Carnavalesco acredita que escola seja injustiçada, mas pondera: ‘Faz parte’

Por Leonardo Lupi

Após ver a Unidos de Padre Miguel bater na trave nos dois últimos anos, o carnavalesco da escola, Edson Pereira, não quer desperdiçar novamente a chance de colocar a mão na taça neste ano.

Recheada de elogios do público da Sapucaí em 2014 e 2015, a vermelho e branco viu o sonho do título acabar na apuração e teve que se contentar com um terceiro lugar e um vice-campeonato. Embora não concorde com os resultados, Edson disse não esquentar a cabeça com o julgamento oficial.

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Sem estresse! Mesmo acreditando que a Unidos de Padre Miguel é um tanto quanto injustiçada, o carnavalesco ameniza: ‘Isso faz parte’ – Foto: Irapuã Jeferson

– Acho que sim (sobre a escola ser injustiçada), mas isso faz parte. A gente já viu isso outras vezes. A gente tem que cada vez mais mostrar que é capaz, e o título é consequência do trabalho – afirmou Edson, que também é carnavalesco da Mocidade. Por lá, ele divide a criação artística com Alexandre Louzada.

Mesmo sonhando com a ascensão ao Grupo Especial da representante da Vila Vintém, comunidade da Zona Oeste do Rio, o artista acredita que o mais importante é ganhar o reconhecimento do povão, e não dos jurados.

– A expectativa é maior. Ano passado a gente tava com muita dificuldade, esse ano a gente tá mais estruturado. O importante é fazer um carnaval digno. Ser aclamado pelo público é muito melhor do que o título – declarou.

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Para Edson, o que vale é fazer sucesso junto ao povão: ‘O título é consequência do trabalho’ – Foto: Irapuã Jeferson

Será que neste ano o artista leva a melhor? Na Quarta-feira de Cinzas a resposta. O desfile da Unidos de Padre Miguel rola no Sábado de Carnaval, pela Série A, com o enredo “O quinto dos infernos”. A escola será a sexta e penúltima a cruzar a Passarela do Samba