Por Redação

Uma das figuras mais representativas do Carnaval do Rio, Neguinho da Beija-Flor está descontente com o corte em 50% da verba que a prefeitura vinha cedendo às escolas de samba. Para o intérprete mais famoso da festa – que segundo a Riotur atraiu para a cidade na última temporada 1,1 milhão de turistas, gerando uma arrecadação para o município de aproximadamente R$ 3 bilhões -, o evento mais popular do planeta não tem culpa da crise que assola o Rio de Janeiro. Nesta semana, a Liesa decidiu suspender os desfiles de 2018, alegando que a redução da subvenção inviabiliza a produção do espetáculo.

– Espero que o prefeito tenha a sensibilidade de rever a decisão dele. Eu, que faço parte dos desfiles há 41 anos, conheço muito bem a importância das escolas como manifestação cultural. Ele (prefeito Marcelo Crivella) pede sacrifício de todos, dizendo que o cofre do município tá vazio, mas não foram as escolas que botaram a prefeitura do Rio no vermelho. E a situação financeira da cidade vai piorar. Se não tiver desfiles, ele não vai poder contar nem com os 3 bilhões de reais que o carnaval rendeu pra cidade este ano. Então, nada tá tão ruim que não possa piorar, né prefeito? – disse Neguinho ao Sambarazzo.

Na manhã desta sexta-feira, 16, a Riotur emitiu um comunicado à imprensa falando em crise. Num trecho, informa que os gastos gerados pelo evento são muitos e que a manutenção do Sambódromo é cara e que gastou, somente em iluminação nos dias de desfiles, mais de R$ 600 mil reais. O texto, que ainda reconhece a relevância do Carnaval como gerador de empregos, ainda afirma a pretensão do órgão em buscar ajuda da iniciativa privada, já que a Liesa frisa não ter condições de produzir os desfiles das escolas de samba com 50% a menos da subvenção da prefeitura (menos R$ 1 milhão para cada uma).

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