Tá puxado! Carnavalesco perde parte de projeto do desfile em assalto no Rio

Por Redação

Enquanto a maioria dos artistas responsáveis pelos desfiles da Série A do Carnaval carioca procura alternativas para lidar com a crise financeira da festa, Marcus Ferreira, carnavalesco responsável pelo desfile da Inocentes de Belford Roxo, se vira nos 30 para driblar outro problema: a falta de segurança no Rio. Assaltado no último sábado, 15, nas proximidades do barracão da escola na Zona Portuária da cidade, ele perdeu o carro, o celular e, entre outros pertences, um notebook em que armazenava parte do projeto que desenvolveu para o ano que vem.

— Não costumo fazer isso sempre, mas levei para o meu carro o computador que costumo deixar no barracão. Era sexta e eu estava levando coisas que desenhei durante a semana, como o figurino da comissão de frente e roupas de destaques de chão e de alegorias. Também havia parte da defesa do enredo (que seria entregue aos julgadores). Tomei um susto com o que aconteceu — relembra Marcus, que estava acompanhado de dois funcionários da própria Inocentes, todos vítimas da abordagem de um bandido armado por volta de 1h30 da madrugada.

Marcus Ferreira, da Inocentes de Belford Roxo, foi assaltado na Zona Portuária do Rio, bairro em que se localizam a Cidade do Samba e outros barracões da Série A. O assaltante levou parte do projeto de figurinos que vai contar o enredo “O frasco do bandoleiro”, uma crítica lúdica à corrupção | Foto: Sambarazzo

Bandido apontou arma para a cabeça do carnavalesco

O episódio teve como agravante uma cena que não sai da memória dele: antes de levar o veículo (um Etios prata, da Toyota), o assaltante apontou um revólver para a cabeça do profissional. O caso foi registrado na 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana, na Zona Sul.

— O problema é ainda maior diante das dificuldades que já estamos passando no Carnaval, sem a ajuda do poder público. E aí vem a insegurança nas ruas… Esta semana, trabalhei e consegui refazer 50% do que tinha perdido. De qualquer forma, agradeço a Deus por estar vivo — afirma, listando, em seguida, outras questões com as quais precisa lidar, como tirar novos documentos, entre eles a carteira de habilitação, cartões de crédito e a credencial do plano de saúde.

O carro que Marcus perdeu no assalto era um Etios prata, da Toyota, e tinha seguro para roubos | Foto: Reprodução/Youtube

Grupo voltava de boa ação na Região dos Lagos

Quando foram abordados pelo criminoso, Marcus e os dois colegas estavam voltando de Saquarema, município da Região dos Lagos, onde foram deixar um cachorrinho que vivia no barracão da Inocentes. O animalzinho foi adotado por membros da família do artista e quatro meses após ter sido resgatado pela turma da tricolor da Baixada Fluminense, finalmente foi parar num novo lar. O assalto aconteceu logo depois disso.

— Consegui fazer com que a minha família o adotasse. Saí do barracão (com o notebook) com os funcionários e o cachorro, fomos até Saquarema e o deixamos lá. Na volta, o assalto aconteceu — explica.

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