Com R$ 1 milhão a menos, escolas não devem fazer ensaios técnicos pra 2018

Por Redação

Após nova reunião com o prefeito Marcelo Crivella na manhã desta segunda-feira, 10, as escolas de samba seguem com menos dinheiro pra fazer o Carnaval 2018. A prefeitura manteve o corte em 50% da subvenção às agremiações, e cada uma terá da entidade a garantia de R$ 1 milhão (pagos em cinco parcelas de R$ 200 mil).

Ensaios técnicos ameaçados | Foto: Alexandre Macieira / Riotur

Com menos dinheiro, o cronograma está atrasando o início dos trabalhos das escolas, que ainda sonham com que o prefeito mude de ideia.

– O sentimento continua sendo o de perda. Perdemos o convênio com a Petrobras, que nos dava R$ 1 milhão. Perdemos o convênio com o Governo do Estado. Os ingressos dos desfiles não sofrem reajuste. O reajuste da TV (Globo, detentora dos direitos de transmissão dos desfiles) é ínfimo. E a prefeitura ainda corta, até então, 50%? Então, o sentimento continua sendo de prejuízo. E a mão de obra e a matéria-prima pra fazer tudo só aumentam. Mas vamos aguardar pra ver a questão dos ensaios técnicos. Mas, desse jeito, não dá pra fazer. Por enquanto, o Castanheira diz que os ensaios estão suspensos – disse Nei Filardi, presidente da União da Ilha, em conversa com o Sambarazzo.

O encontro dos dirigentes com Crivella também serviu para o presidente da Riotur, Marcelo Alves, se comprometer a conseguir R$ 500 mil pra cada uma das 13 escolas do Grupo Especial do Rio através da iniciativa privada.

– O prefeito endossou as palavras do Marcelo (Alves). Então, vamos aguardar pra ver o que conseguimos – completou Filardi.

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