Por Angelina Nunes e Leonardo André

Uma das maiores estrelas do Carnaval carioca, Paulo Barros fez a alegria de quem foi à Sapucaí neste sábado, 25, assistir à segunda noite de apresentações das escolas da Série A. Convidado na Feijoada do Sambarazzo para dar vida ao carismático vilão do cinema “O Máskara” no desfile da Inocentes de Belford Roxo, o artista surpreendeu o Sambódromo com sua performance.

Fotos: Michele Iassanori/Irapuã Jefferson

Destaque principal da última alegoria criada pelo carnavalesco Wagner Gonçalves, Paulo entrou na Avenida de máscara verde, mas retirava o acessório após fazer graça para o público e levava todo mundo ao delírio:

– Só o maluco do Wagner pra me convencer. Desde 1993, na União da Ilha, que eu não subia num carro alegórico pra desfilar. Eu queria ser o Coringa, do “Batman”, porque ele tem sempre uma carta na manga pra surpreender, eu me identifico mais. Mas ele não deixou.

Paulo Barros ajudou na harmonia da escola: “Mais forte do que eu”

Assim que soube do tema sobre a vilania de personagens marcantes dos quadrinhos e do cinema, Paulo Barros correu pra falar com o amigo e colega de profissão. É que ele já tinha na manga um enredo semelhante e ficou com uma pontinha de inveja.

– A primeira impressão foi de raiva, porque eu tenho vontade de fazer um enredo desse tipo. Quando eu soube que ele ia fazer, liguei pra ele pra reclamar. Mas, na verdade, era uma brincadeira. Ele é um grande amigo, um grande carnavalesco, hiper talentoso. Estou muito feliz pelo convite – acrescentou.

O autor do desfile portelense de 2017 acabou dando uma ajudinha extra à Inocentes na concentração da escola:

– A Inocentes começou a andar na concentração e um diretor de harmonia chamou a atenção do motorista do carro, que estava meio desatento, e acabou não colocando logo o carro pra andar. Mas como estava muito barulho e ele não estava ouvindo, eu mesmo fui lá, pra resolver. Essa preocupação de como a escola entra na Avenida é mais forte do que eu. Por isso que eu quase infarto quando é a minha.

“Só tenho uma máscara, a minha”

Paulo Barros fez piada com o fato de muita gente ter outras “máscaras” e disse quem são os vilões do Carnaval na opinião dele.

–  O Máskara é um personagem que, na verdade, fala das pessoas que têm máscaras. Eu, graças a Deus, só tenho uma, a minha! E os grandes vilões da Sapucaí são todos aqueles que trabalham contra o Carnaval. E, graças a Deus, quem trabalha a favor é a grande maioria, então o Carnaval vai ser sempre isso, esse sucesso.

*Colaborou: Fábio Klotz