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Acadêmicos do Grande Rio

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Por Marcelo Barros

Não rola um Carnaval sem a clássica discussão em relação ao cobiçado posto de rainha de bateria das maiores escolas de samba: celebridade ou representante da comunidade?

Os argumentos são fartos e, prós e contras computados, cada um faz sua escolha como acha que deve. Fato é que nem uma famosa obrigatoriamente pode ser considerada desgarrada da história de uma agremiação, tampouco uma até então anônima vai se valer desta condição pra entregar a garra e o charme necessários a uma função que, se não vale nota, é sempre “quesito” aguardado pelo público, via de regra a razão de ser de qualquer espetáculo artístico.

Ibope alto! A apresentadora Sabrina Sato, da Vila Isabel, é a rainha de bateria com o maior número de fãs no Instagram I Foto: Fernando Maia/Riotur

Um termômetro interessante é o frisson que essas beldades despertam nas pessoas no mundo do samba e no mundo virtual. O quanto de gente pode uma rainha alavancar para um desfile, um evento, uma atividade organizada pela entidade carnavalesca? Isso, com o indispensável auxílio da internet, é possível ser medido em números.

O Instagram, por exemplo, evidencia bem o assunto. Não tem como ser ignorada a influência nem o engajamento que pode acarretar um bom post divulgador no meio digital. Dito isso, o ranqueamento das mais seguidas rainhas de bateria do Grupo Especial vira uma curiosidade boa de matar. A medir pelo índice de plateia virtual, quem pode ser mais útil, angariar mais torcedores, desfilantes, consumidores de produtos, compradores de ingressos de shows para as escolas de samba?

Eis as 13 beldades da divisão principal e seus milhões de seguidores!

1 – Sabrina Sato (@sabrinasato) – Unidos de Vila Isabel. Fãs: 11.500.000

2 – Juliana Paes (@julianapaes) – Grande Rio. Fãs: 11.400.000

3 – Gracyanne Barbosa (@graoficial) – União da Ilha. Fãs: 5.600.000

Campeãs de audiência! Sabrina (Vila Isabel), Juliana (Grande Rio) e Gracyanne (União da Ilha) fazem o maior sucesso na rede I Imagens: Reprodução/Instagram

4 – Viviane Araújo(@araujovivianne) – Salgueiro. Fãs: 4.800.000

5 – Juliana Alves (@julianaalvesiam) – Unidos da Tijuca. Fãs: 1.300.000

6 – Evelyn Bastos (@evelynbastosoficial) – Mangueira. Fãs: 122.000

7 – Flávia Lyra (@lyraflavia) – Imperatriz Leopoldinense. Fãs: 103.000

8 – Raíssa de Oliveira (@raissadeoliveirarainha), – Beija-Flor. Fãs: 54.700

9 – Camila Silva (@iamcanilasilva) – Mocidade Independente. Fãs: 47.400

10 – Milena Nogueira (@milenanogueira) – Império Serrano. Fãs: 26.900

11 – Bianca Monteiro (@biancamonteirooficial) – Portela. Fãs: 14.300

12 – Raphaela Gomes (@raphaelagomes) – São Clemente. Fãs: 2.734

13 – Carol Marins (@pretadz) – Paraíso do Tuiuti. Fãs: 2.302

Presidente recusou oferta de R$ 300 mil pra manter filha rainha

Em setembro deste ano, a atriz Nathália Rodrigues usou as redes sociais pra fazer um desabafo contemporâneo. Ela revelou ter perdido um papel por ter poucos fãs virtuais.

Pelo menos no samba esse está longe de ser critério para eleger uma dona de coroa.

Se o ibope de Carol Marins na internet não é padrão Globo, na Tuiuti a moça é praticamente a dona da p***a toda! Pai dela e presidente da escola, Renato Thor já recusou uma oferta de R$ 300 mil pra manter a herdeira no posto, mostrando que preciosa ali é a ligação dela com a comunidade.

Carol Marins pode ainda não ser campeã de curtidas, mas faz o maior sucesso em casa I Foto: Reprodução/Instagram

– Não tem dinheiro no mundo que pague a felicidade da minha filha em estar à frente dos ritmistas da ‘Supersom’ (como é conhecida a bateria da Tuiuti). Recebi muitas propostas, sim, até de R$ 300 mil, mas recusei todas – revelou Thor ao Sambarazzo.

Seguidores e curtidas à parte, a verdade é uma só: independentemente da origem da rainha, quem acompanha as postagens delas percebe um ponto em comum, que é o amor pelo Carnaval. É essa a batida, além das baterias, que as move e torna o brilho de cada uma ainda mais intenso. Vale seguir todas elas no Instagram e curtir em forma de coração cada foto, história, pensamento… Só não vale “stalkear”!

*Montagem de capa: Fotos Ag. News/Divulgação/Reprodução Internet

Por Luiz Felippe Reis

Foram 169 sambas-enredo concorrentes lutando pra virar hino nas escolas do Grupo Especial, mas apenas 13 ganharam tal honra, depois de muita disputa, rivalidade, emoção intensa e grana investida. Com tudo escolhido – após mais de três meses de eliminatórias -, o passo seguinte foi ajustar pra deixar impecáveis as trilhas sonoras no CD oficial de 2018.

Por sete dias, os segmentos das agremiações da elite tomaram a Cidade do Samba e gravaram o batuque das baterias, as vozes dos cantores e, como já é tradicional, o coro de fundo das comunidades. Algumas escolas convocaram a participação da sua galera pelo Facebook, outras, além disso, prepararam ônibus pra carregar essa multidão aos estúdios montados especialmente no complexo de barracões. O resultado disso foi algo infelizmente incomum: Cidade do Samba movimentada.

Diretor de carnaval da Beija-Flor, Laíla é o produtor do CD das escolas de samba do Grupo Especial e acaba sendo um conselheiro técnico nas gravações das coirmãs – Foto: Eduardo Hollanda

Iniciadas no dia 17 de outubro, com Tuiuti e Grande Rio, as sessões de gravação terminaram nesta segunda-feira, 24, com a Beija-Flor de Nilópolis. O processo, que é bem desgastante, chega a durar três ou quatro horas por escola, mas ninguém sai de lá até que esteja perfeito. O comando técnico é de Laíla, diretor de carnaval da Beija-Flor, mas que, na gravação do CD, veste a camisa de todas.

– Tenho uma honra muito grande por ter recebido essa oportunidade lá atrás. As escolas estão muito fechadas com relação a esse trabalho, os diretores estão atendendo cada vez mais. Sou um cara muito pé no chão, mas sei o quanto eu contribuí. Não sou de ficar humilhando, nem me achando melhor que ninguém. Trabalho sempre com o “nós” – comentou Laíla, que há 50 anos participa da produção do disco.

Vamos lembrar as apresentações na Cidade do Samba das treze escolas do Grupo Especial. Por ordem, Tuiuti, Grande Rio, São Clemente, União da Ilha, Império Serrano, Mangueira, Vila Isabel, Salgueiro, Portela, Unidos da Tijuca, Imperatriz, Mocidade e Beija-Flor.

 

Dia 17

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 18

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 19

Vídeo: Srzd

Foto: Vinícius Albudane

 

Fotos: Marcelo Moura/Mangueira

 

 

Dia 20

Fotos da Vila: Eduardo Hollanda

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 21

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 22

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Eduardo Hollanda

 

 

Dia 23

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

Por Luiz Felippe Reis

Solo adubado pelos enredos, irrigado nas sinopses e finalmente nesta sexta-feira, 20, a tão esperada colheita de sambas-enredo para o Carnaval 2018 chegou ao fim. Após emocionantes, polêmicas e acirradas finais dos concursos das obras concorrentes em dezenas de quadras espalhadas pelos quatro cantos do Rio de Janeiro, todas as escolas do Grupo Especial e da Série A já sabem as trilhas sonoras oficiais que serão tocadas na Sapucaí em fevereiro do ano que vem.

Vamos conhecê-las!

Em sua volta à Portela, a professora Rosa Magalhães dá mais uma aula com “De repente de lá pra cá e dirrepente de cá pra lá”. Uma crítica atual que aborda intolerância e xenofobia dentro de uma história encantadora de judeus fugidos da Europa, com destino ao Nordeste do Brasil, que contribuíram na formação de Nova York.

Compositores: Samir Trindade, Elson Ramires, Neyzinho do Cavaco, Paulo Lopita 77, Beto Rocha, J. Salles e Girão

Intérpretes: Tinga, Marquinhos Art’Samba, Diego Nicolau e Zé Paulo

 

 

 

 

Atual campeão, o carnavalesco Alexandre Louzada aposta na mesma fórmula vitoriosa de 2017. Pra quem uniu Brasil e Marrocos num desfile vencedor, “Namastê… A estrela que habita em mim, saúda a que existe em você” forma um elo do nosso país com a exuberante Índia do gigantesco Mahatma Ghandi e de tanta riqueza cultural e religiosa.

Compositores: Altay Veloso, Paulo César Feital, Zé Glória, J. Giovanni, Denilson do Rozário, Carlinhos da Chácara, Alex Saraiça e M. Meiners

Intérpretes: Zé Paulo e Igor Vianna

 

 

 

 

Sob o comando artístico de Alex de Souza, o Salgueiro se reencontra com um tema afro. “Senhoras do ventre do mundo” exalta históricas mulheres negras, que, apesar de seus feitos, tinham de lidar com o preconceito em suas épocas. Embora não seja focado na crítica, o enredo deixa uma mensagem contra a intolerância. A vermelho e branco busca o campeonato que não vem há nove anos.

Compositores: Xande de Pilares, Demá Chagas, Dudu Botelho, Renato Galante, Jassa, Leonardo Gallo, Betinho de Pilares, Vanderley Sena, Ralfe Ribeiro e W Corrêa

Intérpretes: Xande de Pilares, Leozinho Nunes e Luizinho Andanças

 

 

 

 

 

O carnavalesco Leandro Vieira meteu o dedo na ferida. “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” critica os destinos escolhidos pelo Carnaval e desbrava os porquês do evidente distanciamento popular das escolas. Reflexão imediata a partir do corte de verba da prefeitura de Marcelo Crivella, que não será poupado no desfile.

Compositores: Lequinho, Júnior Fionda, Alemão do Cavaco, Gabriel Machado, Wagner Santos, Gabriel Martins e Igor Leal.

Intérpretes: Tinga

 

 

 

 

O renomado casal de carnavalescos Renato e Márcia Lage e a Grande Rio brindam com alegria a Sapucaí no Domingo de Carnaval. “Vai para o trono ou não vai?” homenageia José Abelardo Barbosa, o gigante Chacrinha, um dos maiores comunicadores da história da televisão brasileira e figura emblemática da cultura nacional.

Compositores: Edispuma, Licinho JR., JL Escafura, Marcelinho Santos, Gylnei Bueno e Hélio Oliveira

Intérpretes: Ito Melodia e Leozinho Nunes

 

 

 

“Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu” é o enredo que vai fazer a Beija-Flor não se esconder da reflexão ante o dramático cenário de desigualdades, injustiças e amarguras sociais que emolduram a história brasileira. Um tema atual e disposto a lançar críticas sociais abrangentes, partindo da inspiração da história bicentenária de “Frankenstein”.

Compositores: Di Menor BF, Kiraizinho, Diego Oliveira, Bakaninha Beija Flor, JJ Santos, Julio Assis e Diogo Rosa.

Intérpretes: Tinga, Nino do Milênio e Bakaninha

 

 

 

 

Pela Imperatriz, Cahê Rodrigues faz “Uma noite real no Museu Nacional”, contando a história de 200 anos do espaço cultural, artístico e científico do Rio de Janeiro. O palácio serviu de casa para a família real, o que deve devolver à Imperatriz a cara suntuosa da década de 1990, quando a escola levou quatro campeonatos.O título não vai pra Ramos, bairro de origem da verde e branco, desde 2001.

Compositores: Júlio Alves, Jorge Arthur, Maninho do Ponto, Marcio Pessi, Piu das Casinhas

Intérpretes: Tinga

 

 

 

O carnavalesco Severo Luzardo põe a mesa, a Sapucaí come com os olhos e a União da Ilha experimenta um enredo sobre culinária: “Brasil bom de boca”. A ideia é mostrar os hábitos alimentares do brasileiro, passando pela influência estrangeira em nossos pratos. Da mesa de jantar ao galpão do boteco, tem pra todos os gostos.

Compositores: Ginho, Marcelão da Ilha, Flavinho Queiroga, Júnior, Thiago Caldas, John Bahiense, André de Souza e Prof. Hugo

Intérpretes: Tinga e Tuninho Jr.

 

 

 

Jorge Silveira, carnavalesco estreante no Grupo Especial, leva pra Avenida “Academicamente popular”, sobre os 200 anos da escola de belas artes do Rio de Janeiro, a mais importante da América latina. A sacada do artista é levar as artes plásticas ao público, com uma linguagem popular, alegre, mas cheia de conteúdo histórico que o tema exige.

Compositores: Ricardo Góes, Flavinho Segal, Naldo, Serginho Machado, Fabiano Paiva, Gustavo Clarão e Igor Marinho

Intérprete: Bruno Ribas

 

 

 

Atual campeão pela Portela, Paulo Barros foi para a Vila Isabel e vai transportar todo mundo na Sapucaí pra tempos que ainda virão. “Corra que o futuro vem aí” promete esbanjar tecnologia e impactar com muitas imagens de leitura direta e objetiva. Pra onde vamos? Como será o amanhã? Perguntas que a Vila se propõe a responder em ritmo de samba em 2018.

Compositores: Júlio Alves, Pinguim, JP, Marcelo Valência e Deco Augusto

Intérprete: Tinga, Marquinho Art’samba, Pepê Niterói e Rodrigo Gauz

 

 

 

 Ator, diretor, escritor, autor, dramaturgo e tudo mais Miguel Falabella é o dono dos holofotes da Tijuca em 2018. Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo lançam “Um Coração Urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem”, que mostra vida e obra do artista, um dos grandes escritores nacionais de entretenimento do país.
Compositores: Mart’nália, Fadico, Totonho, Marcelinho Moreira e Dudu
Intérprete: Wander Pires

Na Tuiuti, Jack Vasconcelos propõe reflexão com “Meu Deus, Meu Deus. Está extinta a escravidão?”. Após 130 da Lei Áurea, os negros ainda vivem sob as amarras do racismo e da falta de igualdade das oportunidades -uma “bondade cruel”, como definiu o carnavalesco na sinopse. Uma leitura histórica, imersa numa crítica atualíssima.

Compositores:Cláudio Russo, Moacyr Luz, Jurandir, Zezé e Aníbal.

Intérprete: Nino do Milênio

Na estreia pelo Império Serrano, o carnavalesco Fábio Ricardo aposta na cultura milenar da China para manter a verde e branco nove vezes campeã da festa na elite. “O Império do samba na rota da China”. A ideia é mostrar, além da riqueza histórica dos chineses, que a escola da Serrinha e o país asiático têm mais coisas em comum do que se possa imaginar.

Compositores: Tico do Gato, Chupeta, Henrique Hoffman, Lucas Donato, Arlindinho, Andinho Samara, Victor Rangel, Jefferson Oliveira, Ronaldo Nunes e André do Posto 7.

Intérprete: Tinga

 

 

SÉRIE A

Eis a safra:

COMPOSITORES: Zé Glória, William Lima, Gugu Psi, Lico Monteiro, Lucas Neves, Matheus Gaúcho e Lucas Macedo.

 

COMPOSITORES: Alexandre Naval, Filipe Medrado, Luiz Sapatinho, Pelé, Thiago Sousa, Marcio de Deus e Diego Tavares.

 

COMPOSITORES: Claudio Russo, Xande de Pilares, W. Corrêa, Ribeirinho, Alan Santos, Toninho do Trayler, Carlinhos do Mercadinho, Cabeça do Ajax e Jefinho Rodrigues.

 

COMPOSITORES: Bira, Oscar Bessa, Duda S.G., Márcio Rangel, Alexandre Villela, Guilherme Andrade, Adelyr, Bruno Soares e Rafael Raçudo.

 

COMPOSITORES: Marcio André, Anderson Benson, Amaury Cardoso, Ronaldo Nunes, Flavinho Segal, Marquinhos do Armazém e JR Vidigal

 

COMPOSITORES: Samir Trindade, Marcio André, Elson ramires, Paulo Lopita 77 e Núia

 

COMPOSITORES: Gabriel Martins, Bello, Wagner Big, Junior Fionda, Marcio André Filho, Jairo e Gigi da Estiva

 

COMPOSITORES: Claudio Russo, Diego Nicolau e Moacyr Luz

 

COMPOSITORES: Claudio Russo e André Diniz

 

COMPOSITORES: Felipe Filósofo, Ademir Ribeiro, Sérgio Joca, Orlando Ambrósio, Macaco Branco, Mário da Vila Progresso, Pacote, Xandinho Nocera, Fabio Borges, Ivan Câmara e Bertolo

 

COMPOSITORES: Preguinho, Tatiane Abrantes e Claudio Mattos

 

COMPOSITORES: Samir Trindade, Telmo Augusto, Fernandão, Girão, Marco Moreno, Marcelão e Thiago Meiners

 

COMPOSITORES: Diego Nicolau, Dudu Senna, Richard Valença , Renan Diniz, Orlando Ambrósio, Rafael Tinguinha, Rafael Prates, André Kaballa, Marcio de Deus, Washington Motta e Ivan Câmara

O Carnaval 2018 começa em pouco mais de três meses. A festa começa no dia 9/2, na Sexta-feira de Carnaval, com os desfiles da Série A, que tem continuidade no Sábado de festa. Domingo e Segunda rolam os desfiles do Grupo Especial.

 

Por Redação

O Carnaval 2018 vai ficar sem a maior festa popular que ele proporciona: os ensaios técnicos. É que a Liesa, através do presidente Jorge Castanheira, confirmou nesta quarta-feira, 4, que os treinos da Marquês de Sapucaí, que rolam sempre nos meses de janeiro e fevereiro, semanas antes dos desfiles oficiais, estão fora do calendário do próximo ano.

A falta de verba suficiente para a realização dos ensaios foi a argumentação usada pelo dirigente da liga, em entrevista ao Jornal Extra, para pôr um fim definitivo no mais emblemático evento de aproximação da festa com o povão. Há 15 anos os ensaios técnicos faziam parte das atividades de lazer dos cariocas, com entrada franca, o que garantia lotação máxima do Sambódromo nos dias dos treinos das escolas mais populares.

– O ensaio técnico está sendo cancelado porque a Liesa não tem recursos. Não tem como a gente fazer. Sem verba, só com patrocínio. Por enquanto, não tem. A Liesa vem bancando sozinha esses ensaios. Isso aí, pra gente, é um custo de R$ 3,5 milhões a R$ 4 milhões. Esse ano, infelizmente não vamos conseguir fazer – disse Castanheira ao jornal carioca.

Presidente da Liesa, Castanheira anuncia fim dos ensaios técnicos: ‘Não temos como fazer’ – Foto: Irapuã Jeferson

A afirmativa da Liesa confirma uma tendência, que vinha sendo cogitada desde os cortes de verba da prefeitura do Rio de Janeiro em 50% – caiu de R$ 2 milhões para R$ 1 milhão por escola. Em julho, após uma reunião, entre as várias que foram feitas, envolvendo dirigentes do Carnaval e o prefeito Marcelo Crivella, Castanheira já havia indicado um futuro incerto dos ensaios técnicos. Ainda no sétimo mês do ano, o Governo Federal fez uma espécie de reposição da subvenção retirada pelo município, o que, no entanto, não pode, segundo a liga, garantir a realização dos treinos no Sambódromo.

Escolas ainda esperam repasse de verba

Crivella prometeu quitar os três meses em débito com as escolas no último dia 25 de setembro, o que ainda não aconteceu. Mas a promessa da Riotur, empresa de turismo da prefeitura, é que a verba vai cair na conta das agremiações nos próximos dias. A subvenção deve ser repassada integralmente até o mês de novembro, de acordo com as negociações firmadas entre escolas e Crivella.

*Foto de capa: Alexandre Macieira/Riotur

Por Luiz Felippe Reis

O último fim de semana marcou um evento que anualmente mobiliza sambistas paulistanos e cariocas. As “24 horas de samba”, da Mocidade Alegre, une os dois principais carnavais do Brasil num mesmo palco durante um dia inteiro de festa e muito samba no pé.

O acontecimento deste ano reuniu Vai-Vai, Tom Maior e Águia de Ouro, além, é claro, da Mocidade Alegre, representando São Paulo, enquanto Mocidade Independente, Grande Rio e Salgueiro deram a marca da Cidade Maravilhosa na Terra da Garoa. O grupo Art Popular foi outra atração celebrada pelo bairro do Limão, na Zona Norte paulistana. Das 22h de Sábado, 30, até o mesmo horário do domingo, 1°, muitas atrações agitaram esse “viradão” do gênero mais brasileiro. Durante as 24 horas, a quadra ficou cheia, repleta de paulistas, cariocas e brasileiros de toda parte.

Sambistas do Rio já têm vaga certa para as “24 horas de samba” no calendário. Várias figuras conhecidas das escolas fluminenses estavam por lá, mesmo que não fossem se apresentar no palco da Mocidade Alegre.

Presidente da agremiação anfitriã, Solange Cruz sabe o esforço que se emprega para realização desse encontro tão tradicional quanto especial para o Carnaval brasileiro.

– É uma loucura a organização. É muita coisa pra resolver. É muita gente envolvida, mas todos comprometidos. O pessoal vem de tudo quanto é lugar, tem excursões. Algumas coisas fogem do nosso controle, mas o pessoal ama. É muito importante pra nós, ainda mais nos nossos 50 anos. Eu herdei esse evento dos fundadores da escola, meu pai, meus tios. A Mocidade sempre vai fazer o intercâmbio Rio e São Paulo. Não tenho como fugir, é muito esperado. A gente sempre mescla. E as escolas do Rio mostram um grande respeito e nós agradecemos muito que elas venham, e venham com o time principal – comentou Solange, há 14 anos à frente da “Morada do Samba”.

Primeira escola do Rio de Janeiro a se apresentar na Mocidade Alegre ainda na madrugada de domingo, a xará Mocidade Independente de Padre Miguel foi com um time completinho. O vice-presidente Rodrigo Pacheco, que esteve pela primeira vez no evento, fez questão de acompanhar a equipe da verde e branco e elogiou as “24 horas de samba”.

– É um evento fantástico. É muito importante pra bandeira do samba. É um evento que engrandece o Carnaval como um todo. Que tenhamos cada vez mais eventos assim, não só em São Paulo, mas no Rio de Janeiro também. A ideia de fazer no Rio existe, mas esse formato de evento em São Paulo já está bem estruturado. Tenho um pouco de receio se no Rio de Janeiro daria o movimento necessário, se as pessoas acompanhariam até o fim – disse Pacheco.

“O Rio de Janeiro precisa se espelhar muito na evolução de São Paulo”, disse Rodrigo Pacheco

Para o dirigente, o tradicional samba carioca precisa aprender em alguns setores com São Paulo. Entender a evolução do carnaval paulistano, pra ele, pode fazer os cariocas crescerem mais em departamentos ainda carentes na Cidade Maravilhosa.

– O Carnaval de São Paulo cresce a cada dia, e o Rio de Janeiro precisa dar um start em algumas coisas, é um assunto que estamos debatemos, as escolas estão conscientes. O Rio de Janeiro precisa se espelhar muito na evolução de São Paulo. O que pode evoluir no Rio é alavancar a assessoria de imprensa e marketing, precisamos de um impulso maior em relação à mídia e a esse retorno de marketing pra gente evoluir. Considero que a Mocidade (Independente de Padre Miguel) precisa de uma reestruturação, qualquer escola precisa se estruturar em relação a isso, o Carnaval como um todo – pontuou o vice-presidente independente.

Vídeos das apresentações das escolas cariocas:

Mais fotos por Irapuã Jeferson

Por Redação

Após meses de reuniões, acusações e justificativas, a prefeitura do Rio de Janeiro e as escolas de samba vão começar a se acertar. É que o prefeito Marcelo Crivella prometeu neste sábado, 16, quitar as parcelas atrasadas da subvenção municipal às agremiações do Grupo Especial. Os repasses dos meses de julho, agosto e setembro serão pagos no próximo dia 25, de acordo com o Jornal O Globo.

Nas reuniões entre Crivella e os dirigentes do samba, ficou definido que a prefeitura pagaria R$ 1 milhão por escola em cinco parcelas – de julho a novembro. Alegando complicações burocráticas, a prefeitura deve três meses – ou R$ 675 mil por agremiação. Com o acerto daqui a menos de 10 dias, ficará faltando apenas o investimento parcelado de outubro e novembro, no valor de R$ 325 mil.

Prefeitura do Rio deve começar a pagar as parcelas da subvenção no próximo dia 25, uma segunda-feira – Fotos: Divulgação e Reprodução/Internet

Em junho deste ano, o prefeito Marcelo Crivella decidiu cortar 50% da subvenção direcionada às escolas de samba – de R$ 2 milhões por agremiação passou a ser R$ 1 milhão. A decisão gerou desdobramentos: a primeira delas foi executada pela Liesa, que suspendeu os desfiles da Sapucaí do Grupo Especial. Pouco depois, a liga revogou a decisão. Incitando reações de toda sorte, a redução da verba continua sendo alvo de debates e gerou até manifestações de rua.

 

Por Redação

Crise nacional e corte de verba da prefeitura praticamente em 50%. Os fatos que se conjugaram contra o Carnaval poderiam formar um cenário caótico. Mas parece que o jogo virou, não é mesmo? Com R$ 13 milhões a menos de subvenção municipal, já que o prefeito Marcelo Crivella resolveu cortar quase metade dos incentivos, o Governo Federal resolveu investir na festa e anunciou a liberação de R$ 8 milhões, através da Caixa Econômica Federal, via Lei Rouanet, que permite abater do valor do imposto de renda parte dos investimentos em cultura.

Após o sinal verde do ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, o presidente da República Michel Temer garantiu – em reunião com os dirigentes do Carnaval em Brasília – compensar a perda de verba na esfera do município. Os detalhes da divisão da verba entre as escolas serão anunciados no próximo dia 24. Se o repasse for dividido em partes iguais, cada agremiação do Especial fica com cerca de R$ 615 mil.

Entenda a história:

Em junho deste ano, o prefeito Marcelo Crivella anunciou um corte de 50% da subvenção direcionada às escolas de samba. A decisão gerou desdobramentos: a primeira delas foi executada pela Liesa, que chegou a suspender os desfiles da Sapucaí do Grupo Especial.

Com a fogueira acesa, sambistas chegaram a sair às ruas para se manifestar contra a redução de verba. A partir daí, o prefeito recebeu os dirigentes e não arredou o pé, mantendo o valor de R$ 1 milhão para cada escola do Especial. Poucos dias depois, os presidentes das agremiações finalizaram as negociações e ficou estabelecido que o contrato dos anos anteriores seria mantido, só com a alteração, evidentemente, das datas e dos valores.

Outro acordo era de que o pagamento da subvenção seria feito em cinco parcelas. Quatro delas de R$ 225 mil e uma última de R$ 100 mil, com o primeiro pagamento previsto para o mês de julho. Até agora, dia 16 de setembro, nenhuma das duas primeiras partes foram quitadas.

Uma luz no fim do túnel surgiu com o apoio do Governo Federal, encabeçado pelo ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, que encampou a luta das escolas e prometeu repôr a verba perdida. Os dirigentes foram a Brasília e voltaram pra casa com a promessa dos R$ 13 milhões – R$ 1 milhão pra cada. Ainda não há previsão de quando a grana vai chegar, mas o anúncio dos R$ 8 milhões pela Caixa já deu alento.

*Foto de capa: Tatá Barreto/Riotur

 

Por Redação

A estonteante Juliana Paes, a “Bibi Perigosa” de “A Força do Querer”, roubou a cena na final de samba-enredo da Grande Rio, realizada na madrugada deste domingo, 3. É que ela foi coroada rainha de bateria da “Invocada” e roubou a cena em Caxias, na Baixada Fluminense.

Com direito a duas aparições no palco, a majestade primeiro foi apresentada pelo intérprete Emerson Dias, que cantou “Emoções” de Roberto Carlos, mas quem caiu na emoção foi a rainha, radiante pela festa em Caxias.

Após os sambas concorrentes e antes do anúncio do samba, “Bibi” finalmente assumiu o reinado, coroada pela ex-rainha Paloma Bernardi, que fez questão de passar o coroa, faixa e bastão para a sucessora.

– A saudade falou mais alto. Naquelas conversas antes de eu desfilar, a gente conseguiu chegar num consenso. Eu me senti tão acolhida, tão bem recebida, eu tô sem saber o que falar. O que eu tinha pra falar, eu esqueci. Vou tentar agradar o máximo possível.

Pra resumir a chegada na Grande Rio, ainda no palco, Juliana disse:

– A Invocada é foda – resumiu Juliana Paes pra logo dizer que o maridão – o empresário Carlos Eduardo Baptista – tinha pedido pra ela não falar palavrão. Adiantou nada kkkkk.

A rainha ainda deu uma cutucada de leve no prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, que decidiu recentemente cortar em 50% a subvenção municipal às escolas de samba.

– Espero que nosso prefeito possa entender que carnaval é festa da arte, da cultura, e uma festa do amor, e precisa do apoio, sim, da prefeitura. o turismo que a gente traz é lindo, a energia que a gente coloca na Marquês de Sapucaí não tem preço que pague

Fotos: Marcello Sa Barretto, Rodrigo dos Anjos e Daniel Pinheiro/AGNews

 

 

Fotos: Irapuã Jeferson

Por -

Por Luiz Felippe Reis

Após quase um mês de polêmicas, parecia que o arranca-rabo envolvendo a prefeitura do Rio de Janeiro e as escolas de samba já tinha acabado. Que nada! Após cortar metade da subvenção – de R$ 2 milhões passou para R$ 1 milhão -, a nova investida do prefeito Crivella, segundo alguns dirigentes do samba, é alterar cláusulas do contrato com a Liesa para aumentar a arrecadação do município em cima das agremiações.

De acordo com o presidente da União da Ilha, Ney Filardi, a estratégia da Riotur, empresa de turismo da prefeitura, é faturar em cima das sobras dos ingressos de arquibancadas, frisas, cadeiras e camarotes, e ainda nas publicidades internas e externas do Sambódromo. O dirigente da tricolor está uma fera com tal possibilidade. Para ele, Crivella quer “acabar com o Carnaval”.

– Isto quer dizer o seguinte: a prefeitura ficaria com mais dinheiro do que daria pras escolas, o que é um absurdo. E mais uma vez não cumpre o que promete. Esse prefeito está de brincadeira – reclamou Ney no Facebook oficial da União da Ilha.

Prefeitura do Rio, de Marcelo Crivella, ainda não pagou as duas primeiras parcelas da subvenção pras escolas de samba, e a Riotur redigiu um novo contrato de parceria com a Liesa para ‘faturar’ em cima de ingressos e publicidades do Carnaval – Foto: Divulgação

“Eu tô pegando empréstimo com juros altíssimos”, reclama dirigente

Ao Sambarazzo, o presidente esbravejou ainda mais e disse que a alegação de “problemas burocráticos” usada pelo prefeito para justificar o não pagamento das primeiras parcelas da subvenção é uma “mentira”.

– Numa dessas reuniões, ele nos disse que só mudaria valores e as datas no contrato. Ele disse que não pagou por problemas burocráticos, mentira dele. Não pagou, e mudou o contrato. Eu tô pegando empréstimo em banco, com juros altíssimos. Ele quer acabar com o Carnaval – concluiu.

Durante a semana, em entrevista ao Sambarazzo, o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, também já havia apontado esse desvio no acordo firmado entre Crivella e as escolas de samba nas reuniões realizadas na sede da prefeitura em junho:

– Mais uma vez ele faltou com a verdade. A mim, sinceramente, não me pegou muito de surpresa. Ele não gosta de Carnaval. Na reunião que tivemos, ele disse que no mês de julho iria pagar as parcelas, não pagou ainda. Ele disse na reunião que não iria mudar o contrato, mas mudou.

Presidentes da União da Ilha e Unidos da Tijuca falaram ao Sambarazzo sobre mais um capítulo do arranca-rabo entre prefeitura e escolas de samba – Fotos: Irapuã Jeferson e Divulgação

ENTENDA O CASO

Em junho deste ano, o prefeito Marcelo Crivella anunciou um corte de 50% da subvenção direcionada às escolas de samba. A decisão gerou desdobramentos: a primeira delas foi executada pela Liesa, que chegou a suspender os desfiles da Sapucaí do Grupo Especial.

Com a fogueira acesa, sambistas chegaram a sair às ruas para se manifestar contra a redução de verba. A partir daí, o prefeito recebeu os dirigentes e não arredou o pé, mantendo o valor de R$ 1 milhão para cada escola do Especial. Poucos dias depois, os presidentes das agremiações finalizaram as negociações e ficou estabelecido que o contrato dos anos anteriores seria mantido, só com a alteração, evidentemente, das datas e dos valores.

Outro acordo era de que o pagamento da subvenção seria feito em cinco parcelas. Quatro delas de R$ 225 mil e uma última de R$ 100 mil, com o primeiro pagamento previsto para o mês de julho. Até agora, dia 31 de agosto, nenhuma das duas primeiras partes foram quitadas.

Presidente da República, Michel Temer garantiu a ‘compensação’ da verba cortada pela prefeitura do Rio – Foto: Divulgação

Uma luz no fim do túnel surgiu com o apoio do Governo Federal, encabeçado pelo ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, que encampou a luta das escolas e prometeu repôr a verba perdida. Os dirigentes foram a Brasília e voltaram pra casa com a promessa dos R$ 13 milhões – R$ 1 milhão pra cada. Ainda não há previsão de quando a grana vai chegar, mas a esperança continua.

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Rainha de bateria da Grande Rio, a atriz Juliana Paes esteve no barracão da escola na Cidade do Samba, no Centro do Rio, nesta quinta-feira, 24, e parou o complexo de barracões. Por onde passou, a Bibi perigosa de “A Força do Querer”, novela das 21h da TV Globo, chamou atenção dos sortudos que estavam na fábrica de alegorias das agremiações do Grupo Especial.

Ela, que aproveitou a visitinha pra conhecer o figurino criado pelos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage para brilhar na Sapucaí, já tá toda ansiosa para o dia da grande final de samba-enredo da tricolor e também da coroação dela como realeza máxima da bateria ‘Invocada”. É que os dois acontecimentos rolam na mesma data, 2 de setembro, um sábado, na quadra em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Em maio, Juliana Paes topou o convite pra ser rainha de bateria da escola e, mesmo balançada por causa dos compromissos profissionais e da maternidade – ela é mãe de dois meninos, Antônio e Pedro -, considerou irresistível o chamado do presidente de honra da escola, Jayder Soares, e do promoter e amigo David Brazil, e disse o esperado “sim” à tricolor de Caxias.

Ela entra no lugar da também atriz Paloma Bernardi, que teve dois anos de reinado à frente dos ritmistas de mestre Thiago Diogo.

Vale prestigiar a coroação de Juliana e conhecer a trilha sonora oficial do enredo “Vai para o trono ou não vai?”, em homenagem ao apresentador de TV Abelardo Barbosa, o Chacrinha, de autoria dos carnavalescos Renato e Márcia Lage, estreantes na escola.

*Fotos: David Brazil

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‘Muito feliz’! Rainha de bateria da Grande Rio, Juliana Paes convoca pra final de samba

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Ex-presidente da Mangueira, Ivo Meirelles foi no mínimo um dos dirigentes mais comentados do Carnaval nos últimos anos. Entre inovações e polêmicas, o sambista deixou amigos e rivais dentro da verde e rosa, de sua eleição em 2010 até a saída, três anos mais tarde. Após algum tempo afastado, o músico pode voltar com tudo aos desfiles da Marquês da Sapucaí, só que pela Grande Rio, em 2018.

É que o artista e ex-dirigente mangueirense está disputando o concurso de samba-enredo da Grande Rio. Na parceria com Myngal, Murilo Rayol, Celsinho Mody, Bruno W. À. e Fabio Rezende, ele espera elevar o samba concorrente ao status de trilha sonora oficial da tricolor de Caxias, que exalta em 2018 o comunicador Abelardo Barbosa, o Chacrinha.

Ivo no clipe do samba concorrente da Grande Rio – Foto: Reprodução/Youtube

À revista Época, Ivo explicou a nova empreitada agora pela Grande Rio.

– Mangueira é meu DNA, nasci lá, mas 98% da diretoria não gosta de mim, não me curte. Isso me deixa impotente na escola. Quando eu descobri que a Grande Rio ia homenagear o Chacrinha, que sempre foi uma referência, deu muita vontade de disputar. Mas é uma loucura, vão tacar pedra em mim, não é? – pergunta o artista, que também tem uma obra no concurso da Mocidade Alegre, escola de samba de São Paulo.

Confira o samba:

 

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Não é de hoje que a irmandade entre as escolas de samba é uma vocação dos dirigentes do Carnaval. Por uma questão de gratidão, por exemplo, o presidente da São Clemente, Renato Almeida Gomes, o Renatinho, está na torcida para que a Grande Rio finalmente vença o Grupo Especial. Tal feito seria encarado por ele como um ‘sonho’ realizado.

O mandachuva da São Clemente explica que é uma questão de merecimento pelos esforços do presidente de honra da tricolor, Jayder Soares.

– O Jayder é um louco apaixonado pelo Carnaval, é tarado pela Grande Rio. Se disserem pra ele que tem um cavalo que é a sensação do momento, ele corre lá e paga, porque a Grande Rio merece o melhor. Acho que, de todos, ele é o mais apaixonado pelo Carnaval. Por isso, merece ser campeão. Meu sonho é ver a Grande Rio campeã. Jayder foi o cara que mais trouxe marcas de peso para o Carnaval, como Ambev, Vale do Rio Doce, Nestlé… Trouxe e fez grandes carnavais. É uma escola nova, mas que não deve nada a ninguém. Os artistas, que muita gente reclama, dão um estrelato bom. Os reis devem ser sempre os sambistas, mas os artistas são um show à parte, todo mundo quer ver. Quem disse que não, tá mentindo – revela Renatinho, que mantém a São Clemente há sete anos na elite. A escola dele, assim como a Grande Rio, nunca venceu no Especial.

Presidente da São Clemente elogia mandachuva da Grande Rio, Jayder Soares: ‘Ele é o mais apaixonado por Carnaval, merece ser campeão’ – Fotos originais: Vicente Rodrigues e Rafael Arantes

Além do merecimento levantado pelo dirigente, há também nessa torcida uma pegada de gratidão por tudo que a Grande Rio já fez pela São Clemente anos atrás. Ao lembrar do passado, Renatinho fala também de Anísio, da Beija-Flor.

– No início da estrutura da São clemente, de 1998 pra cá, ele (Jayder) e o Anísio (Abraão David, presidente de honra da Beija-Flor) ajudaram a gente. Primeiro carro motorizado foi o Anísio que deu. Eu pegava todas as estruturas dele. Aí, ele me apresentou ao Jayder, e comecei a pegar tudo dele também, que sempre foi generoso e estendeu a mão pra me ajudar. Acho que um dos caras mais sonhadores e investidores do Carnaval é o ‘Seu’ Jayder. Se a Grande Rio ganhasse, ele ia ficar feliz igual criança com bala na boca. Todos os dirigentes sabem o investidor que ele é. Hoje a São Clemente já não precisa mais de tanta ajuda. Adquiri o respeito dos dirigentes, são pessoas bacanas, conversam bastante comigo. Anísio foi o que mais me ajudou depois que o meu pai morreu (Ivo da Rocha Gomes, fundador da São Clemente) – conta.

Fora as ações pelo Carnaval e pela São Clemente, o dirigente da escola de Botafogo lembra de uma ajuda pessoal que o presidente de honra da Grande Rio deu a ele e à família.

– Uma coisa que não esqueço nunca foi do Natal de 2002. A gente (a família de Renatinho) tava quebrado. Seu Jayder foi lá e me deu um presente, deixou uma merreca pra fazer o Natal lá de casa, disse que era pra podermos fazer o Natal que sempre fizemos. A gente colocava umas 40 pessoas lá em casa, era um evento muito bonito, tradicional já. Seu Jayder descobriu que a gente estava triste e me procurou pra ajudar. Foi lá em casa, em Botafogo, levar a ajuda. Ficamos todos sem graça – recorda.

Boato sobre morte de Anísio no Carnaval 2015 deixou Renatinho abalado: ‘Desfilei mal’ – Fotos: Irapuã Jeferson e Felipe Araújo

Há alguns anos, um boato de mau gosto tomou conta da Sapucaí durante os desfiles do Grupo Especial: Anísio Abraão David teria morrido em casa. A mentira se espalhou e atingiu Renatinho, que mal conseguiu desfilar, abalado pela notícia que corria.

– Desfilei mal. Me pegaram. Todo mundo me pedindo ‘calma, meu irmão’. Nem desfilei com camisa. Quase desfilei mijado, troquei de roupa. Boato na Avenida toda. A São clemente ia entrar, sacanagem. É um cara que a gente ama – se declara o dirigente.

A Grande Rio já foi vice-campeã do Carnaval três vezes – 2005, 2006 e 2010 – e já venceu o Grupo de Acesso em 1992. A melhor posição da São Clemente no Especial foi um 6° lugar em 1990. A escola, no entanto, é tetracampeã da principal divisão de acesso – ganhou em 1966, 2003, 2007 e 2010.

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Maior revelação do Carnaval dos últimos três anos, o carnavalesco Leandro Vieira, da Mangueira, virou um dos artistas com as criações mais esperadas da festa. A inspiração para tal talento ele tem de onde tirar: Renato Lage, da Grande Rio, e Rosa Magalhães, da Portela, que juntos já ganharam 10 vezes o desfile das escolas de samba e marcaram época principalmente durante a década de 1990.

Leandro Vieira e seus dois inspiradores: Rosa Magalhães e Renato Lage – Foto: Irapuã Jeferson

Quase num duelo entre criador e criatura, Leandro e Renato nutrem uma rivalidade sadia, baseada na admiração, no respeito e na motivação para superar o outro. Em 2016, primeiro ano de Vieira no Especial, a vitória foi do mais jovem, título da Mangueira e 4° lugar para o Salgueiro de Lage. Em 2017, deu Renato. Salgueiro ficou em 3° e a verde e rosa em 4°.

– Eu tinha falado que não ia tirar na minha frente, e não tirou. Eu falo de brincadeira, porque eu torço por ele. Um menino que tem valor e está no caminho certo. Ele sabe aproveitar as oportunidades, até com esse enredo. Ele já ganhou uma vez. Ele me dá ânimo – admitiu Renato Lage, que fará sua estreia na Grande Rio ano que vem.

Dois dos principais carnavalescos do Carnaval, Leandro Vieira (Mangueira) e Renato Lage (Grande Rio) são amigos, mas mantêm, com muito bom humor, uma rivalidade sadia – Foto: Sambarazzo

“Perder pro Renato é mesma coisa que estar ganhando”, diz Leandro Vieira.

A brincadeira/rivalidade entre os amigos ganha nova força em 2018. Grande Rio e Mangueira desfilam coladinhas no Domingo de Carnaval; a tricolor é a 5ª e a escola do Palácio do Samba é 6ª. Leandro quer o segundo campeonato, mas em caso de perder pra Lage, o cara não vai ficar tão abalado.

– Perdi pra ele naquele buraco. Mas eu torço pelo Renato pra caramba, é um cara que me apoia em tudo, é um mestre. Perder pro Renato é mesma coisa que estar ganhando. Ganha o mesmo Carnaval. No próximo ano, eu venho coladinho nele – tirou sarro Leandro, no terceiro ano consecutivo na Estação Primeira.

Logo depois de Leandro no Domingo de Carnaval, Lage ganha ainda mais motivação com o trabalho na Grande Rio.

“A Mangueira do Leandro vem atrás da gente, e isso dá ainda mais vontade de fazer chover”

– Há uma admiração, uma reverência, mas cada artista tem a sua visão, sua maneira de pegar. Ele é carnavalesco, acho que sou artista e menos carnavalesco. Eu falo sempre pra ele, cuidado que eu sou um senhor de idade. Mas, assim, domingo tá legal. A Mangueira do Leandro vem atrás da gente, e isso dá ainda mais vontade de fazer chover – disse.

Já que o assunto são desfiles, quem vai estar na Sapucaí, já nas altas horas da madrugada, vai acompanhar estilos opostos de desfiles nessa sequência Grande Rio-Mangueira. Lage se veste de irreverência para saudar Chacrinha; Vieira vai largar mão da crítica, fazendo repensar o modelo de carnaval atual.

“O enredo da Renato e o da Rosa são os melhores”

O carnavalesco da verde e rosa sabe bem que uma figura do peso como um Chacrinha nas mãos e mente do mestre Renato é um ‘perigo’:

– Chacrinha na mão do Renato é um perigo. Chacrinha é um personagem da cultura brasileira super emblemático. Além da trajetória na TV, tem toda a questão da ligação dele com a música popular brasileira, com a Tropicália. A ligação do Chacrinha com Carnaval… ele é um personagem altamente carnavalesco, e o Renato sabe fazer isso muito bem. Pra mim, o enredo do Chacrinha, junto com o da Rosa (Portela, “De repente de lá pra cá e dirrepente daqui pra lá”) são os dois melhores. Gosto de ler as sinopses de todos os enredos, admito que têm umas que eu leio pulando. Mas é sempre bom saber do que as escolas vão falar.

A Grande Rio brinda com alegria a Sapucaí: “Vai para o trono ou não vai?” homenageia Abelardo Barbosa, o Chacrinha, um dos maiores comunicadores da televisão brasileira e figura emblemática da cultura nacional – Foto: Divulgação

“O samba sempre teve essa pegada crítica, e hoje não pode mais fazer isso, houve uma certa censura.”

“Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”, de Leandro Vieira, propõe uma critica aos destinos escolhidos pelo Carnaval e desbrava os porquês do evidente distanciamento popular das escolas. Reflexão imediata a partir do corte de verba da prefeitura de Marcelo Crivella, que não será poupado no desfile. Renato Lage curtiu a sacada.

– Leandro foi oportuno. Buscou até um samba lá de trás pro título. O samba sempre teve essa pegada crítica, e hoje não pode mais fazer isso, houve uma certa censura. Tem que ser politicamente correto e tal. E a Mangueira é ótima pra fazer isso, é uma escola do povo. O Brasil tá precisando disso – comentou.

No Domingo de Carnaval, na sessão coruja, a Grande Rio apresenta “Vai para o trono ou não vai?”, e a Mangueira, logo na sequência, vai criticar os moldes dos desfiles modernos e propor um resgate à identidade e raiz da festa.

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Fim da linha para o período mais misterioso do Carnaval: o da escolha dos enredos. Todas as 13 escolas do Grupo Especial já sabem – e todo mundo também – sobre o que vão falar no próximo desfile.

O resgate de temas críticos se destaca. Pelo menos cinco enredos abriram as portas a reflexões de toda sorte, seja de caráter social ou cultural. Racismo (Tuiuti), xenofobia (Portela), preconceito contra mulheres (Salgueiro), desigualdade social (Beija-Flor) e até um debate mais profundo sobre os destinos da festa na Sapucaí, com a Mangueira. Outras narrativas históricas e culturais também compõem uma safra de enredos digna de aplausos.

DOMINGO

Na estreia pelo Império Serrano, o carnavalesco Fábio Ricardo aposta na cultura milenar da China para manter a verde e branco nove vezes campeã da festa na elite. A ideia é mostrar, além da riqueza histórica dos chineses, que a escola da Serrinha e o país asiático têm mais coisas em comum do que se possa imaginar.

 

 

Jorge Silveira estreia no Especial e leva pra Avenida “Academicamente popular”, sobre os 200 anos da escola de belas artes do Rio de Janeiro, a mais importante da América latina. A sacada do artista é levar as artes plásticas ao público, com uma linguagem popular, alegre, mas cheia de conteúdo histórico que o tema exige.

 

Atual campeão pela Portela, Paulo Barros foi para a Vila Isabel e vai transportar todo mundo na Sapucaí pra tempos que ainda virão. “Corra que o futuro vem aí” promete esbanjar tecnologia e impactar com muitas imagens de leitura direta e objetiva. Pra onde vamos? Como será o amanhã? Perguntas que a Vila se propõe a responder em ritmo de samba em 2018.

 

 

Na Tuiuti, Jack Vasconcelos propõe reflexão com “Meu Deus, Meu Deus. Está extinta a escravidão?”. Após 130 da Lei Áurea, os negros ainda vivem sob as amarras do racismo e da falta de igualdade das oportunidades -uma “bondade cruel”, como definiu o carnavalesco na sinopse. Uma leitura histórica, imersa numa crítica atualíssima.

 

 

O renomado casal de carnavalescos Renato e Márcia Lage e a Grande Rio brindam com alegria a Sapucaí no Domingo de Carnaval. “Vai para o trono ou não vai?” homenageia José Abelardo Barbosa, o gigante Chacrinha, um dos maiores comunicadores da história da televisão brasileira e figura emblemática da cultura nacional.

 

 

Leandro Vieira meteu o dedo na ferida. “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” critica os destinos escolhidos pelo Carnaval e desbrava os porquês do evidente distanciamento popular das escolas. Reflexão imediata a partir do corte de verba da prefeitura de Marcelo Crivella, que não será poupado no desfile.

 

Atual campeão, Alexandre Louzada aposta na mesma fórmula vitoriosa de 2017. Pra quem uniu Brasil e Marrocos num desfile vencedor, “Namastê… A estrela que habita em mim, saúda a que existe em você” forma um elo do nosso país com a exuberante Índia do gigantesco Mahatma Ghandi.

 

SEGUNDA

O multifacetado Miguel Falabella é o dono dos holofotes da Tijuca em 2018. Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo lançam “Um Coração Urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem”, que mostra vida e obra do artista, um dos grandes escritores nacionais de entretenimento do país.

 

 

 

Em sua volta à Portela, a professora Rosa Magalhães dá mais uma aula com “De repente de lá pra cá e dirrepente daqui pra lá”. Uma crítica atual que aborda intolerância e xenofobia dentro de uma história encantadora de judeus fugidos da Europa, com destino ao Nordeste do Brasil, que contribuíram na formação de Nova York.

 

 

Severo Luzardo põe a mesa, a Sapucaí come com os olhos e a União da Ilha experimenta um enredo sobre culinária: “Brasil bom de boca”. A ideia é mostrar os hábitos alimentares do brasileiro, passando pela influência estrangeira em nossos pratos. Da mesa de jantar ao galpão do boteco, tem pra todos os gostos.

 

 

 

Sob o comando artístico de Alex de Souza, o Salgueiro se reencontra com um tema afro. “Senhoras do ventre do mundo” exalta históricas mulheres negras, que, apesar de seus feitos, tinham de lidar com o preconceito em suas épocas. Embora não seja focado na crítica, o enredo deixa uma mensagem contra a intolerância.

 

 

 

Pela Imperatriz, Cahê Rodrigues faz “Uma noite real no Museu Nacional”, contando a história de 200 anos do espaço cultural, artístico e científico do Rio de Janeiro. O palácio serviu de casa para a família real, o que deve devolver à Imperatriz a cara suntuosa da década de 1990, quando a escola levou quatro campeonatos.

 

“Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu” é o enredo que vai fazer a Beija-Flor não se esconder da reflexão ante o dramático cenário de desigualdades, injustiças e amarguras sociais que emolduram a história brasileira. Um tema atual e mais um a lançar críticas sociais abrangentes.

 

O Carnaval do Grupo Especial começa em pouco mais de seis meses, a partir do dia 11 de fevereiro.

 

Foto de capa: Cezar Loureiro/Riotur

Por Redação

Crise nacional e corte de verba da prefeitura praticamente em 50%. Os fatos que se conjugaram contra o Carnaval poderiam formar um cenário caótico. Mas parece que o jogo virou, não é mesmo? Com R$ 13 milhões a menos de subvenção municipal, já que o prefeito Marcelo Crivella resolveu cortar quase metade dos incentivos, o Governo Federal e até o estadual voltaram à cena carnavalesca.

Carnaval 2018 terá incentivos das três esferas de poder: R$ 13 milhões do Governo Federal; R$ 13 milhões do município; e R$ 12 milhões em isenções para patrocinadores do Carnaval pelo estado – Foto: Fernando Grilli/Riotur e logos/Divulgação

Crivella e Liesa fizeram três reuniões, mas não houve lábia que demovesse o prefeito de tirar R$ 1 milhão de cada escola de samba, exatamente a metade do que as agremiações receberam em 2017. Diante da tesourada, os dirigentes viram uma luz no fim do túnel quando o jornalista carioca Sérgio Sá Leitão foi anunciado como novo ministro da Cultura e, logo de cara, mostrou empenho na operação Carnaval.

Dirigentes das escolas e prefeito marcaram encontros, e a vontade do político em reduzir verbas prevaleceu – Foto: Divulgação

Os interesses do ministro, do deputado federal Pedro Paulo e do próprio presidente da República fizeram Michel Temer abrir o cofre e agitar mais R$ 13 milhões – R$ 1 milhão pra cada – em verbas para os desfiles das escolas do Especial. O repasse ficou definido na última terça-feira, 25, numa série de reuniões em Brasília, a capital federal.

Enquanto isso, no mesmo dia, no Rio de Janeiro, o presidente da Riotur Marcelo Alves se reuniu com o secretário estadual de Cultura, André Lazaroni, e garantiu R$ 12 milhões em renúncia fiscal de ICMS às empresas que virarem parceiras do Carnaval 2018. A empresa de turismo municipal lançou um chamamento público e espera o dia 15 de agosto para conhecer as marcas interessadas.

Peregrinação em Brasília foi positiva para as escolas, que trouxeram para o Rio de Janeiro R$ 13 milhões em investimentos ao Carnaval 2018. Na foto: Fernando Horta (presidente da Unidos da Tijuca), Chiquinho da Mangueira (presidente da Mangueira), Regina Celi (presidente do Salgueiro), Pedro Paulo (deputado federal), Jorge Castanheira (presidente da Liesa), Selminha Sorriso (porta-bandeira da Beija-Flor), Michel Temer (presidente da República), Tia Surica (Portela), Milton Cunha (Comentarista de Carnaval), Luís Carlos Magalhães (presidente da Portela), Almir Reis (vice-presidente da Beija-Flor), Rodrigo Pacheco (vice-presidente da Mocidade), Eliseu Padilha (ministro-chefe da Casa Civil) e Milton Perácio (presidente da Grande Rio) – Foto: Divulgação

Há três anos, até o Carnaval 2014, o Governo Federal, através da Petrobras, investia R$ 1 milhão em cada escola de samba do Grupo Especial. O Governo Estadual também entrava na jogada e financiava mais R$ 500 mil por agremiação. Com o início da crise, o governador Luiz Fernando Pezão decidiu não dar prosseguimento ao aporte. A queda vertiginosa no mercado da Petrobras fez a empresa petrolífera brasileira sair fora do financiamento também. Com as retrações de verba, o prefeito Eduardo Paes tomou a decisão de dobrar o investimento no samba e ampliou a subvenção para R$ 2 milhões por agremiação.

GOVERNO MUNICIPAL

Marcelo Crivella resolveu cortar 46% da subvenção. De R$ 24 milhões caiu para R$ 13 milhões. Após negociações, a Riotur garantiu, através de um edital de convocação, que vai tentar mais R$ 6,5 milhões – R$ 500 mil pra cada – com a iniciativa privada.

GOVERNO FEDERAL

O presidente Michel Temer garantiu R$ 13 milhões às escolas de samba – R$ 1 milhão pra cada. A grana deve advir de uma fusão de esforços dos ministérios da Cultura e do Turismo, comandados por Sérgio Sá Leitão e Marx Beltrão, respectivamente.

GOVERNO ESTADUAL

Em crise profunda, o estado não entra no negócio com verbas diretas. O secretário de cultura do Rio de Janeiro, André Lazaroni, garantiu à Riotur um benefício importante às empresas que decidirem patrocinar o Carnaval: R$ 12 milhões em isenções de ICMS, que é o imposto sobre circulação de mercadorias e serviços.

O Carnaval 2018 será no primeiro decanato de fevereiro, começando no dia 9. Os desfiles do Grupo Especial começam no dia 11. Império Serrano, São Clemente, Vila Isabel, Tuiuti, Grande Rio, Mangueira, Mocidade, Unidos da Tijuca, Portela, União da Ilha, Salgueiro, Imperatriz e Beija-Flor lutam pelo título da elite da festa mais popular do Brasil.

 

Por Redação

Empolgada com o carnaval da Grande Rio de 2018, que vai homenagear Chacrinha – apresentador que fez história na TV brasileira de 1950 a 1980 -, a ex-assistente de palco do comunicador, Rita Cadillac, participou da apresentação dos sambas concorrentes na quadra da tricolor, em Caxias, na noite deste domingo, 22.

Como apareceu de surpresa no evento, Rita causou alvoroço nas dependências da escola, que, tão logo notou a presença da mais famosa entre as chacretes, a convidou a curtir a noite de samba no camarote VIP de Jayder Soares, presidente de honra da agremiação, que já aproveitou para convocá-la para o desfile em homenagem ao “Velho Guerreiro”, o primeiro assinado pelos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage na escola.

Jayder Soares fez as honras da casa e deu as boas-vindas à ex-assistente de palco de Chacrinha, enredo da Grande Rio para 2018 | Foto: Divulgação

A Grande Rio será a quinta a entrar na Sapucaí no Domingo de Carnaval, dia 11 de fevereiro.

Todo mundo da escola correu pra tietar a ex-chacrete | Foto: Reprodução/Internet

Por Redação

A sorte foi lançada. As 13 escolas do Grupo Especial conheceram na noite deste sábado, 15, a posição exata em que vão desfilar no Carnaval 2018. Mas Mocidade e Tuiuti foram além do sorteio, que rolou durante a quarta edição da Carnavália Sambacon, no Centro do Rio, e resolveram, em comum acordo, trocar as posições sorteadas nas bolinhas.

O apresentador da Liesa, Jorge Perlingeiro, com o vice-presidente da Mocidade, Rodrigo Pacheco, e o presidente da Tuiuti, Renato “Thor. Entre eles, ainda, o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta – Foto: Irapuã Jeferson

A verde e branco perdeu a disputa entre os pares com a Portela e ficou no Domingo, enquanto a Tuiuti nem testou a sorte, já que estava previamente posicionada como a última escola do primeiro dia, mas livre para alterar, caso quisesse. E assim foi. Mocidade passou ao derradeiro posto, enquanto a representante de São Cristóvão ficou na quarta posição da noite de abertura do Grupo Especial.

Vice-presidente da Mocidade, Rodrigo Pacheco queria a Mocidade com a concentração em frente ao prédio dos correios, e o presidente da Tuiuti, Renato “Thor”, tava de olho num horário um pouco mais cedo.

– Pra gente é melhor, a gente já tem uma estrutura montada pra desfilar nos Correios, teríamos que montar uma estrutura nova no Balança. E a questão de horário também, pra Tuiuti era melhor, ele (Thor) queria desfilar mais cedo, chegamos a um denominador comum. Não houve resistência dele. A gente já deixou ajustado desde antes – revelou Rodrigo Pacheco.

Com a última posição de domingo já garantida, “Thor” era possivelmente o dirigente menos ansioso entre todos da noite de sábado. Ao fim das contas, bom pra ambas as partes.

– Tô numa posição confortável. O que for bom pra gente, a gente troca. Mas vamos fazer um belíssimo Carnaval para que a Tuiuti seja vista como uma escola do Grupo Especial. Infelizmente, aconteceu o que aconteceu ano passado… acidentes acontecem. Eu não trabalhei um ano inteiro para aquilo acontecer. Mas repito hoje aqui. A Tuiuti é uma escola do Especial e quem esperar vai ver – disse “Thor” pouco antes do sorteio.

As duas escolas de samba já têm enredo. Enquanto a Mocidade vai exaltar a Índia, país da Ásia Meridional, com “Namastê: a Estrela que habita em mim, saúda a que existe em você”, de Alexandre Louzada, a Tuiuti lança um tema capaz de fazer refletir: ‘Meu Deus! Meu Deus! Está extinta a escravidão?”, de Jack Vasconcelos.

O Carnaval 2018 está marcado para a segunda semana de fevereiro, a partir do dia 9 (Sexta-feira).

 

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A Beija-Flor de Nilópolis conta com um time que reúne algumas das figuras mais famosas do Carnaval, como Neguinho da Beija-Flor e Selminha Sorriso. Mas o nome da escola a roubar a cena na noite deste sábado, 15, foi o de um cara pouco conhecido do público: Almir José Reis.

Atuando nos bastidores da azul e branco – ele é diretor financeiro da agremiação -, coube ao dirigente a missão de tirar do globo de sorteio as bolinhas que definiriam a ordem da Beija nos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial e a data de apresentação. A sorte sorriu tanto para Almir, que ele acabou sendo a estrela do evento, que rolou durante a quarta edição da Carnavália Sambacon, no Centro do Rio.

Almir conseguiu a façanha de sortear, nas duas oportunidades que teve, as bolas mais altas possíveis (10, e posteriormente 6), que colocaram a Beija-Flor de Nilópolis onde ela queria: encerrando o Carnaval 2018, sendo a sexta e última escola a desfilar no Sambódromo carioca.

– Nem dormi direito. Quando soube que seria eu a sortear, há duas semanas, já não consegui mais dormir direito, é muita responsabilidade. Fiquei nervoso na hora de tirar a bolinha, qualquer um ficaria – revelou ao Sambarazzo.

Foto: Sambarazzo
Sobre a dose elevada de sorte testemunhada pelos convidados e que impressionou os demais dirigentes, ele diz não ter sido exatamente uma surpresa: ele se intitula um sujeito sortudo.

Chiquinho da Mangueira, à direita, tirou a bola 9 e, como a maioria dos presentes, já achou que o “jogo” estava ganho. Mas a sorte de Almir falou mais alto, e ele tirou a bola 10, podendo escolher o dia da Beija-Flor entrar na Avenida: Segunda-Feira de Carnaval | Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

– Acho que isso foi resultado de amor mesmo ao Carnaval. A gente faz com tanto carinho, que acontece. Mas já me considero uma pessoa de sorte. Comprei uma rifa que nem queria uma vez, por insistência de uma senhora em Nilópolis, e não é que ganhei uma cesta básica? – lembrou.

Foto: Eduardo Hollanda

Quem curtiu a mão santa de Almir foi Neguinho da Beija-Flor, que, gaiato toda vida, pediu ao amigo as seis dezenas da Mega Sena.

– Me dá o número, porque sorte assim eu nunca vi – comentou, às gargalhadas.

Patrono da azul e branco, Anísio Abraão David foi outro a celebrar o desempenho de Almir.

– Ele já ligou, gritou no telefone. Foi muita sorte mesmo. Juro que não rolou mandinga – brincou Almir, que nunca havia representado a Beija-Flor no sorteio.

Confira a ordem completa!

Foto: Sambarazzo

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“Independentemente da posição de desfile, vamos fazer o nosso melhor”. Esse é o discurso de 10 entre 10 dirigentes ao falar sobre uma eventual má sorte no sorteio da ordem dos desfiles. Mas a real é que quase todo mundo prefere a Segunda-Feira de Carnaval. E neste sábado, 15, a Liga Independente das Escolas de Samba, a Liesa, realiza mais uma definição na sorte da ordem das apresentações da festa que se aproxima.

A preferência pelo segundo dia reservado aos desfiles do Grupo Especial carioca passa longe de uma mera superstição. As estatísticas mostram que a Segunda-Feira gera incontestáveis melhores colocações, no geral.

Vejamos! Na Era Sambódromo foram 37 campeãs. Trinta delas (81%) saíram da Segunda, apenas sete (19%) de Domingo, em mais de 30 anos de Avenida. Só aí já dá para justificar a predileção tão aguerrida pela última noite de festa.

Na atual década (2011-2020) não tivemos campeãs no Domingo. A última foi a Unidos da Tijuca, em 2010. Antes, a Vila Isabel, em 2006, foi a exceção da regra. Nos anos 1990, Mocidade (1996) e Imperatriz (1994) quebraram a corrente. Na década anterior, Mangueira (1987), Mocidade (1985) e Portela (1984) conseguiram levar o caneco, mesmo no Domingão.

E tem ainda o fator rebaixamento. De 1984 até aqui, foram 54 rebaixadas; 41 (75%) desfilaram no Domingo de Carnaval, outras 13 (ou 25%) passaram na Segunda. E o número poderia ser ainda mais expressivo. Em todos os anos que não houve rebaixamento (1988, 1993, 1994, 2011 e 2017) a última colocada desfilou no dia de abertura dos desfiles.

Entre as seis primeiras, com Desfile das Campeãs ou sem, a vantagem, é claro, também é da Segunda-Feira sobre o Domingo.  Dos 204 carnavais merecedores de uma vaga entre as seis melhores, 118 (58%) deles vieram do segundo dia de apresentações. Outros 86 (42%) tinham participado do Domingo.

Para o sorteio desta noite, que vai acontecer a partir das 20h, durante a quarta edição da maior feira de negócios do Carnaval, a Carnavália, os pares ficaram definidos da seguinte maneira. Mocidade e Portela; Grande Rio e Salgueiro; Beija-Flor e Mangueira; Imperatriz e Vila Isabel; São Clemente e União da Ilha. As duplas não desfilam no mesmo dia e portanto disputam a primazia de desfilar na Segunda-feira.

Foto de Capa: Site Sasp

 

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Por Redação

Depois de anunciar o corte em 50% da subvenção às escolas de samba do Rio de Janeiro, o prefeito da cidade, Marcelo Crivella, vem se encontrando semanalmente com os dirigentes das agremiações e órgãos envolvidos diretamente na festa (Liesa e Riotur) para ouvir as propostas das 13 integrantes do Grupo Especial e tentar, de forma conjunta, encontrar soluções para a manutenção do espetáculo. Nesta segunda-feira, 10, houve um novo encontro, no qual ficou mantida a redução de R$ 1 milhão para cada, e o comprometimento da Riotur de buscar com empresas privadas mais R$ 500 mil pra cada uma.

Crentes de que a situação se reverta e Crivella decida manter a verba destinada às escolas no Carnaval 2017, que foi de R$ 2 milhões, os dirigentes estão acordando mais cedo para conversar com o prefeito: é que as reuniões estão sendo marcadas sempre na parte da manhã, geralmente o mais cedo possível.

– Se ele desse o dinheiro, podia marcar às 3h da manhã – brinca Nei Filardi, presidente da União da Ilha, após participar do encontro desta segunda.

Fala que eu te escuto! Semana que vem, Crivella vai ouvir mais uma vez o lado das escolas

Sem perder as esperanças, o dirigente da tricolor da Ilha do Governador acredita que o prefeito mude de ideia e por isso os líderes de cada escola estão mantendo a agenda com o prefeito:

– Segunda que vem, estaremos lá pra ver o que acontece. Na reunião de hoje, o prefeito endossou as palavras do Marcelo (Alves, presidente da Riotur), que se comprometeu a buscar R$ 500 mil com a iniciativa privada. Vamos aguardar.

Como Crivella já disse em entrevistas que não pretende voltar atrás da decisão de cortar a grana das escolas, a Liesa vê com cautela as negociações com o prefeito e já pensa em medidas drásticas para economizar e garantir os desfiles de 2018, por isso suspendeu a próxima temporada de ensaios técnicos na Sapucaí.

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