Quebrou o silêncio! ‘Me ajudou muito’, diz rainha sobre Chiquinho da Mangueira

Por Redação

Desde a prisão do presidente Chiquinho da Mangueira, há 25 dias, a rainha de bateria da Estação Primeira, Evelyn Bastos, que sempre se mostrou disposta a opinar sobre tudo nas redes sociais, vem sendo cobrada por seguidores e fãs para se posicionar sobre o fato.

Embora já tivesse deixado no ar um breve recado para os críticos de plantão — na semana do ocorrido, ela afirmou que “ninguém chuta cachorro morto” —, a sambista resolveu quebrar o silêncio ao conversar com o Sambarazzo na última segunda, 3, durante o lançamento do CD dos Sambas-Enredo para o Carnaval 2019.

Evelyn explicou o motivo de não ter se manifestado logo que o dirigente foi levado pela Polícia Federal como alvo da Lava-Jato (a operação ainda prendeu outros nove deputados estaduais do Rio).

— Eu sempre me posiciono sobre aquilo que sei. Minha postura política diz respeito aos temas que estudei. E, além disso, sou leonina: quando me pressionam é que eu não faço mesmo — defendeu a mangueirense, que chegou a receber mensagens pesadas de internautas que cobravam uma declaração dela (algumas chamando a rainha de “nomeada” e “laranja”), numa espécie de provocação que insinuava que ela pudesse estar envolvida com algum esquema do qual o deputado está sendo acusado.

Evelyn Bastos falou pela primeira vez sobre a prisão de Chiquinho e explicou os motivos que a levaram a não publicar sobre o assunto nas redes sociais | Foto: Marcelo Piu/Sambarazzo

“É a Justiça que tem que resolver”

Sem entrar no mérito dos crimes atribuídos ao parlamentar pelos investigadores do Ministério Público Federal, a representante da comunidade da Zona Norte disse que a situação precisa ser resolvida judicialmente.

A beldade da verde e rosa também aproveitou para revelar que nutre sentimento de amizade por Chiquinho:

— Ele é meu amigo particular. Tá com essa história na Justiça e vai resolver na Justiça, estando ele certo ou errado. Eu não sei (detalhes) e acredito que só posso falar o que sei, o que tenho propriedade pra dizer.

Rainha da Mangueira espera que a Justiça resolva a situação do presidente, preso no início de novembro | Foto: Marcelo Piu/Sambarazzo

“Ele me ajudou muito”

Prestes a finalizar a faculdade de História, a estrela da bateria “Tem que respeitar meu tamborim” encontrou no samba no pé, dança que passou a lecionar, os recursos que precisava para financiar o curso. Antes disso, quando se formou em Educação Física, no entanto Evelyn precisou de ajuda para conseguir frequentar as aulas. Segundo ela, quem estendeu a mão para dar o apoio necessário foi justamente Chiquinho e ainda o amigo Álvaro Caetano, o Alvinho, que foi presidente da Mangueira.

— Eles foram meus padrinhos, me ajudaram com livros da faculdade durante muitos anos. Existe uma palavra que se chama gratidão e eu guardo isso comigo. Sem eles, eu não estudaria e não teria dinheiro de passagem pra ir pra escola. Ele me ajudou muito — finalizou a dançarina.