Por Luiz Felippe Reis

Carnavalesco da Mocidade, Alexandre Louzada resolveu botar pra fora toda a experiência na festa – chancelada por mais de 50 desfiles assinados e sete títulos – para analisar o que as escolas coirmãs podem fazer no Grupo Especial versão 2017.

Pra lá de satisfeito com o desempenho no barracão da verde e branco, o veterano, pelo visto, também está otimista com as possibilidades de bons desfiles das adversárias na briga pelo caneco. Aliando o conhecimento carnavalesco a um palpite despretensioso, Louzada aposta que a Grande Rio, com o enredo sobre a cantora Ivete Sangalo, tem tudo para ser um sucesso na Avenida. No embalo, Alexandre aproveita para elogiar os enredos similares sobre música de Vila Isabel e Tijuca, e o da Beija-Flor, que conta a história de amor de Iracema – a virgem dos lábios de mel do conto de José de Alencar.

‘Acho que a Grande Rio vai ser um sucesso’, decreta Louzada, que esteve na final de samba-enredo da tricolor de Caxias – Foto: Michele Iassanori

– Respeito muito o trabalho dos meus colegas. A gente só toma conhecimento do enredo, em si, quando o samba é escolhido. Não querendo ser visionário, mas acho que a Grande Rio vai ser um sucesso. Estive lá na final e vi a energia que esse enredo tem. Tem enredos que esbarraram um no outro, mas são grandes enredos, como Vila e Tijuca. Enredo da Beija-Flor eu acho muito bom, o da Rosa (Na São Clemente, “Onisuáquimalipanse”) é sempre espetacular. Eu vim de um enredo criticado, uma sinopse criticada, e hoje todo mundo já esqueceu isso. É melhor você começar desacreditado e crescer no conceito das pessoas – opina o artista, que pretende lançar um livro sobre a trajetória no samba.

Artista também revela os sambas favoritos

E já que o lance é projetar os desfiles de Domingo e Segunda-feira, não dá pra esquecer dos sambas de enredo, que emolduram cada ato dos carnavais apresentados. Pra Alexandre Louzada, Mocidade, Beija-Flor, Portela e Vila Isabel largaram na frente no quesito. Além dessas obras favoritas, ele ainda elogia os sambas da Grande Rio e da São Clemente.

– De sambas, tem cinco que eu gosto muito. Do meu (Mocidade), da Portela, da Vila, Beija-Flor… Acho que essa paridade que colocaram entre Mocidade e Beija-Flor é verdade pra mim. Aos poucos, você começa a prestar atenção em outros sambas. Eu gosto do samba da Grande Rio, podem me bater, mas eu gosto. O da São Clemente tem partes que me agradam também – opina.

Felicidade em dose dupla. Assim dá pra definir a alegria de Alexandre Louzada com os sambas-enredo das escolas em que trabalha. A Vai-Vai, agremiação paulistana onde o carnavalesco também dá expediente, assim como a Mocidade tem a trilha sonora elogiada pela crítica especializada.

– Dei sorte, Vai-Vai tem um grande samba lá em São Paulo – finaliza.