Por Redação

Os três primeiros meses de pós-Carnaval podem até ser os menos agitados dentro das quadras das escolas de samba. É aquele clima de ressaca após os desfiles da Marquês de Sapucaí. Mas nos bastidores a coisa esquenta.

É neste período de entressafra que as postulantes ao título do ano seguinte armam o terreno para conquistar o topo na próxima festa. Entre definir a equipe e o enredo para a temporada que se aproxima, uma decisão equivocada pode custar caro e um mínimo acerto pode levar à consagração. Por isso, todo cuidado é pouco.

Na Beija-Flor, a discussão é mesmo o enredo. E uma das possibilidades mais fortes para virar o tema oficial da maior campeã do Sambódromo é uma narrativa baseada no romance “Iracema – a lenda do Ceará”, escrito por José de Alencar, uma das pérolas da literatura brasileira. A virgem dos lábios de mel – Iracema – virou um símbolo da história do estado nordestino por retratar o amor entre a personagem principal da trama com o navegador português Martim, que, juntos, dão origem a Moacir, o primeiro cearense miscigenado. Tudo isso diante do cenário histórico da colonização européia no continente americano no início do século XVII.

Iracema interna
Iracema! O romance indianista de José de Alencar é um dos mais conhecidos e venerados da literatura brasileira… e a história é uma das mais cotadas para virar enredo na Beija-Flor – Foto: Reprodução/Internet
Iracema
Um das estátuas de Iracema fica localizada na lagoa de Messejana, em Fortaleza, capital do estado do Ceará – Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

Dentro da própria Beija-Flor, outro tema ganhou força nas últimas semanas: um enredo-homenagem ao ex-comunicador José Abelardo Barbosa Medeiros, o Chacrinha. 2017 é ano do centenário de nascimento do apresentador de TV e rádio dos mais famosos entre as décadas de 1950 e 1980.

chacrinha
Abelardo Barbosa, o Chacrinha, também está cotado para virar enredo na azul e branco de Nilópolis para 2017 – Foto: Reprodução/Memória Globo

Leia mais – Boato fenomenal! Enredo da Beija-Flor sobre Ronaldo ‘nunca existiu’, diz carnavalesco