Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina. Mestre-Sala e Porta-Bandeira mostra a eficiência da Mangueira. A Harmonia já nem é um quesito, é uma característica da Beija-Flor. E nesta quarta-feira, 19, seguimos a segunda edição da série de apuração pra conferir Evolução, quesito que analisa o andamento organizado e espontâneo dos milhares de componentes na Avenida.

O cara! Diretor de carnaval e geral de harmonia da Beija-Flor, Laíla ainda mantém a ponta quando assunto é Harmonia e Evolução – Foto: Michele Iassanori

A “Deusa da Passarela” mostra soberania em mais um quesito da série: Evolução. Os incansáveis ensaios de quadra e de rua comandados por Laíla dão à Beija-Flor um ótimo escore entre os jurados e o apelido de “rolo compressor” para seus fãs. De 2013 pra cá, seguindo o regulamento de julgamento da Liesa, a azul e branco só perdeu ponto em 2014, e olha que foi um mísero décimo. Considerando todas as 20 notas aferidas, a escola que é “de fato nilopolitana” deixou 0,5 para trás, e venceu as competentes evoluções do Salgueiro e da Grande Rio.

1ª Beija-Flor – Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

Outra escola já conhecida pelos desfiles pra lá de esfuziantes na Avenida é o Salgueiro. Sem dar motivos para muitos descontos no quesito, a vermelho e branco é potência quando o assunto é cantar e evoluir com leveza e organização. Não à toa, é a vice-líder no Ranking de Evolução. Já há alguns anos, antes mesmo da escolha do samba oficial do Carnaval seguinte, a escola realiza ensaios técnicos com as obras finalistas e dá uma palinha pelas ruas do Andaraí, bairro da Zona Norte carioca, do que é a Academia na Sapucaí. São 10 notas 10 seguidas nos últimos três anos.

2° Salgueiro – Foto: Fernando Grilli/Riotur

 

 

Se a Grande Rio já tem sido certeira em Evolução, com Ivete Sangalo no desfile ganhou mais emoção ainda e o desfile 2017 foi mais um quase perfeito no quesito para a tricolor. Não é só a turma de Nilópolis que tira onda nos quesitos de chão representando a Baixada Fluminense. A escola de Caxias sempre tira dez. Nas três temporadas mais recentes, por exemplo, não perdeu décimos no julgamento oficial.

 

 

3ª Grande Rio – Foto: Fat Press/Liesa

 

 

Das mais tradicionais escolas do Brasil, a Portela é certeira quando o assunto é samba no pé. A nota 40 em Evolução neste ano – aliás já são duas em dois anos – não somente evidenciou a aprovação fria das canetadas do júri, como também o frenesi instantâneo do público da Sapucaí naquela Segunda-feira de Carnaval a ser memorada por algum tempo pelos portelenses. O título voltou pra Madureira, e a azul e branco não está longe das ponteiras no ranking.

4ª Portela – Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

Além das invenções e magias dos carnavais comandados por Paulo Barros, não dá pra negar que a Unidos da Tijuca despontou entre as favoritas aos títulos também pelo chão no passado recente. O ano de 2017, ponto totalmente fora da curva na trajetória, prejudicou a escola tijucana no ranking. Em um ano, caiu da vice-liderança para o 5°.

 

 

5ª Unidos da Tijuca – Foto: Fat Press/Liesa

Imperatriz, Mangueira, União da Ilha, Vila Isabel, Mocidade e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

EVOLUÇÃO