Atrás da verde e rosa… Mangueira arrasta o povão ao cantar vitória na Sapucaí

Por Redação

Embalada pelo ritmo da conquista de seu vigésimo campeonato, a Mangueira encerrou o Sábado das Campeãs, 9, nos braços do povão. Foi só a verde e rosa começar a esquentar no Setor 1, com sambas-enredo clássicos de sua história, que a pista do Sambódromo ficou lotada de torcedores da escola ansiosos por comemorar de pertinho a vitória conquistada na Quarta-feira de Cinzas.

No alto das arquibancadas, lotadas mesmo durante a última apresentação da noite, também era a grande a festa pela vitória do projeto assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira. O enredo “História para ninar gente grande”, que colocava em evidência os heróis negros da história do Brasil, despertou a atenção do público mais uma vez ao chamar a atenção para a necessidade de valorização dos grupos sociais marginalizados.

A crítica social que já havia marcado o desfile oficial no Domingo de Carnaval voltou ainda mais forte após a vitória. Em uma das alegorias, componentes decidiram empunhar placas com os dizeres “Rua Marielle Franco”, acessório que passou a ser comumente encontrado no Rio após a morte da vereadora do PSOL, há um ano. Trata-se de um tributo à parlamentar, que é mencionada no samba-enredo da Estação Primeira e em outros momentos do cortejo.

Aplaudida pela galera, a comissão de frente dos coreógrafos Priscila Motta e Rodrigo Negri foi um dos principais destaques da agremiação. Quando a pequena Cacá Nascimento, integrante da escola de samba mirim afilhada da Mangueira, aparecia mostrando a mensagem “Presente”, também em referência à Marielle, explodiam reações positivas da plateia. O mesmo aconteceu diante da bateria de mestre Wesley, que abusou das paradinhas em frente aos módulos de jurados, hoje ocupados pelos avaliadores e pelos familiares e amigos que eles puderam convidar.

Veja fotos do desfile da Mangueira no Sábado das Campeãs!