Por Redação

Foi no detalhe que a Mocidade não quebrou um jejum de 21 anos sem ganhar o Grupo Especial. E nesta segunda-feira, 20, após as revelações das justificativas dos jurados ficou escancarado que a perda da vitória por um décimo foi ocasionada por uma falha do julgador Valmir Aleixo do quesito Enredo, último item a ser lido na apuração da Quarta-feira de Cinzas.

Na justificativa, Valmir cobrou um destaque de chão, que não estava previsto na proposta e tampouco constava no Abre-alas, que é o roteiro oficial entregue aos jurados. Se o avaliador não tivesse tirado o décimo, Mocidade e Portela teriam empatado, mas o título seria da verde e branco no desempate dentro do quesito Comissão de Frente.

– Não existia esse destaque de chão – respondeu, de pronto, o carnavalesco Alexandre Louzada, através das redes sociais.

O vice-presidente da pentacampeã, Rodrigo Pacheco, também se pronunciou sobre o grave erro do avaliador.

Através de nota, a Liesa – Liga Independente das Escolas de Samba – explicou a confusão do julgador. É que, segundo a entidade, a Mocidade teria atualizado o roteiro do desfile, alterando o posicionamento de Camila Silva no desfile. A moça deixou de ser musa para virar rainha, mudando o lugar dela na apresentação da verde e branco.

Confira:

“Com relação às matérias relacionadas com a publicação dos mapas de notas e justificativas do Grupo Especial do carnaval 2017, a Liesa esclarece que:

# em 11 de janeiro a Mocidade Independente de Padre Miguel enviou uma versão do livro Abre-Alas na qual cita a presença da destaque Camila Silva, descrevendo sua fantasia como “O esplendor dos sete mares”;

# em 31 de janeiro, data da realização do curso de julgadores para o quesito Enredo, os julgadores receberam esta versão impressa em preto e branco, bem como a digital colorida, para poder nortear e iniciar seu trabalho de pesquisa visando o julgamento a ser realizado por ocasião dos desfiles, conforme vem ocorrendo todos os anos;

# posteriormente, em uma segunda versão, a Mocidade Independente de Padre Miguel alterou o roteiro enviado inicialmente; na nova versão, Camila Silva já vem citada como rainha de bateria, com o figurino “Dona das Areias, Yemanjá”;

# como a versão final da Mocidade só chegou à Liesa após a realização da primeira etapa do curso de julgadores, pode ter havido uma falha de comunicação ocasionando a avaliação, pelo julgador, através de sua versão inicial, deixando de considerar o livro impresso entregue pela Liesa no dia do desfile;

# neste caso, analisando as justificativas do julgador Valmir Aleixo, depreende-se que o referido julgador utilizou a versão anterior, recebida no dia do curso de julgadores, com suas observações iniciais sobre o enredo de cada escola de samba.

atenciosamente,

Vicente Dattoli

assessor de imprensa – Liesa”