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Acadêmicos do Salgueiro

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Por Redação

Após a porta-bandeira Marcella Alves dizer ao Sambarazzo que foi demitida pelo Salgueiro na tarde desta segunda, 23, o presidente de honra da escola, Rafael Alves, procurou o site dando uma versão diferente. Segundo o dirigente, a dançarina foi apenas afastada do posto somente para a temporada do Carnaval de 2019. Assim como foi expressado pela vermelho e branco em nota oficial, ele negou a demissão e explicou os motivos que levaram a agremiação a tomar a difícil decisão.

— A Marcella tem o sonho de ser mãe, e o Salgueiro tem o sonho de ser campeão. Infelizmente, ela tem uma gravidez de risco e a escola optou por não deixá-la como primeira porta-bandeira. Ela teria apenas um mês para ensaiar e isso seria totalmente inviável. Um casal de mestre-sala e porta-bandeira segura 40 pontos. Ela acha que tem condições de desfilar, mas nós não sabemos como será. É muito arriscado esperarmos para ver o que vai acontecer. Ela disse que foi demitida e isso não é verdade. Mas temos compromisso com todo o trabalho de uma escola  — justificou Rafael Alves, em referência à data final do período de resguardo após o nascimento da pequena Maria Rita, previsto para acabar somente em 1º de fevereiro, conforme a própria sambista declarou na semana passada.

Presidente de honra do Salgueiro, Rafael Alves garante que a escola não demitiu a porta-bandeira Marcella Alves | Foto: Arquivo Pessoal

Alves também aproveitou para esclarecer que o mestre-sala Sidclei Santos seguirá defendendo o pavilhão salgueirense na Marquês de Sapucaí. O plano da agremiação é procurar outra porta-bandeira para acompanhá-lo na pista de desfiles.

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Por Redação

A porta-bandeira do Salgueiro, Marcella Alves, foi demitida pela escola na tarde desta segunda-feira, 23. A informação foi confirmada pela dançarina ao Sambarazzo.

— É verdade, fui dispensada — disse Marcella, por telefone.

No início do dia, ela e o parceiro, o mestre-sala Sidclei, postaram um vídeo nas redes sociais no qual apareciam ensaiando pela primeira vez rumo ao desfile de 2019.

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Apesar de ver a companheira de dança demitida, Sidclei ainda não sabe se fica ou sai da escola. A diretoria ainda não se manifestou a respeito.

Marcella Alves e Sidclei Santos dançavam juntos desde 2014 | Foto: Alex Nunes/Divulgação

Porta-bandeira premiada

Considerada uma das melhores porta-bandeiras da atualidade, Marcella começou a defender um pavilhão aos 9 anos, na Lins Imperial. Aos 14, foi para a Caprichosos de Pilares, se tornando a mais jovem a desfilar no Grupo Especial defendendo o quesito. Três anos depois, ela recebeu convite pra dançar no Acadêmicos do Salgueiro, quando tinha 17 anos. Marcella, que fora do samba dá expediente como personal trainer, ainda tem passagens pela Mocidade Independente de Padre Miguel e pela Estação Primeira de Mangueira.

Na última temporada, Marcella e Sidclei conquistaram a nota máxima defendendo o quesito pelo Salgueiro.

Com perfil pessoal tímido, a dançarina até tenta se manter longe dos holofotes, mas é paparicada por admiradores de todo o Brasil. Marcella tem vários fãs-clubes espalhados pelo país. O parceiro de dança no Salgueiro, Siclei, é um deles. Ele declara Marcella foi sempre quem o reinventou.

Marcella Alves é porta-bandeira desde os nove anos de idade | Foto: Alex Nunes/Divulgação

Salgueiro emitiu nota oficial

“Na tarde desta segunda-feira (23), a diretoria do Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro decidiu por conceder licença à Marcella Alves, como 1ª porta-bandeira, para que ela possa cuidar de sua gravidez, que é de risco.

A profissional permanece na agremiação, ficando fora do posto apenas no próximo desfile.

Por conta dos riscos da gestação, Marcella só teria condições de voltar aos ensaios normais a partir de 25 de janeiro, motivo pelo qual se deu a decisão da diretoria.

Em breve será anunciado um nome para o posto de 1ª porta-bandeira da agremiação para o carnaval de 2019.”

*Foto de capa: Alex Nunes/Divulgação

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Por Redação

Marcella Alves, porta-bandeira do Salgueiro, já sabe qual é o sexo e nome do seu mais novo amor incondicional. Maria Rita, a primeira filha da dançarina, nasce em dezembro, num desafio que vai além da maternidade de primeira viagem.

É que a defensora do pavilhão da “Academia do Samba” não vai deixar de desfilar no Carnaval do ano que vem, mesmo que a folia esteja marcada para acontecer pouco mais de dois meses após o nascimento da primogênita.

Com o aval dos médicos, a bênção da nação salgueirense e o apoio do mestre-sala Sidclei dos Santos, com quem dança há seis carnavais, a sambista acredita que a temporada não ficará devendo em nada aos bons desempenhos conquistados pela dupla em outros anos na defesa do quesito pelo qual são responsáveis.

— A escola já sabia que eu estava tentando engravidar. A ideia era que eu desfilasse de barriga de fora no Carnaval de 2018, por conta do enredo ‘Senhoras do Ventre do Mundo’. Acabou que a Maria Rita resolveu vir agora e estamos muito felizes. Danço com o Sidclei há alguns anos e os nossos ensaios duram cerca de três horas e acontecem perto da minha casa, então acredito que tudo ocorrerá com tranquilidade — explica Marcella, que é casada com um ritmista da Unidos da Tijuca, Eduardo Araújo, o Duda.

‘É mãe, é mulher, a mão guardiã…’: O samba-enredo do Salgueiro para o último Carnaval quase embalou a maternidade de Marcella Alves, porta-bandeira da escola, que planejava desfilar com o barrigão de fora | Foto: Reprodução/Instagram @marcellaalvesaraujo

Ensaios de quadra serão evitados

Apesar da presença confirmada no Domingo de Carnaval (a agremiação será a quarta a desfilar no dia 2 de março de 2019), a mais nova mamãe da vermelho e branco sediada na Tijuca, Zona Norte do Rio, não deve se apresentar nos ensaios de quadra realizados na temporada pré-carnavalesca.

— Vamos aproveitar a escolha do samba em outubro pra preparar a coreografia e deixar tudo pronto para o desfile, faltando apenas os últimos ensaios após o resguardo, que acaba em 1º de fevereiro. Quero evitar os ensaios de quadra por conta da aglomeração e de perigos como o chão molhado, por exemplo — afirma a gestante.

Nome de Maria Rita surgiu da fé da porta-bandeira

Ao Sambarazzo, Marcella explicou a origem do nome da bebê, que tem a ver com a religiosidade e também com a data de nascimento da porta-bandeira:

— Sou devota de Nossa Senhora e, por isso, o nome Maria. E também sou muito grata à Santa Rita, que é celebrada no dia do meu aniversário (22 de maio). Por isso, escolhemos Maria Rita.

Marcella (e Maria Rita, na barriga) posam ao lado da coreógrafa Priscilla Mota, da Mangueira, que também está grávida pela primeira vez | Foto: Reprodução/Instagram @marcellaalvesaraujo

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Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal-aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2014 a 2018. E nesta quarta-feira, 28, começamos a terceira edição da série de apuração com a alma das agremiações, o Samba-Enredo, que ano após ano embasa o espetáculo visual e emoldura a história apresentada na Passarela.

Mangueira tem o melhor rendimento no Samba-Enredo nos últimos cinco anos – Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

Pela primeira vez desde que levantamos os dados, a Portela não é a primeira colocada. O samba de 2018 deixou de seguir a tendência de gabaritar, enquanto a Mangueira persistiu implacável com uma sequência de 17 notas dez e tomou a ponta. De uma só vez, a verde e rosa se livrou das notas ruins de 2013, teve 40 pontos nesta temporada e contou com o deslize da águia pra virar a líder em Samba-Enredo, recuperando uma diferença que era de 0,8 (oito décimos).

Ciganerey e Péricles defenderam o samba da Mangueira na Sapucaí – Fotos: Irapuã Jeferson e Dhavid Normando/Riotur

Uma das fortalezas no caminho portelense, o Samba-Enredo da escola não gabaritou pela primeira vez em seis anos. As leves despontuações tiraram da águia a liderança no ranking, mas não a certeza de que o quesito segue como ponto alto da azul e branco na briga pelos campeonatos.

Firme no terceiro lugar vem o Salgueiro, que, apesar de ter perdido décimos importantes – até decisivos – no quesito nos últimos anos, tem boas notas no geral e observa a liderança de Mangueira e Portela não tão distante. O novo levantamento deu à Academia um saldo de positivo de 0,6 (seis décimos), graças a exclusão do ano de 2013 – o pior recente – e as duas notas dez de 2018.

Quarta colocada no ranking, a Imperatriz tem uma boa arrancada no item nos últimos quatro anos. “Axé Nkenda” (enredo de 2015), Zezé Di Camargo e Luciano (enredo de 2016), Xingu (2017) e Museu Nacional (2018) fizeram bem ao contexto sonoro da verde e branco.

Pela primeira vez entre as cinco primeiras aparece a Mocidade Independente de Padre Miguel. Já são sete notas dez seguidas, rendimento inferior só a da Mangueira nas duas temporadas mais atuais. Os sambões de 2017 e 2018 fizeram a verde e branco ultrapassar concorrentes como a Vila Isabel, a Beija-Flor e a Unidos da Tijuca. Eis a escola que mais cresceu no quesito de um ano pra cá. Também, pudera, levou até Estandarte de Ouro – prêmio do Jornal O Globo – no Carnaval que passou.

Vila Isabel, Beija-Flor, Tijuca, Grande Rio, União da Ilha e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

Tuiuti, Império Serrano e Viradouro não são inspecionadas no ranking, porque não estiveram em todas as edições do Grupo Especial nas últimas cinco temporadas.

 

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Por Redação

Leonardo Bessa, Tuninho Junior e Hudson Luiz não entrarão na Sapucaí em 2019 puxando o samba do Salgueiro. Através das redes sociais, a escola informou o desligamento do trio de intérpretes.

Hudson Luiz, Tuninho Junior e Leonardo Bessa estão fora do carro de som salgueirense: ‘Caminho de vocês será brilhante’, diz nota da escola I Foto: Sambarazzo

A vermelho e branco, terceira colocada no último Carnaval, ainda não divulgou o nome da nova voz oficial da agremiação. Nos bastidores, comenta-se a possível ida de Emerson Dias, da Grande Rio, para comandar o carro de som salgueirense na próxima temporada. O artista nega, e diz que seguirá na escola de Duque de Caxias, que foi rebaixada para a Série A. A torcida da escola também cogita o nome de Igor Sorriso, ex-Vila Isabel, para assumir a função. O nome de Quinho, que defendeu o microfone principal do Salgueiro por muitos carnavais, é outro que ganha força nas redes sociais.

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Por Redação

Treze anos à frente da “Furiosa”, a bateria do Salgueiro, Marcão acha normal que na abertura dos envelopes na Quarta-Feira de Cinzas haja farta distribuição de notas 10 para o quesito. Para o músico, a excelência do segmento nas escolas é o que propicia a avaliação tão positiva por parte dos jurados da Liga Independente das Escolas de Samba.

– Acho que é o trabalho bem feito mesmo. Os mestres de bateria estão se aprofundando cada vez mais naquilo que os jurados pretendem e esperam. Assim, fica mais fácil ter uma equalização dentro da bateria e várias estão se destacando. Cada um tá se adequando como deve ser – explica.

Na avaliação do júri, a bateria salgueirense perdeu apenas um décimo no placar geral. Com o descarte do 9.9, ficaram valendo as três notas mais altas. No caso, todas 10:

– Assisti várias vezes ao vídeo da bateria se apresentando na frente da terceira cabine de jurado, que foi onde perdemos um décimo, e não consegui identificar o erro. Vamos aguardar as justificativas pra ver o que houve. De qualquer forma, o que vale pra escola são os 30 pontos, que conseguimos. Tirar 40 é só pro ego do ritmista mesmo. E em caso de necessidade de desempate.

Elogios a Casagrande, mestre da Tijuca

A única bateria a receber dos julgadores a nota máxima – os 40 pontos – foi a da Unidos da Tijuca.

– Quero aproveitar pra parabenizar o Casagrande, pelo belíssimo trabalho, pelo belíssimo desfile – elogiou.

Em recente entrevista ao Sambarazzo, Casagrande revelou que já pensa em aposentar as “baquetas” e falou em sucessor. Já o comandante da bateria do Salgueiro, não pensa em parar nem tão cedo.

– Depois do Ciça (Mestre da União da Ilha), acho que sou eu o mais velho. Mas nem cogito parar. Quero trabalhar, pego da minha rapaziada umas coisas novas, umas bossas novas, e vou fazendo um trabalho bom com eles. Aposentadoria, pra mim, nem tão cedo, não tá na hora – finaliza Marcão, aos 53 anos.

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Por João Oliveira

Marcella Alves e Sidclei Santos formam um casal de mestre-sala e porta-bandeira dos mais respeitados do Carnaval, pelo Salgueiro. Amados pela torcida salgueirense e admirados pelos sambistas, os dois fizeram questão de saudar o público dos setores 12 e 13, os populares, de ingressos mais baratos do Sambódromo.

Festejada pelo povão, a dupla comemorou as apresentações na Avenida:

– Foi nosso ano mais tranquilo, nós percebemos a reação do público – disse Marcella.

Marcella e Sidclei fizeram a festa nos setores populares da Apoteose – Foto: Irapuã Jeferson

 

Emocionado, Sidclei falou sobre a saudação aos espectadores dos setores mais populares da pista.

– Esse setor aqui tem pessoas que eu conheço, parentes que eu cedo ingressos, pois eles não têm condições de comprar. Eu cresci aqui, estudei quase a vida toda no Sambódromo, sou cria daqui. Isso aqui é a minha casa – comentou Sidclei.

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Por Kaio Sagaz

A 12 dias do desfile, a expectativa salgueirense é pelo campeonato. Mas o pós-Carnaval entrou na pauta da “Academia” já que 2018 será um ano bastante movimentado na vermelho e branco: será de eleição presidencial. Atual presidente, Regina Celi quer estender os métodos de gestão adotados até aqui por mais três anos.

– Já estou planejando o próximo carnaval com o Alex. Temos eleições pela frente, mas, assim que tudo acabar, vamos tratar dos detalhes da grande renovação que o Salgueiro vai apresentar, em todos os aspectos. Vai ser uma escola com muitas inovações. Nosso trabalho já tá terminado para este ano, só falta acabar de pagar os outros, mas pronto ele está. Estamos fazendo carnaval pra sermos campeões, como sempre fazemos – garante Regina, no comando da agremiação há nove carnavais.

Regina Celi projeta reeleição: ‘Peguei o Salgueiro em 10º e hoje é líder no ranking da Liesa’ – Foto: Divulgação

“Antes, o Salgueiro corria na Avenida. Hoje, não corre mais”

Regina está à frente do Salgueiro desde 2009. E, já no ano de estreia, sagrou-se campeã pela escola de samba, terminando um hiato de 16 anos sem títulos. Sobre o legado que deixou em três anos de mandato, a dirigente é enfática ao afirmar que o lado sentimental está em primeiro lugar.

– A marca que quero deixar no futuro, e a que já deixei, é a de ser a mãe da escola. Peguei o Salgueiro em 10º e hoje é líder no ranking da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba). Antes, o Salgueiro corria na Avenida, e hoje não corre mais entre outras evoluções. Mas todos os que passaram ficarão sempre na nossa memória, por terem contribuído com a escola. Não podemos pisar no prato que comemos – diz.

“Quem sabe ano que vem o Quinho não vai estar com a gente?”

Presidente do Salgueiro, Regina Celi admite possibilidade do intérprete Quinho voltar à Academia do Samba – Foto: Irapuã Jeferson

Após abandonar o carro de som da vermelho e branco para se candidatar à presidência da escola há três anos – e ter sua chapa impugnada -, o intérprete Quinho se desligou totalmente do Salgueiro e perdeu relações com Regina . Em 2016, ao Sambarazzo, o cantor admitiu que se meter nas questões políticas da agremiação foi um ‘Devaneio’. A presidente ainda está magoada com tal fato, mas deixou as portas do Salgueiro abertas para um de seus grandes ídolos, de quem recebeu apoio quando concorreu a um cargo de vereadora nas últimas eleições municipais do Rio de Janeiro.

– Não tem problema nenhum o Quinho querer disputar as eleições, é uma democracia. Mas temos uma administração, ele entrou na justiça contra a agremiação, e persiste no erro. Quando estamos errados, temos que recuar. O Quinho fez a imagem dele e é uma pessoa maravilhosa, é a cara do Salgueiro. Mas o carnaval se renova e outras pessoas surgem. Pra Deus, tudo é possível. Quem sabe ano que vem ele não vai estar com a gente? Existe chance, sim – sacramentou, enchendo o coração do salgueirense de esperanças.

Com o enredo “Senhoras do vente do mundo”, desenvolvido pelo carnavalesco Alex de Souza, o Salgueiro será a quarta escola a desfilar na Segunda-Feira de Carnaval, o segundo dia de apresentações do Grupo Especial carioca.

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Por Kaio Sagaz

Dona dos direitos de transmissão do Carnaval, a TV Globo está sempre na berlinda para os torcedores das escolas de samba. Tem críticas pra tudo. Do modelo das exibições até as vinhetas dos sambas-enredo. Mas pra quem vive da festa, a emissora tem uma importância decisiva nos destinos do espetáculo.

Carnavalesco do Salgueiro, Alex de Souza mostrou personalidade ao conversar com o Sambarazzo sobre a patrocinadora mais potente dos desfiles. Pra ele, sem a TV Globo, o Carnaval do Rio iria sucumbir.

‘Fica uma sensação que isso está gradativamente acabando’, opina Alex sobre o Carnaval – Foto: Irapuã Jeferson
“Se não tivesse a Globo, o Carnaval iria sucumbir”

Segundo Alex, não é só de investimento financeiro que a festa precisa, mas de incentivo para valorizar o potencial de legado que o Carnaval tem. O receio dele é que o final do batuque não seja apenas na Quarta-Feira de Cinzas.

– Se não derem apoio, o carnaval vai acabar. Não falo só apoio de dinheiro, é enxergar a importância do carnaval, não só pelos empregos, mas todo esse legado que existe, até como show-business mesmo, com um grande espetáculo. Acho que as escolas e o trabalho de tantos artistas ainda não atingiram o ápice daquilo que poderiam render. O talento dessas pessoas poderia dar muito mais frutos se existisse um interesse geral à cultura. Temos um potencial extraordinário, não só para dois dias de desfile, mas para se movimentar durante o ano todo, mas não existe o valor que merece. Fica uma sensação de que isso está gradativamente acabando, tendo um fim como teve o desfile de grandes sociedades, o do rancho e das agremiações de frevo que tinham no Rio. Nós estamos perdendo prestígio, perdendo a importância e eu tenho muito medo de onde isso vai dar. É uma questão de falta de interesse. Tem muita gente que pode criticar a Globo, pelas transmissões, ou por uma coisa ou outra, mas se não tivesse a Globo o carnaval iria sucumbir – opinou Alex, que estreia no Salgueiro em 2018 e já tem contrato renovado com a “Academia” pra 2019.

“Se o carnaval for nessa progressão, será que aguenta mais cinco anos?”

Quem tem visitado a Cidade do Samba logo percebe que a praça principal, onde ficam a área de alimentação e o centro de eventos, está sendo frequentada por um número menor de pessoas. Além da procura ter diminuído, as escolas não vêm conseguindo finalizar com mais rapidez as suas criações nos Barracões. Ele é um dos carnavalescos que sentem essa diferença.

– Desde quando a Cidade do Samba foi inaugurada, em 2006, a gente percebe que os barracões estão cada vez mais atrasados, de todas as escolas. A movimentação aqui, mesmo no meio do ano, era muito maior, ficava lotado de gente, muito tititi, e agora você olha, chegando perto dos desfiles, e vê pouca gente, com a praça vazia, quase não vê ninguém circulando. Se o Carnaval for nessa progressão, será que aguenta mais cinco anos? O sentimento está murchando. Esse ano foi dificílimo, como será o próximo? – questionou.

Apesar da reflexão pouca animadora, Alex esboça um otimismo.

– Muitas coisas que não se aprendem nos livros educacionais, ensinam nos enredos contatos. Essa festa é transmitida para mais de 100 países. Nós não temos Hollywood, mas temos o carnaval carioca – disse, mais animado.

“Para seguir essa ‘linha Paulo Barros’ e pagar um mico, é melhor não fazer“

Nos últimos anos, os desfiles das escolas de samba do Grupo Especial são cercados de grandes expectativas sobre as apresentações de Paulo Barros. O carnavalesco, que defende a Vila Isabel em 2018, venceu quatro dos últimos oito carnavais. Três pela Unidos da Tijuca e um pela Portela, na última disputa. Alex quer quebrar essa hegemonia do mirabolante carnavalesco, mas prefere apostar no próprio estilo, mesmo reverenciando o concorrente.

– É necessário existir um Paulo Barros. É importante para o carnaval ter um trabalho de um artista diferenciado que tem um marca que é só dele. Importante que tenha o Leandro Vieira (Mangueira), a Rosa Magalhães (Portela), o Renato Lage (Grande Rio), cada um com o seu estilo. Eu gosto do espetáculo moderno do Paulo, mas não dá para copiar. Eu posso querer fazer as coisas que ele faz, mas eu posso não ter a estrutura, equipe e ingredientes dele para dar certo. Então, para seguir essa linha Paulo Barros e pagar um mico, é melhor não fazer e seguir pelo o que você tem mais domínio. Ele conseguiu chamar a atenção do público, eu também gostaria de conseguir. O Leandro venceu há dois anos e fez totalmente diferente, porque também agradou. Hoje, ele tem uma legião de fãs e é consagrado, porque apostou no próprio estilo – elogiou.

“Salgueiro vai vir imponente”
Renovado pra 2019, Alex de Souza garante desfile forte do Salgueiro: ‘Pomposo, volumoso e imponente’ – Foto: Divulgação

Na última semana, pelas redes sociais, Alex de Souza recebeu uma bela notícia. A presidente do Salgueiro, Regina Célia anunciou que o carnavalesco está renovado e vai assinar o desfile da escola em 2019. O artista promete levar para a avenida a “cara” do salgueirense.

– Estou muito feliz com a renovação anunciada pela presidente, se ela fez isso é porque está gostando do trabalho e nós vamos para Avenida com o melhor que pudemos fazer. Não vai haver um choque de imagem do que era apresentado pelo Renato (Lage, carnavalesco que esteve no salgueiro de 2003 até 2017). O Salgueiro vai vir pomposo, volumoso e imponente, dentro do que se espera da escola, em um enredo que tem uma grande afinidade com a história da agremiação, homenageando a cultura negra, a mulher negra. O Renato deixou a marca dele, e vou, durante os próximos anos, modificando e alterando dentro das minhas opções, mas sempre valorizando a tradição do Salgueiro – concluiu.

O Salgueiro é a quarta escola a desfilar, na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “Senhoras do vente do mundo”.

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Por Redação

“Como será o amanhã?”. A pergunta, versada no samba da União da Ilha de 1978, é a que mais passa na cabeça do povo, ainda mais no começo do ano, período de fazer planos e buscar realizar novos e antigos sonhos. No caso do Sambarazzo, é claro que a curiosidade gira em torno do Carnaval. Já que perguntar não ofende, convocamos um time de videntes pra responder o que interessa: Quem vai se dar melhor na Quarta-Feira de Cinzas e deixar a Apoteose consagrada campeã da festa de 2018?

E, como dizem que as cartas não mentem jamais, vejamos o que futuro reserva a cada uma das 13 escolas do Especial no Carnaval que já bate à porta.

Esmeralda de Gaya apontou o futuro pelo baralho cigano, mesma origem da clarividência de Sibyla Rudana, que confirmou as previsões no Baralho da Maria Padilha, entidade cultuada na umbanda e no candomblé, técnica igualmente utilizada pela cartomante Rosana Castela. Representante do xamanismo, o cigano Roberto El Marttini fecha a seleção de místicos convidada pelo Sambarazzo.

 Previsões por escola:

Esmeralda de Gaya – Vem cheia de orgulho e segurança. Fará um belo desfile, estará entre as primeiras, mas não ganha.

Roberto El Marttini – Há uma mulher que sabe usar a flexibilidade. Os problemas parecem maiores do que são, será um carnaval de boas recordações. Tem relações honestas de trabalho, empresa com filosofia e cultura pautada dentro dos padrões e valores éticos, é um bom jogo profissional. Não será um ano de campeonato, mas é um ano favorável pra Portela. Tem beleza, empolgação, vejo um bom desfile, deve estar entre as quatro ou cinco primeiras, mas sem vitória.

Rosana Castela – Por uma questão de teimosia, estão teimando por alguma coisa que sabem que não vai ser favorável, e isso será feito e eles serão traídos. Essa traição pode ser evitada se fizerem uma parceria ou uma negociação com alguém pra reverter o quadro da escola. Tem gente que não tá se entendendo bem. O jogo não aponta ela como vitoriosa.

Sibyla Rudana –  Fica entre as seis primeiras colocadas. No centro do jogo tem um apoio muito grande e uma verdadeira fortuna na síntese da Portela. A torre (que saiu no jogo da cigana pra Portela) fala de coisas que são esclarecidas. Quando a torre desaba, a luz entra. Algo está sendo feito de uma forma, que precisa ser feito de outra. Mas vai estar entre as seis primeiras. É um caminho de redenção. Consegue desatar um nó financeiro. E tem uma pessoa amiga, muita amiga, ligada à escola, que não vai ficar na escola.

Esmeralda de Gaya – Um desfile rico, vibrante, surpreendente e marcante. No momento, as cartas me mostram as três maiores possibilidades de campeonato, e a Mocidade está entre essas maiores possibilidades.

Roberto El Marttini – A Mocidade tem a carta do pavão. Temos que levar em consideração que 2018 é regido por Saturno, que requer perfeccionismo. Vai ter beleza, luxo, glamour… Vejo sorte nos negócios, tudo revertido em luz e paz espiritual, a justiça divina falará por seu intermédio. Um jogo muito bom, de campeã.

Rosana Castela – Vai encontrar algumas dificuldades, mas vai superar, diante de algumas mudanças que já estão acontecendo. Viram que algo iria desfavorecer e tomaram atitudes internas, modificaram e começaram a seguir um bom caminho. Está com caminhos abertos. A Mocidade é uma das favoritas.

Sibyla Rudana –  Não vejo a Mocidade sendo prejudicada nem fazendo um desfile ruim. Tudo que se pode dizer em termos de fluxo de influências tá favorecido. Mas ainda há coisas internas pra serem resolvidas, organizadas. Volta sábado com certeza.

Esmeralda de Gaya – Mais uma vez o Salgueiro virá com um belo desfile no sentido de alegorias. Desfile lindo aos olhos, mas sem a emoção que o enredo pede. O Salgueiro arrasta um período de pertubações astrais, em virtude de débitos espirituais que precisam ser sanados. Fica entre as seis melhores.

Roberto El Marttini – Salgueiro conta com a sorte. Há grande chance, no entanto, de ser manipulado por alguém de fora, o que pode causar dor e sofrimento. Poderá ser impedido de colher os frutos do trabalho, o que vai causar um aborrecimento por não perceber no resultado o esforço despendido. Volta no Sábado.

Rosana Castela – Uma das favoritas. Vai sofrer uma traição, que pode ser em nível de julgamento. Pode entrar na Avenida com tudo pra ser “a escola” e sofrer com notas indevidas, de ninguém saber explicar as notas. Mas o jogo mostra sorte. O Salgueiro vai ter um bom caminho. Se for prejudicado, será por essas traições no momento de julgamento.

Sibyla Rudana – Tem caminhos abertos pra conseguir uma excelente colocação. Mas é obrigada a se submeter a uma circunstância interna, que coloca a escola em sacrifício, uma solicitação superior, uma imposição negativa pra ela. É uma escola que vai fazer sucesso. Volta no Sábado.

Esmeralda de Gaya –  Vai fazer um desfile surpreendente, com muito amor, garra e alegria. Vem agarrando a chance da vitória, com a essência da Mangueira do passado, apostando no amor de seus integrantes para fazer a escola brilhar. Vai ser um desfile marcado pela emoção e segurança, e com muita vontade de vencer. No momento, as cartas me mostram as três maiores possibilidades de campeonato, e a Mangueira está entre essas maiores possibilidades.

Roberto El Marttini – Passa uma névoa de instabilidade na escola, falta mais harmonia interna, deve haver ou houve rupturas por mal-entendidos, e o desfecho da Mangueira neste ano traz alto risco de estresse. Não vejo boa sorte.

Rosana Castela – Jogo indica boa sorte, bom caminho, bom trabalho. Grandes possibilidades de ser a campeã. Jogo muito bom mesmo. Melhores “caídas” (cartas no jogo) foi a da Mangueira.

Sibyla Rudana – Muitas forças espirituais participando do enredo. Conflitos, adversidades, falta de resolução de problemas que estão diante do nariz, a escola precisa se unir mais. O que vejo é um cabo de força. Uns querem uma coisa, outros querem outras coisas. Corre risco de ficar numa posição indesejável. Provavelmente, não volta no Sábado das Campeãs.

Esmeralda de Gaya –  Apesar das expectativas em torno dessa escola, fará um desfile para cumprir seus requisitos, mas sem grandes marcas de expressão. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Roberto El Marttini – A vibração é boa, a Grande Rio conta com sorte, luxo, beleza e tem grandes acertos. Não pode modificar o passado, mas pode atuar no presente preparando um futuro melhor. Há quem tente impedir o progresso, mas no final vencerá. Ela e a Mocidade vão apresentar muita riqueza, acima das outras, mas Saturno rege e exige perfeccionismo. Vai estar bem colocada, mas não leva.

Rosana Castela – Há um problema de poder na escola. Alguém está de alguma forma minando caminhos que pudessem favorecer a escola. Não é alguém agindo pra desfavorecer a escola, mas pra desmerecer o trabalho que está sendo feito por alguém, pra tirar o brilho de alguém.

Sibyla Rudana – Cinco de paus na carta do ambiente significa que tem que lutar muito pra conseguir que os olhos se voltem pra você. Mas é uma escola que tem sorte e muito dinheiro investido. Rei de Ouros, com favorecimento de recursos. Muita visibilidade. O corte diria que consegue o que quer, não como quer. Tem portas abertas, chama atenção e faz sucesso.

Esmeralda de Gaya – Muitos imprevistos e pertubações no decorrer dos trabalhos da Beija Flor. Mas a escola traz consigo o poder de transformar as adversidades em força, e seus componentes conseguem transmitir isso na Avenida. Fará um desfile arrebatador, que emocionará e contagiará aos espectadores. É uma das três mais fortes candidatas ao título no jogo.

Roberto El Marttini 2 – Neste ano, Saturno rege, e ele pede um perfeccionismo, muita destreza, e borboleta e águia são os animais de poder que representam essa perfeição. A Beija-Flor tem a borboleta. Vai fazer um carnaval muito diferente dos outros, bem melhor que nos carnavais anteriores, vai surpreender. Tem no desfecho do jogo harmonia, felicidade familiar, poder criativo usado para o bem.

Rosana Castela – Vai surpreender. Tem um conjunto harmônico, as coisas estão coesas. Isso vai surpreender as pessoas. Pode ser que sofra algum abalo na hora do desfile. Mas é uma candidata. Não por ser a Beija-Flor, mas pelo nível de organização, pelo que está sendo feito lá dentro. Podemos dizer que é candidata ao campeonato.

Sibyla Rudana – Tem O Mago, o Fazedor, o que faz e acontece. Hoje, a vibe da Beija-Flor é de campeã. Muita energia trabalhando. Muito difícil perder. Hoje, pelo jogo, a favorita é a Beija-Flor. Tem muito apoio espiritual.

Esmeralda de Gaya – É um desfile para cumprir requisitos, mas sem grandes marcas. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Roberto El Marttini 2 – Vive um inferno astral. Precisa de uma harmonia de inter-relacionamento e, mais do que o quesito, precisa expandir o núcleo de amizades. Existe uma influência energética negativa, que pode mais uma vez tirar essa escola do Desfile das Campeãs. Acho difícil voltar.

Rosana Castela – Existe uma falta de concordância dentro da Imperatriz. Por algum motivo, pessoas se metem em assuntos que não devem se meter. Uma parceria foi quebrada e quebrou o equilíbrio emocional da escola.

Sibyla Rudana – Jogo fala de uma desistência. Tem alguém saindo fora. Ou tem alguém que não tá muito localizado no assunto. Carta fala de morte. Não é necessariamente morte, não. É alguém que sai fora. Mas a síntese do jogo é a Torre, que simboliza “não sei o que faço, não sei o que quero”. Mas há a imagem de uma criança pedindo colo. Tem uma crise interna. Vai me surpreender se no meio desse caos a Imperatriz voltar no Sábado.

Esmeralda de Gaya – É um desfile sem grandes marcas. Não cai.

Roberto El Marttini – Não fará este ano um carnaval pra ser campeã, mas se mantém no Grupo Especial. Tá precisando de força, tá vivendo dificuldades grandes. Não é um caminho fácil pra ela. É importante não ficar se lamentando, e se reerguer.

Rosana Castela – Caminhos abertos. Vem abençoada pela espiritualidade. Está com caminho de sorte. Tá redonda a escola. Há perigo de uma traição externa. Um julgamento pode não ser o correto. A Ilha vem bem.

Sibyla Rudana – Enguiços muito grandes no meio do caminho. Tem empenho, compromisso de chegar lá, mas tem que ter muito cuidado com fogo. Muito fogo pro meu gosto. Muito cuidado com a manutenção das coisas. Aconselho que busque apoio nas energias que acreditam, pra que possam melhorar essa tendência. Ainda mostra que a escola tem sorte, mas tem coisa a consertar e está precisando de ajuda.  Diria que não cai.

Roberto El Marttini – Dá pra ver que é uma escola movida à paixão. Não pode pensar em desistir, pois está alcançando êxito aos poucos, tem sorte, vejo reconhecimento. Não creio que fique entre as seis, mas não cai.

Rosana Castela – Vai ter algumas alegrias nesse carnaval. Vai chegar mais longe do que espera. Na verdade, não imaginam onde vão chegar. Vai ser prejudicada, vai ter alguns embaraços e dificuldades. Vai causar prejuízo ético. Não cai.

Sibyla Rudana – Época de virada. Mudança favorável. Tem no centro do jogo uma aliança boa. O brilho de uma pessoa, que colhe os frutos de um grande sucesso. A São Clemente não vai ficar mal, não. Embora o 7 de Paus diga que tem uma posição acirrada, dependendo de décimos pra chegar numa posição melhor.

Roberto El Marttini – O ano de 2018 Saturno está na regência. Já falei da exigência pelo perfeccionismo neste ano, e isso favorece a Vila Isabel e a Beija-Flor. A Vila tem a carta da águia, a grande visionária. Vai despertar paixões no desfile, mas é importante controlar as emoções.

Rosana Castela – Caminho próspero. De vitórias. De boa sorte. Trabalho bem sério. Trabalhando no passinho dela. Pode plenamente ter vitória. Tudo tá muito positivo. Muito favorável. Não tá passando por problema financeiro, ou de direção. Tá trabalhando em silêncio, mas trabalhando bem.

Sibyla Rudana – Se não ganhar, tá entre as seis. Favorecimento muito grande. Tem o sol no centro do jogo. Mas tem alguma coisa relacionada a atropelo de última hora. Não é acidente. Mas atrapalha. Pinta com força muito grande. Muito interessante o jogo dela. Volta entre as seis com certeza.

Roberto El Marttini – Vai se recuperar. Tem inimigos ocultos querendo criar situações pra desestabilizar. Se tiver autoconfiança fortalecida, vencerá isso. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Rosana Castela – Tem bons caminhos. A escola vai sofrer algum tipo de injustiça. É uma escola que apesar de ter um bom caminho de condições de chegar lá, não está entre as que podem voltar. Mas poderia estar muito melhor. Alguém precisa rever os conceitos. Às vezes, dar um passo atrás é uma questão de inteligência.

Sibyla Rudana – É uma volta dela aos grandes espetáculos. Centro do jogo tem uma parceria boa, que chama a atenção das pessoas positivamente. Corta essa sociedade o Dois de Ouros, que sugere ralar mais um pouco. Que volte a ter mais criatividade. Fala sobre um desequilíbrio financeiro, falta de grana. No caminho, porém, tem a carta do carro, falando que a pessoa tem que dominar situações e harmonizar, mas tem no jogo uma vitória. O desfile vai ter destaque.

Roberto El Marttini – Tem um samba de forte vibração. Saturno exige, além de perfeccionismo, muita criatividade, e a Tuiuti terá boa criatividade. O jogo diz que só não terá êxito se não quiser, fala pra não ter medo de recomeçar do zero e terá proteção pra isso.

Rosana Castela – Vem passando por algumas dificuldades. Tendência a não sobreviver a este Carnaval no Grupo Especial.

Sibyla Rudana – Risco de ter problema. Não é legal quando tem no centro do jogo uma carta de finalização, que é a morte. Vai estar bonita. Mostra um enguiço, um problema. Tem dois cortes no jogo da Tuiuti, não gostaria que tivesse. Mostra no desfecho do jogo uma certa melancolia, tristeza, incapacidade de resolução de problemas, dificuldades.

Roberto El Marttini – Tem empolgação, esperança, mas entra com fatores negativos. Pode não cair, mas é difícil. Dá pra ver que é uma escola que tem muito amor envolvido ali dentro. O jogo fala de persistir no sonho e que a ferida, por mais dolorosa que seja, se cura. E o desfecho diz que justiça não se discute, luta-se por ela.

Rosana Castela – Tem tudo pra ter boas vitórias. Vai acontecer uma traição ou já está acontecendo um racha. Por questões de opinião, de forma de conduzir as coisas. Alguém está querendo arrumar a casa, mas há quem não queira mexer, o que leva a um racha. É como se a escola se dividisse em dois segmentos. Momento de crise no Império. Pode até não cair, mas não será fácil.

Sibyla Rudana – Centro do jogo é o sol. Chama atenção. Recomeça uma jornada de ascensão. Espero que não caia, porque tem um grande desafio interno pra resolver. Não é externo. Um peso, uma perturbação… Mas o Império vai à luta, e consegue chamar atenção.

Nota importante: A cartomante Esmeralda de Gaya não detalhou os desfiles e o resultado das escolas que, no jogo dela, ficarão de fora do Sábado das Campeãs. Por isso, algumas agremiações estão sem as considerações da vidente.

*Baralho Cigano e Quiromancia (leitura de mão) => Esmeralda de Gaya: (22) 97403-4807

*Oráculo Xamã e Baralho Cigano => Roberto El Marttini: (21) 2722-1863 / (21) 98728-6186

*Búzios e Baralho da Padilha => Rosana Castela: (21) 97044-6839 / (21) 4141-8797

*Baralho Cigano, Baralho da Padilha e Pêndulo => Sibyla Rudana: (21) 97530-7799 / (21) 3624-7555

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Por Luiz Felippe Reis

Na noite desta quarta-feira, 3, já sem o calor dos ensaios técnicos tradicionais do mês de janeiro, a Sapucaí recebeu uma chuva de verão anunciando tempo aberto para as 13 baterias do Grupo Especial. O Sambódromo serviu de palco para ritmistas e outros segmentos acertarem os últimos detalhes para o “Encontro do Samba”, evento realizado pela prefeitura do Rio no próximo sábado, 6, na orla de Copacabana, maior cartão-postal da Cidade Maravilhosa.

Casais de mestre-sala e porta-bandeira também participaram do treino na Avenida – Foto: Irapuã Jeferson

Cerca de 70 ritmistas, passistas e primeiros e segundos casais de cada escola estiveram na Avenida, todos eles sem plateia – que pena -, mas mantendo a batida, o samba no pé e o bailado em dia. Mesmo não cumprindo a função técnica dos ensaios da Sapucaí, o “Encontro do Samba” tá ganhando ares de um substituto à altura pros mais saudosos dos treinos gratuitos. Os mestres de bateria, por exemplo, tão se amarrando na ideia.

– Vai parecer um ensaio técnico, a ideia foi legal – disse Nilo Sérgio, líder da “Tabajara do Samba”, a bateria portelense.

Essa história de lembrar um pouco dos ensaios técnicos, que por 15 anos e até 2017 movimentaram o verão carioca, também cativa os mestres Chuvisco, da Vila, Rodney, da Beija-Flor, e Rodrigo Explosão da Mangueira:

– A gente vai fazer um dia de alegria em Copacabana. Lá vai ser um evento pro povo, como era o ensaio técnico. Vamos com tudo, vai ser uma grande festa – disseram.

Baterias ensaiaram para o “Encontro do Samba”, super evento marcado para o próximo sábado, dia 6 – Fotos: Irapuã Jeferson

Na mesma vibe, tá o mestre da Unidos da Tijuca, Casagrande, que pretende trabalhar um pouco mais em cima do andamento da bateria pro dia do evento. É que na orla os ritmistas vão acompanhar sambas gravados num ritmo bem mais cadenciado que o normal.

– Iniciativa muito boa. Você juntar 840 ritmistas tocando sambas antológicos, a ideia é fora de série. É um momento difícil pra todas as escolas. Os ritmistas hoje em dia não estão acostumados a tocar nesse andamento. Tem muita coisa pra acertar ainda – adiantou o comandante da “Pura Cadência”.

Mestre Dudu, campeão pela Mocidade em 2017, aproveita a valorização aos ritmistas que o evento vai gerar pra puxar sardinha pra classe que forma o coração das escolas de samba.

– É histórico. Esse evento é pra mostrar a força da bateria. Ninguém quer brigar, mas tem que ver a gente com bons olhos. Os ritmistas, a gente costuma dizer, são os primeiros a chegar na quadra e os últimos a sair – disse.

Escolas de samba voltaram ao palco do samba nesta quarta-feira, 3 – Fotos: Irapuã Jeferson

Vítor Art, parceiro de Explosão na bateria mangueirense, e Ricardinho, da Tuiuti, valorizam o projeto do “Encontro do Samba” mais pela pegada da união dos ritmistas e das baterias

– Teve uma reunião antes, a galera tá mais junta, a gente trocou ideias, é bacana isso de ter novas ideias juntos. Vai ser uma diversão, e o Carnaval é isso – opinou Vítor.

– Favorece a união das baterias – completou o líder da “Super Som”.

A partir das 19h, no próximo sábado, 6, o “Encontro do Samba” vai reunir a maior bateria já vista no mundo, com mais de 1.000 ritmistas das 13 escolas de samba do Grupo Especial. Uma parte vai sair do Leme (Avenida Princesa Isabel) e outra da altura da rua Figueiredo Magalhães, para um encontro marcado no meio da orla de Copa. Ao final do desfile pela Avenida Atlântica, os sambistas se juntarão à Orquestra Petrobras Sinfônica para um show no palco montado em frente ao Copacabana Palace. Vão participar ainda do evento cantores ligados ao ritmo, como Martinho da Vila, Alcione, Diogo Nogueira e o novo fenômeno da música pop, a cantora Iza.

A divisão será feita por dois grupos para que todas as 13 baterias se encontrem no meio da orla, no mesmo palco onde foi realizado o Réveillon carioca. Império Serrano, Paraíso do Tuiuti, Vila Isabel, União da Ilha, Grande Rio, Mangueira e Mocidade formam um grupo; e o outro vem com os ritmistas, passistas e casais de Unidos da Tijuca, São Clemente, Imperatriz Leopoldinense, Beija-Flor, Salgueiro e Portela

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Por Redação

Despejada da quadra situada na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, a São Clemente se viu sem uma sede pra ensaiar até o Carnaval que se aproxima. Mas, se depender da solidariedade da presidente do Salgueiro, Regina Celi, esse problemão acaba aqui. É que a dirigente tratou de oferecer a quadra da Academia para a coirmã treinar.

Através do Instagram, a comandante salgueirense elogiou o amigo e presidente da São Clemente, Renatinho, e cedeu as instalações da agremiação no Andaraí, Zona Norte do Rio, assegurando os ensaios técnicos da escola de Botafogo.

– Meu querido amigo @renatinhosaoclemente, um exemplo de cidadão e sambista. A sua luta é de todos nós que amamos a maior festa popular do planeta. A você, sempre tão parceiro, e a toda nação clementiana, o meu sincero carinho e respeito. A quadra do Acadêmicos do Salgueiro está aberta a vocês. Será um prazer sediar seus ensaios. A vida segue, e o samba não pode parar. Conte conosco – publicou Regina.

O presidente da São Clemente ganha, portanto, mais uma opção para ensaios. A escola já acertou três treinos técnicos de rua no Aterro do Flamengo e ainda há a possibilidade da preto e amarelo se apresentar também na sede do Cordão da Bola Preta.

*Foto de Capa: Irapuã Jeferson

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Por Redação

“Nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente”, talvez o lema mais famoso do Carnaval, sempre utilizado com um justo orgulho pelos salgueirenses caiu muitíssimo bem com o anúncio da nova musa da escola, a carioca e transexual Kamilla Carvalho, de 30 anos. A morena é a única trans a ocupar tal posto no Grupo Especial do Rio de Janeiro atualmente.

Transex, Kamilla Carvalho é a nova musa do Salgueiro – Fotos: Alex Nunes

Kamilla foi cabeleireira da presidente da vermelho e branco, Regina Celi, e ficou sabendo que seria musa em janeiro de 2017, durante a participação da dirigente no programa “De Cara”, da FM O Dia. Agora, com o anúncio oficial, a moça disse que ficou surpresa:

– Há 8 anos, quando iniciei meu processo de transformação, eu era cabeleireira da Regina é sempre amei Carnaval. Passei a desfilar, e ela se admirava. Até que escutei a entrevista e quase desmaiei, não acreditei que seria eu a nova musa trans – comentou.

A apresentação da gata será no próximo sábado, 18, na quadra do Salgueiro, durante o ensaio técnico da Academia. Kamilla se junta à verdadeira seleção de musas que a vermelho e branco já tem: Bianca Salgueiro, Cris Alves, Mônika Nascimento, Edclea Neves, Elaine Caetano, Fernanda Figueiredo e Rafaela Dias.

Fotos: Alex Nunes

Outra escola que abriu as portas para a diversidade foi a Beija-Flor de Nilópolis, que convidou a cantora Pabllo Vittar para desfilar no Carnaval 2018 como destaque.

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Por Luiz Felippe Reis

Porta-bandeira do Salgueiro, Marcella Alves é uma das maiores estrelas da Avenida nas últimas décadas. Com perfil pessoal tímido, a carismática dançarina até tenta se manter longe dos holofotes, mas ganhar mais e mais fãs, e de diferentes gerações, virou rotina, diante de tanto talento reconhecido por todos que curtem a dança de um casal.

Se a fama no Carnaval não é propriamente uma prioridade pra Marcella, os fãs são. Tentando se manter longe dos ‘flashs’, mas bem pertinho dos admiradores, ela guarda cada recordação. Nas redes sociais, são mais de 20 mil seguidores, e vários fãs-clubes espalhados pelo Brasil.

Dia desses, em outubro mais precisamente, ela participou de um evento em São Paulo e recebeu no camarote da Mocidade Alegre um casal de idosos fã da moça e uma estudante de jornalismo, convidados por Marcella para desfrutar na área VIP cada detalhe do “24h horas de samba”.

– Por mais que o Carnaval tenha se comercializado e a porta-bandeira seja uma função remunerada, ninguém faz pelo dinheiro, faz porque gosta. Não tem como passar por tudo que se passa, e não gostar. O meu amor pela escola, pela dança, fez muita gente olhar com muito carinho pra mim. Mas eu sou tímida, dançando eu incorporo um personagem. Fico envergonhada com esse carinho todo que eu recebo. Mas eu tenho que retribuir, porque você vê que é um sentimento verdadeiro deles. Eu agradeço muito a Deus – comentou a parceira do mestre-sala Sidclei, no Salgueiro.

Queridinha dos fãs, Marcella Alves agradece a Deus pelo carinho verdadeiro que ganha dos admiradores – Foto: Marcelo Cortes

Sobre o encontro com os fãs, ela se derreteu pra falar.

– A Menina veio de longe, falou comigo por direct (recurso de mensagens instantâneas do Instagram). Queria estar comigo, me abraçar, me tocar. Ela sabia que eu era flamenguista, e me deu uma caneca do Flamengo. Quando eu coloquei ela pra dentro, ela disse que tinha que me trazer um presente, e num outro camarote têm dois casais de Itatiba, dois idosos, vieram de ônibus pra conhecer a gente – conta.

Juliana presentou a flamenguista Marcella Alves com uma caneca rubro negra – Fotos: Irapuã Jeferson

Uma das diversas fãs de Marcella, a estudante Juliana Yamamoto tava radiante no encontro. Dá pra dizer que ela fala por todos os seguidores da porta-bandeira ao explicar tamanha adoração pela dançarina.

– A história dela no Carnaval me fascina. Sou muito fã – disse.

Foto de capa: Gabriel Monteiro/Riotur

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Por João Paulo Saconi

A vitória na disputa de sambas do Salgueiro conquistada por Xande de Pilares ao lado de seus parceiros ainda não foi suficiente para o cantor. Reconhecendo as qualidades da própria obra, o compositor e intérprete salgueirense destacou que a conquista do tricampeonato da disputa salgueirense – no dia 14 de outubro – só ficaria melhor com um detalhe: uma a vitória da Academia do Samba na Quarta-feira de cinzas, que não vem desde 2009.

— Sou um cara que respeita muito o trabalho dos outros compositores. Eu desfilaria mesmo se não ganhasse (a disputa), inclusive. Continuo à espera de um título, como salgueirense. Poucas vezes vi o Salgueiro ser campeão, foram duas vezes só (“Explode Coração”, em 1993 e “Tambor”, em 2009) e eu tô desde 2013, a primeira vez que fui convidado pelo carro de som pela minha presidente, esperando ser campeão. Você poder compor um samba e ver a escola ganhar com o seu samba é emocionante. Queria poder escrever meu nome na história da escola. — explicou o artista, que é intérprete da escola nove vezes campeã da festa, ao lado de Leonardo Bessa, Hudson Luiz e Tuninho Jr.

“Continuo a espera de um título”, disse Xande de Pilares | Foto: Irapuã Jeferson

Hino de 2018 não é o favorito 

Vitorioso nas disputas de samba de 2014, 2015 e 2018, Xande destacou que a primeira conquista ainda é a mais importante.

— “Gaia”, pra mim, sempre vai ser o melhor samba da minha vida. Em homenagem aos meus parceiros, que me deram a oportunidade de poder compor essa obra. Eu queria poder ganhar um samba. Ganhei um samba Estandarte de Ouro, Tamborim de Ouro, a bateria foi Estandarte e a gente quase ganhou o campeonato. Ainda é o samba da minha vida — finaliza.

Em 2018, o Salgueiro será a quarta escola a desfilar na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “Senhoras do ventre do mundo”, desenvolvido pelo carnavalesco Alex de Souza.

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Por Luiz Felippe Reis

Foram 169 sambas-enredo concorrentes lutando pra virar hino nas escolas do Grupo Especial, mas apenas 13 ganharam tal honra, depois de muita disputa, rivalidade, emoção intensa e grana investida. Com tudo escolhido – após mais de três meses de eliminatórias -, o passo seguinte foi ajustar pra deixar impecáveis as trilhas sonoras no CD oficial de 2018.

Por sete dias, os segmentos das agremiações da elite tomaram a Cidade do Samba e gravaram o batuque das baterias, as vozes dos cantores e, como já é tradicional, o coro de fundo das comunidades. Algumas escolas convocaram a participação da sua galera pelo Facebook, outras, além disso, prepararam ônibus pra carregar essa multidão aos estúdios montados especialmente no complexo de barracões. O resultado disso foi algo infelizmente incomum: Cidade do Samba movimentada.

Diretor de carnaval da Beija-Flor, Laíla é o produtor do CD das escolas de samba do Grupo Especial e acaba sendo um conselheiro técnico nas gravações das coirmãs – Foto: Eduardo Hollanda

Iniciadas no dia 17 de outubro, com Tuiuti e Grande Rio, as sessões de gravação terminaram nesta segunda-feira, 24, com a Beija-Flor de Nilópolis. O processo, que é bem desgastante, chega a durar três ou quatro horas por escola, mas ninguém sai de lá até que esteja perfeito. O comando técnico é de Laíla, diretor de carnaval da Beija-Flor, mas que, na gravação do CD, veste a camisa de todas.

– Tenho uma honra muito grande por ter recebido essa oportunidade lá atrás. As escolas estão muito fechadas com relação a esse trabalho, os diretores estão atendendo cada vez mais. Sou um cara muito pé no chão, mas sei o quanto eu contribuí. Não sou de ficar humilhando, nem me achando melhor que ninguém. Trabalho sempre com o “nós” – comentou Laíla, que há 50 anos participa da produção do disco.

Vamos lembrar as apresentações na Cidade do Samba das treze escolas do Grupo Especial. Por ordem, Tuiuti, Grande Rio, São Clemente, União da Ilha, Império Serrano, Mangueira, Vila Isabel, Salgueiro, Portela, Unidos da Tijuca, Imperatriz, Mocidade e Beija-Flor.

 

Dia 17

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 18

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 19

Vídeo: Srzd

Foto: Vinícius Albudane

 

Fotos: Marcelo Moura/Mangueira

 

 

Dia 20

Fotos da Vila: Eduardo Hollanda

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 21

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 22

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Eduardo Hollanda

 

 

Dia 23

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

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Por Luiz Felippe Reis

Solo adubado pelos enredos, irrigado nas sinopses e finalmente nesta sexta-feira, 20, a tão esperada colheita de sambas-enredo para o Carnaval 2018 chegou ao fim. Após emocionantes, polêmicas e acirradas finais dos concursos das obras concorrentes em dezenas de quadras espalhadas pelos quatro cantos do Rio de Janeiro, todas as escolas do Grupo Especial e da Série A já sabem as trilhas sonoras oficiais que serão tocadas na Sapucaí em fevereiro do ano que vem.

Vamos conhecê-las!

Em sua volta à Portela, a professora Rosa Magalhães dá mais uma aula com “De repente de lá pra cá e dirrepente de cá pra lá”. Uma crítica atual que aborda intolerância e xenofobia dentro de uma história encantadora de judeus fugidos da Europa, com destino ao Nordeste do Brasil, que contribuíram na formação de Nova York.

Compositores: Samir Trindade, Elson Ramires, Neyzinho do Cavaco, Paulo Lopita 77, Beto Rocha, J. Salles e Girão

Intérpretes: Tinga, Marquinhos Art’Samba, Diego Nicolau e Zé Paulo

 

 

 

 

Atual campeão, o carnavalesco Alexandre Louzada aposta na mesma fórmula vitoriosa de 2017. Pra quem uniu Brasil e Marrocos num desfile vencedor, “Namastê… A estrela que habita em mim, saúda a que existe em você” forma um elo do nosso país com a exuberante Índia do gigantesco Mahatma Ghandi e de tanta riqueza cultural e religiosa.

Compositores: Altay Veloso, Paulo César Feital, Zé Glória, J. Giovanni, Denilson do Rozário, Carlinhos da Chácara, Alex Saraiça e M. Meiners

Intérpretes: Zé Paulo e Igor Vianna

 

 

 

 

Sob o comando artístico de Alex de Souza, o Salgueiro se reencontra com um tema afro. “Senhoras do ventre do mundo” exalta históricas mulheres negras, que, apesar de seus feitos, tinham de lidar com o preconceito em suas épocas. Embora não seja focado na crítica, o enredo deixa uma mensagem contra a intolerância. A vermelho e branco busca o campeonato que não vem há nove anos.

Compositores: Xande de Pilares, Demá Chagas, Dudu Botelho, Renato Galante, Jassa, Leonardo Gallo, Betinho de Pilares, Vanderley Sena, Ralfe Ribeiro e W Corrêa

Intérpretes: Xande de Pilares, Leozinho Nunes e Luizinho Andanças

 

 

 

 

 

O carnavalesco Leandro Vieira meteu o dedo na ferida. “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” critica os destinos escolhidos pelo Carnaval e desbrava os porquês do evidente distanciamento popular das escolas. Reflexão imediata a partir do corte de verba da prefeitura de Marcelo Crivella, que não será poupado no desfile.

Compositores: Lequinho, Júnior Fionda, Alemão do Cavaco, Gabriel Machado, Wagner Santos, Gabriel Martins e Igor Leal.

Intérpretes: Tinga

 

 

 

 

O renomado casal de carnavalescos Renato e Márcia Lage e a Grande Rio brindam com alegria a Sapucaí no Domingo de Carnaval. “Vai para o trono ou não vai?” homenageia José Abelardo Barbosa, o gigante Chacrinha, um dos maiores comunicadores da história da televisão brasileira e figura emblemática da cultura nacional.

Compositores: Edispuma, Licinho JR., JL Escafura, Marcelinho Santos, Gylnei Bueno e Hélio Oliveira

Intérpretes: Ito Melodia e Leozinho Nunes

 

 

 

“Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu” é o enredo que vai fazer a Beija-Flor não se esconder da reflexão ante o dramático cenário de desigualdades, injustiças e amarguras sociais que emolduram a história brasileira. Um tema atual e disposto a lançar críticas sociais abrangentes, partindo da inspiração da história bicentenária de “Frankenstein”.

Compositores: Di Menor BF, Kiraizinho, Diego Oliveira, Bakaninha Beija Flor, JJ Santos, Julio Assis e Diogo Rosa.

Intérpretes: Tinga, Nino do Milênio e Bakaninha

 

 

 

 

Pela Imperatriz, Cahê Rodrigues faz “Uma noite real no Museu Nacional”, contando a história de 200 anos do espaço cultural, artístico e científico do Rio de Janeiro. O palácio serviu de casa para a família real, o que deve devolver à Imperatriz a cara suntuosa da década de 1990, quando a escola levou quatro campeonatos.O título não vai pra Ramos, bairro de origem da verde e branco, desde 2001.

Compositores: Júlio Alves, Jorge Arthur, Maninho do Ponto, Marcio Pessi, Piu das Casinhas

Intérpretes: Tinga

 

 

 

O carnavalesco Severo Luzardo põe a mesa, a Sapucaí come com os olhos e a União da Ilha experimenta um enredo sobre culinária: “Brasil bom de boca”. A ideia é mostrar os hábitos alimentares do brasileiro, passando pela influência estrangeira em nossos pratos. Da mesa de jantar ao galpão do boteco, tem pra todos os gostos.

Compositores: Ginho, Marcelão da Ilha, Flavinho Queiroga, Júnior, Thiago Caldas, John Bahiense, André de Souza e Prof. Hugo

Intérpretes: Tinga e Tuninho Jr.

 

 

 

Jorge Silveira, carnavalesco estreante no Grupo Especial, leva pra Avenida “Academicamente popular”, sobre os 200 anos da escola de belas artes do Rio de Janeiro, a mais importante da América latina. A sacada do artista é levar as artes plásticas ao público, com uma linguagem popular, alegre, mas cheia de conteúdo histórico que o tema exige.

Compositores: Ricardo Góes, Flavinho Segal, Naldo, Serginho Machado, Fabiano Paiva, Gustavo Clarão e Igor Marinho

Intérprete: Bruno Ribas

 

 

 

Atual campeão pela Portela, Paulo Barros foi para a Vila Isabel e vai transportar todo mundo na Sapucaí pra tempos que ainda virão. “Corra que o futuro vem aí” promete esbanjar tecnologia e impactar com muitas imagens de leitura direta e objetiva. Pra onde vamos? Como será o amanhã? Perguntas que a Vila se propõe a responder em ritmo de samba em 2018.

Compositores: Júlio Alves, Pinguim, JP, Marcelo Valência e Deco Augusto

Intérprete: Tinga, Marquinho Art’samba, Pepê Niterói e Rodrigo Gauz

 

 

 

 Ator, diretor, escritor, autor, dramaturgo e tudo mais Miguel Falabella é o dono dos holofotes da Tijuca em 2018. Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo lançam “Um Coração Urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem”, que mostra vida e obra do artista, um dos grandes escritores nacionais de entretenimento do país.
Compositores: Mart’nália, Fadico, Totonho, Marcelinho Moreira e Dudu
Intérprete: Wander Pires

Na Tuiuti, Jack Vasconcelos propõe reflexão com “Meu Deus, Meu Deus. Está extinta a escravidão?”. Após 130 da Lei Áurea, os negros ainda vivem sob as amarras do racismo e da falta de igualdade das oportunidades -uma “bondade cruel”, como definiu o carnavalesco na sinopse. Uma leitura histórica, imersa numa crítica atualíssima.

Compositores:Cláudio Russo, Moacyr Luz, Jurandir, Zezé e Aníbal.

Intérprete: Nino do Milênio

Na estreia pelo Império Serrano, o carnavalesco Fábio Ricardo aposta na cultura milenar da China para manter a verde e branco nove vezes campeã da festa na elite. “O Império do samba na rota da China”. A ideia é mostrar, além da riqueza histórica dos chineses, que a escola da Serrinha e o país asiático têm mais coisas em comum do que se possa imaginar.

Compositores: Tico do Gato, Chupeta, Henrique Hoffman, Lucas Donato, Arlindinho, Andinho Samara, Victor Rangel, Jefferson Oliveira, Ronaldo Nunes e André do Posto 7.

Intérprete: Tinga

 

 

SÉRIE A

Eis a safra:

COMPOSITORES: Zé Glória, William Lima, Gugu Psi, Lico Monteiro, Lucas Neves, Matheus Gaúcho e Lucas Macedo.

 

COMPOSITORES: Alexandre Naval, Filipe Medrado, Luiz Sapatinho, Pelé, Thiago Sousa, Marcio de Deus e Diego Tavares.

 

COMPOSITORES: Claudio Russo, Xande de Pilares, W. Corrêa, Ribeirinho, Alan Santos, Toninho do Trayler, Carlinhos do Mercadinho, Cabeça do Ajax e Jefinho Rodrigues.

 

COMPOSITORES: Bira, Oscar Bessa, Duda S.G., Márcio Rangel, Alexandre Villela, Guilherme Andrade, Adelyr, Bruno Soares e Rafael Raçudo.

 

COMPOSITORES: Marcio André, Anderson Benson, Amaury Cardoso, Ronaldo Nunes, Flavinho Segal, Marquinhos do Armazém e JR Vidigal

 

COMPOSITORES: Samir Trindade, Marcio André, Elson ramires, Paulo Lopita 77 e Núia

 

COMPOSITORES: Gabriel Martins, Bello, Wagner Big, Junior Fionda, Marcio André Filho, Jairo e Gigi da Estiva

 

COMPOSITORES: Claudio Russo, Diego Nicolau e Moacyr Luz

 

COMPOSITORES: Claudio Russo e André Diniz

 

COMPOSITORES: Felipe Filósofo, Ademir Ribeiro, Sérgio Joca, Orlando Ambrósio, Macaco Branco, Mário da Vila Progresso, Pacote, Xandinho Nocera, Fabio Borges, Ivan Câmara e Bertolo

 

COMPOSITORES: Preguinho, Tatiane Abrantes e Claudio Mattos

 

COMPOSITORES: Samir Trindade, Telmo Augusto, Fernandão, Girão, Marco Moreno, Marcelão e Thiago Meiners

 

COMPOSITORES: Diego Nicolau, Dudu Senna, Richard Valença , Renan Diniz, Orlando Ambrósio, Rafael Tinguinha, Rafael Prates, André Kaballa, Marcio de Deus, Washington Motta e Ivan Câmara

O Carnaval 2018 começa em pouco mais de três meses. A festa começa no dia 9/2, na Sexta-feira de Carnaval, com os desfiles da Série A, que tem continuidade no Sábado de festa. Domingo e Segunda rolam os desfiles do Grupo Especial.

 

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Por Redação

A parceria vencedora na final de samba-enredo do Salgueiro desta quinta-feira, 12, tinha tudo para ser a protagonista do feriado na quadra salgueirense, mas quem acabou roubando a cena foi o dono do carro de som, Ricardo, da Rick Sound. É que ele foi chamado às pressas para garantir a continuidade do evento, que sofreu com um apagão que seguiu por quase toda madrugada na quadra da vermelho e branco, no Andaraí, Zona Norte do Rio.

Com a presença do equipamento sonoro de Ricardo, a festa pode continuar. Responsável por “socorrer” o Salgueiro, ele estava dormindo quando recebeu o telefonema urgente para acudir a escola de samba.

– Eu e minha esposa estávamos dormindo quando ligaram pra mim perguntando se eu podia mandar um caminhão. No início, nem entendi direito. Socorrer uma escola de samba não tem preço. Aprendi com meu pai que o militar tem que estar sempre preparado pra guerra. Qualquer hora é hora – disse Ricardo.

Colaborou: Irapuã Jeferson

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O Carnaval 2018 vai ficar sem a maior festa popular que ele proporciona: os ensaios técnicos. É que a Liesa, através do presidente Jorge Castanheira, confirmou nesta quarta-feira, 4, que os treinos da Marquês de Sapucaí, que rolam sempre nos meses de janeiro e fevereiro, semanas antes dos desfiles oficiais, estão fora do calendário do próximo ano.

A falta de verba suficiente para a realização dos ensaios foi a argumentação usada pelo dirigente da liga, em entrevista ao Jornal Extra, para pôr um fim definitivo no mais emblemático evento de aproximação da festa com o povão. Há 15 anos os ensaios técnicos faziam parte das atividades de lazer dos cariocas, com entrada franca, o que garantia lotação máxima do Sambódromo nos dias dos treinos das escolas mais populares.

– O ensaio técnico está sendo cancelado porque a Liesa não tem recursos. Não tem como a gente fazer. Sem verba, só com patrocínio. Por enquanto, não tem. A Liesa vem bancando sozinha esses ensaios. Isso aí, pra gente, é um custo de R$ 3,5 milhões a R$ 4 milhões. Esse ano, infelizmente não vamos conseguir fazer – disse Castanheira ao jornal carioca.

Presidente da Liesa, Castanheira anuncia fim dos ensaios técnicos: ‘Não temos como fazer’ – Foto: Irapuã Jeferson

A afirmativa da Liesa confirma uma tendência, que vinha sendo cogitada desde os cortes de verba da prefeitura do Rio de Janeiro em 50% – caiu de R$ 2 milhões para R$ 1 milhão por escola. Em julho, após uma reunião, entre as várias que foram feitas, envolvendo dirigentes do Carnaval e o prefeito Marcelo Crivella, Castanheira já havia indicado um futuro incerto dos ensaios técnicos. Ainda no sétimo mês do ano, o Governo Federal fez uma espécie de reposição da subvenção retirada pelo município, o que, no entanto, não pode, segundo a liga, garantir a realização dos treinos no Sambódromo.

Escolas ainda esperam repasse de verba

Crivella prometeu quitar os três meses em débito com as escolas no último dia 25 de setembro, o que ainda não aconteceu. Mas a promessa da Riotur, empresa de turismo da prefeitura, é que a verba vai cair na conta das agremiações nos próximos dias. A subvenção deve ser repassada integralmente até o mês de novembro, de acordo com as negociações firmadas entre escolas e Crivella.

*Foto de capa: Alexandre Macieira/Riotur