Por Redação

Depois da redução da subvenção para os desfiles das escolas de samba – o valor saiu de R$ 2 milhões para R$ 1 milhão – a Prefeitura do Rio, através da Riotur, empresa de turismo da cidade, lançou nesta terça-feira, 11, edital de convocação para empresas interessadas em patrocinar o Carnaval de rua do ano que vem.

A nova proposta, encabeçada pelo presidente da Riotur Marcelo Alves, altera o modelo anterior de monetização dos blocos espalhados pela capital fluminense, se espelhando no formato do caderno de encargos do Reveillón, abrindo espaço maior para concorrência e maior penetração de financiamento privado na festa.

Até 2017, o Carnaval tinha um patrocinador master e a prefeitura arcava com o restante dos custos – limpeza e segurança, por exemplo. Agora, a intenção é que os investidores assumam todos os valores para a viabilização das festas de rua durante o Carnaval, como explica o presidente da empresa municipal. A proposta tem 13 cotas de patrocínio privado. Uma de R$ 20 milhões – patrocínio master -, duas de R$ 8 milhões e dez de R$ 2 milhões.

– No modelo antigo, os blocos reclamavam que não conseguiam empresas interessadas em ajudar com os custos de carro de som, músicos e estrutura. Agora, com as cotas, a gente espera atrair mais patrocinadores interessados em valorizar e potencializar o Carnaval, com marcas que queiram agregar valores à festa que atrai seis milhões de pessoas. Imagine o tamanho da projeção que essas empresas vão ter. Esse é um projeto audacioso – disse Marcelo Alves, em entrevista à Globonews, acrescentando que as marcas que adquirirem as cotas três meses antes do carnaval vão participar de um grande plano de mídia.

Presidente da Riotur, Marcelo Alves quer autossustentabilidade da festa: ‘É um projeto audacioso’ – Foto: Divulgação

Os blocos terão ainda a liberdade de buscar patrocinadores próprios, diferentemente do que ocorria até o ano passado.

– O carnaval precisa ser autossustentável e com esse modelo esperamos atrair mais recursos e proporcionar mais conforto e mais alegria no carnaval. Nosso desejo é contribuir e contemplar os blocos com parte desses recursos, e se Deus quiser, também com as escolas de samba. Mas ainda não temos noção dos valores porque não sabemos quanto vai ser arrecadado. Com esse projeto, queremos colocar o Rio na rota dos grandes eventos – definiu.

Pesquisa da Riotur encomendada à ESPM de 25 a 27 de fevereiro deste ano revela que mais de 94% dos turistas estrangeiros voltariam à Cidade Maravilhosa. Destes, 17,4% pretendem retornar ainda este ano e 91,9% recomendariam a cidade.

O Carnaval 2018, incluindo blocos e os desfiles das escolas de samba unidos às naturais belezas da capital, fez girar cerca de R$ 3 bilhões na cidade, somando por volta de R$ 90 milhões em ISS à prefeitura.

Foto de Capa: Fernando Maia/Riotur

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