Por Redação

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu nesta quarta-feira, 16, por dois votos a um, que deve ser realizada uma nova eleição para a presidência do Salgueiro. A ação, movida pela chapa de oposição liderada por André Vaz, questiona a possibilidade de um quarto mandato de Regina Celi, já que o estatuto da escola só prevê direito a uma reeleição. O processo ainda contesta legalidade na composição da chapa da atual presidente da vermelho e branco, reeleita no último dia 6. A decisão da Justiça ainda cabe recurso.

De acordo com nota divulgada pelo Tribunal de Justiça do Rio, a relatoria do processo ficará com o desembargador Werson Rego, que “vai estabelecer, no acórdão a ser publicado, o prazo para a escolha do novo presidente e do conselho deliberativo da escola, que não poderá ser ocupado por beneméritos”.

Regina e André em disputa pela presidência do Salgueiro – Foto: Montagem

Na sessão realizada nesta quarta-feira ficou vencido o voto da desembargadora Leila Albuquerque. No último dia 4, a magistrada havia concedido efeito suspensivo ao agravo de instrumento interposto por Regina Celi dos Santos Fernandes, e manteve a votação realizada dois dias depois. Em primeira instância, a suspensão da eleição foi obtida por André Vaz da Silva.

Regina assumiu a presidência do Salgueiro em 2009, para um mandato de três anos. Foi reeleita para outras três temporadas. Em 2012, houve uma mudança no estatuto da agremiação, ampliando para quatro anos o mandato presidencial, que passaria a vigorar na eleição seguinte. Em 2014, ano da então nova eleição, Regina disputou e venceu.

Vitória com 60% dos votos

O pleito do último dia 6 de maio mobilizou 387 votantes (dos 580 associados fundadores, beneméritos e contribuintes). O grupo de Regina recebeu 247 votos (63,82%). A chapa opositora teve 124 votos (32,04%). Dezenove votos, equivalentes a 4,09%, foram anulados.

*foto da capa: Alex Nunes / Divulgação

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