Patente alta! Rainha de bateria da Imperatriz é a nova capitã do Corpo de Bombeiros

Por Redação

Jeitinho de rainha com a voz de comando de uma capitã. Flávia Lyra, que reina à frente da bateria da Imperatriz Leopoldinense, está feliz da vida com a nova patente (e as novas atribuições) que conquistou junto à corporação dos Bombeiros do Rio, da qual era Primeira Tenente até dezembro.

A mais nova capitã do time de proteção civil foi promovida no último dia 25, durante as comemorações do dia de Natal, e explica ao Sambarazzo que o cargo marca a transição dela entre a classe de oficiais subalternos (primeiros e segundos tenentes) e os intermediários (capitães), o que a coloca num degrau de maior visibilidade e responsabilidade social.

— A hierarquia é muito marcante e importante entre os Bombeiros. Como capitã, o meu trabalho estará num patamar de experiência diferenciada. Mudam essencialmente as responsabilidades, já que devo chefiar alguma área do setor em que trabalho (ligado aos serviços operacionais das ruas). É como se você adquirisse mais maturidade diante da profissão e da corporação em relação à tomada de atitudes e ideias — afirma Flávia, que neste ano desfilará pela segunda vez como rainha de bateria da verde e branco.

‘Tem Capitão América, Capitão Caverna, capitã da Marvel, capitão em time de futebol, capitão em novela, filme… Capitão pode tudo, pode até ser presidente do Brasil’, escreveu Flávia sobre o novo cargo, em referência ao recém-empossado presidente Jair Bolsonaro | Fotos: Reprodução/Instagram

Conduta foi levada em consideração

Embora uma promoção como essa seja um processo natural entre os Bombeiros por conta do tempo de serviços prestados – o mérito é o critério principal das próximas categorias, como os oficiais superiores e os generais -, as características do trabalho de Flávia junto aos agentes públicos também foram consideradas importantes para que ela passasse a ser considerada capitã.

— A subida de patente também considera o nosso bom comportamento e se fomos ou não punidos em algum momento. Não podemos estar sub judice (em julgamento). Também é considerado o número de vagas disponíveis e a classificação de cada oficial entre a sua turma — explica a sambista, que vive no bairro de Ramos, na Zona Norte da capital fluminense, onde está sediada a Imperatriz.

As novas obrigações vão demandar muito de Flávia, mas ela promete que não há nenhuma chance de a farda e a fantasia acabarem tirando o espaço uma da outra. Ela vai manter o horário de trabalho entre 8h e 17h e reservar as noites (principalmente as de domingo, quando há ensaios na Imperatriz) para cumprir agenda junto aos súditos da bateria “Swing da Leopoldina”.

— Não vai ter problema! A demanda vai ser maior, mas o horário o mesmo. E na Imperatriz o pessoal tem muita compreensão e sempre soube do meu trabalho. Quase nunca acontece de eu faltar, é raro. Mas quando aconteceu, eu nem precisei dizer, eles já sabiam que eu tava de serviço — relembra a gata.