Por Redação

Crise nacional, barracões interditados e corte de verba da prefeitura em 50%. Os fatos que se conjugaram contra o Carnaval poderiam formar um cenário caótico. Mas parece que o jogo está virando. Com R$ 13 milhões a menos de subvenção municipal, já que o prefeito Marcelo Crivella resolveu cortar metade dos incentivos, o Governo Federal resolveu investir na festa e garantiu – o que já havia prometido anteriormente – R$ 8 milhões, nesta terça-feira, 28.

A verba vem de um patrocínio direto de R$ 7 milhões da Caixa Econômica Federal e mais R$ 1 milhão do Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet.

Após o sinal verde do ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, o presidente da República Michel Temer garantiu – em reunião com os dirigentes do Carnaval em Brasília ainda em julho – compensar a perda de verba na esfera do município. Cada escola leva R$ 615 mil desse montante.

Agora, caberá à Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro apresentar projetos de acordo com as exigências da Lei Rouanet. O dinheiro será liberado depois que os projetos das escolas forem aprovados. “O dinheiro chegará com boa antecedência”, afirmou o ministro, informa o G1.

Entenda a história:

Em junho deste ano, o prefeito Marcelo Crivella anunciou um corte de 50% da subvenção direcionada às escolas de samba. A decisão gerou desdobramentos: a primeira delas foi executada pela Liesa, que chegou a suspender os desfiles da Sapucaí do Grupo Especial.

Com a fogueira acesa, sambistas chegaram a sair às ruas para se manifestar contra a redução de verba. A partir daí, o prefeito recebeu os dirigentes e não arredou o pé, mantendo o valor de R$ 1 milhão para cada escola do Especial. Poucos dias depois, os presidentes das agremiações finalizaram as negociações e ficou estabelecido que o contrato dos anos anteriores seria mantido, só com a alteração, evidentemente, das datas e dos valores.

Outro acordo era de que o pagamento da subvenção seria feito em cinco parcelas. Quatro delas de R$ 225 mil e uma última de R$ 100 mil, com o primeiro pagamento previsto para o mês de julho. Até agora, dia 16 de setembro, nenhuma das duas primeiras partes foram quitadas.

Uma luz no fim do túnel surgiu com o apoio do Governo Federal, encabeçado pelo ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, que encampou a luta das escolas e prometeu repôr a verba perdida. Os dirigentes foram a Brasília e voltaram pra casa com a promessa dos R$ 13 milhões – R$ 1 milhão pra cada. Ainda não há previsão de quando a grana vai chegar, mas o anúncio dos R$ 8 milhões pela Caixa já deu alento.

*Foto de capa: Tatá Barreto/Riotur

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