Coirmãs! Portela recebe Mocidade em casa e sela a paz entre torcidas

Por Redação

Desde a divisão do título no início de 2017, alguns torcedores da Portela e da Mocidade não se bicam pelas redes sociais. Só que o clima de rivalidade – exposto apenas na internet – perdeu força na última sexta-feira, 19, quando as campeãs se encontraram na quadra da águia e curtiram juntas a noite em Madureira.

A Mocidade foi até o Portelão com o time principal: mestre Dudu, o cantor Wander Pires, o casal Cris Caldas e Marcinho, a rainha de bateria Camila Silva e o diretor de carnaval Marquinho Marino, além de passistas, harmonias e baianas, que representaram em alto nível a verde e branco. De braços abertos – como disse o presidente da águia, Luís Carlos Magalhães, na quadra -, os portelenses receberam os independentes, que interagiram e mostraram que a rivalidade é coisa de quem não entende a sintonia do samba carioca.

As porta-bandeiras da Mocidade e da Portela, Cris Caldas e Lucinha Nobre, dançaram e posaram pra foto juntas nos bastidores da quadra portelense – Fotos: Divulgação

Vice-presidente da Mocidade, Rodrigo Pacheco garante que a animosidade protagonizada pelos torcedores nas redes sociais não teve reflexo nas relações entre as administrações das duas poderosas escolas do Rio.

– Falando da relação entre as escolas, não existe problema algum, temos um contato permanente e nada mudou. Os que trocam farpas não são torcedores de escola de samba. São aqueles que vivem na internet falando mal de tudo e de todos. Os portelenses e independentes de verdade vivem em plena harmonia, bem como todas as demais coirmãs – definiu Rodrigo, que é vice-presidente da escola há três anos.

Evidenciado o erro na justificativa do jurado Valmir Aleixo, de enredo, responsável pelo 9,9 que tirou o título da Mocidade já na Quarta-feira de Cinzas, a escola de samba recorreu às instâncias administrativas da liga e conseguiu, em plenária, reaver o campeonato. A divisão da vitória com a Portela gerou polêmica nas redes sociais. Há, entre portelenses da internet, quem fale sobre “tapetão”. Pacheco contesta.

– Grande parte dos que falam de tapetão não acompanham o dia a dia do carnaval e nem mesmo desfilam. Não fazem ideia do que é colocar um carnaval na Avenida. A quantidade de pessoas envolvidas. Não imaginam o quanto suor e lágrimas existem no trabalho. Noites mal dormidas e etc. Enfim, não poderia deixar todo esse esforço de nossa equipe e comunidade não ser reconhecido por um erro formal de um julgador. Por isso, fomos com tudo em busca do reconhecimento do nosso título e em momento algum considero isso tapetão. Faria tudo novamente – finaliza.

‘Os portelenses e independentes de verdade vivem em plena harmonia’, disse Rodrigo Pacheco, vice-presidente da verde e branco – Foto: Irapuã Jeferson

As duas postulantes ao bicampeonato voltam a se encontrar no Carnaval 2018; a Mocidade será a última a desfilar no Domingo de festa, já a Portela é a segunda de Segunda-feira. Boa sorte pras duas!

Portela recebeu a Mocidade na quadra em Madureira