Por Redação

Este dia 28 de fevereiro ganhou ares de Quarta-feira de Cinzas com a reunião de dirigentes em plenária na sede da Liesa. É que o Carnaval 2018 tem mais um resultado pra chamar de seu. O conselho definiu: Grande Rio e Império Serrano, últimas colocadas na apuração, permanecem no Grupo Especial pra 2019. Durante o encontro, surgiu o assunto do cancelamento do rebaixamento de 2018, que vitimou Grande Rio e Império Serrano, e a decisão da liga, com consentimento de 12 agremiações, selou a reviravolta.

Para pedir a exclusão do rebaixamento, a Grande Rio se baseou no precedente aberto em 2017, quando a Unidos da Tijuca entrou com um recurso administrativo, antes da apuração, pedindo o não descenso por conta do acidente com uma de suas alegorias – a parte superior do carro desabou -, o que impediu o transcorrer normal do desfile naquela ocasião.

Antes do encontro desta quarta-feira, a Grande Rio produziu um documento, com a assinatura de nove, das 13 escolas de samba, reivindicando uma plenária para debater um possível cancelamento das quedas de 2018. Das que não haviam participado do abaixo-assinado, apenas Mangueira e Portela mantiveram o mesmo discurso e não apoiaram a mudança no regulamento na plenária.

Nesta temporada, a tricolor de Caxias sofreu com uma avaria parecida. O último carro alegórico quebrou, ainda na concentração, e comprometeu o restante da evolução, prejudicando, segundo a escola, todo o desfecho da apresentação. O Império Serrano não teve qualquer problema, mas acabou beneficiado com a alteração de regulamento.

– São 25 anos de muitos serviços prestados ao Carnaval. Quem tem amigo não morre pagão – declarou o presidente de honra da Grande Rio, Helinho de Oliveira, antes mesmo da reunião.

Alegoria que quebrou na concentração atrapalhou desfile da Grande Rio e virou protagonista no debate para confirmar ou não o rebaixamento de duas escolas – Fotos: Michele Iassanori

O Carnaval 2019 do Grupo Especial terá 14 agremiações: Beija-Flor de Nilópolis, Paraíso do Tuiuti, Acadêmicos do Salgueiro, Portela, Estação Primeira de Mangueira, Mocidade Independente de Padre Miguel, Unidos da Tijuca, Imperatriz Leopoldinense, Unidos de Vila Isabel, União da Ilha do Governador, São Clemente, Acadêmicos do Grande Rio, Império Serrano e Unidos do Viradouro.

Presidente da Liesa, Jorge Castanheira falou sobre o resultado da reunião, que salvou Grande Rio e Império do rebaixamento. O dirigente garante que o novo número de escolas ‘especiais’ é passageiro:

– O Carnaval 2019 terá excepcionalmente 14 escolas, vamos buscar o melhor formato pra achar um bom modelo para o expectadores.

Exclusão de rebaixamento não é novidade

Em 1981, o Império Serrano ficou em último lugar, acabou beneficiado com a mudança de regulamento e faturou o campeonato em 1982. O mesmo rolou com a Imperatriz, lanterna em 1988, e campeã em 1989. Nos anos 1990 não foi exceção a chamada ‘virada de mesa’, em 1993 e 1994 não houve rebaixamento, que, nas ocasiões, afetariam Caprichosos de Pilares, Império Serrano e Unidos da Ponte duas vezes.

Em 2011, antes mesmo do julgamento, União da Ilha, Portela e Grande Rio ficaram isentas de avaliações por conta de um grande incêndio que devastou os barracões das três escolas. A tragédia fez cancelar o rebaixamento naquela temporada. Em 2017, com o pleito da Unidos da Tijuca, a Tuiuti ficou em último lugar, mas permaneceu na elite.

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