Fazendo arte! Alunos da EBA pintam quadros durante final da São Clemente

Por Luiz Felippe Reis

Duzentos anos da Escola de Belas Artes, e a São Clemente virou a porta-voz, pela via do Carnaval, para o mundo inteiro de todo peso histórico e artístico da instituição com o enredo “Academicamente popular”, de Jorge Silveira. O celeiro de artistas – também da nossa festa – mostrou numa quadra de escola de samba como traduzir com tela e pincel toda a emoção de uma finalíssima e da magia do maior espetáculo mundial.

É que três alunos da EBA foram à sede da representante da Zona Sul na elite para pintar quadros, durante a disputa de samba, sentindo ao vivo toda a carga emotiva do Carnaval. Catharina Braga, Nando e Maria Paganelli fizeram três obras de arte, enquanto o couro comia na São Clemente.

Nando, Catharina Braga e Maria Paganelli pintaram três quadros na quadra da São Clemente, durante a final de samba-enredo da escola – Foto: Irapuã Jeferson

Uma das alunas, estreante numa quadra, ficou tão empolgada que garante que saiu da sede na Avenida Presidente Vargas torcedora da São Clemente.

– Pesquisei antes e queria retratar a escola. A São Clemente ter escolhido nossa escola nos 200 anos é muito importante pra gente. Quis retratar a quadra, mostrar o samba mesmo. O Jorge (Silveira, carnavalesco da São Clemente) é ex-estudante, e a partir daí a gente veio esse contato e essa oportunidade. Foi a primeira vez que tive contato direto, nunca tinha ido numa escola de samba. Muita gente entra na EBA pra trabalhar no Carnaval. Eu não tinha essa experiência, e saí daqui São Clemente – disse Catharina, que chegou às 19h30 na quadra e fez um estudo minucioso para criar a arte.

Catharina Braga, no sexto período da Escola de Belas Artes, foi uma das artistas na São Clemente, e ela festejou o enredo da escola pra 2018: “Academicamente popular” – Foto: Irapuã Jeferson

Nando buscou inspiração num elemento dos mais emblemáticos de uma escola de samba, a passista. Já Maria, como comentou Catharina, foi mais ‘conceitual’, desbravando o sentido da festa através do casal de mestre-sala e porta-bandeira.

– Os dois foram geniais – encerrou a estudante. E o Sambarazzo completa: os três foram geniais.

Em 2018, a São Clemente será a segunda a desfilar, no Domingo de Carnaval, pela oitava vez seguida no Grupo Especial.