Por Redação

A festa deste sábado, 3, que marcou o primeiro ensaio da Mangueira ao som do hino oficial do Carnaval de 2019, deve ficar por um bom tempo na memória afetiva dos torcedores da escola. É que o “Palácio do Samba”, na Zona Central do Rio, ficou sem energia elétrica por quase duas horas, levando os principais segmentos a se apresentarem no escuro diante de uma quadra lotada – e arrepiada ao sentir a emoção dos componentes, que seguiram nos embalos da verde e rosa mesmo sem luz. Do lado de fora, muita chuva e vento forte, as possíveis causas do apagão, que também atingiu outras áreas da cidade.

A ala de passistas, o casal de mestre-sala e porta-bandeira Matheus Olivério e Squel Jorgea, a bateria “Tem que respeitar meu tamborim” e a rainha, Evelyn Bastos, foram as estrelas mais aplaudidas durante o blackout. Quem acompanhou tudo de perto foi a cantora Alcione, que abriu a noite com um show, e o carnavalesco Leandro Vieira.

O artista publicou um texto nas redes sociais na manhã deste domingo, 3, descrevendo a emoção do momento. A mensagem acompanha dois registros feitos pelos mangueirenses Paulo de Carvalho e Guanayra Firmino, republicados aqui pelo Sambarazzo.

— Presenciei um dos mais belos momentos em uma quadra ao longo desses anos todos que frequento presencialmente as agremiações cariocas. No escuro (sem microfones e eletricidade para cavacos e violões serem ouvidos), a bateria fez ‘pedal’ para que uma seleção de sambas da verde e rosa fossem levados no gogó pela quadra lotada por quase duas horas. O auge foi a execução do samba de 2019, cantado só no gogó, para que o casal de mestre-sala e porta-bandeira dançasse num chão já molhado pela chuva, que insistia em cair — descreveu Leandro, o responsável pelo desenvolvimento do enredo “História para ninar gente grande”, tema da “Estação Primeira” para o ano que vem.

Rainha também não abandonou posto

Conhecida pelas raízes na comunidade mangueirense, a rainha Evelyn Bastos também roubou a cena no apagão mangueirense. Usando um vestido dourado decorado com bordados e pedrarias, com a assinatura da estilista Paula Guedes, a sambista não deixou que o imprevisto a desanimasse e seguiu dançando em frente aos ritmistas liderados por mestre Wesley.

— Faltou luz! Mas a energia é aquela que os mangueirenses e simpatizantes conhecem, sabe?! Que nação! Que voz! Que chão! — disse a majestade.

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