Por Redação

A Liga Independente das Escolas de Samba, Liesa, e a Paraíso do Tuiuti vão pagar, por meio de uma seguradora, R$ 700 mil para a família da radialista Elizabeth Joffe, a Liza Carioca, morta no Carnaval 2017 em decorrência do acidente com uma alegoria da agremiação.

Paulinho Carioca, viúvo da vítima, receberá indenização da Liesa e da Paraíso do Tuiuti – Foto: Arquivo

Um acordo homologado pela 44ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio garantirá a indenização, conforme adiantou a coluna da jornalista Marina Caruso, do Jornal O Globo. Ao Sambarazzo, Raphaella Anastácia Ferreira, herdeira de Liza, confirmou a informação.

Processo pedia indenização duas vezes maior

O valor inicialmente pedido por Raphaella junto ao irmão Henrique Joffe e o viúvo da vítima, o também radialista Paulinho Carioca, era de R$ 1,5 milhão. A quantia foi calculada tendo como base os rendimentos e o custo de vida de Liza, que era repórter da Rádio Ação FM.

A radialista foi atingida no Setor 1 do Sambódromo por um carro alegórico desgovernado da Tuiuti, que se chocou com a grade que separa a pista de desfiles da primeira arquibancada da Avenida, atropelando quem estava na área, que tem circulação liberada a quem é credenciado para cobrir a festa.

Acidente com carro alegórico da Tuiuti ocorreu no Carnaval 2017, deixando dezenas de feridos – Foto: Arquivo

Além da indenização por danos morais e materiais, a seguradora da Liesa e de sua coligada também pagou R$ 300 mil referentes à cobertura das despesas da internação de Liza Carioca num hospital particular na Quinta da Boa Vista, na Zona Norte do Rio. Esse foi o valor gasto em quatro dias de tratamento, quando foi identificado um quadro de infecção generalizada, iniciado durante a recuperação do acidente.

Hospital e Riotur também são processados

O Hospital Municipal Souza Aguiar e a empresa pública de turismo Riotur também estão sendo acionados judicialmente pela família Joffe e por Paulinho Carioca. Os valores das indenizações pedidas são de R$ 1,5 milhão para cada instituição.

No caso da unidade de saúde, o processo diz respeito à falta de diagnóstico relacionado ao quadro da jornalista, que já estava em estado grave (sem prévia detecção) quando precisou ser transferida para rede particular. Já a Riotur está sendo responsabilizada por ser a entidade pública que realiza operações relativas à folia na cidade.

Outra vítima espera resposta

Lúcia Mello ainda não recebeu indenização e aguarda um posicionamento – Foto: Arquivo

A jornalista Lúcia Mello, outra vítima do mesmo acidente, está na expectativa de uma posição da Liesa sobre o pedido de indenização que fez. Ela teve a perna esquerda imprensada pela alegoria da Tuiuti e ficou internada durante quatro meses a partir do ocorrido.

Em conversa com o Sambarazzo, ela disse que o presidente da Liga, Jorge Castanheira, prometeu rapidez no contato com a seguradora para atender à reivindicação feita via Justiça.

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