Por Redação

Sempre luxuoso, o comentarista, apresentador, repórter e showman Milton Cunha não é só carisma e irreverência. O sambista é muito dedicado quando o assunto é estudar o Carnaval. É que ele acabou de concluir o pós-doutorado na Escola de Belas Artes da UFRJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro, com a tese "Transversais do tempo na História da Arte: Albert Eckhout (1640) e Rosa Magalhães (1998/1999) Carnaval da Imperatriz Leopoldinense – Brasil mostra a sua cara em… Theatrum Rerum Naturalium Brasiliae".

O trabalho consiste em aprofundar de modo histórico a leitura dos desenhos da carnavalesca Rosa Magalhães, de 1999, pela Imperatriz, associando à obra do artista plástico holandês Albert Eckhout, que viveu no Século XVII. O trabalho de pesquisa durou um ano e dois meses, e Milton caiu dentro de sete livros do desenhista, pintor, botânico e artista plástico europeu. As pinturas de pássaros, vegetais e animais aquáticos de Eckhout e como isso foi utilizado por Rosa naquele Carnaval (1999), que marcou o primeiro título da verde e branco dentro do tricampeonato – o primeiro tri na Era Sambódromo, foram objeto de estudo de Milton Cunha.

No projeto acadêmico, ele preparou 40 pranchas, usando os originais de Eckhout e os desenhos dos figurinos e protótipos de Rosa. O sambista agora quer levar esse material de ampla pesquisa para apreciação popular. A ideia é fazer uma exposição em museus da cidade do Rio de Janeiro.

Em novembro, Milton vai ministrar seminários sobre o trabalho em quatro aulas, sempre às segundas-feiras, na Escola de Belas Artes, na Ilha do Governador, das 13h às 16h.

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