Série Ranking! Bateria: As melhores e piores dos últimos 5 anos

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. E nesta quinta-feira, 13, continuamos a segunda edição da série de apuração checando as melhores e piores em Bateria, que ano após ano dão o tom no desfile e funcionam como o coração de uma escola na Avenida.

Tijuca segue líder no ranking de Bateria – Foto: Paulo Portilho/Riotur

A manutenção de mestre Casagrande, desde 2008 como comandante da “Pura Cadência”, deu a segurança necessária para a Unidos da Tijuca se direcionar às melhores notas nos últimos cinco anos no quesito Bateria. Ele é o cara.

Desde 2011, se aproveitando do descarte regulamentar da Liesa, que invalida a menor nota, os ritmistas de “Casão” não perderam décimos. No nosso ranking, que contabiliza todas as avaliações, a liderança não foi ameaçada, mesmo com o 0,2 ponto extraviado. 2014, 2015 e 2017 foram as três temporadas marcadas por notas 40.

1ª Tijuca – Foto: Gabriel Santos/Riotur

Rodney e Plínio, os mestres da Beija-Flor, têm, além dos ritmistas na mão, resultados expressivos para apresentar em Nilópolis. A dupla só perdeu um décimo nas Quartas-feiras de Cinzas dos últimos cinco anos, de acordo com o julgamento da Liesa, que considerada o descarte da menor nota. São 15 notas 10 em 20 possíveis. A bateria cresceu em pontos do ano passado para este, mas continuou com o vice no ranking. 0,4 ponto separa a azul e branco da Pura Cadência.

É, parece que a receita é manter o time. Beija-Flor e Salgueiro, 2ª e 3ª no ranking, são mais duas escolas que apostam na longevidade de mesmos mestres. Na “Academia”, Marcão é o cara desde 2008. Sem perder décimos há quatro anos no julgamento oficial da Liesa, a “Furiosa” é uma das referência quando o quesito é Bateria.

2ª Beija-Flor – Foto: Divulgação
3° Salgueiro – Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

Mestre Nilo Sérgio é outro de longa trajetória numa mesma escola. Na Portela, ele se mantém à frente dos ritmistas da “Tabajara do Samba” desde 2006. O entrosamento do exército com o comandante bota à azul e branco no pelotão de elite das baterias nas últimas cinco temporadas. Os anos de 2013 e 2016 vinham como os melhores, mas 2017 deu a sonhada nota 40, o que ajudou, e muito, na consagração do campeonato portelense.

4ª Portela – Foto: Michele Iassanori

Se os mestres experientes dão conta do recado, a nova geração tem resgatado notas em escolas com problemas nos quesito em anos anteriores. Rodrigo Explosão e Vítor Art, na Mangueira, e Lolo, da Imperatriz, mostram esse retrato, através de ótimos rendimentos em 2016 e 2017. Enquanto a dupla mangueirense conseguiu seis notas dez em oito possíveis, tirando a verde e rosa do 6° e levando para o 5° lugar, o comandante da “Swing da Leopoldina” conseguiu incríveis 80 pontos em dois anos, tirando a verde e branco do 9° e jogando para o sexto posto.

5ª Mangueira – Foto: Ricardo Pires
6° lugar – Imperatriz, de mestre Lolo – Foto: Felipe Araújo

São Clemente, Vila Isabel, Grande Rio, União da Ilha e Mocidade, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.