Lamentável! Mulher de intérprete usa nome do Sambarazzo em credencial falsa

Por Redação

Identificado pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa) nos desfiles deste Carnaval, o esquema de credenciais falsas que garantiu acesso ao Sambódromo a pelo menos 100 pessoas beneficiou também Claudia Patrícia Diniz, mulher do intérprete do Império Serrano, Anderson Paz.

Utilizando uma credencial “Liesa Pista” (que dá acesso ilimitado às dependências da Sapucaí, incluindo a pista por onde passam as agremiações) registrada em nome do Sambarazzo, Claudia circulou pelo local em pelo menos dois dias de evento, sem que tivesse sido, de fato, credenciada pelo portal de notícias para fazer parte da equipe de 20 pessoas que fizeram a cobertura das apresentações da Série A e do Grupo Especial. A credencial utilizada por ela difere das que são oficialmente expedidas pela liga — a coloração rosa não é a mesma de uma legítima (veja o comparativo no fim da matéria).

Claudia Patrícia Diniz, mulher do intérprete Anderson Paz (Império Serrano), circulou pela Marquês de Sapucaí com uma credencial fraudada que exibia o nome do Sambarazzo | Fotos: Reprodução/Facebook Claudia Patrícia

A presença da mulher de Anderson Paz na “Passarela do Samba” foi registrada por ela mesma em 136 fotos, compartilhadas através das redes sociais. Num dos registros, publicados no Facebook, é possível identificar que a credencial é atribuída ao site “Sambarazzo.com”, nome que sequer condiz com a realidade do “Sambarazzo.com.br”, endereço utilizado há quatro anos para garantir o acesso ao site.

A categoria da credencial também não bate com a utilizada pelo time de jornalistas e profissionais de outras áreas responsáveis pelos trabalhos: todos eles utilizam crachás de “trânsito livre” ou “trânsito livre armação”, que concedem acesso somente à concentração da Avenida Presidente Vargas e ao Setor 1 do Sambódromo. Não houve nenhuma credencial “Liesa Pista” concedida oficialmente ao Sambarazzo, seja este ano ou nos últimos quatro.

Claudia Patrícia compartilhou pelo menos 136 registros em que aparece com a credencial falsa no pescoço, em pelo menos dois dias de desfile na Sapucaí; ela e o marido, Anderson Paz, posaram diante de alegorias e fachadas de camarotes | Foto: Reprodução/Facebook

Credencial falsa serviu para tietar famosos

Pelo padrão da sequência de imagens publicadas por Claudia Patrícia, é possível notar que a foto com os detalhes da credencial é fruto de um descuido. Isso porque em todos os outros cliques, o documento de identificação pendurado no pescoço dela está escondido ou cortado da imagem.

A regra vale para as poses dela com personalidades da festa (como o próprio marido, Anderson, e Anísio Abraão David, patrono da Beija-Flor), com famosos (como Mc Guimê, marido da cantora Lexa, musa da Mocidade) e diante de alegorias de praticamente todas as 14 escolas do Grupo Especial. Quando Anderson aparece sozinho diante da câmera, a credencial dele (registrada em nome do Império Serrano) aparece sem qualquer corte ou estratégia de enquadramento.

Claudia Patrícia não está entre as pessoas que tiveram a credencial apreendida pela equipe de segurança da Liesa no Domingo e na Segunda-Feira de Carnaval. Ela acompanhou de perto até o desfile da Mocidade, agremiação encarregada de encerrar o espetáculo já na manhã de terça-feira. Em posse do crachá, ela está autorizada a circular livremente inclusive durante o Sábado das Campeãs, 9, quando as seis melhores colocadas na apuração voltarão a desfilar.

Lado a lado: uma credencial ‘Liesa Pista’ real (à esquerda) e a falsa, utilizada por Claudia Patrícia Diniz (à direita); legítima e fake têm cores diferentes (em vez do de roxo e rosa vívidos, o documento da mulher de Anderson Paz tinha cores desbotadas) | Fotos: Sambarazzo e Reprodução/Facebook Claudia Patrícia

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Se você por acaso vir alguém portando credencial de “Liesa Pista” em nome do Sambarazzo, faça a foto e denuncie através do email [email protected] ou por inbox em nossas redes sociais: Facebook.com/sambarazzo e Instagram @sambarazzo.

Utilizar identidade falsa para obter vantagem em proveito próprio é crime, previsto no artigo 307 do Código Penal Brasileiro. A pista de desfiles é para utilização das escolas de samba e trabalhadores autorizados, como os profissionais de imprensa.

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