Por João Paulo Saconi

Porta-bandeiras das mais populares do Carnaval carioca, Selminha Sorriso e Lucinha Nobre ergueram o pavilhão da humildade durante a escolha de samba da Mangueira na madrugada do último domingo, 8. Juntas, as veteranas da Marquês de Sapucaí se recusaram a curtir o agito no principal camarote do Palácio do Samba, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Representando a Beija-Flor e a Portela, Selminha e Lucinha preferiram se jogar ao lado de outros foliões, sem se importarem com o assédio.

— Eu gosto de ficar no meio do povão pulando. É pra isso que eu venho. (Na Beija-Flor) eu nem subo no camarote, é raro — afirmou Selminha, que foi flagrada pela reportagem do Sambarazzo enquanto subia para o segundo andar do camarote e pedia aos amigos que a acompanhassem de volta para fora da área VIP.

Selminha Sorriso no meio povo na Beija-Flor – Foto: Irapuã Jeferson

Lucinha, que em 2016 realizou o sonho de desfilar na verde e rosa, revelou que costuma repetir o hábito sempre que está em território mangueirense. A porta-bandeira portelense curte um agito.

— Mangueira é sempre em baixo. Ela tava lá em cima e eu falei pra ela: ‘Desce, amiga’. E ela desceu — disse.

Lucinha Nobre participando do ensaio técnico da Mangueira em 2015 – Foto: Irapuã Jeferson

 

Em 2018, a Estação Primeira pretende militar contra o corte de verbas do Carnaval carioca: para embalar o enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”, do carnavalesco Leandro Vieira, a agremiação escolheu e mudou a letra do samba-enredo para alfinetar Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro.

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