Escola terá que devolver patrocínio de R$ 368 mil ao Ministério da Cultura

Por Redação

Se não bastasse o rebaixamento ao Grupo de Acesso de São Paulo em 2016, a X-9 Paulistana ganhou motivos ainda maiores para lamentar o desfile do Carnaval que passou. É que o Ministério da Cultura, comandado pelo ministro Roberto Freire, exigiu que a escola de samba restitua aos cofres públicos – ou ao Fundo Nacional da Cultura (FNC), criado a partir da Lei Rouanet – a quantia de R$ 368.302,61, de acordo com publicação do Diário Oficial da União da última terça-feira, 31.

Em 2015, a tricolor apresentou um projeto ao MinC – através do PRONAC (Programa Nacional de Apoio à Cultura) e conseguiu um aval de captação no valor R$ 1,5 milhão, alcançando, posteriormente, cerca de 23% do valor desejado, uns R$ 350 mil, captados, segundo dados do Ministério, junto a uma empresa de coleta de lixo de São Paulo e uma produtora de laticínios, como informou a Revista Veja.

No entanto, as contas não foram aprovadas, e agora a escola de samba terá de arcar com essa despesa a mais. O departamento do governo brasileiro não explicou os porquês da reprovação das contas e nem o prazo que a X-9 tem para efetuar o pagamento. Mas esclareceu que a agremiação, a seguir as regras descritas no Diário Oficial, fica três anos impossibilitada de requerer novas aprovações de projetos de captação.

A X-9 Paulistana não se pronuncia sobre o caso até que receba uma notificação oficial.

Veja os documentos oficiais – 1 e 2!

Em 2016, a tricolor apresentou um enredo em reverência ao açaí e à cidade de Belém, no Pará. Mesmo com o recurso extra, acabou em último lugar na elite e sentiu na pele a dor de um rebaixamento inédito. Desde que venceu o Grupo de Acesso em 1994, a escola se manteve no Especial por 22 anos.

Em 2017, no Grupo de Acesso, a tricolor leva para a Avenida o enredo “Vim, vi e venci! A Saga Artística de um Semideus”, do carnavalesco Lucas Pinto, que faz uma homenagem ao pintor italiano Inos Corradin.

Foto de Capa: Paulo Pinto/LIGASP