Abre aspas! Crivella fala que é herói, Laíla diz que não é rico… As melhores frases dos sambistas

Por Redação

Já é possível ouvir o som das baterias ecoando por vários cantos do Rio. Isso quer dizer que é época de ver o povo do samba ganhar ainda mais visibilidade através da mídia e das redes sociais, afinal, o Carnaval é o tema da rodada. Aproveitando o protagonismo, essa gente bamba mostra que não tem papas da língua e dá palpite sobre os mais diversos assuntos.

Confira abaixo a seleção do Sambarazzo com as frases mais polêmicas do adorável mundo do samba nos últimos dias!

Eu, que na Sapucaí fui considerado traidor, esse ano vou sair de herói. Eles jogaram fora o patrocínio que eu consegui.

Marcelo Crivella, prefeito do Rio filiado ao PRB, sobre a relação que construiu com o Carnaval das escolas de samba, em entrevista ao Jornal Extra. Ele prometeu sentar para conversar com os dirigentes do Grupo Especial para falar sobre subvenção pública do município, que ficou 50% menor este ano. A justificativa dele para o corte é que uma parcela do valor seria repassado a partir do patrocínio da Uber, que acabou deixando o evento.

Candidato ao cargo de governador do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB) concede entrevista que agita os bastidores do samba (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Ao dizer que deveria ser tratado como herói, Crivella fez referência à alegoria em que a Mangueira o retratou como judas no Carnaval passado | Fotos: Fernando Frazão/Agência Brasil e Michele Iassanori/Sambarazzo

Não tem outra explicação a não ser um racismo fortemente arraigado na mentalidade do poder público e também da iniciativa privada.

Jean Wyllys, deputado federal pelo PSOL, sobre as dificuldades encontradas pelas escolas de samba para arrecadar recursos para o Carnaval. A afirmação foi ponto de partida para um artigo escrito para o Mídia Ninja, dias após o anúncio de um novo corte da verba destinada à festa pela Prefeitura do Rio, sob gestão de Crivella, assumidamente evangélico.

O parlamentar Jean Wyllys vê a falta de apoio público e da iniciativa privada ao Carnaval como um mecanismo racista, já que trata-se de uma festa com origens na cultura negra | Foto: Reprodução/Facebook

A Liesa está bem entregue com o presidente Jorge Castanheira. Ele mesmo sente que tem de fazer mudanças.

Fernando Horta, presidente da Unidos da Tijuca, sobre a presidência da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), em declaração concedida ao site Carnavalesco. No fim do ano passado, ouviu-se falar num possível pedido de impeachment do dirigente, organizado pelas agremiações. Ao Sambarazzo, Castanheira já disse não ter conhecimento sobre o assunto.

Fernando Horta, mandatário da Unidos da Tijuca, classifica como positiva a gestão de Jorge Castanheira na Liesa | Foto: Sambarazzo

A Liesa tem que ser repensada. Acho que o mundo do carnaval inteiro pede isso. A Liga parou no tempo. Não consegue se adaptar e dar chance às escolas de evoluírem. Que organização no mundo está há 40 anos no mesmo formato?”Gabriel David, conselheiro da Beija-Flor e filho do patrono Anísio Abrão David. Em entrevista ao Jornal O Globo, o jovem de 21 anos classificou Castanheira como um líder centralizador.

Gabriel David disse que tentou ajudar a Liesa com novos projetos, mas que não encontrou apoio do presidente, Jorge Castanheira | Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

Se você olhar minha conta bancária (risos)… Eu não tenho poupança, dinheiro guardado. Tenho a minha casinha na Ilha que conquistei com muito suor. (…) Nunca fui rico.

Laíla, diretor de carnaval da Unidos da Tijuca, sobre o dinheiro que deixou de acumular ao longo de mais de 50 anos trabalhando com o Carnaval. Ele também faz parte da comissão responsável pelo desfile da Águia de Ouro, em São Paulo. O registro da conversa foi feito pela coluna Papo de Samba, do Jornal Extra.

Laíla, que ajudou na conquista de vários campeonatos na Marquês de Sapucaí, diz que não ficou rico com o dinheiro que ganhou em mais de 50 anos | Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

Pendurei minhas tintas e por mais que ache lindo o trabalho nos barracões de escolas de samba, não me vejo desfilando novamente.”

Valéria Valenssa, de 46 anos, conhecida por ter vivido a mulata Globeleza por 15 anos, sobre a recusa em assumir o posto de rainha de bateria da escola paulista Águia de Ouro, para a qual foi convidada. A frase é trecho de uma entrevista que ela concedeu à coluna do jornalista Leo Dias, no Jornal O Dia.

Valéria Valenssa diz que fez muitos amigos no Carnaval, mas que não pretende voltar a assumir um posto na festa | Foto: Divulgação/TV Globo

Não fomos procurados por qualquer movimento político, de esquerda ou de direita. A escola é apartidária. O projeto de desfile não assume lado A ou B.

Rodrigo Soares, dirigente que integra a comissão de carnaval da Paraíso do Tuiuti, sobre a associação da temática dos enredos sobre a escravidão, no ano passado, e sobre os falsos “salvadores da pátria” na política, desta temporada, às pautas dos partidos de esquerda. A declaração foi concedida ao Carnavalesco.

Diretor da Tuiuti, Rodrigo Soares diz que a escola não foi procurada por qualquer partido político. No ano passado, uma referência ao então presidente Michel Temer deu o que falar: um vampiro vestindo a faixa presidencial apareceu numa alegoria que criticava a Reforma Trabalhista | Fotos: Reprodução/Instagram e Michele Iassanori/Sambarazzo

Não digo de onde são os convites em respeito aos outros mestres.”

Mestre Marcão, que comandou a bateria do Salgueiro por 15 temporadas, sobre as propostas que recebeu para assumir o segmento em escolas do Rio de Janeiro e de São Paulo. O papo foi com o portal Setor 1, da Band.

Sem puxar tapete! Mestre Marcão não quis assumir nenhuma bateria após deixar o Salgueiro no fim do ano. Ele diz que teve convites no Rio e em São Paulo| Foto: Gabriel Santos / Riotur

As críticas vão sempre existir, temos que saber lidar com elas, mas, graças a Deus, no meu caso elas são minoria. Tenho minha consciência tranquila de que, em todos esses anos em que estou à frente da Furiosa, procurei sempre dar o meu melhor!

Viviane Araújo, em nota oficial divulgada pelo Salgueiro para responder o boato de que ela estaria sendo alvo de críticas de torcedores apoiadores da ex-presidente Regina Celi. Elas eram muito amigas, mas Vivi escolheu ficar na agremiação mesmo após a dirigente perder o cargo para o empresário André Vaz, no mês passado.

Rainha de bateria do Salgueiro há 11 anos, Vivi Araújo escolheu ficar na vermelho e branco mesmo com a troca de comando | Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

Amo! O carnaval tem a alma carioca, despretensiosa e alegre, uma festa popular que une todos os bairros e classes, atrai turistas e promove o Rio mundialmente.

Marcelo Alves, presidente da Empresa Pública de Turismo do Rio (Riotur), em declaração de amor feita ao Carnaval durante papo com a jornalista Lu Lacerda, colunista do portal IG.

Responsável pela Riotur, Marcelo Alves garante que é completamente apaixonado pelo Carnaval do Rio | Foto: Divulgação