Governador do Rio, Wilson Witzel quer reformar Sambódromo carioca com R$ 10 milhões

Por Eduardo Senra

O temporal que caiu sobre o Rio na Sexta-feira de Carnaval, 1º, deixou o Sambódromo debaixo d’água e acendeu o alerta para a falta de um sistema adequado de escoamento de água da chamada “Passarela de Desfile”, transformada num “piscinão” minutos antes da abertura dos desfiles da Série A.

Para o governador do Rio Wilson Witzel (PSC), a saída para o problema é reformar o local, que hoje é administrado pelo prefeito Marcelo Crivella (PRB), e criar novas possibilidades de uso para a estrutura. Ele afirmou em entrevista exclusiva ao Sambarazzo que vai buscar R$ 10 milhões para atingir este objetivo, dinheiro que pretende conseguir junto à iniciativa privada.

— Vamos investir numa reforma aqui no Sambódromo para transformá-lo num espaço gastronômico e alocar colégios (há um deles abaixo do Setor 13, na Praça da Apoteose). Também é possível criar um espaço para shows e um grande espaço de convivência. Vamos começar um trabalho de repaginação do Sambódromo — prometeu o governador, eleito em outubro com cerca de 60% da preferência do eleitorado fluminense, numa disputa contra o portelense Eduardo Paes, ex-prefeito da capital e conhecido pela forte ligação com o mundo do samba.

O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), quer transformar o Sambódromo num polo gastronômico e cultural; ele se jogou nos dois primeiros dias de desfiles do Carnaval carioca | Foto: Lucas Versini/Sambarazzo

Reforma deve custar pelo menos R$ 10 milhões

Para Witzel, o orçamento necessário para a repaginada que ele pretende fazer na Marquês de Sapucaí giraria em torno de pelo menos R$ 10 milhões. A quantia incluiria instalação de grandes telões como os “da Times Square”, principal ponto turístico de Nova York, nos Estados Unidos. Este ano, a Empresa Pública de Turismo do Rio (Riotur), gerenciada pela Prefeitura, instalou oito telões de alta definição que exibem detalhes dos desfiles para o público.

Nos planos do governador, há também a intenção de criar um evento natalino que inaugure a comemoração das festas de fim de ano na cidade. O nome do evento seria “Carnatal”.

— Precisamos gastar em torno de R$ 10 milhões para deixar o Sambódromo arrumado. Vamos chamar alguns empresários pra gente discutir. A representação do samba tem que acontecer quando o turista está aqui. Todo dia tem que ter movimento. Vamos deixar o Sambódromo vivo o tempo todo — determinou o chefe do Executivo estadual.

Transformar a Sapucaí em um lugar mais vivo como a Times Square, em NY, é o objetivo de Witzel (na foto, tocando surdo em meio à bateria da São Clemente durante a temporada de ensaios técnicos) | Fotos: Reprodução/Internet

Carnaval sem vaias

Witzel já vinha frequentando as dependências da Passarela do Samba e tentando estreitar laços com a festa. No último dia 17, por exemplo, ele prestigiou os ensaios técnicos de São Clemente, Mangueira e Portela. Na ocasião, foi vaiado pelo público que ocupava as arquibancadas.

— É a festa da democracia — declarou ele em relação à reação do povo.

Durante os desfiles da Série A, no entanto, o governador não passou qualquer saia-justa. De chapéu Panamá e à vontade entre os componentes das agremiações, distribui sorrisos e acenou para o público, tendo sido cumprimentado de perto por ocupantes das frisas e camarotes.

Após ter sido vaiado num dos ensaios técnicos, Witzel teve um Carnaval mais tranquilo até aqui | Foto: Reprodução/Instagram