famosa canção “Samba da minha terra”. Em alto e bom som, o político aproveitou o evento pra cantarolar ‘Quem não gosta de samba bom prefeito não é’, numa adaptação do trecho que critica o sujeito que não gosta de samba.

– Fizemos um esforço enorme pra poder apresentar um carnaval muito bonito, que a gente espera que seja calmo, sem violência, que possa celebrar essa vocação do povo carioca de se erguer nos momentos trágicos pra celebrar a vida. É mostrar ao mundo que continuamos alegres – disse Crivella logo após agradecer a presença de vereadores da cidade no encontro. O prefeito não respondeu perguntas dos jornalistas ao fim das explanações oficiais.

Bom lembrar que Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal, é apontado por dirigentes e apaixonados por samba como um inimigo direto do Carnaval. Ele cortou pela metade a grana das escolas de samba do Grupo Especial, Série A, Série B, outros grupos da Intendente Magalhães e até das escolas mirins.

O Sambarazzo transmitiu ao vivo os detalhes do anúncio do plano de ação da prefeitura para a festa que se avizinha (confira no Facebook). Ao lado de Marcelo Alves, presidente da Riotur, foram apresentadas as principais mudanças pra este ano e Crivella ainda falou sobre o recorde de investimento privado na temporada.

Por Redação

O ateliê onde a Acadêmicos do Tucuruvi preparava as fantasias do Carnaval 2018, na Vila Mazzei, Zona Norte de São Paulo, pegou fogo na madrugada desta quinta-feira, 4.

Pelo menos 90% das fantasias produzidas para o desfile “Uma noite no museu”, do carnavalesco Flavio Campello, foram destruídas no incêndio, ainda de causa desconhecida.

O incêndio no ateliê começou por volta das 3h30 da manhã desta quinta, 4 I Foto: Divulgação

Segundo a assessoria de imprensa da escola paulista, o barracão começou a pegar fogo por volta das 3h30 da manhã. Não houve feridos.

– Consumiu 90% das fantasias, o que nos deixou bastante desolados desde o ocorrido. Os órgãos responsáveis estão fazendo a perícia no local para averiguar a causa do incêndio – diz trecho do comunicado da agremiação enviado à imprensa.

Segundo a Tucuruvi, 90% das fantasias do Carnaval 2018 foram destruídas I Foto: Divulgação

A Tucuruvi faria o primeiro ensaio do ano nesta quinta, na quadra. Após o incêndio, que acontece faltando pouco mais de um mês para o desfile, o treino técnico foi cancelado.

Mais fotos do estrago causado pelo incêndio!

*Fotos: Divulgação

Leia também!

De novo! Após 45 dias, incêndio atinge barracão da Renascer mais uma vez

Por Redação

O ano de 2018 já bate a porta, e o prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella ainda não assinou o contrato com a Lierj que serve para liberar a verba municipal às escolas de samba da Série A. Nesta quarta-feira, 27, a entidade, que rege os desfiles do acesso, divulgou em comunicado oficial que lamenta profundamente a não assinatura do acordo e ressalta o quanto isso afeta o Carnaval que se avizinha.

A expectativa era de que o acordo fosse firmado no dia 15 de dezembro, o que até agora não foi feito. O receio da liga é que, em caso da negativa do poder municipal em assinar o contrato ainda em 2017, as escolas só recebam o aporte após os desfiles do ano que vem.

Leia o comunicado:

“A Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro ressalta que, até o presente momento, não houve a assinatura de contrato com a Prefeitura do Rio de Janeiro para o Carnaval de 2018 da Série A. O descaso compromete ainda mais as 13 escolas de samba do grupo, que já haviam sofrido por parte do poder público um corte de 50% no incentivo cultural.

Vale destacar que, caso o contrato não seja assinado no ano de 2017, as agremiações só receberão o valor após o Carnaval, uma vez que o exercício financeiro municipal deve permitir a liberação de novos recursos apenas em março de 2018.

A Lierj lamenta profundamente o incompreensível atraso, uma vez que as tratativas para a assinatura haviam sido iniciadas em junho deste ano.”

O Carnaval de 2018 começa em 44 dias com os desfiles da Série A na Sexta-feira de festa.

Foto de capa: Irapuã Jeferson

Por Redação

Mestre Ciça sempre gosta de preparar uma surpresa pra causar na Avenida com a rainha de bateria da vez. Assim fez com Juliana Paes na Viradouro, Paolla Oliveira na Grande Rio, e outras tantas. Em 2018, o líder dos percussionistas da União da Ilha terá como rainha Gracyanne Barbosa.

A modelo fitness já começou a frequentar os ensaios da tricolor e também a treinar os passos marcados que vai exibir na Sapucaí. A mulher de Belo terá uma coreografia especial para a estreia à frente dos ritmistas da escola.

– A União da Ilha me acolheu com tanto amor, que a cada ida à quadra fico mais apaixonada. Meu mestre Ciça, nossa bateria ‘Bonde do Caveira’, vocês são do ca***** – elogiou Gracyanne no Instagram.

Gracyanne Barbosa tá pegando entrosamento com a comunidade da Ilha pro desfile do ano que vem – Fotos: Reprodução

Enquanto esteve nas dependências da agremiação, a rainha posou para incontáveis selfies, sambou bastante e ostentou a forma física “trincada”, que rende à moça milhões de seguidores nas redes sociais.

Gracyanne Barbosa vai estrear pela Ilha, mas já cruzou o Sambódromo defendendo as cores de outras escolas, como Salgueiro, Mangueira, Vila Isabel, Tuiuti e Unidos da Tijuca, todas na disputada função de rainha de bateria.

A União da Ilha será a terceira a desfilar, na Segunda-feira de Carnaval, com o enredo “Brasil bom de boca”, do carnavalesco Severo Luzardo.

Por Redação

Presidente da Mangueira e um dos 39 deputados estaduais a votar contra as prisões do trio do PMDB Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi na sessão extraordinária que movimentou a Alerj nesta sexta-feira, 17, no Rio, o deputado Chiquinho da Mangueira (Podemos) recebeu muitas críticas nas redes sociais após a votação favorável aos colegas políticos.

É que o carnaval da verde e rosa para 2018 é cheio de alfinetadas ao prefeito Marcelo Crivella (PRB) e sugere que a mesma política que cortou pela metade a grana concedida às escolas para a realização dos desfiles na Sapucaí seja combatida com amor e com a voz da população, que deveria sempre ter vez. No entanto, o verso de abertura do samba-enredo mangueirense, “Chegou a hora de mudar”, caiu em descrédito para muitos internautas, que se disseram decepcionados com a posição do presidente da Estação Primeira.

Em entrevista ao Sambarazzo, Chiquinho se explica e diz que a votação na Assembleia Legislativa é um episódio sem relação com a Mangueira e que em nada interfere o desenvolvimento do tema da escola.

– São duas situações completamente diferentes. Teve gente que discordou, gente que concordou, isso é do jogo democrático. A Mangueira é muito importante pra mim, e meu mandato parlamentar também. Isso não poderia ser diferente. Acho que fiz o que era pra ser feito, votando com a minha consciência e embasamento legal. E isso, claro, não pode desagradar a nenhum mangueirense – pontuou o parlamentar.

‘Fiz o que era pra ser feito, votando com a minha consciência e embasamento legal’, disse Chiquinho da Mangueira – Foto: Rafael Arantes

Chiquinho faz críticas à Rede Globo

Ainda na conversa com o Sambarazzo, o presidente da Mangueira frisa que os três políticos não foram presos em flagrante, e, por isso, os considera Inocentes.

– O que não dá pra gente transigir é com o ódio, com as manifestações de um grupo de mídia, como a Rede Globo, que quer atropelar todo mundo, impor suas vontades. Esta manipulação causa uma grande insegurança e gera toda essa manifestação agressiva. Votei pelo amplo direito de defesa e pelo devido processo legal. Não havia outra alternativa a qualquer deputado sério e que não estivesse a fim de jogar pra arquibancada. Existe, sim, a presunção de inocência de qualquer pessoa. No caso dos três parlamentares, apenas o flagrante os levaria para a cadeia, e é claro que não ocorreu. Não podemos de forma alguma passar por cima da lei, e nisso estivemos muito bem, nesta tarde – completou.

“Não escolhemos o enredo para alimentar qualquer tipo de ódio”

O enredo da Mangueira, intitulado “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”, do carnavalesco Leandro Vieira, vai permanecer seguindo firme com a linha crítica. Para o deputado, não há contradição entre defender o tema da escola e ter votado a favor dos colegas políticos:

– O enredo de protesto e a decisão de hoje não demonstram qualquer contradição de minha parte. Nosso objetivo na Mangueira 2018 é criticar um prefeito que não gosta de carnaval, que nos boicota, que não vê a cultura como importante. Por isso, creio na justiça e no sucesso de nosso tema, na ótima ocasião para apresentá-lo e na grande empatia com o público. Por acaso, é um político, mas a ideia é mais ampla, é atacar uma filosofia de pensamento que nos rejeita enquanto sambistas, que dá de ombros ao artista popular. Não escolhemos o enredo para alimentar qualquer tipo de ódio, não tem rancor religioso ou algo do gênero ali.

Mangueira terá enredo crítico as políticas de Marcelo Crivella, prefeito do Rio – Foto: Divulgação

“Não permitirei qualquer tipo de linchamento moral”

Sobre o trabalho como deputado, Chiquinho da Mangueira reiterou que luta pela defesa do povo e fala em combate à ditadura.

– Na Alerj, meu compromisso é com a legalidade, é representar bem os meus eleitores e demais cidadãos fluminenses. E, claro, combater esta volta a uma espécie de ditadura, onde as coisas são impostas sem o menor compromisso com a verdade, muitas vezes. E a responsabilidade, que precisa ser compartilhada, está toda sendo voltada inteiramente para a classe política, da qual faço parte. Não permitirei qualquer tipo de linchamento moral enquanto exercer o meu mandato. Este ódio alimentado todo dia nas redes sociais e especialmente pelo maior grupo de mídia do Brasil em nada tem relação com o enredo, que é protesto justo e legítimo contra uma atrocidade cometida com o povo do samba – desabafou.

Por Redação

E o samba no Rio de Janeiro vai ficando cada vez mais miudinho. Depois de anunciar a redução em 50% da subvenção às escolas de samba do Grupo Especial e também da Série A, o prefeito Marcelo Crivella colocou no pacote de cortes a festa da criançada na Sapucaí.

Nesta terça, 7, a diretoria da Associação das Escolas de Samba Mirins do Rio de Janeiro, Aesm-Rio, se reuniu com representantes das 17 agremiações infantis para anunciar a novidade, que caiu feito bomba para os dirigentes. Em 2017, a verba para cada uma foi de pouco mais de R$ 75 mil. Todas podiam desfilar com o mínimo de 1000 crianças e dois carros alegóricos. Agora, o espetáculo vai cair pela metade.

– Ele (Crivella) está lamentavelmente mexendo no berço do samba, que são as nossas crianças. Pelo menos cerca de 20 mil crianças vão ficar sem desfilar. É muito triste – lamenta Cíntia Abreu, madrinha da Estrelinha da Mocidade.

Escolas mirins vão perder 50% da verba tradicionalmente destinada pela prefeitura do Rio – Fotos: Raphael David/Riotur

Com o corte, é possível que algumas das agremiações formadas por crianças não tenham condições de colocar seu carnaval na rua em 2018.

– Já era tão pouco dinheiro. A Estrelinha da Mocidade tem a escola-mãe pra dar suporte. E as escolas que não têm de onde tirar? – completa Cíntia.

Prefeitura ainda tem débito com escolas mirins

Apesar de as escolas mirins terem prestado contas referentes ao Carnaval 2017 à prefeitura do Rio, ainda falta uma parcela do pagamento da subvenção a ser paga às agremiações: cerca de 7% do valor total para cada.

Fotos: Raphael David/Riotur

*Foto de capa: Raphael David/Riotur

Por Redação

A São Clemente comemorou, na noite da última quarta-feira, 25, 56 anos de vida. E pra festejar mais uma primavera a escola preparou uma festa só pra convidados no Centro Cultural da preto e amarelo, localizado no Centro do Rio. A comemoração marcou ainda a inauguração do espaço, que resguarda as memórias mais afetivas da agremiação de Botafogo.

Integrantes da escola e convidados ilustres, como o carnavalesco Milton Cunha, estiveram presentes na noite marcada por muita emoção. Na comemoração, o presidente Renato Almeida Gomes, o Renatinho, realizou uma série de homenagens, entre funcionários e componentes ilustres. Na ocasião, o dirigente ainda nomeou os dois novos diretores culturais da escola, Rafael Arantes e Alex Maia, que ficarão responsáveis pelo lugar localizado na Rua Moncorvo Filho, pertinho da Praça da República, na região central carioca.

Ao lado de Renato, os novos diretores inauguraram a Galeria Ricardo Almeida Gomes, em homenagem ao ex-presidente da agremiação que morreu em setembro deste ano, vítima de uma pneumonia. Ricardo foi o comandante da escola por duas décadas (de 1987 a 2002), sempre em parceria com os irmãos Renato e Roberto. Os três são filhos de Ivo da Rocha Gomes, fundador da São Clemente nos anos 1960.

O espaço, no segundo andar do Centro Cultural, registra momentos marcantes e figuras ilustres da escola da Zona Sul e será palco de novas ações organizadas pelo departamento cultural da São Clemente.

Na noite de festa, o intérprete Leozinho Nunes ainda roubou a cena ao interromper o show da noite para cantar sambas históricos da escola. Em 2018, a São Clemente levará para a Sapucaí o enredo “Academicamente Popular”, desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Silveira.

Por Luiz Felippe Reis

Os melhores sentimentos que o samba pode abrigar resolveram se encontrar na quadra da Unidos de Vila Isabel na noite desta quarta-feira, 25. Gratidão, carinho, solidariedade e muita fé deram expediente no “Tributo Arlindo Cruz”, evento organizado pela Liesa com renda toda destinada aos tratamentos médicos que o cantor – internado há sete meses – ainda precisa.

A liga das escolas de samba do Especial botou todo o conhecimento pra jogo e conseguiu reunir uma verdadeira seleção de sambistas premiados. Se liga só nas presenças que fizeram participações especiais de aproximadamente 15 minutos cada: Zeca Pagodinho, Alcione, Jorge Aragão, Dudu Nobre, Elymar Santos, Xande de Pilares, Martinho da Vila, o grupo Sorriso Maroto, Mumuzinho, Sombrinha, Mariene de Castro e Arlindo Neto. Esse timaço foi conduzido pela apresentação de Jorge Perlingeiro, locutor oficial da Liesa.

Além dos grandes nomes do samba brasileiro, os dirigentes das escolas do Rio de Janeiro compareceram em peso, comprovando a união na iniciativa do evento beneficente a Arlindo Cruz. O showzaço começou por volta das 22h30 e só foi acabar pra lá das duas da manhã. Não houve venda de ingressos, ficando restrita a entrada a convidados das agremiações, que fizeram questão de comprar as entradas, incrementando a receita do show. Mesmo assim, a quadra contou com um bom público.

Mulher de Arlindo Cruz, Babi Cruz se emocionou algumas vezes e não deixou de agradecer a iniciativa da Liesa e pediu por mais eventos dessa natureza pra ajudar outros sambistas.

– A emoção é profunda, difícil de segurar as pernas, mas essa é a corrente, é a verdadeira energia do samba. Energia positiva que vem da inspiração e que faz a magia desse encontro. Quero pedir uma coisa. Não deixem a memória de nenhum sambista morrer. O samba já perdeu muita coisa. Somos os donos da raíz, samba é cultura, e o Arlindo é imortal como tantos outros. Tenho tanta coisa pra falar, pra agradecer… Isso eu gostaria que tivesse pelo Almir Guineto (sambista que morreu em maio deste ano), pela Beth Carvalho (cantora que passa por problemas médicos) pelo Nelson Sargento (sambista veterano, que tem 93 anos) – clamou Babi, que é casada com Arlindo Cruz há três décadas.

Sede do “Tributo Arlindo”, a Vila Isabel abriu as portas e recebeu os representantes das outras escolas de sambas e os sambistas em geral. Vice-presidente da azul e branco, Fernando Fernandes citou a importância de Arlindo Cruz para o samba e mostrou que a torcida pela volta do cantor e compositor tá forte.

– Evento foi um sucesso. O Arlindo merece nossa consideração. É um compositor que ganhou vários sambas na nossa escola, e a Vila cede essa quadra com todo carinho e respeito. A mobilização partiu da liga com o apoio de todos os presidentes. Todas as escolas estão envolvidas nessa corrente por essa melhora, por essa volta do Arlindo ao samba – disse Fernandes.

Responsável pela iniciativa, a Liesa foi à Vila Isabel com o time completo. O presidente Jorge Castanheira reforçou a corrente positiva para a recuperação do sambista.

– Nós sabíamos da vontade da Babi de fazer um evento como esse e nós abraçamos a causa junto com todas as escolas de samba. Foi uma bela festa e todos os sambistas presentes deram um show de solidariedade, respeito e carinho com o Arlindo Cruz – falou Castanheira, que é presidente da liga há 10 anos.

Arlindo Cruz deu um susto na família e nos fãs no dia 17 de março, quando começou a se sentir mal e ficou inconsciente. O cantor estava em casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, se preparando para embarcar para São Paulo, onde faria um show com o filho, Arlindo Neto. Socorrido no CER Barra da Tijuca, unidade municipal de saúde, ele apresentou alterações na pressão arterial, recebeu suporte para respiração mecânica, e foi encaminhado para a realização de tomografia. O exame apontou um AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico. O músico saiu do CTI (Centro de Terapia Intensiva), mas segue internado já há mais de 7 meses.

Confira as melhores imagens do evento que agitou a quadra da Vila Isabel – Fotos: Irapuã Jeferson

 

Por Redação

A Liesa divulgou na tarde desta quarta-feira, 25, a capa oficial do CD das escolas de samba do Grupo Especial. Campeãs em 2017, Portela e Mocidade dividem a capa. Sorteio realizado na liga definiu a Mocidade como faixa 1, e a Portela como faixa 2.

O CD do Grupo Especial chega às principais lojas de todo o país na segunda quinzena de novembro. As informações são página oficial da Liesa no Facebook.

Confira os sambas:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Redação

“Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” critica os destinos escolhidos pelo Carnaval e desbrava os porquês do evidente distanciamento popular das escolas. Reflexão imediata a partir do corte de verba da prefeitura de Marcelo Crivella, que não será poupado no desfile. Pra resumir toda a complexa crítica, a verde e rosa decidiu por uma obra-prima. Lequinho, Júnior Fionda, Alemão do Cavaco, Gabriel Machado, Wagner Santos, Gabriel Martins e Igor Leal venceram a final mangueirense na madrugada do último domingo, 8.

Autores: Lequinho, Júnior Fionda, Alemão do Cavaco, Gabriel Machado, Wagner Santos, Gabriel Martins e Igor Leal.
Intérprete: Tinga.
Participação Especial: Moacyr Luz.
Imagens e edição: Rafael Arantes, Ewerton Pereira, Luizinho Pontes e Rodrigo Cherém.

Chegou a hora de mudar
Erguer a bandeira do Samba
Vem a luz à consciência
Que ilumina a resistência dessa gente bamba
Pergunte aos seus ancestrais
Dos antigos carnavais, nossa raça costumeira
Outrora marginalizado já usei papel barato
Pra desfilar na Mangueira
A minha escola de vida é um botequim
Com garfo e prato eu faço meu tamborim
Firmo na palma da mão, cantando laiálaiá
Sou mestre-sala na arte de improvisar

Ôôô somos a voz do povo
Embarque nesse cordão
Pra ser feliz de novo
Vem como pode no meio da multidão

Não… Não liga não!
Que a minha festa é sem pudor e sem pena
Volta a emoção
Pouco me importam o brilho e a renda
Vem pode chegar…
Que a rua é nossa mas é por direito
Vem vadiar por opção, derrubar esse portão, resgatar nosso Respeito
O morro desnudo e sem vaidade
Sambando na cara da sociedade
Levanta o tapete e sacode a poeira
Pois ninguém vai calar a Estação Primeira

Se faltar fantasia alegria há de sobrar
Bate na lata pro povo sambar

Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal
Pecado é não brincar o Carnaval!

 

 

A Verde e rosa será a sexta a desfilar no Domingo de Carnaval, pelo Grupo Especial.

Confira imagens: Fotos – Maria Zilda e Henrique Matos.

Por Redação

Apesar de ter gravado um samba que foi eliminado do concurso de samba-enredo da Beija-Flor, que tinha como cabeça da parceira o compositor Miguel Menezes, Neguinho da Beija-Flor admite que a obra não era a mais adequada para a azul e branco disputar o título de 2018.

O samba, feito a partir da sinospe assinada pela comissão de carnaval para o enredo “Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu”, foi cortado semanas atrás pela comissão julgadora. O intérprete explica ao Sambarazzo que se apaixonou pela obra já na primeira audição, mas que as composições que seguem no concurso são melhores.

– Achei a melodia do samba excelente. A letra realmente não era a mais adequada pra contar o enredo, mas não quis desperdiçar o samba, e resolvi gravar. Fiz alguns ajustes na letra, que me fizeram entrar na parceria. Todas as obras que continuam na disputa são realmente superiores e estou tranquilo, assim como toda a nossa comunidade, que, seja qual for o samba vencedor, a escola terá uma obra-prima para o ano que vem – garante.


Neguinho não vai cantar o samba na quadra: "Seria um desrespeito"

Sem revelar o samba favorito, a voz oficial da azul e branco de Nilópolis diz que vai incluir a obra campeã no repertório dos shows que costuma fazer Brasil afora.

– Gravei porque quis botar minha voz como cantor e não como intérprete oficial da Beija-Flor. Ainda não resolvi se vai entrar no repertório dos meus shows, mas o samba que for escolhido estará com certeza, como sempre esteve. Não vou cantar o samba eliminado na quadra porque acho que seria um desrespeito aos outros compositores, e principalmente com a obra vencedora – emenda o artista, que em 2018 completará 42 anos como cantor principal da Beija-Flor.

O samba eliminado, repaginado por Neguinho e pelos demais parceiros Tamir, Marcondes, Bocão, Paulo Bispo e Veni Vieira, agora é intitulado "O poder da ganância".

O samba oficial que a Beija-Flor vai levar para a Sapucaí no Carnaval 2018 será escolhido no dia 19 de outubro, uma quinta-feira, na quadra da escola.

Confira a letra do samba eliminado e "abraçado" por Neguinho!

O poder da ganância

Os olhos da ganância seduziram
Se apaixonaram pela ambição
Espalhando dor e sofrimento
Mergulhados na corrupção
As mãos do egoísmo e da cobiça
Castigam esse povo sofredor
Ferindo a dignidade
Com as garras da maldade
Fazendo a vida um terror

Indiferente sob a luz do seu olhar
A imagem refletida que você não sabe amar
Discriminado dentro do seu coração
Um vazio de tristeza, de horror, escuridão

Fora os poderosos que não amam
Os filhos que a sorte não sorriu
Que ficaram abandonados
Pela Pátria Mãe Gentil
Falsas promessas para alguns terem riquezas
Mas esquecem da pobreza em palácios colossais
Ainda tentam derrubar nossa cultura
Profanando o Carnaval
Mas o samba é nosso templo
Nossa Arte Popular

É Brasil, é brasileiro
E faz nossa gente cantar

Por Luiz Felippe Reis

O último fim de semana marcou um evento que anualmente mobiliza sambistas paulistanos e cariocas. As “24 horas de samba”, da Mocidade Alegre, une os dois principais carnavais do Brasil num mesmo palco durante um dia inteiro de festa e muito samba no pé.

O acontecimento deste ano reuniu Vai-Vai, Tom Maior e Águia de Ouro, além, é claro, da Mocidade Alegre, representando São Paulo, enquanto Mocidade Independente, Grande Rio e Salgueiro deram a marca da Cidade Maravilhosa na Terra da Garoa. O grupo Art Popular foi outra atração celebrada pelo bairro do Limão, na Zona Norte paulistana. Das 22h de Sábado, 30, até o mesmo horário do domingo, 1°, muitas atrações agitaram esse “viradão” do gênero mais brasileiro. Durante as 24 horas, a quadra ficou cheia, repleta de paulistas, cariocas e brasileiros de toda parte.

Sambistas do Rio já têm vaga certa para as “24 horas de samba” no calendário. Várias figuras conhecidas das escolas fluminenses estavam por lá, mesmo que não fossem se apresentar no palco da Mocidade Alegre.

Presidente da agremiação anfitriã, Solange Cruz sabe o esforço que se emprega para realização desse encontro tão tradicional quanto especial para o Carnaval brasileiro.

– É uma loucura a organização. É muita coisa pra resolver. É muita gente envolvida, mas todos comprometidos. O pessoal vem de tudo quanto é lugar, tem excursões. Algumas coisas fogem do nosso controle, mas o pessoal ama. É muito importante pra nós, ainda mais nos nossos 50 anos. Eu herdei esse evento dos fundadores da escola, meu pai, meus tios. A Mocidade sempre vai fazer o intercâmbio Rio e São Paulo. Não tenho como fugir, é muito esperado. A gente sempre mescla. E as escolas do Rio mostram um grande respeito e nós agradecemos muito que elas venham, e venham com o time principal – comentou Solange, há 14 anos à frente da “Morada do Samba”.

Primeira escola do Rio de Janeiro a se apresentar na Mocidade Alegre ainda na madrugada de domingo, a xará Mocidade Independente de Padre Miguel foi com um time completinho. O vice-presidente Rodrigo Pacheco, que esteve pela primeira vez no evento, fez questão de acompanhar a equipe da verde e branco e elogiou as “24 horas de samba”.

– É um evento fantástico. É muito importante pra bandeira do samba. É um evento que engrandece o Carnaval como um todo. Que tenhamos cada vez mais eventos assim, não só em São Paulo, mas no Rio de Janeiro também. A ideia de fazer no Rio existe, mas esse formato de evento em São Paulo já está bem estruturado. Tenho um pouco de receio se no Rio de Janeiro daria o movimento necessário, se as pessoas acompanhariam até o fim – disse Pacheco.

“O Rio de Janeiro precisa se espelhar muito na evolução de São Paulo”, disse Rodrigo Pacheco

Para o dirigente, o tradicional samba carioca precisa aprender em alguns setores com São Paulo. Entender a evolução do carnaval paulistano, pra ele, pode fazer os cariocas crescerem mais em departamentos ainda carentes na Cidade Maravilhosa.

– O Carnaval de São Paulo cresce a cada dia, e o Rio de Janeiro precisa dar um start em algumas coisas, é um assunto que estamos debatemos, as escolas estão conscientes. O Rio de Janeiro precisa se espelhar muito na evolução de São Paulo. O que pode evoluir no Rio é alavancar a assessoria de imprensa e marketing, precisamos de um impulso maior em relação à mídia e a esse retorno de marketing pra gente evoluir. Considero que a Mocidade (Independente de Padre Miguel) precisa de uma reestruturação, qualquer escola precisa se estruturar em relação a isso, o Carnaval como um todo – pontuou o vice-presidente independente.

Vídeos das apresentações das escolas cariocas:

Mais fotos por Irapuã Jeferson