Por Redação

Considerado um dos melhores carnavalescos da atualidade, Renato Lage completará, em 2019, 40 anos do primeiro trabalho solo no Carnaval, quando assinou o enredo sobre Delmiro Gouveia, um visionário industrial nordestino, na Unidos da Tijuca. Ao longo da carreira, o artista sempre teve relacionamentos longos com as poucas agremiações pelas quais passou. São elas Tijuca, Império Serrano, Mocidade e Salgueiro. Desde a última temporada, está com a mulher, a carnavalesca Márcia Lage, na Grande Rio.

Renato Lage vai para o segundo ano consecutivo na Grande Rio. Ele trabalha em parceria com a mulher, a carnavalesca Márcia Lage, com quem já fazia dupla no Salgueiro | Foto: Arquivo

Para Lage, a permanência por tanto tempo nas escolas — somente na vermelho e branco ele ficou por 15 temporadas — permite que ele crie uma identidade com a agremiação. E justamente o que ele pretende fazer na tricolor de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, conforme revelou em entrevista ao Sambarazzo.

— Eu e a Márcia estamos imprimindo o nosso trabalho na Grande Rio. Imprimindo uma linha de um carnaval com mais alegria, irreverência e humor. É uma nova cara para a Grande Rio. A escola deu pra gente um papel em branco. É uma escola que está renascendo, depois do que aconteceu no ano passado (a agremiação seria rebaixada, mas uma decisão plenária da Liesa decidiu manter 14 escolas no Grupo Especial em 2019). Ou seja, a Grande Rio está buscando uma identidade, identidade que ela tem condições de ter. Estamos renascendo junto com a Grande Rio nessa nova caminhada — declarou Renato Lage.

O sexto e último carro da Grande Rio no desfile sobre Chacrinha só entrou na pista com a ajuda de reboques. Problema prejudicou o desempenho da escola | Foto: Sambarazzo

O carnavalesco e Márcia Lage irão para o segundo ano na escola caxiense e desenvolvem o tema “Quem nunca? Que atire a primeira pedra!”, sobre os maus hábitos dos brasileiros. O casal promete, inclusive, fazer uma provocação no passado recente da própria instituição.

“Enredo é um alerta”, diz carnavalesco

A sinopse do enredo, logo no parágrafo de abertura, faz um mea-culpa sobre o fato que mais deu o que falar após o último Carnaval: a polêmica virada de mesa que impediu que Grande Rio e Império Serrano, as duas rebaixadas pelo júri técnico da Liesa, caíssem de grupo.

Escola de Caxias fará uma autocrítica sobre a virada de mesa no enredo do ano que vem | Foto: Divulgação
— Vamos fazer uma autocrítica, mas o enredo não é só isso. Nós abordamos a educação, através da falta de educação, por ser uma coisa mais irreverente. Esse enredo é um alerta. Queremos conversar com cada um de nós. Tenho certeza que muitas carapuças vão cair — completou o carnavalesco.

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