Por Redação

Pode não ter sido o cenário dos sonhos para as escolas de samba do Grupo Especial, mas finalmente a negociação de mais de 30 dias entre prefeitura e Liesa teve um desfecho, pelo visto, que agradou aos dois lados. O prefeito Marcelo Crivella concluiu a estratégia de reduzir de R$ 2 milhões para R$ 1 milhão o repasse, enquanto a liga conseguiu também R$ 500 mil adicionais, a partir de um chamamento público feito pela Riotur com a iniciativa privada. O valor a mais, no entanto, ainda cabe torcer e esperar por uma conclusão bem-sucedida.

O encontro decisivo rolou nesta segunda-feira, 17, e envolveu dirigentes das escolas, o prefeito e o presidente da empresa de turismo da cidade, Marcelo Alves. Pela Liesa, o presidente Jorge Castanheira avaliou positivamente o acerto.

– Reunião positiva. Estivemos juntos com o presidente da Riotur, assinamos um termo de compromisso pra que agora a gente faça a parte burocrática. A previsão é que seja feito o pagamento das parcelas das escolas, a partir da assinatura do contrato, no final de julho, primeira parcela de R$ 225 mil. São cinco parcelas, quatro de R$ 225 mil e uma de R$ 100 mil. Até dia 15 de agosto, o presidente da Riotur tem o resultado do chamamento público com a iniciativa privada e, dentro desse formato, se dá o complemento de R$ 500 mil por escola. Foi um corte, portanto, de 25%. A prefeitura vai arcar com R$ 1 milhão, como o prefeito já havia dito. Foi tudo assinado – explicou Jorginho.

Após o encontro com Crivella, Jorge Castanheira falou aos jornalistas: ‘Foi tudo assinado’ – Foto: Irapuã Jeferson

Apesar do trauma inicial, os valores serão repassados a partir já de julho, uma brevidade incomum quando o assunto é repasse público aos desfiles das escolas de samba.

Mesmo com os cortes, Castanheira garantiu que não haverá mudanças no regulamento atual do campeonato:

– Mesmo regulamento. Os mesmos 75 minutos de desfile, número de carro de cinco a seis alegorias, o mesmo formato. O número de componentes cada escola vai se adaptar de acordo com a necessidade.

Eis os dirigentes das escolas na Prefeitura: Milton Perácio (Grande Rio), Renato “Thor” (Tuiuti), Regina Celi (Salgueiro), Almir Reis (Beija-Flor), Luís Carlos Magalhães (Portela), Luiz Pacheco Drumond (Imperatriz), Jorge Castanheira (Liesa), Ney Filardi (União da Ilha), Vera Lúcia (Império Serrano), Fernando Fernandes (Vila Isabel) e Rodrigo Pacheco (Mocidade) – Foto: Irapuã Jeferson

Aos jornalistas presentes na sede da prefeitura, Marcelo Crivella exaltou o acordo com a Liesa e festejou a manutenção da festa mais tradicional da Cidade Maravilhosa.

– Finalmente fizemos um acordo e assinamos com a liga para os recursos que nós estamos passando para as escolas, praticamente metade já que a prefeitura está em crise, mas um há um esforço para que a iniciativa privada aumente os recursos. Quero tranquilizar o povo do Rio de Janeiro de que, dentro das possibilidades, o Carnaval do Rio de Janeiro está mantido – resumiu.

 

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