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acadêmicos do cubango

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Por Redação

Foram poucas horas desde que a Cubango finalizou seu desfile até ganhar o primeiro prêmio do Carnaval 2018. A verde e branco foi agraciada com o Estandarte de Ouro de melhor escola da Série A, no tradicional prêmio concedido pelo Jornal O Globo e, de quebra, ainda levou na categoria Melhor Samba-Enredo também.

A representante de Niterói mostrou muita criatividade ao retratar o artista plástico sergipano Bispo do Rosário já na madrugada deste domingo, 11.

O júri do Jornal O Globo escolheu a Cubango como melhor escola e dona do melhor do enredo da Série A – Foto: Irapuã Jeferson

Com o enredo “O rei que bordou o mundo”, dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, a escola tenta chegar ao Grupo Especial pela primeira vez na história.

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Por Luiz Felippe Reis

Foram 169 sambas-enredo concorrentes lutando pra virar hino nas escolas do Grupo Especial, mas apenas 13 ganharam tal honra, depois de muita disputa, rivalidade, emoção intensa e grana investida. Com tudo escolhido – após mais de três meses de eliminatórias -, o passo seguinte foi ajustar pra deixar impecáveis as trilhas sonoras no CD oficial de 2018.

Por sete dias, os segmentos das agremiações da elite tomaram a Cidade do Samba e gravaram o batuque das baterias, as vozes dos cantores e, como já é tradicional, o coro de fundo das comunidades. Algumas escolas convocaram a participação da sua galera pelo Facebook, outras, além disso, prepararam ônibus pra carregar essa multidão aos estúdios montados especialmente no complexo de barracões. O resultado disso foi algo infelizmente incomum: Cidade do Samba movimentada.

Diretor de carnaval da Beija-Flor, Laíla é o produtor do CD das escolas de samba do Grupo Especial e acaba sendo um conselheiro técnico nas gravações das coirmãs – Foto: Eduardo Hollanda

Iniciadas no dia 17 de outubro, com Tuiuti e Grande Rio, as sessões de gravação terminaram nesta segunda-feira, 24, com a Beija-Flor de Nilópolis. O processo, que é bem desgastante, chega a durar três ou quatro horas por escola, mas ninguém sai de lá até que esteja perfeito. O comando técnico é de Laíla, diretor de carnaval da Beija-Flor, mas que, na gravação do CD, veste a camisa de todas.

– Tenho uma honra muito grande por ter recebido essa oportunidade lá atrás. As escolas estão muito fechadas com relação a esse trabalho, os diretores estão atendendo cada vez mais. Sou um cara muito pé no chão, mas sei o quanto eu contribuí. Não sou de ficar humilhando, nem me achando melhor que ninguém. Trabalho sempre com o “nós” – comentou Laíla, que há 50 anos participa da produção do disco.

Vamos lembrar as apresentações na Cidade do Samba das treze escolas do Grupo Especial. Por ordem, Tuiuti, Grande Rio, São Clemente, União da Ilha, Império Serrano, Mangueira, Vila Isabel, Salgueiro, Portela, Unidos da Tijuca, Imperatriz, Mocidade e Beija-Flor.

 

Dia 17

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 18

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 19

Vídeo: Srzd

Foto: Vinícius Albudane

 

Fotos: Marcelo Moura/Mangueira

 

 

Dia 20

Fotos da Vila: Eduardo Hollanda

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 21

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 22

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Eduardo Hollanda

 

 

Dia 23

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

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Por Luiz Felippe Reis

Solo adubado pelos enredos, irrigado nas sinopses e finalmente nesta sexta-feira, 20, a tão esperada colheita de sambas-enredo para o Carnaval 2018 chegou ao fim. Após emocionantes, polêmicas e acirradas finais dos concursos das obras concorrentes em dezenas de quadras espalhadas pelos quatro cantos do Rio de Janeiro, todas as escolas do Grupo Especial e da Série A já sabem as trilhas sonoras oficiais que serão tocadas na Sapucaí em fevereiro do ano que vem.

Vamos conhecê-las!

Em sua volta à Portela, a professora Rosa Magalhães dá mais uma aula com “De repente de lá pra cá e dirrepente de cá pra lá”. Uma crítica atual que aborda intolerância e xenofobia dentro de uma história encantadora de judeus fugidos da Europa, com destino ao Nordeste do Brasil, que contribuíram na formação de Nova York.

Compositores: Samir Trindade, Elson Ramires, Neyzinho do Cavaco, Paulo Lopita 77, Beto Rocha, J. Salles e Girão

Intérpretes: Tinga, Marquinhos Art’Samba, Diego Nicolau e Zé Paulo

 

 

 

 

Atual campeão, o carnavalesco Alexandre Louzada aposta na mesma fórmula vitoriosa de 2017. Pra quem uniu Brasil e Marrocos num desfile vencedor, “Namastê… A estrela que habita em mim, saúda a que existe em você” forma um elo do nosso país com a exuberante Índia do gigantesco Mahatma Ghandi e de tanta riqueza cultural e religiosa.

Compositores: Altay Veloso, Paulo César Feital, Zé Glória, J. Giovanni, Denilson do Rozário, Carlinhos da Chácara, Alex Saraiça e M. Meiners

Intérpretes: Zé Paulo e Igor Vianna

 

 

 

 

Sob o comando artístico de Alex de Souza, o Salgueiro se reencontra com um tema afro. “Senhoras do ventre do mundo” exalta históricas mulheres negras, que, apesar de seus feitos, tinham de lidar com o preconceito em suas épocas. Embora não seja focado na crítica, o enredo deixa uma mensagem contra a intolerância. A vermelho e branco busca o campeonato que não vem há nove anos.

Compositores: Xande de Pilares, Demá Chagas, Dudu Botelho, Renato Galante, Jassa, Leonardo Gallo, Betinho de Pilares, Vanderley Sena, Ralfe Ribeiro e W Corrêa

Intérpretes: Xande de Pilares, Leozinho Nunes e Luizinho Andanças

 

 

 

 

 

O carnavalesco Leandro Vieira meteu o dedo na ferida. “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” critica os destinos escolhidos pelo Carnaval e desbrava os porquês do evidente distanciamento popular das escolas. Reflexão imediata a partir do corte de verba da prefeitura de Marcelo Crivella, que não será poupado no desfile.

Compositores: Lequinho, Júnior Fionda, Alemão do Cavaco, Gabriel Machado, Wagner Santos, Gabriel Martins e Igor Leal.

Intérpretes: Tinga

 

 

 

 

O renomado casal de carnavalescos Renato e Márcia Lage e a Grande Rio brindam com alegria a Sapucaí no Domingo de Carnaval. “Vai para o trono ou não vai?” homenageia José Abelardo Barbosa, o gigante Chacrinha, um dos maiores comunicadores da história da televisão brasileira e figura emblemática da cultura nacional.

Compositores: Edispuma, Licinho JR., JL Escafura, Marcelinho Santos, Gylnei Bueno e Hélio Oliveira

Intérpretes: Ito Melodia e Leozinho Nunes

 

 

 

“Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu” é o enredo que vai fazer a Beija-Flor não se esconder da reflexão ante o dramático cenário de desigualdades, injustiças e amarguras sociais que emolduram a história brasileira. Um tema atual e disposto a lançar críticas sociais abrangentes, partindo da inspiração da história bicentenária de “Frankenstein”.

Compositores: Di Menor BF, Kiraizinho, Diego Oliveira, Bakaninha Beija Flor, JJ Santos, Julio Assis e Diogo Rosa.

Intérpretes: Tinga, Nino do Milênio e Bakaninha

 

 

 

 

Pela Imperatriz, Cahê Rodrigues faz “Uma noite real no Museu Nacional”, contando a história de 200 anos do espaço cultural, artístico e científico do Rio de Janeiro. O palácio serviu de casa para a família real, o que deve devolver à Imperatriz a cara suntuosa da década de 1990, quando a escola levou quatro campeonatos.O título não vai pra Ramos, bairro de origem da verde e branco, desde 2001.

Compositores: Júlio Alves, Jorge Arthur, Maninho do Ponto, Marcio Pessi, Piu das Casinhas

Intérpretes: Tinga

 

 

 

O carnavalesco Severo Luzardo põe a mesa, a Sapucaí come com os olhos e a União da Ilha experimenta um enredo sobre culinária: “Brasil bom de boca”. A ideia é mostrar os hábitos alimentares do brasileiro, passando pela influência estrangeira em nossos pratos. Da mesa de jantar ao galpão do boteco, tem pra todos os gostos.

Compositores: Ginho, Marcelão da Ilha, Flavinho Queiroga, Júnior, Thiago Caldas, John Bahiense, André de Souza e Prof. Hugo

Intérpretes: Tinga e Tuninho Jr.

 

 

 

Jorge Silveira, carnavalesco estreante no Grupo Especial, leva pra Avenida “Academicamente popular”, sobre os 200 anos da escola de belas artes do Rio de Janeiro, a mais importante da América latina. A sacada do artista é levar as artes plásticas ao público, com uma linguagem popular, alegre, mas cheia de conteúdo histórico que o tema exige.

Compositores: Ricardo Góes, Flavinho Segal, Naldo, Serginho Machado, Fabiano Paiva, Gustavo Clarão e Igor Marinho

Intérprete: Bruno Ribas

 

 

 

Atual campeão pela Portela, Paulo Barros foi para a Vila Isabel e vai transportar todo mundo na Sapucaí pra tempos que ainda virão. “Corra que o futuro vem aí” promete esbanjar tecnologia e impactar com muitas imagens de leitura direta e objetiva. Pra onde vamos? Como será o amanhã? Perguntas que a Vila se propõe a responder em ritmo de samba em 2018.

Compositores: Júlio Alves, Pinguim, JP, Marcelo Valência e Deco Augusto

Intérprete: Tinga, Marquinho Art’samba, Pepê Niterói e Rodrigo Gauz

 

 

 

 Ator, diretor, escritor, autor, dramaturgo e tudo mais Miguel Falabella é o dono dos holofotes da Tijuca em 2018. Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo lançam “Um Coração Urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem”, que mostra vida e obra do artista, um dos grandes escritores nacionais de entretenimento do país.
Compositores: Mart’nália, Fadico, Totonho, Marcelinho Moreira e Dudu
Intérprete: Wander Pires

Na Tuiuti, Jack Vasconcelos propõe reflexão com “Meu Deus, Meu Deus. Está extinta a escravidão?”. Após 130 da Lei Áurea, os negros ainda vivem sob as amarras do racismo e da falta de igualdade das oportunidades -uma “bondade cruel”, como definiu o carnavalesco na sinopse. Uma leitura histórica, imersa numa crítica atualíssima.

Compositores:Cláudio Russo, Moacyr Luz, Jurandir, Zezé e Aníbal.

Intérprete: Nino do Milênio

Na estreia pelo Império Serrano, o carnavalesco Fábio Ricardo aposta na cultura milenar da China para manter a verde e branco nove vezes campeã da festa na elite. “O Império do samba na rota da China”. A ideia é mostrar, além da riqueza histórica dos chineses, que a escola da Serrinha e o país asiático têm mais coisas em comum do que se possa imaginar.

Compositores: Tico do Gato, Chupeta, Henrique Hoffman, Lucas Donato, Arlindinho, Andinho Samara, Victor Rangel, Jefferson Oliveira, Ronaldo Nunes e André do Posto 7.

Intérprete: Tinga

 

 

SÉRIE A

Eis a safra:

COMPOSITORES: Zé Glória, William Lima, Gugu Psi, Lico Monteiro, Lucas Neves, Matheus Gaúcho e Lucas Macedo.

 

COMPOSITORES: Alexandre Naval, Filipe Medrado, Luiz Sapatinho, Pelé, Thiago Sousa, Marcio de Deus e Diego Tavares.

 

COMPOSITORES: Claudio Russo, Xande de Pilares, W. Corrêa, Ribeirinho, Alan Santos, Toninho do Trayler, Carlinhos do Mercadinho, Cabeça do Ajax e Jefinho Rodrigues.

 

COMPOSITORES: Bira, Oscar Bessa, Duda S.G., Márcio Rangel, Alexandre Villela, Guilherme Andrade, Adelyr, Bruno Soares e Rafael Raçudo.

 

COMPOSITORES: Marcio André, Anderson Benson, Amaury Cardoso, Ronaldo Nunes, Flavinho Segal, Marquinhos do Armazém e JR Vidigal

 

COMPOSITORES: Samir Trindade, Marcio André, Elson ramires, Paulo Lopita 77 e Núia

 

COMPOSITORES: Gabriel Martins, Bello, Wagner Big, Junior Fionda, Marcio André Filho, Jairo e Gigi da Estiva

 

COMPOSITORES: Claudio Russo, Diego Nicolau e Moacyr Luz

 

COMPOSITORES: Claudio Russo e André Diniz

 

COMPOSITORES: Felipe Filósofo, Ademir Ribeiro, Sérgio Joca, Orlando Ambrósio, Macaco Branco, Mário da Vila Progresso, Pacote, Xandinho Nocera, Fabio Borges, Ivan Câmara e Bertolo

 

COMPOSITORES: Preguinho, Tatiane Abrantes e Claudio Mattos

 

COMPOSITORES: Samir Trindade, Telmo Augusto, Fernandão, Girão, Marco Moreno, Marcelão e Thiago Meiners

 

COMPOSITORES: Diego Nicolau, Dudu Senna, Richard Valença , Renan Diniz, Orlando Ambrósio, Rafael Tinguinha, Rafael Prates, André Kaballa, Marcio de Deus, Washington Motta e Ivan Câmara

O Carnaval 2018 começa em pouco mais de três meses. A festa começa no dia 9/2, na Sexta-feira de Carnaval, com os desfiles da Série A, que tem continuidade no Sábado de festa. Domingo e Segunda rolam os desfiles do Grupo Especial.

 

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Por Redação

Um detalhe fez a polêmica rolar solta na Cubango. É que a decisão do novo presidente da escola, Rogério Belisário, de mudar o samba-exaltação da verde e branco mexeu com o orgulho de boa parte da torcida e dos segmentos da agremiação de Niterói. Após repercussão nas redes sociais com a matéria do Sambarazzo, a diretoria reconsiderou a proposta e voltou atrás já no final da noite desta terça-feira, 26.

Até ontem, a decisão do dirigente era de que “Te amando em verde e branco”, que venceu um concurso de samba de quadra na escola de Niterói nos anos 1970 e que é composto por Paulo Haddad e Silveira, seria o novo samba exaltação, substituindo o já conhecido “Aconteceu”, criado pelo compositor Sardinha. Mas muita gente reclamou, inclusive integrantes dos segmentos, e a decisão, até ontem certa, foi revogada.

A mudança já estava em vigor, mas desapegar do antigo hino de abertura dos desfiles não estava sendo fácil para os apaixonados pela Cubango. Os segmentos da agremiação, por exemplo, nunca deixaram de cantar a antiga trilha sonora. Foi assim na última sexta-feira, 22, na sede da Tuiuti, que recebeu a verde e branco. Bateria, passistas, baianas… ignoraram o então novo samba-exaltação e cantaram a obra que diz: “Viva eu… Sim. Para alegria de vocês pra ser Cubango não se conta até três”.

– Conversei com alguns segmentos e decidi voltar atrás. Acredito que para fazer uma boa gestão devemos também ouvir nossa comunidade. O “Te amando em verde e branco” é de um grande compositor da Cubango, o Paulo Haddad, e quando troquei, foi para valorizar a história da agremiação, que foi tão esquecida pela última gestão. Mas entendo os apelos da comunidade. Então vamos cantar a plenos pulmões nossos sambas e mostrar para o mundo do samba que a Cubango é uma escola de raízes firmes e respeitada. Espero também que todos que amam a escola nos ajudem a levar o melhor carnaval da Cubango para a Sapucaí – disse em nota Rogério Belisário, presidente há quatro meses.

Confira o samba exaltação, de volta ao posto, da escola de samba:

No último mês de maio, a Cubango escolheu a mudança. A oposição, encabeçada por Rogério Belisário, saiu vitoriosa na eleição presidencial, após quase 20 anos de poder para o antigo líder Olivier Luciano, o Pelé.  Pra 2018, a escola será a quinta a desfilar no Sábado de Carnaval, pela Série A, com o enredo “O Rei que bordou o mundo”, em homenagem ao artista plástico Bispo do Rosário, dos carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad.

*Foto de capa: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

 

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Por Redação

No último mês de maio, a Cubango escolheu a mudança. A oposição, encabeçada por Rogério Belisário, saiu vitoriosa na eleição presidencial, após quase 20 anos de poder para o antigo líder Olivier Luciano, o Pelé. E como uma tradicional força oposicionista, a nova diretoria resolveu mexer em quase tudo. Trocou enredo, equipe, planejamento e até o samba exaltação.

“Te amando em verde e branco”, que venceu um concurso de samba de quadra na escola de Niterói nos anos 1970 e é composto por Paulo Haddad e Silveira, é o novo samba exaltação da escola. Mas desapegar do antigo hino de abertura dos desfiles não é fácil. Os segmentos da agremiação, por exemplo, sempre que podem cantam a antiga trilha sonora. Foi assim na última sexta-feira, 22, na sede da Tuiuti, que recebeu a Cubango. Bateria, passistas, baianas… ignoraram o novo samba exaltação e cantaram a obra que diz: “Viva eu… Sim. Para alegria de vocês pra ser Cubango não se conta até três”.

Responsável pela troca, o presidente da Cubango, Rogério Belisário, não vê tantos problemas no saudosismo pelo antigo samba exaltação, mas garante que na Avenida a nova trilha escolhida terá que ser cantada.

– A decisão foi minha de mudar. Eu fui eleito pra mudar tudo na Cubango, não dava mais pra aguentar algumas coisas, como o afastamento da comunidade, por exemplo. Houve uma insatisfação, mas é normal, não tem problema. Esse samba que foi substituído estava há bastante tempo. O pessoal pode cantar à vontade, mas o samba que vai pra Avenida é o “Amando em Verde e Branco”, que foi feito em 1971. É pra cantar o novo, senão é uma falta de respeito – diz Belisário, que está há quatro meses na escola de samba.

Confira o novo samba exaltação da Cubango:

Confira o clássico exaltação da escola:

No Carnaval que virá, a Cubango será a quinta a desfilar no Sábado de Carnaval, pela Série A, com o enredo “O Rei que bordou o mundo”, em homenagem ao artista plástico Bispo do Rosário, dos carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad.

*Foto de capa: Tatá Barreto/Riotur

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Por Redação

“Papo de sambista é samba” é uma frase tão comum quanto certeira. Então, vamos curtir os sambas oficiais das 13 escolas da Série A do Carnaval carioca.

Foram cerca de três meses do anúncio da primeira trilha sonora – Inocentes de Belford Roxo em 9 de junho – à última do grupo a ter um samba pra chamar de seu – a Unidos de Bangu já na madrugada desta segunda-feira, 4 de setembro.

Eis a safra:

COMPOSITORES: Zé Glória, William Lima, Gugu Psi, Lico Monteiro, Lucas Neves, Matheus Gaúcho e Lucas Macedo.

 

COMPOSITORES: Alexandre Naval, Filipe Medrado, Luiz Sapatinho, Pelé, Thiago Sousa, Marcio de Deus e Diego Tavares.

 

COMPOSITORES: Claudio Russo, Xande de Pilares, W. Corrêa, Ribeirinho, Alan Santos, Toninho do Trayler, Carlinhos do Mercadinho, Cabeça do Ajax e Jefinho Rodrigues.

 

COMPOSITORES: Bira, Oscar Bessa, Duda S.G., Márcio Rangel, Alexandre Villela, Guilherme Andrade, Adelyr, Bruno Soares e Rafael Raçudo.

 

COMPOSITORES: Marcio André, Anderson Benson, Amaury Cardoso, Ronaldo Nunes, Flavinho Segal, Marquinhos do Armazém e JR Vidigal

 

COMPOSITORES: Samir Trindade, Marcio André, Elson ramires, Paulo Lopita 77 e Núia

 

COMPOSITORES: Gabriel Martins, Bello, Wagner Big, Junior Fionda, Marcio André Filho, Jairo e Gigi da Estiva

 

COMPOSITORES: Claudio Russo, Diego Nicolau e Moacyr Luz

 

COMPOSITORES: Claudio Russo e André Diniz

 

COMPOSITORES: Felipe Filósofo, Ademir Ribeiro, Sérgio Joca, Orlando Ambrósio, Macaco Branco, Mário da Vila Progresso, Pacote, Xandinho Nocera, Fabio Borges, Ivan Câmara e Bertolo

 

COMPOSITORES: Preguinho, Tatiane Abrantes e Claudio Mattos

 

COMPOSITORES: Samir Trindade, Telmo Augusto, Fernandão, Girão, Marco Moreno, Marcelão e Thiago Meiners

 

COMPOSITORES: Diego Nicolau, Dudu Senna, Richard Valença , Renan Diniz, Orlando Ambrósio, Rafael Tinguinha, Rafael Prates, André Kaballa, Marcio de Deus, Washington Motta e Ivan Câmara

*Foto de Capa: Gabriel Monteiro/Riotur

 

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Por Luiz Felippe Reis

Nos últimos três anos, as escolas do Grupo Especial têm se queixado da crise financeira, que afeta o país. E pra lidar com a dura realidade de retração em investimentos, nada melhor que as agremiações da Série A, acostumadas de longa data à escassez de verbas e que, por isso, já têm as manhas para o drible fácil na falta de grana. A Cubango, por exemplo, tá negociando as esculturas do barracão com as coirmãs do grupo.

Pra fechar negócio é só fazer uma visitinha ao barracão da verde e branco, que fica às margens da Avenida Brasil, no bairro do Caju, no Centro do Rio, escolher uma peça e negociar. O diretor de carnaval da escola, Alexandre Brittes, é quem está no comando dessa operação “ganha-ganha”.

– A gente troca, vende. Quem se interessar é só olhar lá na nossa página. É entrar em contato, vir aqui no barracão, e a gente entra em acordo. Às vezes uma coisa não serve pra mim, e serve pro outro, e ele tem alguma coisa que me sirva. É trocar essa bola aí – explica Brittes, que estreia na Cubango em 2018.

Confira as peças – Fotos: reprodução/Facebook Cubango

No telefone (21) 96563-4055 o interessado vai conversar com o departamento de carnaval da representante de Niterói e pode marcar uma hora pra chegar no barracão. Com bom papo, dá pra todo mundo sair ganhando. A iniciativa tem ajudado a Cubango a planejar melhor o desfile de 2018.

Algumas peças estão listadas na página oficial da escola no Facebook.

– Não sei outra forma de trabalhar na Série A a não ser na ajuda das coirmãs, porque dinheiro pra produzir peças novas… Eu pelo menos sempre trabalhei assim, reciclando, trocando, reinventando. Eu tenho apoio dos meus carnavalescos e do presidente. Os carnavalescos estão acompanhando todo o processo e adaptando pra nossa proposta. A equipe está fechada. Não há vaidade. Estamos lá pra fazer tudo acontecer – finaliza.

A Cubango será a quinta a desfilar, no Sábado de Carnaval, pela Série A, com o enredo “O rei que bordou o mundo”, em homenagem ao artista plástico sergipano Bispo do Rosário, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora.

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Por Redação

Há quem tente um patrocínio, há quem aposte na criação autoral do carnavalesco, só o que não há é mais tempo para mudar o curso do Carnaval de 2018. Na Série A, todas as 13 escolas postulantes a uma vaguinha no Grupo Especial de 2019 já tem enredo definido para os desfiles do ano que vem.

E a variedade de caminhos chama a atenção. Três escolas apostam no tema ‘afro’, desbravando a lógica mais comum dos desfiles; duas outras falam da Amazônia brasileira, cada uma a seu modo. Tem quem aposte nos diversos rituais culturas afora, nas divas da comunicação pelo rádio, ou temas mais abstratos. O certo é que terá pra todos os gostos na Sexta-feira e no Sábado de Carnaval.

 

SEXTA-FEIRA

 

A Bangu foi buscar no Especial o carnavalesco Cid Carvalho para descortinar “A travessia da Calunga grande. E a nobreza negra do Brasil”, que mostra o lado de realeza dos negros advindos dos reinos milenares da África. A ideia é mostrar que o povo brasileiro é descendente de reis e rainhas do continente negro.

 

 

Jorge Caribé, ao lado de Sandro Gomes, volta pra Série A utilizando o expediente que mais gosta: falar da cultura afro. “Olubajé, um banquete para o rei”, disserta sobre o orixá Obaluaie, terminando com uma das mais importantes cerimônias do Candomblé Yorubá: Olubajé, o banquete oferecido ao mestre.

 

 

Destaque do Carnaval do Espírito Santo, Petterson Alves tem a missão de manter a Sossego na Sapucaí e preparou “Ritualis”, que vai desbravar os rituais de variadas culturas pelo mundo. “Ritualis ” é o símbolo dos poetas, da harmonia cósmica e da inspiração musical, fonte das mais primorosas melodias.

 

 

O experiente Jaime Cesário foi buscar na comunicação o enredo “Rainhas do Rádio – Nas ondas da emoção, o Tigre coroa as divas da canção”, que vai exaltar figuras históricas da música popular brasileira, como Dalva de Oliveira, as irmãs Batista, Dóris Monteiro, Julie Joy e tantas outras da era de ouro do rádio brasileiro.

 

 

A dupla Alexandre Rangel e Raphael Torres se inspirou no talento inconfundível do compositor carioca Heitor Villa-Lobos e na obra “A Floresta do Amazonas” para criar o enredo “De flechas e de Lobos”, popularizando a diversidade de sons e o rico folclore da Amazônia brasileira.

 

 

Pela primeira vez assinando sozinho um desfile, Tarcísio Zanon pra fazer o “No pregão da folia sou comerciante da alegria e com a Estácio boto banca na Avenida” se inspira nos escambos de toda sorte nos primórdios do Brasil até os mercados populares do passado e do presente.

 

 

 

Sábado

Marco Antonio vai para o terceiro desfile seguido na Alegria e a estratégia agora é reverenciar o povo Malês: “Bravos Malês. A saga de Luiza Mahin”, uma história de coragem e valentia da negritude que almejou um Brasil livre da escravidão e das desigualdades sociais.

 

 

O referencial Max Lopes volta à ativa com “No voo mágico da esperança – quem acredita, sempre alcança”, que tem uma pegada lúdica e mostra como a fé em dias melhores faz a diferença. Amuletos, Religiosidade e contos de fadas, todos eivados de esperança vão teleguiar o desfile da escola mais distante da Sapucaí.

 

 

Dono da melhor plástica nos últimos quatro carnavais do Acesso, Edson Pereira tem novo desafio na Viradouro e preparou “Vira a cabeça, pira o coração. Loucos gênios da criação”, capaz de trazer ao convívio da Avenida gênios como Albert Einstein e Leonardo da Vinci e matar as saudades do eterno Joãozinho Trinta.

 

 

Atual campeão da Série A, Marcus Ferreira chega na Rocinha e traz “Madeira matriz”, que apresenta a história da Xilogravura – a arte de fazer gravuras em relevo sobre madeira – com foco na arte do espetacular brasileiro J. Borges.

 

 

Os parceiros Leonardo Bora e Gabriel Haddad desenvolvem pela primeira vez um carnaval na Série A. “O rei que bordou o mundo”, é inspirado na arte do artista plástico sergipano Bispo do Rosário, referência da arte contemporânea do Brasil.

 

 

Wagner Gonçalves terá um enredo sobre a cidade de Magé: “Mojú, Magé, Mojubá. Sinfonias e Batuques”, que vai pincelar registros históricos do lugar, como a passagem do Padre José de Anchieta, a Revolta da Armada, a construção da primeira ferrovia do Brasil, o quilombo Maria Conga, além de outras curiosidades.

 

 

João Vítor Araújo mergulha no universo amazônico e mostra a versão das populações indígenas, ribeirinhas e caboclas para as maravilhas da Amazônia brasileira. “O Eldorado submerso: delírio tupi-parintintin” parte de uma passagem de “Órfãos do Eldorado”, livro escrito por Milton Hatoum que virou filme.

 

A Série A começa na Sexta-feira de Carnaval, dia 9 de fevereiro.

 

 

 

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Por Redação

Neste domingo, 21, a Unidos de Bangu parece finalmente ter encerrado o ciclo de contratações para a temporada 2018. O acerto da vez foi com o casal de mestre-sala e porta-bandeira Diego Falcão e Jack Gomes. A dupla vinha há várias temporadas na Cubango e teve passagem pela Caprichosos na Série A.

Ex-Cubango, Diego Falcão e Jackeline Gomes formam o casal da Unidos de Bangu – Foto: J.Ricardo

O título em 2017 parece não ter iludido a diretoria, que foi às compras para a montagem da equipe. Antes dos cantores, o carnavalesco Cid Carvalho, tetracampeão no Grupo Especial pela Beija-Flor, foi contratado. Na sequência, Jorge Texeira e Saulo Finelon, coreógrafos campeões do Carnaval deste ano pela Mocidade, também estabeleceram vínculo com a escola de Bangu. Diretor de Carnaval, Marcelo Varanda é outro com boa experiência na elite que se junta ao elenco.

Os cantores Leandro Santos, ex-Sossego, e Thiago Brito, ex-Estácio de Sá, foram os últimos antes do casal. O ano de 2018 marca o retorno da representante da Zona Oeste aos desfiles da Marquês de Sapucaí.

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Daqui até o Carnaval ainda falta uma longa estrada pra ser percorrida, mas a noite deste sábado, 13, já teve clima decisivo pra muita escola de samba. É que a Lierj, a liga que comanda os desfiles da Série A, promoveu a cerimônia do sorteio que define a ordem dos desfiles em 2018. O evento rolou na quadra do Império Serrano, atual campeã do grupo, em Madureira, na Zona Norte, e reuniu as 13 agremiações que correm atrás de uma vaga no Grupo Especial.

Treze escolas de sambas da Série A ficaram sabendo em que posição vão desfilar em 2018 – Fotos: Irapuã Jeferson

Num especial com praticamente todos os cantores da Série A, cada intérprete escolheu um samba, não necessariamente samba-enredo, para cantar, agitar e aquecer as turbinas antes do esperado sorteio.

A turma toda reunida – Foto: Irapuã Jeferson

Unidos de Bangu e Alegria da Zona Sul já sabiam posição de desfile antes do sorteio

Como prevê o regulamento, a escola que sobe da Série B, fica responsável por estrear o Carnaval seguinte, abrindo os trabalhos da Sexta-feira. A bucha ficou com a Unidos de Bangu. Pior colocada entre as que ficaram na divisão, a Alegria da Zona Sul abre o Sábado.

Já no palco acompanhado por autoridades da Prefeitura do Rio, da Riotur e da Liesa, o presidente da Lierj, Déo Pessoa, lembrou do dia de Nossa Senhora de Fátima e puxou uma Ave Maria, suavizando ainda mais ambiente e intensificando a fé de muita gente que estava pedindo ajuda aos céus pela melhor bolinha do sorteio.

Viradouro e Padre Miguel conseguiram o que queriam: o sábado

Sempre marcado por fortes emoções, o sorteio começou, sob apresentação do comentarista da TV Globo Milton Cunha e do jornalista Ralph Guichard, com o anúncio de que Unidos de Bangu abre a Sexta-feira de Carnaval e a Alegria da Zona abre o Sábado. Na sequência, veio a definição entre as três melhores colocadas de 2017 – Viradouro, Estácio de Sá e Unidos de Padre Miguel – de quais as duas que desfilariam no sábado e a outra que ficaria com a sexta. Melhor para Viradouo e Padre Miguel, que optaram, claro, pelo sábado. Coube à Estácio o dia de abertura dos desfiles.

Inocentes, Rocinha, Cubango e Santa Cruz tiveram sorte

A Viradouro, como melhor colocada do ano anterior, teve a vantagem de escolher a posição de desfile, e não titubeou pelo terceiro posto. Por definição prévia, duplas foram montadas, como por exemplo, Inocentes x Renascer, para definir qual iria para o primeiro dia e quem desfilaria no segundo dia.

Neste formato, Inocentes se deu melhor contra a Renascer; Santa Cruz foi bem diante da Sossego; Cubango superior ao Porto da Pedra; Rocinha bateu o Império da Tijuca. Todas que venceram ao tirar uma bolinha de valor superior ao da adversária escolheram o Sábado.

Com os dias definidos, era hora de sortear as posições. Na Sexta, Sossego ficou com o 2° posto, Império da Tijuca com o 3°, Porto da Pedra com o 4°, Renascer com o 5° e a Estácio com o 6°. No Sábado, Santa Cruz 2°, Rocinha 4°, Cubango 5°, Inocentes 6° e Unidos de Padre Miguel 7°, além da Viradouro que já tinha optado pelo 3° lugar.

Negócio fechado entre Sossego e Império da Tijuca

Como já é tradicional, foram concedidos cinco minutos para o famoso troca-troca, onde as escolas tem uma chance de alterar as posições de desfile entre elas, sem mudar o dia de apresentação. Sossego e Império da Tijuca decidiram inverter suas ordens por interesses em comum no quesito logística. A verde e branco passou pra segunda, e a representante de Niterói foi pra mais tarde.

A Série A desfila na Sexta-feira e no Sábado de Carnaval. Apenas a grande campeã, além de levar o troféu, sobe para o Grupo Especial. A última colocada vai direto para os desfiles da Estrada Intendente Magalhães, no Campinho, na Zona Norte.

Fotos:  Irapuã Jeferson

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Por Redação

A Cubango está sob nova direção. Neste domingo, 7, Rogério Belisário venceu o atual presidente Olivier Luciano, o Pelé, e vai comandar a escola de Niterói nos próximos três anos. A eleição, que definiu a saída de Pelé após quase duas décadas do comando da verde e branco, foi apertada. A oposição saiu vitoriosa com 721 votos (ou 53%), contra 668 (47%) da situação.

Nas eleições da Cubango, a votação era aberta a qualquer pessoa que fosse à quadra, já que não há quadro de sócios. Um documento oficial com foto bastava.

“A comunidade estava revoltada com o ex-presidente”, diz vencedor

Belisário tem 73 anos e mais de 40 primaveras dedicadas à Cubango. Ele já chegou a ser vice-presidente e agora realiza um desejo de presidir a escola de samba. Nas primeiras palavras como chefe do executivo, o dirigente promete promover mudanças intensas na agremiação.

– Já esperava ganhar. A comunidade tava revoltada com o ex-presidente. Ele fechou a quadra, não fazia programação, eventos…afastou várias pessoas influentes da comunidade. Aí, a comunidade me abraçou. Minha primeira meta é limpar a casa. E ver o que ele já tinha acertado para o próximo Carnaval. Quem ele já tinha contratado, carnavalesco, comissão de frente, e ver se foi contrato de boca ou se tem algo no papel, pra saber o que faremos – disse.

Ainda sobre a antiga gestão, Belisário falou das finanças da Cubango e presumiu o valor atual da dívida da escola de samba:

– Calculo que a escola tenha uma dívida hoje de uns R$ 200 mil. Ele não pagou o pessoal do barracão. Não pagou figurinista, muita gente não recebeu.

Pelé virou presidente ainda em 2003 e desde então geria uma das representantes de Niterói na Série A. Em 2017, a verde e branco ficou em 8° lugar com um enredo sobre o cantor João Nogueira.

Além do novo presidente, Rogério Belisário, o vice-presidente até 2020 é Poul Quintanilha. Theo Ferreira será presidente do Conselho Deliberativo.

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Diogo Nogueira era um dos nomes mais aguardados no desfile da Acadêmicos do Cubango, escola da Série A que homenageou o pai do sambista, o cantor João Nogueira (1941-2000).

Diogo Nogueira chegou a visitar a quadra da Cubango, em Niterói, no fim de 2016. Mas não conseguiu participar do desfile | Foto: Reprodução/Facebook

No entanto, Diogo ficou de fora da festa – ele tinha show marcado em Salvador, na Bahia – e não abrilhantou o desfile da verde e branco de Niterói, o que pode até ter frustrado o público, mas acabou principalmente com a expectativa de um dos jurados.

Ao justificar o 9,7 que concedeu à agremiação, Gilmar Oliveira, convocado pela Lierj (a Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro) para avaliar o quesito Enredo, disse que o herdeiro do homenageado fez falta e lamentou que o artista só estivesse representado na Sapucaí através de uma imagem plotada (fotografia impressa em alta resolução).


A Cubango ficou em 8º lugar no Carnaval 2017.

*Foto de capa: Michele Iassanori/Sambarazzo

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Por Redação

A decisão da Lierj – a liga que comanda a Série A – de mudar a regra do jogo e promover o acesso da vice-campeã do Grupo B, a Cabuçu, gerou tanta polêmica nas redes sociais que a entidade resolveu voltar atrás na decisão tomada na plenária da última quinta-feira, 9, e suspendeu a alteração.

A entidade garante que não chegou a tomar a decisão definitivamente, embora fontes de algumas escolas garantem que houve a deliberação favorável ao acesso da Unidos do Cabuçu para completar o número ideal de 14 agremiações no grupo que desfila na Sexta-feira e no Sábado de Carnaval.

Através de nota, a liga descartou a mudança e garantiu que vale o escrito. Portanto, só a Unidos de Bangu, campeã do B em 2017, segue para a Série A em 2018. A Curicica, que reclamou horrores da decisão, vai disputar mesmo a divisão da Intendente Magalhães, como previa o regulamento.

Foto: Irapuã Jeferson

Confira a nota:

“Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIERJ) esclarece que, ao contrário do que foi divulgado pelo G.R.E.S. União do Parque Curicica, não houve qualquer decisão pela ascensão de mais uma escola de samba oriunda da Série B para o Carnaval 2018.

A Lierj ressalta que realizou uma reunião na sede da entidade na última quinta-feira (9) com o objetivo de tratar assuntos internos e administrativos relativos ao Carnaval de 2018 e que, por isso, foram convocadas somente as agremiações que estão aptas para a participação no ano supracitado.

Embora o tema não estivesse na pauta, um representante de uma agremiação sugeriu ao plenário que, em função de não ter acontecido rebaixamento no Grupo Especial, fosse alçada à Série A a segunda colocada da Série B para que ficasse uma quantidade par. A diretoria da Lierj, no entanto, frisou que, para o tema ser levado adiante, eram necessários mais debates com as escolas filiadas, além de um levantamento interno que pudesse viabilizar ou não o fato. Após estudos, entretanto, foram descartadas quaisquer hipóteses do Carnaval de 2018 da Série A contar com 14 agremiações.

Sendo assim, conforme previsto em regulamento (disponível no site oficial) e, como não houve rebaixamento no Grupo Especial, a Série A será formada no próximo ano por 13 agremiações.

A Lierj ressalta que mantém o compromisso de transparência em todos os atos administrativos, característica que ajudou a transformar os antigos grupos de acesso A e B em sucessos de público, de organização e de crítica, através da consolidada Série A.”

Disputam, portanto, a Série A 2018:

Unidos do Viradouro, Estácio de Sá, Unidos de Padre Miguel, Unidos do Porto da Pedra, Acadêmicos da Rocinha, Império da Tijuca, Acadêmicos do Cubango, Inocentes de Belford Roxo, Renascer de Jacarepaguá, Acadêmicos do Sossego, Acadêmicos de Santa Cruz, Alegria da Zona Sul e Unidos de Bangu.

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Por Luiz Felippe Reis

As mudanças mais sensíveis para o Carnaval 2017 foram no Grupo Especial, mas foi a Série A que teve de se adaptar a algumas alterações na logística dos desfiles. Por conta da redução do tempo limite de apresentação na elite, a antiga terceira cabine de julgadores, próxima ao Setor 8, foi extinta, dando lugar a dois módulos situados um ao lado do outro, no Setor 6 da pista, diminuindo o número de paradas das escolas. Antes eram quatro, agora são três.

Mas e a Série A, que não mudou os limites de tempo e não precisa reduzir apresentações de quesitos, faz como? A Lierj, liga que controla os desfiles do Grupo de Acesso, decidiu criar a “Parada Técnica” para não mexer na estrutura dos carnavais das 14 agremiações participantes da divisão.

A Liesa criou um elo entre duas cabines de julgadores para dinamizar desfiles do Especial – Foto: Irapuã Jeferson

A sacada é manter do jeito que tem sido. Além da performance em frente à cabine dupla, que, igual no Especial, é feita para dois jurados de cada quesito ao mesmo tempo, as comissões de frente e casais terão que se apresentar para a antiga terceira cabine de jurados, a mesma desativada pela Liesa no Setor 8, e que, por isso, não terá julgadores.

A atuação dos quesitos será feita para um grupo de convidados da Lierj que estará na frisa imediatamente abaixo da antiga posição de jurados. A apresentação deverá, obrigatoriamente, respeitar as coreografias e o tempo de performances executadas para os jurados na primeira, na dupla e na última cabine. Com isso, as quatro paradas são mantidas.

O diretor de carnaval da liga da Série A, Thiago Monteiro, explica melhor as intenções dessa dinâmica.

– O Fluxo nós mantivemos, né? Mas tornou-se uma mudança em função do que aconteceu no Grupo Especial, porque lá são três paradas. A Liesa colocou uma parada a menos pra dar mais fluidez ao desfile, o que eu concordo. Mas a Lierj não mudou o tempo. Essa balança não ia fechar pelo tempo. Se nós tirássemos essa parada como a Liesa fez, a escola passaria em 11 minutos na frente de um determinado setor. Ou pior, a escola iria parar no final pra cumprir o tempo mínimo – explica o diretor.

Embora não tenha jurados, a tal “Parada Técnica” em frente à cabine desativada pode custar até o título. É que se a escola resolver não se apresentar integralmente aos convidados da Lierj, que estarão por lá alocados, a agremiação perde décimos na apuração da Quarta-feira de Cinzas.

– As escolas estão se adaptando à parada técnica, uma referência nova, porque a apresentação é pra baixo, na linha da frisa. São convidados da Lierj, não tem jurado. Mas se a escola não se apresentar com a mesma coreografia e o mesmo tempo ali (na antiga cabine de jurados no Setor 8), perde um décimo, podendo perder dois décimos, caso os dois quesitos (Comissão de Frente e Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira) não se apresentem – alertou Thiago.

Os desfiles da Série A rolam daqui a exatas duas semanas. Na Sexta-feira de Carnaval cruzam o Sambódromo Sossego, Alegria da Zona Sul, Viradouro, Império da Tijuca, Curicica, Estácio de Sá e Santa Cruz. No Sábado, chega a vez para Rocinha, Cubango, Inocentes, Império Serrano, Unidos de Padre Miguel, Renascer e Porto da Pedra.

Alô, meu presidente! Escolas com cantores que abusem nos cacos serão punidas

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Por Luiz Felippe Reis

“Alô, meu presidente”, “Valeu, beltrano” “Abraço fulano”… Se algum intérprete da Série A estava pensando em mandar um alô para alguém durante o desfile, é bom deixar essa ideia de lado. É que a Lierj, a liga que controla os desfiles do Grupo de Acesso, bateu o martelo e decidiu que terá punição, expressa em regulamento, pra esse tipo de conduta.

O cantor que, na hora da apresentação oficial na Sapucaí, perder a linha e deixar de cantar o samba-enredo para se concentrar nos ‘cacos’ – improvisos que os puxadores fazem entre os versos – vai ver a escola perder décimos importantes no quesito Harmonia, que foi ressignificado na Série A deste ano. Diretor de carnaval da Lierj, Thiago Monteiro deixa claro como será o novo funcionamento da análise do corpo de jurados.

Cantores que exagerarem nos “cacos” serão punidos no Carnaval da Série A versão 2017 – Foto: Tatá Barreto/Riotur

– Objetivamos em regulamento a divisão do quesito. O quesito Harmonia era julgado no global, mas não tinha nada expresso especificamente sobre carro de som. Pra chegar à nota, você tem 50% do canto da comunidade e 50% de carro de som. O caco não é pra ser tirado, faz parte do samba-enredo. O que vai ser punido é o excesso, é o falar em excesso do cantor, mandando abraços pra Deus e o mundo, atrapalhando a escola. Tudo vai estar consignado no Manual do Julgador – explica Monteiro, que está no primeiro ano na direção de carnaval da liga.

De acordo com a nova obrigatoriedade de análise do jurado, todo o carro de som deve ser inspecionado, avaliando também a afinação do intérprete oficial, a afinação dos apoios, as cordas, o entrosamento do intérprete oficial com todos os componentes da equipe, cacos em excesso, falas em excesso. O canto da comunidade segue, evidentemente, fazendo parte do julgamento.

– Tenho reparado os carros som preocupados com isso – analisa Thiago, que se refere aos ensaios técnicos das escolas da Série A na Sapucaí. Das 14 agremiações do grupo, 10 (Estácio de Sá, Império Serrano, Porto da Pedra, Cubango, Império da Tijuca, Alegria, Curicica, Santa Cruz, Rocinha e Sossego) já treinaram no campo de jogo.

Déo Pessoa (presidente da Lierj), Thiago Monteiro (diretor de carnaval da Lierj) e Renato Thor (vice-presidente da Lierj) – Foto: Divulgação

No próximo sábado, 11, Inocentes, Renascer e Viradouro também ensaiam no Sambódromo. Dia 18 de fevereiro, a Unidos de Padre Miguel completa a participação da Série A na Avenida, antes do Carnaval.

 

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Por Redação

Num Carnaval atual tão competitivo, cheio de investimentos, não dá pra poupar na hora de montar uma equipe que pode fazer a diferença numa disputa quase sempre resolvida nos décimos. Sem economizar, o Salgueiro acertou com o sétimo reforço para o carro de som. É o cantor Hudson Luiz, que já foi da Mangueira.

Serginho do Porto e Leonardo Bessa (nas extremidades superiores) dividem o carro de som com os cantores de apoio Júlia Alan, Eduardo Dias, Hugo Junior e Tuninho Júnior

Ele se junta, na turma do apoio, aos intérpretes Hugo Junior, Júlia Alan, Tuninho Júnior e Eduardo Dias, além, é claro, dos protagonistas Serginho do Porto e Leonardo Bessa. E pra aumentar esse time ainda tem a participação especial de Xande de Pilares.

O novo puxador ficou entusiasmado pelo que viu no ensaio técnico da vermelho e branco no último domingo, 5 e não se segura de ansiedade pelo desfile oficial.

– O que senti no ensaio técnico na Sapucaí já foi mágico. Estou muito ansioso para o desfile. A presidente Regina Celi me recebeu de braços abertos e me acolheu como filho. A expectativa aumenta a cada dia e sei que o nervosismo será grande. Mas dará tudo certo – espera Hudson, que tem 28 anos e já passou por Mangueira, Unidos de Lucas, Alegria da Zona Sul e Renascer de Jacarepaguá.

Hudson Luiz já tem ensaiado com a turma de apoio nos ensaios e participou do treinamento do Salgueiro na Sapucaí, no último domingo – Foto: Rogério Neves/Divulgação
Serginho do Porto e Leonardo Bessa têm há quatro anos a parceria de Xande de Pilares no desfile do Salgueiro – Foto: Divulgação

Embora não seja um quesito, o carro de som influencia em vários itens da apuração. Harmonia, Evolução e Samba-Enredo, por exemplo, passam diretamente pelo desempenho dos cantores.

O Salgueiro será a quinta escola a desfilar no Domingo de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “A Divina Comédia do Carnaval”, baseada na literatura de Dante Aligheri, desenvolvido pelos carnavalescos Renato e Márcia Lage.

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Por Irapuã Jeferson

A Cubango encerrou mais uma noite de ensaios técnicos para o Carnaval deste ano. A escola de Niterói foi a terceira a passar pela Marquês de Sapucaí neste sábado, 4. Segunda agremiação a desfilar no sábado de Carnaval, dia 25, a verde e branco levará para a Avenida uma homenagem a João Nogueira.

 

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Por Luiz Felippe Reis e Rafael Arantes

O enredo sobre João Nogueira forma uma natural ligação da Cubango com a Portela, escola do coração do cantor homenageado pela verde e branco em 2017. Com Isso, a escola de Niterói não vai poupar reverências à coirmã do Grupo Especial

E o ponto de partida de tantas homenagens começa logo de cara na comissão de frente, comandada por Hélio e Beth Bejani, que a azul e branco de Madureira como a protagonista no quesito de abertura do desfile da verde e branco.

– Será comissão com a nossa cara, com um pequeno tripé, um cenário na verdade, e uma homenagem à Portela de João Nogueira. Algo lúdico, sutil, mas que vai emocionar – contou Hélio, que comanda também a comissão de frente do Salgueiro.

O artista adianta ainda os detalhes da apresentação que acontece no Sábado de Carnaval. Uma prévia da comissão foi vista neste sábado, 4, durante o ensaio técnico da Sapucaí.

– Mostrei tudo. Cada um dos bailarinos será dois personagens no desfile, eles se transformam na Avenida, mas sem mágica. Não vai ter ilusionismo. Mas vai ser um final apoteótico, emocionante.

No ensaio técnico deste sábado, os coreógrafos aproveitaram para treinar grande parte da coreografia oficial, mas escondendo a surpresa para a escola de Oswaldo Cruz e Madureira.

– Hoje a gente está aqui justamente para ensaiar, então vamos treinar bem a coreografia, mas interagindo um pouco com o público também. – acrescentou Beth.

 

Com a canção “Olhos Coloridos”, Sandra de Sá fez sucesso cantando que todos queriam imitar os seus cabelos enrolados. Rafaella Mell, musa da São Clemente, elege a música como a principal de sua playlist e, assim como na letra, tem orgulho dos cachos que formam o black power que ostenta enquanto cai no samba. Aliás, a nova estrela dos ensaios sensuais do Sambarazzo é toda Carnaval, da cabeça aos pés: começou na folia quanto tinha apenas 6 aninhos e, ainda bem, nunca mais parou.

– Me acostumei com a rotina dos ensaios desde pequenininha. Durmo antes de ir pros eventos, que eu nem sei que horas terminam. Vou começar a faculdade e talvez diminuir um pouco o ritmo – revela Rafa, hoje com 20 anos.

“Os meus olhos coloridos me fazem refletir… ♫”! Rafaella Mell, da São Clemente, elege a música “Olhos Coloridos”, sucesso de Sandra de Sá, como a sua própria trilha sonora | Foto: Michelle Iassanori/Sambarazzo

Musa é, literalmente, campeã em samba no pé

Mais do que os cachos, a dança de Rafaella deve mesmo despertar muita inveja Avenida afora. A gata acumula títulos de mais de 30 concursos de samba, sendo que o primeiro deles foi conquistado na primeira vez em que ela pisou na quadra de uma agremiação.

– Eu não gostava muito de samba quando criancinha. Não podia ouvir uma bateria que chorava e gritava até dizer ‘chega’. Calhou de ir um dia na Cubango (em Niterói) e me apaixonei. Teve um concurso de passistas mirins no dia, disseram pra eu participar e eu entrei e ganhei no mesmo dia – relembra a sambista, que conta com o apoio de amigos e admiradores em cada competição que se inscreve.

A primeira vez a gente nunca esquece! Rafaella foi campeã de um concurso de passistas mirins assim que entrou numa quadra de escola de samba | Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

Ritmos ajudam a manter a boa forma

Não é só no paticumbum que Rafaella curte se esbaldar. Quando está longe do som das baterias, é através da zumba e da dança de salão que ela costuma queimar calorias para garantir o corpaço, revelado diante das lentes da fotógrafa Michele Iassanori. No futuro, ela pretende trabalhar na área da estética. Bonita que só, certamente vai fazer sucesso embelezando a clientela:

– Também faço academia e cuido bastante da alimentação. Faço dança pra poder manter. Dá trabalho. Às vezes, quero muito comer algo que não pode e preciso me controlar.

Grata a tudo que conquistou até aqui em bem vividas duas décadas, a beldade revela um sonho que, a medir pelos atributos físicos que você confere mais abaixo, é molezinha. Ela quer ser rainha de bateria. Nós também queremos que você seja, Rafa!

Nome? Rafaella Mell

Idade? 20 anos

Signo? Virgem

Local de nascimento? Niterói

Bairro onde mora? Santa Bárbara

Casa ou apartamento? Apartamento

Mora com quem? Meus pais e minha irmã

Namorando ou ficando? Solteira

Profissão? Recepcionista

Cor preferida? Amarelo

Animal de estimação? Tenho um cachorro, o Toby

Livro? A Bíblia

Filme? “O Guarda-Costas”

Um homem? Meu pai

Uma mulher? Minha mãe

Religião? Católica

Novela? “Império”, de Aguinaldo Silva para a TV Globo. Participei sambando.

Um samba? Da São Clemente, em 2011

Grife? Rita Borel

Perfume? Lili

Não saio de casa sem? Batom

Cantor? Thiaguinho

Ator? Rafael Zulu

Atriz? Juliana Alves

Música? “Olhos coloridos”, da Sandra de Sá

O que eu quero ser? Feliz

O que eu não quero? Preconceito

Gosto de ir? Ao samba

Não gosto de ir? Ao mercado

Time? Tricolor

Programa? “Esquenta”, da TV Globo

Se eu não fosse musa seria? Porta-bandeira, pois carregaria o pavilhão da escola


Fotografia: Michele Iassanori
Figurino: Rita Borel
Assistente de produção: Patrícia Iassanori
Maquiagem: Victor Waltz
Making of vídeo: Paulinho Thomaz
Texto: João Paulo Saconi

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Por João Paulo Saconi

O CD da Série A para o Carnaval de 2017, previsto para ser lançado em novembro, é caprichado no quesito participações especiais. Figuram na lista de convidados a abrilhantar o disco os cantores Diogo Nogueira, Beth Carvalho, Thais Macedo e Gabby Moura. A atriz Zezé Motta e o tradicional Cordão da Bola Preta, mais antigo bloco de rua do Rio de Janeiro, também integram o time.

Em virtude das homenagens programadas por algumas escolas de samba, os artistas se envolveram ativamente na gravação das faixas e, para Déo Pessoa, presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Lierj), as ilustres vozes no álbum ajudarão o produto a fazer mais sucesso com o público.

– Enriquece muito. Para nós da Série A, para as escolas, é algo muito positivo, muito agregador. Em alguns casos, é até uma honra. Ter pessoas da importância artística e musical do Diogo Nogueira, da Beth Carvalho, da Zezé… Acho que é muito favorável pro conjunto todo da obra – comentou o dirigente.

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Diogo Nogueira e Beth Carvalho são dois dos ilustres artistas que fazem participação especial no CD da Série A para 2017 | Foto: Alexandre Vidal

“Grande responsabilidade”, diz intérprete sobre parceria com Diogo Nogueira e Thais Macedo

Homenageando o sambista João Nogueira, a Acadêmicos do Cubango escolheu Diogo Nogueira para representar o pai na Avenida e cantar o hino oficial da escola no CD. Além dele, a cantora Thais Macedo emprestou a voz para a obra. O intérprete Hugo Junior, que defende o microfone da verde e branco pelo segundo ano consecutivo, aprovou a parceria com a dupla de artistas.

– Foi muito gratificante e uma grande responsabilidade. O Diogo e a Thais foram superatenciosos, cordiais e parceiros nesse processo de gravação. Tô muito feliz. Essa gravação era de extrema importância para mim. Quando ouvi a faixa pronta, fiquei viciado. Queria ouvir toda hora. Vai ser minha faixa principal na playlist até o Carnaval – afirmou um empolgado Hugo ao Sambarazzo.

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Diogo Nogueira e Thais Macedo posaram ao lado de Hugo Júnior, intérprete do Cubango | Fotos: Arquivo Pessoal

Cantor que dividiu faixa com Beth Carvalho festeja: “Melhor presente”

Igor Vianna, intérprete da Alegria da Zona Sul, cedeu um espaço na faixa da agremiação para que a homenageada Beth Carvalho gravasse a introdução, chamada de alusivo. A “Madrinha do Samba” utilizou os segundos iniciais para fazer um agradecimento às comunidades do Cantagalo e do Pavão-Pavãozinho, onde vivem os componentes da escola que contará a história de Beth na Sapucaí. Para Igor, que está voltando ao Carnaval carioca para a próxima temporada, a participação da cantora mangueirense foi uma gratificação.

– Foi uma honra. A Beth é alguém que não temos o que falar ou apresentar, é a própria ‘Madrinha do Samba’. Voltar para o Carnaval do Rio homenageando ela é muito bom. Gravar a com ela foi o melhor presente – comentou.

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“Alô Cantagalo! Alô Pavão-Pavãozinho! Muito obrigada pela homenagem. Muito obrigada, Alegria da Zona Sul”, diz Beth Carvalho na abertura do samba-enredo da vermelho e branco, que é cantado pelo intérprete Igor Vianna | Fotos: Felipe Araújo e Divulgação

Zezé Motta participa de “diálogo” no samba da Acadêmicos do Sossego

O samba-enredo da Acadêmicos do Sossego, escola campeã da Série B neste ano, e que está retornando à Sapucaí em 2017, aposta no formato mais inusitado do álbum. A canção é um diálogo entre a homenageada da agremiação, Zezé Motta, e o intérprete, Leandro Santos. Embora a parceria não vá se manter na Avenida, já que Zezé não estará no carro de som o desfile, a faixa da azul e branco no CD garantiu a dobradinha no estúdio.

– Foi um momento marcante da minha carreira poder gravar com um ícone da TV brasileira, que é a Zezé Motta. Me marcou poder vê-la emocionada e isso me emocionou, me cativou e me envolveu. Fiquei muito contente de poder fazer parte deste projeto maravilhoso. A faixa da Sossego tá muito emocionante. Acho que  tanto eu, quanto ela conseguimos passar a emoção da história dela no samba – disse Leandro.

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Zezé Motta dividiu a faixa da Sossego com o intérprete Leandro Santos | Foto: Reprodução/Instagram

Cordão da Bola Preta também estará no CD

Mais tradicional bloco de rua da “Cidade Maravilhosa”, o Cordão da Bola Preta também teve destaque no disco. É que a Porto da Pedra elegeu as marchinhas de carnaval como tema do desfile de 2017. Como o samba-enredo faz referência às canções que viraram ícones da folia nas ruas, instrumentistas do bloco deram o tom na faixa da vermelho e branco de São Gonçalo.