Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina.  E nesta segunda-feira, 17, continuamos a segunda edição da série de apuração inspecionando as melhores e piores em Mestre-Sala e Porta-Bandeira, item responsável por apresentar as tradicionais bandeiras do Carnaval carioca para o mundo.

Pela primeira vez juntos, Matheus Olivério e Squel fizeram bonito defendendo o manto verde e rosa; nota 40 pra eles, e Mangueira na liderança no ranking dos casais – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

E já que o assunto é pavilhão nada mais emblemático que a líder do ranking no quesito seja a Mangueira, que tem uma bandeira pesada – daquelas de vergar varal -, das mais conhecidas do mundo quando o tema é Carnaval. Em 2013, Raphael Rodrigues e Marcella Alves trilharam o início dessa liderança com quatro notas 10. Squel, logo que chegou em 2014, quando dançou com Raphael pela primeira vez, não conseguiu uma nota 10 sequer. Mas nos anos seguintes… só 40 e vários prêmios para a dupla.

O ano de 2017 deu um novo parceiro à Squel – Matheus Olivério -, mas nada de novidade nas avaliações do júri. Só 10. A verde e rosa já tem 12 notas 10 seguidas em MSPB.

1ª Mangueira – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

Vinte e três anos de Beija-Flor, e a dupla Selminha Sorriso e Claudinho pode e deve, com todos os méritos, se orgulhar de toda a trajetória deles. No detalhe, eles perderam a ponta pelo dois 9,9 desta temporada. Nenhum mal para o casal, que é uma instituição do Carnaval do Rio de Janeiro.

 

 

2ª Beija-Flor – Fotos: Michele Iassanori/Sambarazzo e Fernando Grilli/Riotur

Em franca evolução no quesito, o Salgueiro saiu de 6° para o terceiro lugar em um ano. Resultado do trabalho eficiente de Sidclei Santos e Marcella Alves nos últimos dois anos. São nove notas dez seguidas com a dupla em três temporada. Desde de 2014 juntos, o casal é uma das principais armas salgueirenses na luta pelo campeonato.

 

 

3° Salgueiro – Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo e Raphael David/Riotur

Pra fechar com chave de ouro, o casal Danielle Nascimento e Alex Marcelino se desfez, mas deixou de legado finalmente uma nota 40. Das escolas mais tradicionais em casais de mestre-sala e porta-bandeira, a Portela ostenta como troféu o histórico de incríveis bailarinas que ergueram durante anos o pavilhão da azul e branco, é o caso de Dodô e Vilma Nascimento. Não à toa, a tradição se mantém, e a águia ocupa a 4ª posição no ranking.

4ª Portela – Fotos: Michele Iassanori/Sambarazzo e Fernando Grilli/Riotur

 

O que um casal que encaixa não faz, hein? Foi o caso de Rafaela Theodoro e Thiaguinho Mendonça, que estreou em 2017 no Especial. Três notas dez no ano e a impressão de que finalmente a Imperatriz pode dar sequência numa dupla para defender o quesito, após algumas mudanças. A alternância de mestres-salas da verde e branco deve acabar por aqui. Do ano passado para este, a rainha de Ramos saiu de 8° para o 5° lugar no ranking.

5ª Imperatriz – Fotos: Irapuã Jeferson/Sambarazzo e Fat Press/Liesa

Vila Isabel, Grande Rio, Unidos da Tijuca, São Clemente, Mocidade e União da Ilha, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o Ranking.