Realizada! Porta-bandeira do Salgueiro, Marcella Alves está grávida

Por Redação

O time de futuras mamães do samba segue aumentando. A mais nova grávida do Carnaval é a porta-bandeira do Salgueiro, Marcella Alves. Ela confirmou ao Sambarazzo que já está no terceiro mês de gestação.

– É a maior felicidade de nossas vidas – resumiu a dançarina, casada com o empresário e ritmista Eduardo Araújo.

Marcella já exibe uma barriguinha nos ensaios do Salgueiro – Foto: Reprodução Instagram

A porta-bandeira se junta agora a um timaço de grávidas: Annik Salmon (carnavalesca da Unidos da Tijuca), Priscilla Mota (coreógrafa da Mangueira), Verônica Lima (porta-bandeira do Império Serrano), Jaçanã Ribeiro, (porta-bandeira da Inocentes de Belford Roxo), Dandara Ventapane, (porta-bandeira da Ilha), e Sabrina Sato, a rainha de bateria da Vila Isabel. Algumas delas se reuniram na Cidade de Samba para um bate-papo sobre maternidade.

Considerada uma das melhores porta-bandeiras da atualidade, Marcella começou a defender um pavilhão aos 9 anos, na Lins Imperial. Aos 14, foi para a Caprichosos de Pilares, se tornando a mais jovem a desfilar no Grupo Especial defendendo o quesito. Três anos depois, ela recebeu convite pra dançar no Acadêmicos do Salgueiro, quando tinha 17 anos. Marcella, que fora do samba dá expediente como personal trainer, ainda tem passagens pela Mocidade Independente de Padre Miguel e pela Estação Primeira de Mangueira.

Marcella é casada com o empresário e ritmista, Eduardo Araújo – Foto: Arquivo pessoal

Com perfil pessoal tímido, a dançarina até tenta se manter longe dos holofotes, mas é paparicada por admiradores de todo o Brasil. Marcella tem vários fãs-clubes espalhados pelo Brasil. O parceiro de dança no Salgueiro, Siclei, é um deles. Ele declara Marcella foi sempre quem o reinventou.

Sinopse

Nesta sexta-feira, 29, o Salgueiro apresentou a sinopse do enredo para o Carnaval 2019. No desfile do ano que vem, a vermelho e branco contará a história do orixá Xangô. Leia abaixo o texto completo:

“Abram alas ao Homem que nasce do poder e morre em nome do poder. Apodera-se do trono de seu irmão para se tornar o verdadeiro líder de uma nação.

Sàngó, Rei absoluto, forte, imbatível, Aláàfìn Òyó, o Homem do Palácio; o grande Obá, o grande Rei.

Batam cabeça pro orixá dos raios, trovões e do fogo. “Senhor do Raio” ou “Senhor das Almas”. Viril e atrevido, violento e justiceiro; implacável com os mentirosos, os ladrões e os malfeitores. Xangô é a representação máxima do poder de Olorum. O desafio é feito sempre para confirmar seu poder. O seu machado duplo, seu Oxé, é o símbolo da imparcialidade. É uma divindade da vida, representado pelo fogo ardente e por essa razão não tem afinidade com a morte e nem com os outros orixás que se ligam à morte.

Sàngó, Ioruba Orisà; Nzazi / Loango, Bantu Nkisi; Xangô, Ketu Orixá; Heviossô, Jeje Vodum; Chango / Jebioso, Santeria Cubana; Ogoun Shango , Vodou Haiti.

É a realeza nas vestes e a sua riqueza, a sua forma de gerir o poder. Usa o vermelho da nobreza e – se grandes reis pisavam sobre o tapete vermelho – Xangô pisa sobre o fogo.

Três esposas: Oya, que divide o domínio sobre o fogo. Oxum, a mais amada. E Oba, que por amor ao seu rei, foi capaz do seu próprio corpo mutilar.

Chega ao Brasil por seus devotados filhos. É cultuado como religião. No Nordeste, influenciado por Daomé, é denominado também de Xangô, em virtude da popularidade e importância da entidade nessa região. A raiz é do Sitio de Pai Adão. É o Xangô de Pernambuco, Xangô do Recife, Xangô do Nordeste e Nagô Egbá.

Sincretizado: das Pedreiras à São Jerônimo, que amansa o leão e que tem o poder da escrita e escreve na pedra suas leis e seus julgamentos. Na cachoeira, com São João Batista, por causa do batismo de Jesus, de lavar a cabeça na água doce para se purificar. Com o poder do fogo, queima, destruindo tudo o que é de ruim e ocorre a transmutação, trazendo tudo o que é de bom, todo o bem possível, de acordo com o nosso merecimento. Isso é o que pedimos nas fogueiras do mês de junho.

São Judas Tadeu, por ter um livro na mão ligado a trabalhos e pedidos de estudos. São Miguel Arcanjo é guerreiro, não das guerras sem propósito, mas, da guerra de cada um contra seu próprio “demônio”. Miguel desce dos céus com o vermelho em suas roupas, em sua árdua batalha contra o mal, quase sempre apontando de cima para baixo seu golpe. A autoridade máxima de São Pedro, a pedra. O primeiro papa, que tem as chaves da igreja e do céu.

Hoje os meus olhos estão brilhando, minha querida Bahia, terra abençoada pelos deuses. Felicidade também mora no Salgueiro. Naquela manhã de 1969, o saudoso professor, na escola tijucana, se incorporou pela primeira vez, ao se trajar como o orixá. E daí à eternidade, consagrado como o Xangô do Salgueiro.

Senhor do que é justo e correto, como o respeito à igualdade de todos. Se a justiça dos homens tem olhos vendados, onde “todos seriam iguais perante a lei”. Os de Xangô estão sempre bem abertos. Apelamos ao supremo tribunal, com seus doze Obás- Ministros de Xangô do Axé Opó Afonjá. Todos serão julgados sem privilegios! Presidido pelo Grande Juiz, que bate o martelo e dá seu veredicto: Chega de impunidade! Seus filhos pedem justiça. Cumpra-se!

Xangô é nosso pai é nosso Rei ! Kawó Kabiesilé!!!”

Alex de Souza

*Foto de capa: Paulo Portilho / Riotur