Por Redação

Após a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro anunciar a suspensão dos desfiles de 2018, alegando ser inviável produzir a festa com o corte de 50% da subvenção da prefeitura, que passaria a ser de R$ 1 milhão de reais para cada escola, a Riotur emitiu nesta sexta, 16, um comunicado no intuito de dar fim à polêmica. Para a empresa de turismo do município, mesmo com a redução na verba é possível que as agremiações coloquem seus carnavais na rua.

No texto enviado à imprensa, o órgão de turismo – comandado na gestão de Marcelo Crivella pelo xará Marcelo Alves – informa que os gastos com a festa já são muitos: “Em 2017, só para arcar com os custos da iluminação da Passarela do Samba nos dias de desfile, o município desembolsou R$ 655 mil”, diz trecho do comunicado.

Foto: Tatá Barreto/Riotur

Leia a íntegra do email da Riotur enviado à imprensa:

“A Riotur esclarece que o remanejamento de uma parte da verba destinada às escolas de samba do Grupo Especial não significa que o município deixará de apoiar os desfiles promovidos pelas agremiações. A medida foi tomada em virtude das limitações orçamentárias que já foram amplamente divulgadas pela imprensa desde o início do ano. A revisão de custos e a redução de gastos também foram adotadas em todos os órgãos e contratos da estrutura direta e indireta da administração municipal.

Diante da crise, deve-se priorizar o que é essencial e nesse momento aplicar recursos na educação e na alimentação das crianças nas creches é primordial.

A prefeitura e a Riotur reconhecem a importância da maior festa popular do mundo, que faz da cidade do Rio de Janeiro um dos principais destinos turísticos no período, gerando emprego e renda para a população. Por esse motivo, o Carnaval carioca continuará recebendo o incentivo e recursos do poder público municipal. O repasse da prefeitura para as escolas de samba para o Carnaval 2018 vai chegar a R$ 13 milhões de reais.

A Riotur já estuda o desenvolvimento de mecanismos para que sejam captados investimentos da iniciativa privada. O lançamento de um caderno de encargos, como já é feito para o desfile de blocos que fazem parte da programação do Carnaval de rua, está sendo avaliado.

É importante ressaltar que o repasse de recursos às escolas de samba não é único investimento da prefeitura para o desenvolvimento e realização do Carnaval. O município tem um gasto anual enorme com a manutenção da estrutura do Sambódromo. Em 2017, só para arcar com os custos da iluminação da Passarela do Samba nos dias de desfile, o município desembolsou R$ 655 mil. Além disso, efetivos dos mais diversos órgãos são mobilizados para garantir o sucesso da operação do evento.

Finalizando, não existe motivo para polêmica. O Carnaval do Rio está garantido. E vai continuar sendo o maior espetáculo do planeta.”

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*Foto de capa: Fernando Grilli/Riotur

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