Deu bode! Tuiuti vai contar história do animal que foi eleito vereador no Ceará

Por Redação

Depois do sucesso com o enredo crítico sobre os 130 anos da abolição da escravidão no Brasil, o Paraíso do Tuiuti vai apostar novamente em um tema questionador. Nesta quinta-feira, 5, de acordo com reportagem publicada no Jornal O Globo, a escola de São Cristóvão irá contar a história do Bode Ioiô que, pela fama, foi eleito vereador em Fortaleza, em 1922. Este será o pano de fundo para falar sobre o voto consciente, segundo a publicação. O desfile será assinado por Jack Vasconcelos pelo quinto ano consecutivo na agremiação.

Bode famoso no Ceará está em exposição em museu – Foto: Felipe Abud / Divulgação

Jack ainda não deu detalhes do enredo oficialmente, mas fez uma graça em sua rede social. O carnavalesco colocou sua foto de perfil com a cara do bode cearense.

O anúncio oficial do enredo será nesta sexta-feira, 6, a partir das 21h, na quadra da azul e amarelo. Na ocasião, a escola de São Cristóvão vai celebrar seus 66 anos de fundação, numa festa com participação do Cordão do Bola Preta e da Beija-Flor de Nilópolis. O público está sendo convidado a ir fantasiado para o evento, e quem estiver caracterizado pagará apenas R$ 10 na entrada.

História real

“Conta a memória de Fortaleza que o caprino tinha livre trânsito pela cidade, sem ser incomodado pelos fiscais da Intendência, adentrando vários estabelecimentos comerciais, sobremaneira os cafés, onde desfrutava do carisma de muitos e de vários tipos de regalias. Era um bode boêmio! E nessa boemia nosso personagem teria de tudo aprendido: a tomar cachaça, a andar de bonde e até a levantar a saia das moças. Conta-se mesmo que chegou a ser eleito vereador da cidade, em uma época em que o voto acontecia em cédulas de papel e os protestos políticos realizavam-se muitas vezes através da galhofa”, diz Carla Vieira, diretora do Museu do Ceará, em depoimento no site da instituição.

De tanta estripulia, o Bode Ioiô virou personagem popular, tendo suas aventuras sido narradas por muitos memorialistas da cidade e mesmo por viajantes. A fama era tamanha que seu dono providenciou para que fosse empalhado, sendo então doado ao recém-criado Museu Histórico do Ceará, onde até hoje se encontra e nunca saiu de exposição.