Presidente da Viradouro, Gusttavo Clarão abre sua aconchegante casa, em Itaipu

Por Diego Barreto

Aquele cheiro bom e irresistível de churrasco é, todo fim de semana, o aroma oficial da casa de Gusttavo Clarão. Na varanda do confortável duplex, que divide com a mulher, os três filhos e os sogros em Itaipu, na Região Oceânica de Niterói, o presidente da Unidos do Viradouro mantém a tradição de, nos dias de folga, acender a churrasqueira e servir a família e os amigos.

Presidente da Viradouro, Gusttavo Clarão manda bem como churrasqueiro - Foto: Diego Barreto
Presidente da Viradouro, Gusttavo Clarão manda bem como churrasqueiro – Foto: Diego Barreto

Foi justamente o que fez o dirigente da vermelho e branco ao receber, com toda pompa, o Sambarazzo em sua casa, onde mora há quase uma década. Na visita, o anfitrião falou da rotina, da agenda de shows – além de dirigente de escola de samba, ele é músico –, e da vida perto da natureza.

– Morar cercado de verde é muito bom. Consigo descansar, relaxar. Por isso adoro essa região. Quando casei, fomos morar num apartamento em Piratininga (bairro vizinho a Itaipu). Um tempo depois, meus sogros se mudaram para outro estado e viemos para essa casa, onde eles moravam – conta.

Gusttavo vive com a mulher, os filhos e os sogros em Itaipu - Foto: Diego Barreto
Gusttavo vive com a mulher, os filhos e os sogros em Itaipu – Foto: Diego Barreto

Quando Clarão e a mulher, Luilli, se mudaram para a casa, que fica a poucos metros da praia, o filho mais velho do casal, Luiz Gustavo, hoje com 10 anos, era um bebê. Depois dele, nasceram a esperta Manuela Mariá, de 3 anos, e recentemente, há pouco mais de dois meses, a caçulinha Gabriela Hanna.

– Passou um tempo e meus sogros voltaram. Ficamos todos juntos e isso é ótimo. As crianças adoram estar perto dos avós. Eles ajudam muito a Luilli a cuidar dos nossos filhos – diz Clarão, que admite não ter muito tempo para dividir com a mulher as tarefas domésticas, principalmente no período que antecede o Carnaval.

– Nessa época, costumo acordar muito cedo, tipo umas 7h da manhã, e dormir só depois das 3h. Tenho saído do barracão após a meia-noite, são muitos os compromissos com a escola, e ainda tem os ensaios. Por isso, quando não estou trabalhando, gosto mesmo é de ficar em casa descansando. Depois do Carnaval, nós sempre viajamos, de preferência para Orlando, (EUA) que as crianças adoram, e eu também – frisa o presidente, que admite ser fissurado nos parques temáticos da cidade norte-americana.

Compositor vitorioso, Clarão aproveita os momentos de folga para criar novos sambas - Foto: Diego Barreto
Compositor vitorioso, Clarão aproveita os momentos de folga para criar novos sambas – Foto: Diego Barreto

Em casa, Gusttavo Clarão revela ter seus cantinhos preferidos. Um é a cozinha, onde nas horas vagas gosta de comandar o fogão, e o outro é a varanda anexa, onde fica localizada a menina dos olhos: a churrasqueira elétrica:

– Eu gosto de cozinhar. Faço mocotó, sopa. Também faço uma paleta de cordeiro assada no forno, com sal grosso, que é uma beleza. Ultimamente, tenho feito mais churrasco. Com a churrasqueira elétrica, a carne assa bem rápido.

Ainda no setor gastronômico, o “chef” Clarão revela outra paixão: vinhos. Os tintos são os que ele mais aprecia, naturalmente tendo as carnes que prepara nos churrascos como acompanhamento.

– Não bebo cerveja. Gosto tanto dos vinhos tintos quanto dos brancos. Os de Portugal, da região do D’Ouro, estão entre os preferidos – diz.

Ainda há um terceiro cômodo da casa que Gusttavo Clarão trata com xodó. É a sala de vídeo, onde assiste filmes de todos os tipos, sobretudo os da saga do bruxo Harry Potter.

– Eu nem era tão ligado em filmes, mas minha mulher gosta e acabei aderindo a esse hobby. Os do Harry Potter eu passei a gostar por causa do meu filho, que é fã.

Autor de 18 sambas que marcaram a Sapucaí, sendo nove deles na Viradouro, por razões óbvias Gusttavo Clarão também gosta de passar o tempo livre compondo:

– Tem vezes que reúno amigos aqui em casa para compor e ficamos até de madrugada.

Numa parede da sala, ele mostra, orgulhoso, um Estandarte de Ouro que ganhou em 2009, quando foi autor do samba com o qual a Mangueira desfilou.

– Esse prêmio é um orgulho. Também guardo outro, que fiz questão de trazer para casa. É um troféu comemorativo pelos 30 anos da Liesa – conclui, exibindo a escultura que recebeu da direção da Liga Independente das Escolas de Samba.