Ansiedade é posto! Torcedores da Mocidade dão plantão na porta da Liesa

Por Redação

Torcedores da Mocidade estão desde as 19h desta quarta-feira, 5, na porta do prédio da Liga Independente das Escolas de Samba, no Centro do Rio, aguardando o desfecho do caso envolvendo a verde e branco e a justificativa do jurado Valmir Aleixo, que tirou um décimo da agremiação pela ausência de um destaque de chão que não existia, e acabou privando a escola do direito de comemorar o título da festa este ano, que acabou ficando para a Portela, dada a contagem de pontos.

Reivindicando o campeonato para a escola de Padre Miguel, Zona Oeste da cidade, integrantes da torcida da Mocidade estão ávidos para saber o que ficará definido no encontro, que acontece a portas fechadas, e com a participação de dirigentes de todas as 13 representantes do Grupo Especial carioca.

– É uma plenária normal, como todas as outras. Pode ser que o assunto Mocidade seja abordado na reunião, mas não significa que algo será decidido nesta quarta-feira – disse ao Sambarazzo o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, no início da semana.

Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

Entenda o caso!

No fim do mês passado, a Mocidade convocou uma coletiva de imprensa para anunciar as medidas que pretendia tomar diante da divulgação das justificativas das notas do júri técnico do Carnaval 2017. A escola luta para reparar o equívoco do jurado de “Enredo” Valmir Aleixo, que alegou ter dado 9,9 à verde e branco por causa da ausência de um destaque de chão que não estava presente no roteiro oficial do desfile. A confusão se deu porque o julgador, na hora de avaliar a Mocidade, consultou a primeira versão do livro que havia recebido da liga, numa reunião prévia de instrução no dia 31 de janeiro, mas que acusava a existência de uma destaque de chão que, na versão oficial do livro, entregue aos jurados no dia do desfile oficial, não era citada.

Em virtude do problema, a Liesa estuda mudanças em relação à entrega do roteiro dos desfiles.

– Nos próximos carnavais, vamos ter que mudar o sistema. A liga vai ter que cobrar para as escolas um prazo definitivo e, a partir de um momento, mudanças serão feitas somente por erratas. Vamos tomar esse caso como referência para corrigir alguns procedimentos – explicou Castanheira.

Portela estava há 33 anos sem ganhar

A Mocidade, que perdeu o campeonato exatamente por um décimo para a Portela, entrou com um recurso administrativo para requerer o título e também a premiação de campeã, em divisão com a Portela, que há mais de três décadas não vencia o Carnaval. O último campeonato da Mocidade foi em 1996.

– Não queremos tirar o título da Portela, mas é justo que a gente também seja campeão – defendeu o gerente administrativo Leandro Gomes, que participou da primeira manifestação sobre o assunto, dia 22 de março, também em frente à sede da Liesa.