Atrás de título, carnavalesco promete: ‘Vou fazer o melhor carnaval da minha vida’

Por Luiz Felippe Reis

Uma das fortes candidatas na Série A, a Unidos do Viradouro tem na figura do carnavalesco Edson Pereira um dos pontes mais fortes na caminhada que já começou até o Carnaval 2018. O artista tem sido considerado um titã do Acesso, e foi até agora a principal contratação do grupo.

Edson Pereira entre os responsáveis pela ida dele pra Viradouro, o presidente Marcelinho Calil e o presidente de honra Marcelo Calil – Foto: Irapuã Jeferson

Com ele, a Unidos de Padre Miguel, de quatro anos pra cá, saiu da condição de coadjuvante e entrou com tudo na briga por uma vaga no Especial. Embalada pela superioridade plástica anual, a escola da Zona Oeste perdeu títulos nas casas decimais, mas ganhou fãs em milhar. “Eu amo muito a Unidos” é a frase que melhor representa a relação que pode até ter chegado ao fim, mas deixou recordações das mais felizes.

–  Pra você ser um bom carnavalesco, não precisa ser o melhor, precisa do suporte, da estrutura pra fazer acontecer. A Unidos de Padre Miguel me deu esse suporte. Você não consegue ser o melhor simplesmente sozinho. Ser citado como um dos melhores é muito mais que uma realização, é muito mais do que isso. Falando de coração, eu amo muito a Unidos de Padre Miguel. Hoje posso dizer que o meu trabalho só é reconhecido pela estrutura que eles me deram – reconheceu Edson, que fez a Viradouro em 2010, quando a escola disputou o Grupo Especial.

Foto: Irapuã Jeferson

Estrela do Acesso, Edson começou a assinar carnavais faz mais de uma década, época em que nem imaginava ser apresentado ao sucesso. Hoje, aonde tem uma vaga, tem o nome do artista gravitando como possível reforço, sinal de valorização no mercado. Mesmo com ofertas tentadoras da elite, ele preferiu a Viradouro. A estrutura de trabalho parece ter feito toda a diferença.

E como faz pra superar os desfiles – de 2013 a 2017 – elogiadíssimos por crítica e público da Unidos? Sem problemas. Ex-morador de rua, Edson tem intimidade com a superação.

– Eu já fui moleque de rua, eu morei na rua, não tinha expectativa de vida… A arte está relacionada a minha vida muito além de ser um bom, um ótimo ou o melhor carnavalesco. Esse Carnaval 2018 é o carnaval da minha vida. Vou fazer o melhor carnaval da minha vida, pode ter certeza. Não só porque eu vou fazer, mas porque a Viradouro está preparada pra isso. Tinha certeza que havia um resgate aqui. Era esse o momento – concluiu.