Recomeço! Fora do Salgueiro, Marcão vai tocar com mestres e dar aula de percussão

Por Redação

Longe há uma semana da escola em que trabalhou por 15 anos, mestre Marcão já tem uma nova casa pra chamar de sua. Por enquanto, o trabalho não será nos moldes que estava habituado quando dava expediente no Salgueiro, mas ainda assim terá tudo a ver com samba, ritmo que o veterano domina.

Desde a semana passada, o salgueirense passou a integrar a equipe de 50 pessoas que compõem o Batuque Digital, grupo que há uma década se apresenta em eventos (aniversários, casamentos e festas corporativas) e ministra aulas de percussão para quem quer aprender a tocar os instrumentos de uma bateria.

O time, já reforçado por Thiago Diogo (mestre da Grande Rio até a temporada passada) e Caliquinho (atualmente na São Clemente), tem como um dos líderes o músico Kleber Komká, que está feliz em poder recepcionar o novo colega de trabalho.

— Marcão veio pra somar. O Batuque Digital é isso: essa união de pessoas que fazem o carnaval dentro do segmento de bateria. Ele tem toda a experiência, qualidade e profissionalismo. Como vários dizem, os grandes ritmistas estão com a gente. É meu amigo, irmão. Vai dar aulas de percussão e participar do nosso grupo-show — afirma o sócio-proprietário da empresa.

Membros do Batuque Digital, incluindo Thiago Diogo e Jeferson Caliquinho (à esquerda) e Kleber Komká (à direita), recepcionaram Marcão, que se dedicou ao Salgueiro por 15 anos e resolveu deixar a escola após a posse de uma nova diretoria | Fotos: Ana Paula Vasconcelos/Divulgação

Solidariedade com companheiros é o forte de Marcão

Estender a mão aos amigos de batucada — como fizeram agora os membros do Batuque Digital — era uma das especialidades de Marcão enquanto esteve no comando da bateria “Furiosa”. Ao Sambarazzo, ele contou dia desses que não costumava esquecer o nome de nenhum dos 270 ritmistas que tocavam sob o som de seu apito e que fazia questão de equilibrar os ossos do ofício com as necessidades de cada um deles.

— Já ajudei a fazer festas pra poder dar o que comer (a ritmistas) e, às vezes, quando o cara avisa pelo Whatsapp que não tem grana pra ir ao ensaio, digo para ir, que arrumamos o dinheiro da passagem pra ele ir embora. Uma mão lava a outra, as agremiações precisam deles — disse Marcão na ocasião, quando ainda era o responsável pela ala musical na “Academia do Samba”.

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