Alexandre Louzada diz que tema sobre Marrocos é alvo de preconceito

Por Luiz Felippe Reis

Carregando na trajetória mais de 50 desfiles assinados, e seis títulos no Rio de Janeiro e em São Paulo, o carnavalesco Alexandre Louzada não precisa provar mais nada para ser reverenciado como um dos grandes artistas das últimas décadas. Enredos históricos, carnavais inesquecíveis – campeões ou não -, reforçam o gabarito do contratado da Mocidade Independente.

Para 2017, a missão é botar a verde e branco de novo entre as seis melhores do Carnaval, no Desfile das Campeãs, o que não acontece há 13 anos pelas bandas de Padre Miguel. O enredo “As mil e uma noites de uma Mocidade pra lá de Marrakesh”, desenvolvido em parceria com o também carnavalesco Edson Pereira, vai exaltar Marrocos, país do extremo noroeste da África. Mas há, no mundo do samba, quem vire a cara para o tema.

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Apesar das críticas, Louzada não parece se incomodar tanto com eventuais análises negativas sobre o enredo que fala de Marrocos – Foto: Irapuã Jeferson

O artista acredita que role uma discriminação com a narrativa, que será apresentada na Avenida em fevereiro do ano que vem, quando a Mocidade desfilar como terceira escola da Segunda-feira de Carnaval.

– Existe preconceito, sim (contra enredos sobre países). Mas onde há preconceito, eu tô na contramão. Esse Carnaval ficou a minha cara, assim como ficou a cara do Edson também – resume.