Por Redação

E o samba no Rio de Janeiro vai ficando cada vez mais miudinho. Depois de anunciar a redução em 50% da subvenção às escolas de samba do Grupo Especial e também da Série A, o prefeito Marcelo Crivella colocou no pacote de cortes a festa da criançada na Sapucaí.

Nesta terça, 7, a diretoria da Associação das Escolas de Samba Mirins do Rio de Janeiro, Aesm-Rio, se reuniu com representantes das 17 agremiações infantis para anunciar a novidade, que caiu feito bomba para os dirigentes. Em 2017, a verba para cada uma foi de pouco mais de R$ 75 mil. Todas podiam desfilar com o mínimo de 1000 crianças e dois carros alegóricos. Agora, o espetáculo vai cair pela metade.

– Ele (Crivella) está lamentavelmente mexendo no berço do samba, que são as nossas crianças. Pelo menos cerca de 20 mil crianças vão ficar sem desfilar. É muito triste – lamenta Cíntia Abreu, madrinha da Estrelinha da Mocidade.

Escolas mirins vão perder 50% da verba tradicionalmente destinada pela prefeitura do Rio – Fotos: Raphael David/Riotur

Com o corte, é possível que algumas das agremiações formadas por crianças não tenham condições de colocar seu carnaval na rua em 2018.

– Já era tão pouco dinheiro. A Estrelinha da Mocidade tem a escola-mãe pra dar suporte. E as escolas que não têm de onde tirar? – completa Cíntia.

Prefeitura ainda tem débito com escolas mirins

Apesar de as escolas mirins terem prestado contas referentes ao Carnaval 2017 à prefeitura do Rio, ainda falta uma parcela do pagamento da subvenção a ser paga às agremiações: cerca de 7% do valor total para cada.

Fotos: Raphael David/Riotur

*Foto de capa: Raphael David/Riotur

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