Por Redação

Após o término da reunião entre os presidentes das escolas de samba do Rio com o prefeito Marcelo Crivella na manhã desta quarta-feira, 28, rolou uma outra reunião. É que os dirigentes, ávidos por uma solução pra conseguir colocar o carnaval na rua com R$ 1 milhão a menos, já começaram a discutir o que irão propor ao prefeito no novo encontro agendado com Crivella, na próxima segunda-feira, 3.

Marcelo Crivella ouviu as reivindicações das escolas, que são contra o corte de 50% da verba destinada a cada uma. Presidente da Riotur, Marcelo Alves (à esquerda de Crivella) também participou do papo, e prometeu tentar solução com a iniciativa privada I Foto: Divulgação

– O prefeito vai entrar num consenso com as escolas, sim. Ele conversou direito com a gente, e uma coisa é certa: vai ter desfile. Ele falou dos problemas dele, escutou os nossos… Ele disse que temos que botar na rua o bloco ‘Unidos Venceremos’. O Crivella sinalizou com algumas alternativas, e vai nos apresentar na segunda-feira, data da nova reunião – contou ao Sambarazzo Milton Perácio, presidente da Grande Rio.

Após se reunirem com o prefeito, dirigentes das escolas do Grupo Especial do Rio debateram o encontro com Crivella I Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

Apesar de Crivella ter tranquilizado as escolas no papo a portas fechadas desta quarta, as agremiações ainda estão tensas em relação ao espetáculo de 2018. Uma das ideias das escolas é que caia a obrigatoriedade da Liga Independente das Escolas de Samba de pagar o ISS (imposto sobre serviço), que causa uma baixa à Liesa de R$ 6 milhões. A medida seria uma forma da Liesa economizar e repassar a verba às escolas de samba. Outras soluções serão discutidas na semana que vem.

– Foi um encontro cordial em que o prefeito e sua equipe se mostraram abertos. Eles falaram que cada um dos presidentes também pode falar sobre o drama que cada um de nós está passando, no Brasil inteiro. Combinamos na próxima segunda-feira uma nova reunião. Ele (Crivella) está avaliando junto com a Riotur qual modelo poderia ser sugerido para que o carnaval não deixasse de ter o mesmo impacto positivo para a cidade do Rio de Janeiro, o mesmo brilho e a mesma qualidade – contou à imprensa o presidente da liga, Jorge Castanheira.

Vice-presidente da Mocidade, Rodrigo Pacheco gostou da primeira reunião, mas foi cauteloso ao avaliar o diálogo entre as escolas e o prefeito do Rio.

– Vamos aguardar os próximos acontecimentos. Mas gostei dele ter ouvido nosso lado – disse o dirigente.

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