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Beija-Flor 2018

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Por Redação

Na noite desta quinta-feira, 1, a Beija-Flor de Nilópolis anunciou o substituto de Laíla no comando geral de harmonia da escola. O escolhido é Válber Frutuoso, um discípulo do experiente diretor de carnaval, com quem trabalhou por 18 anos.

Válber Frutuoso vai substituir na Beija-Flor o seu mestre: Laíla – Foto: Divulgação

Experiente na função, Frutuoso carrega o samba no DNA, já que é filho de um dos fundadores do Cacique de Ramos, um dos maiores e mais conhecidos blocos cariocas.

A criação tão próxima à tamarineira fez com que a carreira no carnaval começasse cedo: o profissional começou como passista aos 15 anos e é diretor de harmonia há mais de 30. Com passagens pela União da Ilha e pela Grande Rio, Válber tem no currículo uma história de 18 anos na própria equipe de harmonia da Beija-Flor, para onde foi trazido por Laíla, a quem chama de “mestre”.

— Fico contente em poder retornar à equipe de harmonia da Beija-Flor. E é com muito carinho, respeito e responsabilidade que recebo esta oportunidade de voltar e continuidade ao trabalho desenvolvido durante anos pela escola. Vou buscar utilizar os ensinamentos do mestre Laíla, valorizando esta comunidade fantástica, o seu canto e evolução. Com isso, vamos brincar carnaval com garra e felicidade buscando, sempre em busca de novas conquistas — afirma Frutuoso, que está se despedindo da equipe de harmonia da Ilha após cinco carnavais na tricolor.

Em 2018, a Beija-Flor conquistou o 14° título na galeria de campeonatos. A azul e branco é a maior campeã do Sambódromo e do Século XXI; são 8 canecos em 18 possíveis.

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Caiu como uma bomba nos bastidores do Carnaval a notícia de que Laíla não integra mais o elenco da campeã da festa de 2018, a Beija-Flor de Nilópolis.

Após mais de duas décadas dedicadas à azul e branco, o diretor e membro da comissão carnavalesca da agremiação chegou a um acordo com a atual diretoria – liderada pelo diretor Almir José dos Reis, pelo conselheiro Gabriel David e pelo patrono Anísio Abraão David – e não estará mais com a Beija-Flor na próxima temporada.

Laíla emocionado durante a festa na apuração, que consagrou a Beija-Flor de Nilópolis campeã de 2018 – Foto: Irapuã Jeferson

A porta-bandeira Selminha Sorriso foi uma das sambistas surpreendidas com a saída de Laíla da escola.

– Meu coração chora – lamentou a dançarina nas redes sociais.

Leitores do Sambarazzo também comentaram a notícia, que agitou a noite deste sábado, 24, quando a escola desfilou numa das principais ruas de Nilópolis para festejar junto da comunidade o título do Carnaval 2018.

– Meu Deus… que triste. Laíla ainda tinha muito a ensinar aos jovens que estão chegando. É uma pena – escreveu o internauta Bruno Aquino.

Para o leitor Reginaldo Cerbelli, a perda será grande pra escola 14 vezes campeã do Carnaval do Rio:

– A Beija-flor não será mais a mesma sem o Laíla.

Pensa diferente o seguidor Leandro Tavares, que acha que ninguém é insubstituível.

– Não existe ninguém insubstituível, sou Beija-Flor, mas tudo na vida passa por transformação. Só os fortes entendem isso. Os que não são, um dia entenderão com a vida. Boa sorte, Laíla e boa sorte, Beija-Flor – argumentou.

Laíla fora da Beija-Flor! Saída do veterano diretor de carnaval foi anunciada na noite deste sábado, 24 – Foto: Irapuã Jeferson

Beija-Flor divulgou comunicado oficial

A Beija-Flor confirmou a saída de Laíla através de um comunicado cheio de elogios aos bons serviços prestados enquanto o diretor atuou pela escola.

Leia o texto na íntegra:

“Gratidão: é a partir deste importante valor que a Beija-Flor de Nilópolis anuncia nesta segunda, 26, o desligamento de Luiz Fernando do Carmo, o Laíla, do quadro de funcionários da escola. A saída do diretor de carnaval e membro da comissão de carnavalescos acontece amigavelmente em comum acordo entre ele e a diretoria da agremiação, que agradece pela essencial participação de Laíla na formulação de seus últimos 23 desfiles.

Em sua terceira passagem pela azul e branca, iniciada em 1995, o dirigente ajudou a Beija-Flor a conquistar oito vitórias, incluindo o histórico tricampeonato (2003, 2004 e 2005) e um bi (2007 e 2008). Uma das principais figuras da equipe de carnavalescos, desenvolveu também trabalho relevante junto à comunidade, reforçando os resultados nos quesitos Harmonia e Evolução, que ajudaram a garantir a conquista do campeonato do Carnaval 2018.

Trabalhando diariamente pela renovação de seu estilo de desfiles, a Deusa da Passarela reconhece e enaltece a importância das ideias de Laíla e de sua disposição para as tentativas de transformar não só a escola, mas também o maior espetáculo da Terra.

Nesses 23 anos de parceria ininterrupta, a escola aprendeu muito com Laíla e certamente o ensinou bastante. A equipe de carnaval da agremiação de Nilópolis, representada pelo patrono Anísio Abrahão David, deseja caminhos abertos e prósperos a quem tanto lutou para que os nossos estivessem sempre livres e vitoriosos. Obrigado, Laíla! Um grande abraço da Família Beija-Flor!”.

Destino: Grande Rio?

Na Quarta-Feira de Cinzas, tão logo a Beija-Flor foi consagrada campeã, Laíla declarou em entrevista ao Sambarazzo que gostaria de ajudar a Grande Rio, que foi rebaixada para a Série A, a se reestruturar e voltar a desfilar no grupo principal.

Na ocasião, o diretor disse que caso o patrono da Beija-Flor, Anísio, não concordasse com alguns posicionamentos do veterano diretor, seria melhor pôr fim ao casamento. Dito e feito. Agora, é esperar pra ver se em 2019 Laíla vai desfilar defendendo as cores da tricolor Acadêmicos do Grande Rio, onde já trabalhou em outros carnavais.

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Já tradicional, o desfile da Beija-Flor na Estrada Mirandela, no centro de Nilópolis, vai ser especial neste ano. Campeã do Carnaval após três temporadas, a azul e branco vai levar o ‘arrastão de alegria e emoção’ que rolou na Sapucaí, durante a festa, para a principal via do município da Baixada Fluminense neste sábado, 24.

A concentração para o desfile começa às 19h30 e terá presença do elenco multi-campeão pela escola de samba.

Com a vitória na Quarta-feira de Cinzas, a Beija-Flor chegou ao 14° título da galeria. A escola é a maior campeã do Século XXI, com oito vitórias em 18 possíveis.

Confira imagens do desfile – Fotos: Gabriel Nascimento, Gabriel Monteiro, Dhavid Normando, Paulo Portilho e Fernando Grilli /Riotur

 

Fotos: Michele Iassanori:

Fotos: Irapuã Jeferson:

 

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Cantora pop das mais festejadas em 2017, Pablo Vittar começou 2018 curtindo as vibrações do samba da Beija-Flor de Nilópolis. Figura certa no desfile, da escola nilopolitana, a drag queen mais famosa da hora caiu na festa da azul e branco no ensaio realizado nesta quinta-feira, 25, em Nilópolis, na Baixada Fluminense.

Pablo não se negou a posar para as fotos com os fãs da Beija-Flor, curtiu mais um treino pesado da escola 13 vezes campeã rumo ao Carnaval e aproveitou pra sentir o clima da agremiação onde vai desfilar na Segunda-feira de festa.

Confira as imagens – Foto: Eduardo Hollanda/Beija-Flor

 

Confira outras imagens do ensaio da Beija-Flor:

 

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“Como será o amanhã?”. A pergunta, versada no samba da União da Ilha de 1978, é a que mais passa na cabeça do povo, ainda mais no começo do ano, período de fazer planos e buscar realizar novos e antigos sonhos. No caso do Sambarazzo, é claro que a curiosidade gira em torno do Carnaval. Já que perguntar não ofende, convocamos um time de videntes pra responder o que interessa: Quem vai se dar melhor na Quarta-Feira de Cinzas e deixar a Apoteose consagrada campeã da festa de 2018?

E, como dizem que as cartas não mentem jamais, vejamos o que futuro reserva a cada uma das 13 escolas do Especial no Carnaval que já bate à porta.

Esmeralda de Gaya apontou o futuro pelo baralho cigano, mesma origem da clarividência de Sibyla Rudana, que confirmou as previsões no Baralho da Maria Padilha, entidade cultuada na umbanda e no candomblé, técnica igualmente utilizada pela cartomante Rosana Castela. Representante do xamanismo, o cigano Roberto El Marttini fecha a seleção de místicos convidada pelo Sambarazzo.

 Previsões por escola:

Esmeralda de Gaya – Vem cheia de orgulho e segurança. Fará um belo desfile, estará entre as primeiras, mas não ganha.

Roberto El Marttini – Há uma mulher que sabe usar a flexibilidade. Os problemas parecem maiores do que são, será um carnaval de boas recordações. Tem relações honestas de trabalho, empresa com filosofia e cultura pautada dentro dos padrões e valores éticos, é um bom jogo profissional. Não será um ano de campeonato, mas é um ano favorável pra Portela. Tem beleza, empolgação, vejo um bom desfile, deve estar entre as quatro ou cinco primeiras, mas sem vitória.

Rosana Castela – Por uma questão de teimosia, estão teimando por alguma coisa que sabem que não vai ser favorável, e isso será feito e eles serão traídos. Essa traição pode ser evitada se fizerem uma parceria ou uma negociação com alguém pra reverter o quadro da escola. Tem gente que não tá se entendendo bem. O jogo não aponta ela como vitoriosa.

Sibyla Rudana –  Fica entre as seis primeiras colocadas. No centro do jogo tem um apoio muito grande e uma verdadeira fortuna na síntese da Portela. A torre (que saiu no jogo da cigana pra Portela) fala de coisas que são esclarecidas. Quando a torre desaba, a luz entra. Algo está sendo feito de uma forma, que precisa ser feito de outra. Mas vai estar entre as seis primeiras. É um caminho de redenção. Consegue desatar um nó financeiro. E tem uma pessoa amiga, muita amiga, ligada à escola, que não vai ficar na escola.

Esmeralda de Gaya – Um desfile rico, vibrante, surpreendente e marcante. No momento, as cartas me mostram as três maiores possibilidades de campeonato, e a Mocidade está entre essas maiores possibilidades.

Roberto El Marttini – A Mocidade tem a carta do pavão. Temos que levar em consideração que 2018 é regido por Saturno, que requer perfeccionismo. Vai ter beleza, luxo, glamour… Vejo sorte nos negócios, tudo revertido em luz e paz espiritual, a justiça divina falará por seu intermédio. Um jogo muito bom, de campeã.

Rosana Castela – Vai encontrar algumas dificuldades, mas vai superar, diante de algumas mudanças que já estão acontecendo. Viram que algo iria desfavorecer e tomaram atitudes internas, modificaram e começaram a seguir um bom caminho. Está com caminhos abertos. A Mocidade é uma das favoritas.

Sibyla Rudana –  Não vejo a Mocidade sendo prejudicada nem fazendo um desfile ruim. Tudo que se pode dizer em termos de fluxo de influências tá favorecido. Mas ainda há coisas internas pra serem resolvidas, organizadas. Volta sábado com certeza.

Esmeralda de Gaya – Mais uma vez o Salgueiro virá com um belo desfile no sentido de alegorias. Desfile lindo aos olhos, mas sem a emoção que o enredo pede. O Salgueiro arrasta um período de pertubações astrais, em virtude de débitos espirituais que precisam ser sanados. Fica entre as seis melhores.

Roberto El Marttini – Salgueiro conta com a sorte. Há grande chance, no entanto, de ser manipulado por alguém de fora, o que pode causar dor e sofrimento. Poderá ser impedido de colher os frutos do trabalho, o que vai causar um aborrecimento por não perceber no resultado o esforço despendido. Volta no Sábado.

Rosana Castela – Uma das favoritas. Vai sofrer uma traição, que pode ser em nível de julgamento. Pode entrar na Avenida com tudo pra ser “a escola” e sofrer com notas indevidas, de ninguém saber explicar as notas. Mas o jogo mostra sorte. O Salgueiro vai ter um bom caminho. Se for prejudicado, será por essas traições no momento de julgamento.

Sibyla Rudana – Tem caminhos abertos pra conseguir uma excelente colocação. Mas é obrigada a se submeter a uma circunstância interna, que coloca a escola em sacrifício, uma solicitação superior, uma imposição negativa pra ela. É uma escola que vai fazer sucesso. Volta no Sábado.

Esmeralda de Gaya –  Vai fazer um desfile surpreendente, com muito amor, garra e alegria. Vem agarrando a chance da vitória, com a essência da Mangueira do passado, apostando no amor de seus integrantes para fazer a escola brilhar. Vai ser um desfile marcado pela emoção e segurança, e com muita vontade de vencer. No momento, as cartas me mostram as três maiores possibilidades de campeonato, e a Mangueira está entre essas maiores possibilidades.

Roberto El Marttini – Passa uma névoa de instabilidade na escola, falta mais harmonia interna, deve haver ou houve rupturas por mal-entendidos, e o desfecho da Mangueira neste ano traz alto risco de estresse. Não vejo boa sorte.

Rosana Castela – Jogo indica boa sorte, bom caminho, bom trabalho. Grandes possibilidades de ser a campeã. Jogo muito bom mesmo. Melhores “caídas” (cartas no jogo) foi a da Mangueira.

Sibyla Rudana – Muitas forças espirituais participando do enredo. Conflitos, adversidades, falta de resolução de problemas que estão diante do nariz, a escola precisa se unir mais. O que vejo é um cabo de força. Uns querem uma coisa, outros querem outras coisas. Corre risco de ficar numa posição indesejável. Provavelmente, não volta no Sábado das Campeãs.

Esmeralda de Gaya –  Apesar das expectativas em torno dessa escola, fará um desfile para cumprir seus requisitos, mas sem grandes marcas de expressão. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Roberto El Marttini – A vibração é boa, a Grande Rio conta com sorte, luxo, beleza e tem grandes acertos. Não pode modificar o passado, mas pode atuar no presente preparando um futuro melhor. Há quem tente impedir o progresso, mas no final vencerá. Ela e a Mocidade vão apresentar muita riqueza, acima das outras, mas Saturno rege e exige perfeccionismo. Vai estar bem colocada, mas não leva.

Rosana Castela – Há um problema de poder na escola. Alguém está de alguma forma minando caminhos que pudessem favorecer a escola. Não é alguém agindo pra desfavorecer a escola, mas pra desmerecer o trabalho que está sendo feito por alguém, pra tirar o brilho de alguém.

Sibyla Rudana – Cinco de paus na carta do ambiente significa que tem que lutar muito pra conseguir que os olhos se voltem pra você. Mas é uma escola que tem sorte e muito dinheiro investido. Rei de Ouros, com favorecimento de recursos. Muita visibilidade. O corte diria que consegue o que quer, não como quer. Tem portas abertas, chama atenção e faz sucesso.

Esmeralda de Gaya – Muitos imprevistos e pertubações no decorrer dos trabalhos da Beija Flor. Mas a escola traz consigo o poder de transformar as adversidades em força, e seus componentes conseguem transmitir isso na Avenida. Fará um desfile arrebatador, que emocionará e contagiará aos espectadores. É uma das três mais fortes candidatas ao título no jogo.

Roberto El Marttini 2 – Neste ano, Saturno rege, e ele pede um perfeccionismo, muita destreza, e borboleta e águia são os animais de poder que representam essa perfeição. A Beija-Flor tem a borboleta. Vai fazer um carnaval muito diferente dos outros, bem melhor que nos carnavais anteriores, vai surpreender. Tem no desfecho do jogo harmonia, felicidade familiar, poder criativo usado para o bem.

Rosana Castela – Vai surpreender. Tem um conjunto harmônico, as coisas estão coesas. Isso vai surpreender as pessoas. Pode ser que sofra algum abalo na hora do desfile. Mas é uma candidata. Não por ser a Beija-Flor, mas pelo nível de organização, pelo que está sendo feito lá dentro. Podemos dizer que é candidata ao campeonato.

Sibyla Rudana – Tem O Mago, o Fazedor, o que faz e acontece. Hoje, a vibe da Beija-Flor é de campeã. Muita energia trabalhando. Muito difícil perder. Hoje, pelo jogo, a favorita é a Beija-Flor. Tem muito apoio espiritual.

Esmeralda de Gaya – É um desfile para cumprir requisitos, mas sem grandes marcas. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Roberto El Marttini 2 – Vive um inferno astral. Precisa de uma harmonia de inter-relacionamento e, mais do que o quesito, precisa expandir o núcleo de amizades. Existe uma influência energética negativa, que pode mais uma vez tirar essa escola do Desfile das Campeãs. Acho difícil voltar.

Rosana Castela – Existe uma falta de concordância dentro da Imperatriz. Por algum motivo, pessoas se metem em assuntos que não devem se meter. Uma parceria foi quebrada e quebrou o equilíbrio emocional da escola.

Sibyla Rudana – Jogo fala de uma desistência. Tem alguém saindo fora. Ou tem alguém que não tá muito localizado no assunto. Carta fala de morte. Não é necessariamente morte, não. É alguém que sai fora. Mas a síntese do jogo é a Torre, que simboliza “não sei o que faço, não sei o que quero”. Mas há a imagem de uma criança pedindo colo. Tem uma crise interna. Vai me surpreender se no meio desse caos a Imperatriz voltar no Sábado.

Esmeralda de Gaya – É um desfile sem grandes marcas. Não cai.

Roberto El Marttini – Não fará este ano um carnaval pra ser campeã, mas se mantém no Grupo Especial. Tá precisando de força, tá vivendo dificuldades grandes. Não é um caminho fácil pra ela. É importante não ficar se lamentando, e se reerguer.

Rosana Castela – Caminhos abertos. Vem abençoada pela espiritualidade. Está com caminho de sorte. Tá redonda a escola. Há perigo de uma traição externa. Um julgamento pode não ser o correto. A Ilha vem bem.

Sibyla Rudana – Enguiços muito grandes no meio do caminho. Tem empenho, compromisso de chegar lá, mas tem que ter muito cuidado com fogo. Muito fogo pro meu gosto. Muito cuidado com a manutenção das coisas. Aconselho que busque apoio nas energias que acreditam, pra que possam melhorar essa tendência. Ainda mostra que a escola tem sorte, mas tem coisa a consertar e está precisando de ajuda.  Diria que não cai.

Roberto El Marttini – Dá pra ver que é uma escola movida à paixão. Não pode pensar em desistir, pois está alcançando êxito aos poucos, tem sorte, vejo reconhecimento. Não creio que fique entre as seis, mas não cai.

Rosana Castela – Vai ter algumas alegrias nesse carnaval. Vai chegar mais longe do que espera. Na verdade, não imaginam onde vão chegar. Vai ser prejudicada, vai ter alguns embaraços e dificuldades. Vai causar prejuízo ético. Não cai.

Sibyla Rudana – Época de virada. Mudança favorável. Tem no centro do jogo uma aliança boa. O brilho de uma pessoa, que colhe os frutos de um grande sucesso. A São Clemente não vai ficar mal, não. Embora o 7 de Paus diga que tem uma posição acirrada, dependendo de décimos pra chegar numa posição melhor.

Roberto El Marttini – O ano de 2018 Saturno está na regência. Já falei da exigência pelo perfeccionismo neste ano, e isso favorece a Vila Isabel e a Beija-Flor. A Vila tem a carta da águia, a grande visionária. Vai despertar paixões no desfile, mas é importante controlar as emoções.

Rosana Castela – Caminho próspero. De vitórias. De boa sorte. Trabalho bem sério. Trabalhando no passinho dela. Pode plenamente ter vitória. Tudo tá muito positivo. Muito favorável. Não tá passando por problema financeiro, ou de direção. Tá trabalhando em silêncio, mas trabalhando bem.

Sibyla Rudana – Se não ganhar, tá entre as seis. Favorecimento muito grande. Tem o sol no centro do jogo. Mas tem alguma coisa relacionada a atropelo de última hora. Não é acidente. Mas atrapalha. Pinta com força muito grande. Muito interessante o jogo dela. Volta entre as seis com certeza.

Roberto El Marttini – Vai se recuperar. Tem inimigos ocultos querendo criar situações pra desestabilizar. Se tiver autoconfiança fortalecida, vencerá isso. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Rosana Castela – Tem bons caminhos. A escola vai sofrer algum tipo de injustiça. É uma escola que apesar de ter um bom caminho de condições de chegar lá, não está entre as que podem voltar. Mas poderia estar muito melhor. Alguém precisa rever os conceitos. Às vezes, dar um passo atrás é uma questão de inteligência.

Sibyla Rudana – É uma volta dela aos grandes espetáculos. Centro do jogo tem uma parceria boa, que chama a atenção das pessoas positivamente. Corta essa sociedade o Dois de Ouros, que sugere ralar mais um pouco. Que volte a ter mais criatividade. Fala sobre um desequilíbrio financeiro, falta de grana. No caminho, porém, tem a carta do carro, falando que a pessoa tem que dominar situações e harmonizar, mas tem no jogo uma vitória. O desfile vai ter destaque.

Roberto El Marttini – Tem um samba de forte vibração. Saturno exige, além de perfeccionismo, muita criatividade, e a Tuiuti terá boa criatividade. O jogo diz que só não terá êxito se não quiser, fala pra não ter medo de recomeçar do zero e terá proteção pra isso.

Rosana Castela – Vem passando por algumas dificuldades. Tendência a não sobreviver a este Carnaval no Grupo Especial.

Sibyla Rudana – Risco de ter problema. Não é legal quando tem no centro do jogo uma carta de finalização, que é a morte. Vai estar bonita. Mostra um enguiço, um problema. Tem dois cortes no jogo da Tuiuti, não gostaria que tivesse. Mostra no desfecho do jogo uma certa melancolia, tristeza, incapacidade de resolução de problemas, dificuldades.

Roberto El Marttini – Tem empolgação, esperança, mas entra com fatores negativos. Pode não cair, mas é difícil. Dá pra ver que é uma escola que tem muito amor envolvido ali dentro. O jogo fala de persistir no sonho e que a ferida, por mais dolorosa que seja, se cura. E o desfecho diz que justiça não se discute, luta-se por ela.

Rosana Castela – Tem tudo pra ter boas vitórias. Vai acontecer uma traição ou já está acontecendo um racha. Por questões de opinião, de forma de conduzir as coisas. Alguém está querendo arrumar a casa, mas há quem não queira mexer, o que leva a um racha. É como se a escola se dividisse em dois segmentos. Momento de crise no Império. Pode até não cair, mas não será fácil.

Sibyla Rudana – Centro do jogo é o sol. Chama atenção. Recomeça uma jornada de ascensão. Espero que não caia, porque tem um grande desafio interno pra resolver. Não é externo. Um peso, uma perturbação… Mas o Império vai à luta, e consegue chamar atenção.

Nota importante: A cartomante Esmeralda de Gaya não detalhou os desfiles e o resultado das escolas que, no jogo dela, ficarão de fora do Sábado das Campeãs. Por isso, algumas agremiações estão sem as considerações da vidente.

*Baralho Cigano e Quiromancia (leitura de mão) => Esmeralda de Gaya: (22) 97403-4807

*Oráculo Xamã e Baralho Cigano => Roberto El Marttini: (21) 2722-1863 / (21) 98728-6186

*Búzios e Baralho da Padilha => Rosana Castela: (21) 97044-6839 / (21) 4141-8797

*Baralho Cigano, Baralho da Padilha e Pêndulo => Sibyla Rudana: (21) 97530-7799 / (21) 3624-7555

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Uma discussão que o Carnaval precisa encarar, e que vai muito além dos cortes de verba, é no que diz respeito ao conceito da festa e sua realização. O que pode ser melhorado no evento da Sapucaí? O que pode despertar maior interesse do público? Novas ideias, fora de velhos clichês, podem fazer a diferença pro samba voltar aos tempos de glória e cair nos braços do povo novamente, com a mesma força de outros carnavais.

Aos 20 anos de idade, Gabriel David, conselheiro da Beija-Flor e herdeiro do patrono Anísio Abraão David, abre o debate para reflexão e propõe novos métodos. Na visão dele, o Carnaval precisa se remodelar pra ontem.

– Se o Carnaval não mudar, vai acabar. E é uma mudança urgente. Tem que ser um espetáculo mais atual, mais comercial. E não é planejar pra daqui a uns anos, não. Vamos mudar agora, em 2018. Vai ser o quarto ano que estou mais presente, mas é o primeiro que começo a falar. Comecei a pedir um pouco mais de interação. Acredito muito na figura do carro alegórico, que foi uma figura que a gente fugiu no Carnaval passado. Mas, no Carnaval deste ano acho que a gente dá um bom passo nesse sentido – opina.

“Paro pra assistir o Paulo Barros”

‘Paro pra assistir o Paulo Barros. Acho que ele muda a concepção de fazer carnaval. Quero evoluir com base na ideia dele’, admitiu Gabriel – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

Para o novato, o estilo de Paulo Barros deve ser seguido pelos demais carnavalescos da festa, a título de seduzir o público.

– Paro pra assistir o Paulo Barros, por exemplo. Acho que ele muda a concepção de fazer carnaval. Quero evoluir com base na ideia dele. Muito se critica se o Paulo cria ou copia. Mas esse não é o ponto. A qualidade dele é essa, é ter interatividade com o público, é se preocupar com o espetáculo. Não acho que seja só botando gente em cima de carro batendo palma. É muito mais do que isso. A comissão (da Beija-Flor) deste ano não foi criada pra ganhar carnaval. Não é que eu não queira ganhar. Quero passar a imagem de que você não perdeu seu tempo ali, indo ao Sambódromo – discursa Gabriel.

“Ninguém fica 12 horas ouvindo só samba”

Vivendo intensamente o cotidiano do barracão da Beija-Flor, Gabriel David compartilha com o diretor de carnaval Laíla novas propostas para a festa – Foto: Irapuã Jeferson

Pra este ano, Gabriel David vai lançar uma área VIP na Avenida. “Nosso Camarote”, comandado por ele, e que tem como sócio Ronaldo Fenômeno, vai ter de tudo. De música sertaneja aos sucessos do momento de todos os ritmos, incluindo os sambas-enredo, uma tática utilizada hoje por qualquer festival internacional de música. O conselheiro busca unir tantos estilos a fim de atrair para o mundo do Carnaval os mais jovens.

– Será um camarote totalmente diferenciado. Boate que não toca só samba. Foi esse tipo de espaço que fez o jovem voltar à Sapucaí. Ninguém fica 12 horas só ouvindo samba, nem 12 horas ouvindo só sertanejo. Qualquer festival toca outros tipos de música. Esse é um modelo que o Carnaval ainda não entendeu. Você tem que dar um serviço completo pro cliente. Os shows principais acontecerão nos intervalos. A ideia é trazer o público jovem pra escola de samba, num ambiente que o jovem queira estar, com artistas como Luan Santana e Ludmilla, e sambistas como Jorge Aragão e Péricles – conta.

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A Beija-Flor de Nilópolis, assim como todas as escolas de samba, corre atrás de receitas para a construção ideal do Carnaval que se aproxima. A azul e branco deu um passo importante: nesta sexta-feira, 15, conseguiu aprovação para captar, via Lei Rouanet – Lei de incentivo à cultura -, a bagatela de R$ 2,4 milhões, segundo a coluna de Lauro Jardim, do Jornal O Globo. Agora, a missão é buscar as empresas interessadas no projeto para finalizar a operação.

Esperança de grande desafogo, diante do corte de verbas públicas – em 50% – ao Carnaval imposto pelo prefeito do Rio Marcelo Crivella, o Ministério da Cultura decidiu nesta semana cancelar o repasse no valor de R$ 8 milhões – R$ 1 milhão pela Lei Rouanet e R$ 7 milhões através da Caixa – às escolas de samba do Grupo Especial, jogando um balde de água fria nas pretensões mais animadas de dirigentes e torcedores.

Em 2018, a Beija-Flor tenta o 14° título da galeria com o enredo crítico “Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu”, desenvolvido pela comissão de carnaval.

Foto de capa: Fernando Grilli/Riotur

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Esperança de grande desafogo, diante do corte de verbas públicas – em 50% – ao Carnaval imposto pelo prefeito do Rio Marcelo Crivella, o Ministério da Cultura decidiu cancelar o repasse no valor de R$ 8 milhões – R$ 1 milhão pela Lei Rouanet e R$ 7 milhões através da Caixa – às escolas de samba do Grupo Especial, jogando um balde de água fria nas pretensões mais animadas de dirigentes e torcedores.

O departamento do Governo Federal, do presidente da República Michel Temer, alegou que exigências não foram cumpridas pela Liesa. Em nota, o MinC esclareceu a reviravolta:

– Infelizmente a Liga das Escolas de Samba não atendeu as exigências da Caixa e do MinC, que são as mesmas feitas a todos os projetos culturais patrocinados via Lei Rouanet – destacou o texto, que ainda responsabiliza a Liesa pela impossibilidade do repasse: ‘A responsabilidade é da Liga das Escolas de Samba’.

Presidente da Liesa, Jorge Castanheira reagiu às alegações do Ministério da Cultura e lamentou a negativa do governo brasileiro.

– A nossa preocupação é muito grande com relação a isso. Nós fizemos tudo o que foi pedido, e aí vem essa informação contrariando tudo o que tinha sido combinado lá atrás. Não sei se tem esperança ainda, não posso dizer – lamentou.

Decisão do Ministério da Cultura tirou R$ 8 milhões do Carnaval – Foto: Irapuã Jeferson

Entenda a história:

Em junho deste ano, o prefeito Marcelo Crivella anunciou um corte de 50% da subvenção direcionada às escolas de samba. A decisão gerou desdobramentos: a primeira delas foi executada pela Liesa, que chegou a suspender os desfiles da Sapucaí do Grupo Especial.

Com a fogueira acesa, sambistas chegaram a sair às ruas para se manifestar contra a redução de verba. A partir daí, o prefeito recebeu os dirigentes e não arredou o pé, mantendo o valor de R$ 1 milhão para cada escola do Especial. Poucos dias depois, os presidentes das agremiações finalizaram as negociações e ficou estabelecido que o contrato dos anos anteriores seria mantido, só com a alteração, evidentemente, das datas e dos valores.

Outro acordo era de que o pagamento da subvenção seria feito em cinco parcelas. Quatro delas de R$ 225 mil e uma última de R$ 100 mil, com o primeiro pagamento previsto para o mês de julho. Houve atrasos e até agora, meados de dezembro, apenas a metade do valor foi quitado.

Cúpula de dirigentes do Carnaval foi a Brasília e saiu de lá com promessa de apoio financeiro do Governo Federal, que não aceitou o projeto elaborado pelas escolas de samba – Foto: Divulgação

Uma luz no fim do túnel surgiu com o apoio do Governo Federal, encabeçado pelo ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, que encampou a luta das escolas e prometeu repôr a verba perdida. Os dirigentes foram a Brasília e voltaram pra casa com a promessa dos R$ 13 milhões – R$ 1 milhão pra cada. Sem previsão de quando a grana iria chegar, sobrava como alento a promessa de R$ 8 milhões através da Caixa Econômica, o que se perdeu nesta semana.

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Quem já teve a honra de conversar com Laíla sabe: o papo sempre rende. O “problema” é que quando a prosa é com um jornalista fica difícil até escolher a frase mais impactante pra virar aspa central da matéria. É que o diretor de carnaval da Beija-Flor (quase 50 anos de serviços bem prestados ao samba nas costas) sabe das coisas, e, pra alegria de quem vos escreve, também gosta de falar.

Sem fugir de pergunta alguma num ano atípico para a festa – o Carnaval 2017 foi marcado por trágicos acidentes na Sapucaí, drásticos cortes de verba pelas mãos de um prefeito evangélico e interdição dos barracões a três meses do desfile -, o mandachuva da Beija-Flor soltou o verbo na entrevista ao Sambarazzo.

“Estão querendo regredir pra 1950, quando crioulo não podia cantar samba”

Para o líder da comissão carnavalesca da azul e branco de Nilópolis, o Carnaval do Rio de Janeiro vive um período de retrocesso e censura, que remete à época em que ser sambista era coisa de marginal.

– Acho que estão querendo regredir. Estão querendo trazer o espetáculo de volta pra 1950, quando o samba era proibido, quando crioulo não podia cantar samba, quando as escolas eram perseguidas diretamente – sintetiza.

Apesar do protesto, e convicto de que há clara tentativa de esvaziar a festa, Laíla contemporiza na hora de supor os motivos que teriam levado o prefeito do Rio Marcelo Crivella (PRB) a cortar metade da grana que as agremiações vinham recebendo.

– Não quero acreditar que o prefeito seria louco de querer prejudicar o Carnaval por causa da intolerância religiosa. A gente se pegar por uma guerra religiosa… não pode ser isso. Sou espírita declarado, mas não posso acreditar que ele esteja misturando as coisas. Ele deve estar buscando dentro da cabeça dele segurar o estado, fazer a cidade voltar a ter as rendas habituais. Acho que fez mais pela administração mesmo – pondera.

Barracões interditados: “O Ministério do Trabalho não tá errado”

A respeito das interdições dos 13 barracões da Cidade do Samba, Laíla também não passa a mão na cabeça das escolas. Mas considerou inoportuno o momento para tais fiscalizações, que obrigaram as chamadas “fábricas dos sonhos” a ficar de portas fechadas a três meses do evento na Sapucaí – a liberação aconteceu esta semana.

– O Ministério do Trabalho não tá errado, só acho que essa fiscalização foi tardia e aconteceu na hora errada, faltando pouco tempo pro desfile. Mas tenho certeza de que havia necessidade disso. Estávamos habituados a trabalhar no ‘bota pra lá, bota pra cá’. Não tinha segurança. Mas que local de trabalho não deve ser seguro? Todos devem ser – frisa.

As vistorias nos barracões atrasaram – e muito – o Carnaval 2018.

– Tá tudo bastante atrasado. Hoje, estamos só com 30% da escola pronta. Mas, quando chegar na semana do Carnaval, vamos terminar tudo, como sempre – garante Laíla, adiantando que ano que vem a Beija-Flor vai desfilar com 3300 pessoas, cinco carros alegóricos e um tripé.

“Custou a acontecer”, diz Laíla sobre acidentes do Carnaval 2017

Concluídas as fiscalizações, e agora tocando o carnaval em ambiente considerado mais seguro pelos órgãos competentes, Laíla fica à vontade para falar dos chocantes acidentes da Sapucaí este ano, que tiveram contornos dramáticos e triste fim: a radialista Liza Carioca, atropelada por uma desgovernada alegoria da Paraíso do Tuiuti, no Domingo de Carnaval, morreu após meses de internação:

– Custou a acontecer. Não deveria ter tragédia, mas, da maneira como era tocado, custou a acontecer. Infelizmente, acidentes acontecem, mas a prevenção é sempre bem-vinda. Agora, acidente sempre teve, sempre teve carro que bateu, destaque que caiu, até na Beija-Flor… Mas nada nessa proporção.

Fim de uma era? Laíla e o cancelamento dos ensaios técnicos

Outra notícia que deu um balde de água fria nos amantes do samba foi o fim dos ensaios técnicos no Sambódromo, que deixam o calendário oficial da cidade após 15 anos de treinos de graça, com arquibancadas lotadas.

– Sugeri à Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) um ensaio técnico coletivo, em reunião com a presença de diretores de todas as escolas. Sugeri de, na lavagem da Sapucaí, cada escola levar componentes e fazer um grande desfile com todas, cantando sambas como um pout-pourri, emendando um no outro. Teve um ato lá da Igreja Evangélica, por que o samba não poderia se manifestar assim? Mas depende da liga. A ideia foi dada, e seria um ato lindíssimo – acredita.

Apesar de lamentar o cancelamento dos treinos técnicos no palco principal da festa, Laíla acha que as escolas pouco vão sentir, na prática, a falta do ensaio na Avenida, que pra ele tinha pouca valia no aspecto técnico:

– O ensaio é muito bom pro povo que não tem condições de assistir no dia do desfile oficial. Mas você faz um ensaio técnico hoje, e no desfile é completamente diferente. Dá até pra consertar, corrigir alguma coisa que poderia dar errado no dia do desfile, mas vale muito mais como festa. Proveito mesmo você só tira no dia. Já aconteceu da Beija-Flor fazer um ensaio ótimo e no dia do desfile estar uma escola morna. Mas é pena acabar, já tinha virado hobby pro sambista.

“Faria de novo”, garante Laíla sobre botar 100% dos componentes fantasiados de índio

Os jurados não curtiram e avaliaram mal o quesito “Fantasias” da Beija-Flor no último carnaval – foram sete décimos perdidos, sem considerar o descarte da nota mais baixa (9,7 – 9,9 – 9,9 – 9,8). Laíla acreditou que daria certo a ideia de vestir a escola inteira de índio dentro do enredo “A virgem dos lábios de mel – Iracema”, inspirado no clássico de José de Alencar. Mas arrependimento é uma palavra que não compõe o dicionário do diretor.

– Faria de novo. Considero a ideia magnífica pra diminuir um pouco do modelo antigo, e fazer uma nova linguagem. Mas não soubemos fazer uma execução excelente. Foi um problema artístico, e nisso me incluo. A responsabilidade é minha – assume.

“Se o Paulo Barros fizer amanhã, vão dizer que ele é gênio”

Seguidor da doutrina espírita e muito atento às energias que movem o mundo, Laíla afirma que a torcida contra ajudou a fazer a ideia dos índios não dar certo.

– Foram 12 escolas de samba, e as 11 não queriam que desse certo. Porque iria revolucionar. Aí, toma-lhe porrada. Hoje, é tudo igual nos desfiles. É muito comum encher tudo de pluma e enganar trouxa. Mas aí o componente balança a cabeça e tá todo mundo emocionado. Na verdade, o desfile de escola de samba perdeu padrão artístico. Todo mundo tem direito de gostar ou não gostar dos índios, mas teve pessoas de conhecimento carnavalesco que elogiaram. Se o Paulo (Barros) fizer amanhã, vão dizer que ele é um gênio. Mas é aquilo, estou sempre tentando o diferente. Pode não dar certo, mas tô tentando – avalia.

“Não sou brigão. Defendo aquilo que faço”

Embora faça o mea-culpa em relação às fantasias pouco variadas, Laíla aproveita pra reclamar da alternância de créditos na alegria e na tristeza.

– Funciona assim: deu certo, as 'garotas' aparecem. Deu errado, o velho segura. Não me arrependo de nada na minha carreira. Sou brigão? Não sou brigão. Defendo aquilo que faço. Estou há 23 anos aqui, e se ficar mais 23 a porrada vai ser pior. Toda carreira tem altos e baixos. Mas tenho pontuado muito nesse tempo todo. Acho que tive muitos acertos – opina.

Para 2018, Laíla vai dividir a glória ou a derrota com uma comissão composta por Cid Carvalho (de volta à escola após mais de uma década longe), Victor Santos, Bianca Behrends, Léo Mídia e Rodrigo Pacheco, além do luxuoso auxílio do coreógrafo Marcelo Misailidis, idealizador do enredo "Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu", e Gabriel David, herdeiro do patrono Anísio Abraão David e que, aos 20 anos, cada vez ganha mais espaço na escola.

– Temos um pensamento coletivo. Hoje, temos poder de criação, de ideias na parte alegórica, com o Marcelo, com as novas ideias novas e modernas do Gabriel, e com o conhecimento e habilidade de cada um da equipe. Cada um tem uma função. Eu sou o da porrada e ao mesmo tempo o de passar a mão na cabeça – diz.

Crise? Que crise? “A Beija-Flor não vai parar de gastar. Não nos falta nada”

Ficar em sexto lugar na última temporada fará a Beija-Flor surgir na Passarela do Samba em 2018 mais moderna, apesar da crise financeira que assola o país.

– Depois do carnaval deste ano, decidimos que alegoricamente a gente deveria mudar. Dentro desses caminhos novos, tem que diminuir as despesas, fazer alguns ajustes. Se antes tinha 100 esculturas, passa a ter 10. Mas é muito simples: estamos em crise, mas qual é a escola que vai deixar de fazer carnaval pra ganhar? Não nos falta nada. Mas não se joga dinheiro fora como antes. A estrutura mudou – explica.

Aos 74 anos, Laíla diz que ganha bem com o carnaval: “Tô rico de experiência”

Falando em dinheiro, Laíla não revela quanto ganha, mas diz ser o suficiente para um profissional de seu gabarito. E, aos 74 anos, diz que ainda há muitos sonhos a realizar:

– Rico? Tô rico de felicidade, de experiência. Gosto de receber o que recebo, tô satisfeito. Tinha outras formas de ganhar mais, saía muito pra fazer trabalhos em escolas fora do Rio. Mas hoje a idade pesa um pouquinho.

“Jamais pensei que seria referência”

Luiz Fernando do Carmo virou Laíla e entrou pra história da festa popular mais famosa do planeta ao trilhar uma bem-sucedida trajetória. Embora não buscasse isso, é ciente de que virou referência quando o assunto é direção de carnaval. No entanto, não aponta um sucessor.

– Acho válido uma escola ter diretor de carnaval a partir do momento que esse profissional tenha conhecimento. Esse cargo surgiu pra banir a direção de harmonia. Eu, aqui na Beija-Flor, assumi direção de carnaval e harmonia pra não ter ninguém me mandando que saiba menos que eu. Jamais pensei que seria referência. Mas não indico ninguém. Ninguém me indicou pra nada – lembra Laíla, que já emprestou seu talento a outras bandeiras, como Salgueiro, Unidos da Tijuca e Grande Rio.

Apesar do vasto currículo e de uma vida dedicada ao samba – em 2018, Laíla completa 50 anos como diretor de carnaval -, ele não fala em aposentadoria.

– Ninguém se realiza antes da morte. Ainda tenho muita coisa pra fazer. Na vida pessoal, não quero mais nada. Na vida profissional, estou sempre buscando – conclui.

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Por Redação

Já que a Beija-Flor em 2018 critica, entre outras coisas, o dramático quadro das crianças abandonadas, a escola não poderia desistir dos jovens talentos e apostou na dupla mirim de cantores Giovana Galdino e Guilherme Karraz. Após serem vetados do CD, os dois foram convidados para participar do desfile oficial da azul e branco no carro de som comandado por Neguinho da Beija-Flor.

Guilherme Karraz e Giovana Galdino vão cantar com Neguinho da Beija-Flor no desfile – Fotos: Eduardo Hollanda

Apaixonada pelas escolas de samba, a duplinha estava com tudo certo para brilhar ao lado de Neguinho da Beija-Flor na faixa oficial da agremiação no CD do Grupo Especial de 2018. Giovana, que conquistou o Brasil no “The Voice Kids”, da TV Globo, em 2017, e Guilherme contavam com a aprovação da comunidade e do diretor de carnaval Laíla, mas questões burocráticas junto ao Juizado da Infância e da Juventude impediram que os talentos prodígios cantassem com a representante de Nilópolis.

O samba defendido pelos dois na fase da disputa de samba-enredo da Beija ganhou as redes sociais e, antes mesmo da final do concurso, já aparecia como uma das trilhas sonoras mais festejadas da temporada.

– Estamos muito felizes – resumiu a emoção Maria Thereza, que é mãe de Giovana e também cantora. Ela foi convidada para cantar com Neguinho na Avenida, assim como os meninos.

O samba-enredo da Beija-Flor foi composto, oficialmente, por Di Menor BF, Kiraizinho, Diego Oliveira, Bakaninha Beija Flor, JJ Santos, Julio Assis e Diogo Rosa. Na faixa apresentada ainda na época de concorrente, a obra contava com Giovana Galdino fazendo a introdução com o próprio samba numa cadência mais leve, e Guilherme era o responsável pelo grito de guerra, que antecedia os intérpretes Bakaninha, Nino do Milênio e Tinga.

Relembre o clipe do samba inscrito na disputa:

A Beija-Flor encerra o Carnaval 2018, na Segunda-feira, com o enredo “Monstro é aquele que não sabe amar – os filhos abandonadas da pátria que os pariu”, criado por Marcelo Misailidis e desenvolvido pela comissão de carnaval, que tem Laíla, Cid Carvalho, Victor Santos, Bianca Behrends, Rodrigo Pacheco e Léo Mídia.

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Por Redação

A agonia das 13 escolas do Grupo Especial tá perto de acabar. É que fiscais do Ministério do Trabalho decidiram liberar cinco barracões na manhã e tarde desta quarta-feira, 22, em vistoria feita na Cidade do Samba. Salgueiro, Vila Isabel, Beija-Flor, Mocidade e Mangueira já podem funcionar normalmente e botar os operários pra trabalhar até o desfile de 2018. A projeção é que até o final desta semana, os outros espaços também sejam desinterditados completamente.

Cidade do Samba deve ser liberada completamente até o final da semana – Foto: Edmar Moreira/Riotur

Além de pequenos detalhes, a principal preocupação dos fiscais do órgão federal era com relação as deficiências na parte elétrica dos barracões, o que foi sanado pelas agremiações. Em agosto deste ano, um funcionário morreu eletrocutado no barracão da São Clemente enquanto trabalhava, o que chamou a atenção do Ministério do Trabalho na questão da segurança dos trabalhadores.

Foi no dia 19 do mês passado que os locais foram interditados. Trinta e quatro dias depois de muita apreensão e mobilização das escolas para atender minimamente as exigências do ministério, os impedimentos começam a se desfazer. Regina Celi, presidente do Salgueiro, primeira a ter as instalações totalmente liberadas nesta quarta-feira, 22, festejou a desinterdição e deixou claro que o momento é de correr atrás.

– Não medimos esforços para atender a todas as exigências. Temos pouco tempo e daremos nosso melhor – disse.

Salgueiro publicou nas redes sociais o termo de suspensão de interdição do barracão – Foto: Reprodução

Presidente da Portela, Luís Carlos Magalhães também comemorou a liberação dos espaços que estavam paralisados e indicou a nova preocupação das escolas de samba a partir de agora: saber o quanto cada uma terá para desenvolver os carnavais do ano que vem.

– As escolas foram liberadas, agora é apertar o botão. A Portela já estava liberada. O desenho tá todo feito… alegorias, fantasias. A partir de agora, o mais importante é saber quando e quanto vamos ganhar. Falta o caderno de encargos, que pode pintar alguma coisa, o governo federal também. Agora, tá muito em cima, cara! Então, você tem que administrar sem saber o quanto e como vai ganhar – comentou o dirigente.

Última a ser inspecionada nesta quarta-feira, 22, a Mangueira também conseguiu ser aprovada pelo Ministério do Trabalho e sair dessa. O carnavalesco Leandro Vieira não comemorou, mas fez questão de informar e tranquilizar os torcedores da verde e rosa.

– Informo que o Barracão da Mangueira foi supervisionado, atendeu as exigências solicitadas pelo Ministério do trabalho, e está liberado para seguir na execução de seu projeto de Carnaval. Seguimos dando continuidade ao nosso organograma de trabalho – escreveu na página oficial dele no Facebook.

A Beija-Flor também vai finalmente prosseguir os trabalhos pra 2018. Cid Carvalho, carnavalesco, tá ligado que a hora é de acelerar o passo.

– Simbora trabalhar, simbora tirar o atraso – exclamou o artista. Também integrante da comissão de carnaval da azul e branco, Laíla havia demonstrado preocupação ainda no mês passado: ‘Nunca vi a Beija-Flor no ferro em outubro’.

A Vila Isabel também respirou aliviada com a suspensão das interdições. Paulo Barros concordou com as intervenções do órgão, mas lamentou o período das inspeções, a menos de 120 dias dos desfiles.

– Eles demoraram a visitar os barracões. Tem que profissionalizar mesmo. Mas querer fazer isso a três meses do Carnaval? – questionou o artista.

Daqui a em diante, as escolas de samba, ainda sem a verba repassada integralmente pela prefeitura, têm 80 dias pra finalizar os barracões até os desfiles do Grupo Especial a partir de 11 de fevereiro.

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Por Luiz Felippe Reis

Apaixonada pelas escolas de samba, a cantora mirim Giovana Galdino, de 10 anos, estava com tudo certo para brilhar ao lado de Neguinho da Beija-Flor na faixa oficial da agremiação no CD do Grupo Especial de 2018. A menina que conquistou o Brasil no “The Voice Kids”, da TV Globo, em 2017, contava com a aprovação da comunidade e do diretor de carnaval Laíla, mas questões burocráticas junto ao Juizado da Infância e da Juventude impediram que o talento prodígio cantasse com a representante de Nilópolis.

Com o sucesso do samba da Beija-Flor, ainda nos tempos de concorrente, com a voz de Giovana Galdino, Laíla fez questão de contar com o talento da menina – Foto: Arquivo pessoal

Para que a participação de Giovanna fosse efetivada teria que haver um requerimento – e a posterior aprovação – de um alvará judicial de autorização ou participação pra menores de 16 anos, o que, segundo o departamento jurídico da gravadora do CD, era inviável fazer pelo curto prazo disponível, cerca de 10 dias, a partir da data da escolha do samba até a gravação nos estúdios.

Convidada por várias parcerias de compositores neste ano, a mãe de Giovana Galdino, Maria Thereza Borges, que também é cantora, escolheu entrar de cabeça no samba do time de Di Menor BF, Kiraizinho, Diego Oliveira, Bakaninha Beija Flor, JJ Santos, Julio Assis e Diogo Rosa. Com o sucesso da obra, antes mesmo da final do concurso, Giovana começou a ser cogitada para estar numa eventual gravação.

Com a vitória arrebatadora da trilha sonora no dia 20 de outubro, a possibilidade ganhou força, e o diretor de carnaval Laíla topou o desafio de contar com Giovana Galdino no disco. Mas sem tempo suficiente para cumprir as exigências legais necessárias para obter o alvará, a Beija-Flor teve que abrir mão da participação menina.

– Todo mundo ficou desapontado, o Laíla ficou desapontado. Mas eu agradeço do fundo do coração pela chance. Foram questões burocráticas, ela ficou desapontada, mas tem uma vida inteira pela frente. Todo mundo diz que 2018 é o ano dela – disse Maria Thereza, mãe de Giovana, que é uma das cantoras do carro de som da Mangueira do Amanhã, escola mirim da verde e rosa.

Gioavana canta na Mangueira do Amanhã, seguindo os passos da mãe, Maria Thereza Borges, também cantora de samba-enredo – Foto: Arquivo pessoal
Por falta de tempo para regularizar a participação de crianças do CD do Grupo Especial, Giovana e Guilherme ficaram de fora da faixa da Beija-Flor – Foto: Reprodução/Facebook

Giovana canta o samba da Beija-Flor versão 2018:

Giovana Galdino encantou mangueirenses

Em fevereiro deste ano, pouco antes dos desfiles na Avenida, a pequena cantora surgiu – encantando quem ouvisse – interpretando o samba-enredo da Mangueira de 2017. O vídeo viralizou entre os mangueirenses e conquistou sambistas em geral.

 

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Por Redação

A Beija-Flor de Nilópolis está determinada a botar todo mundo pra refletir enquanto desfilar na Sapucaí em 2018. Com um enredo que fala das mazelas sociais, incluindo as intolerâncias de todo tipo, a azul e branco convidou para desfilar na escola a cantora Pabllo Vittar, drag queen que é a mais nova febre do pop brasileiro.

Pabllo Vittar pode desfilar na Beija-Flor – Foto: Reprodução/Instagram

Segundo o Jornal O dia e o jornalista Léo Dias, Vittar foi convidada por Gabriel David, conselheiro da agremiação e filho do patrono Anísio Abraão David e pela cantora Preta Gil, que está intermediando as conversas. A ideia é que Pabllo desfile no centro de uma das alegorias da representante de Nilópolis como destaque.

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Por Luiz Felippe Reis

Foram 169 sambas-enredo concorrentes lutando pra virar hino nas escolas do Grupo Especial, mas apenas 13 ganharam tal honra, depois de muita disputa, rivalidade, emoção intensa e grana investida. Com tudo escolhido – após mais de três meses de eliminatórias -, o passo seguinte foi ajustar pra deixar impecáveis as trilhas sonoras no CD oficial de 2018.

Por sete dias, os segmentos das agremiações da elite tomaram a Cidade do Samba e gravaram o batuque das baterias, as vozes dos cantores e, como já é tradicional, o coro de fundo das comunidades. Algumas escolas convocaram a participação da sua galera pelo Facebook, outras, além disso, prepararam ônibus pra carregar essa multidão aos estúdios montados especialmente no complexo de barracões. O resultado disso foi algo infelizmente incomum: Cidade do Samba movimentada.

Diretor de carnaval da Beija-Flor, Laíla é o produtor do CD das escolas de samba do Grupo Especial e acaba sendo um conselheiro técnico nas gravações das coirmãs – Foto: Eduardo Hollanda

Iniciadas no dia 17 de outubro, com Tuiuti e Grande Rio, as sessões de gravação terminaram nesta segunda-feira, 24, com a Beija-Flor de Nilópolis. O processo, que é bem desgastante, chega a durar três ou quatro horas por escola, mas ninguém sai de lá até que esteja perfeito. O comando técnico é de Laíla, diretor de carnaval da Beija-Flor, mas que, na gravação do CD, veste a camisa de todas.

– Tenho uma honra muito grande por ter recebido essa oportunidade lá atrás. As escolas estão muito fechadas com relação a esse trabalho, os diretores estão atendendo cada vez mais. Sou um cara muito pé no chão, mas sei o quanto eu contribuí. Não sou de ficar humilhando, nem me achando melhor que ninguém. Trabalho sempre com o “nós” – comentou Laíla, que há 50 anos participa da produção do disco.

Vamos lembrar as apresentações na Cidade do Samba das treze escolas do Grupo Especial. Por ordem, Tuiuti, Grande Rio, São Clemente, União da Ilha, Império Serrano, Mangueira, Vila Isabel, Salgueiro, Portela, Unidos da Tijuca, Imperatriz, Mocidade e Beija-Flor.

 

Dia 17

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 18

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 19

Vídeo: Srzd

Foto: Vinícius Albudane

 

Fotos: Marcelo Moura/Mangueira

 

 

Dia 20

Fotos da Vila: Eduardo Hollanda

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 21

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 22

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Eduardo Hollanda

 

 

Dia 23

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

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Por Redação

A expectativa era grande até o retorno do mais expressivo par das escolas de samba. A porta-bandeira Selminha Sorriso e o mestre-sala Claudinho finalmente retomaram a parceria na dança na final de samba-enredo da Beija-Flor de Nilópolis na última quinta-feira, 19. Os dois comandaram o show dos segmentos, posando para as fotos e bailando em alto nível – como sempre fizeram em 27 anos de aliança na Avenida,  que se acostumou a reverenciar a leveza e o carisma da dupla.

Em junho, Claudinho se envolveu numa briga que acabou redundando na morte de um policial civil aposentado. Os dois entraram em conflito, num bar em Nilópolis, na Baixada Fluminense, e houve disparos. O caso segue em processo de investigação. Desde então, o mestre-sala não vinha dançando com Selminha nos eventos oficiais da escola de samba.

Vinte e três anos de Beija-Flor e a dupla Selminha Sorriso e Claudinho pode e deve, com todos os méritos, se orgulhar de toda a trajetória deles. O casal é o mais longevo da história do Sambódromo e é considerado uma instituição do Carnaval do Rio de Janeiro. Só nos últimos 10 anos, foram 32 notas 10 em 43 possíveis, num aproveitamento que passa da casa dos 75%.

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Por Redação

Apesar de ter gravado um samba que foi eliminado do concurso de samba-enredo da Beija-Flor, que tinha como cabeça da parceira o compositor Miguel Menezes, Neguinho da Beija-Flor admite que a obra não era a mais adequada para a azul e branco disputar o título de 2018.

O samba, feito a partir da sinospe assinada pela comissão de carnaval para o enredo “Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu”, foi cortado semanas atrás pela comissão julgadora. O intérprete explica ao Sambarazzo que se apaixonou pela obra já na primeira audição, mas que as composições que seguem no concurso são melhores.

– Achei a melodia do samba excelente. A letra realmente não era a mais adequada pra contar o enredo, mas não quis desperdiçar o samba, e resolvi gravar. Fiz alguns ajustes na letra, que me fizeram entrar na parceria. Todas as obras que continuam na disputa são realmente superiores e estou tranquilo, assim como toda a nossa comunidade, que, seja qual for o samba vencedor, a escola terá uma obra-prima para o ano que vem – garante.


Neguinho não vai cantar o samba na quadra: "Seria um desrespeito"

Sem revelar o samba favorito, a voz oficial da azul e branco de Nilópolis diz que vai incluir a obra campeã no repertório dos shows que costuma fazer Brasil afora.

– Gravei porque quis botar minha voz como cantor e não como intérprete oficial da Beija-Flor. Ainda não resolvi se vai entrar no repertório dos meus shows, mas o samba que for escolhido estará com certeza, como sempre esteve. Não vou cantar o samba eliminado na quadra porque acho que seria um desrespeito aos outros compositores, e principalmente com a obra vencedora – emenda o artista, que em 2018 completará 42 anos como cantor principal da Beija-Flor.

O samba eliminado, repaginado por Neguinho e pelos demais parceiros Tamir, Marcondes, Bocão, Paulo Bispo e Veni Vieira, agora é intitulado "O poder da ganância".

O samba oficial que a Beija-Flor vai levar para a Sapucaí no Carnaval 2018 será escolhido no dia 19 de outubro, uma quinta-feira, na quadra da escola.

Confira a letra do samba eliminado e "abraçado" por Neguinho!

O poder da ganância

Os olhos da ganância seduziram
Se apaixonaram pela ambição
Espalhando dor e sofrimento
Mergulhados na corrupção
As mãos do egoísmo e da cobiça
Castigam esse povo sofredor
Ferindo a dignidade
Com as garras da maldade
Fazendo a vida um terror

Indiferente sob a luz do seu olhar
A imagem refletida que você não sabe amar
Discriminado dentro do seu coração
Um vazio de tristeza, de horror, escuridão

Fora os poderosos que não amam
Os filhos que a sorte não sorriu
Que ficaram abandonados
Pela Pátria Mãe Gentil
Falsas promessas para alguns terem riquezas
Mas esquecem da pobreza em palácios colossais
Ainda tentam derrubar nossa cultura
Profanando o Carnaval
Mas o samba é nosso templo
Nossa Arte Popular

É Brasil, é brasileiro
E faz nossa gente cantar

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Por Luiz Felippe Reis

Quem é ligado em Carnaval sabe da importância da família Abraão David – principalmente na figura de Anísio – para formação, crescimento e consolidação da Beija-Flor de Nilópolis entre as maiores escolas de samba do Rio de Janeiro. Aos 80 anos, o homem forte da azul e branco sabe que inevitavelmente vai chegar a hora de passar o bastão da escola para um sucessor. E, já que alguém terá de substituí-lo mesmo, por que não o próprio filho?

“Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu” é o enredo – criado pelo coreógrafo Marcelo Misailidis -, que vai fazer a Beija-Flor não se esconder da reflexão ante o dramático cenário de desigualdades, injustiças e amarguras sociais que emolduram a história brasileira. A sacada para falar de algo tão triste e atual foi de Gabriel David, filho do patrono Anísio Abraão David, talvez na maior intervenção do herdeiro nos caminhos da escola de samba até hoje.

Como ele confessa, Gabriel chegou a ficar ‘travado’ na hora de opinar, mas contou com a abertura da comissão de carnaval e tem conseguido, aos poucos, dar uns toques e participar mais ativamente do processo de criação no desfile do ano que vem.

– Meu pai me deu total condição de entrar no barracão e fazer o que eu quisesse, com respeito, com tudo, mas tive possibilidade de conversar com o Laíla, de todo mundo me ouvir e conversar de volta, que é o mais importante. Não adianta eu chegar, falar, todo mundo ouvir e fazer. O legal é que rolou uma sinergia. Eu ficava meio travado de chegar na comissão, porque eu tava me metendo no trabalho dos caras, mas eles foram muito positivos. Eles ouviram as ideias, rebateram, e a gente consegue conversar. Não imaginava que o Laíla fosse aceitar as minhas ideias. Ele ouve muito, muito – revela Gabriel.

Com aval de Laíla, Gabriel David, filho de Anísio Abraão David, tem ganhado força na Beija-Flor de Nilópolis: ‘Não imaginava que o Laíla fosse aceitar as minhas ideias. Ele ouve muito, muito

O dirigente da nova geração tem como objetivo atrair o público mais jovem, por isso a criação de um tema sobre desigualdades sociais, algo tão presente no cotidiano. Gabriel, no entanto, sabe que é fundamental ouvir as vozes da experiência para achar uma mescla no pensamento, capaz de renovar sem tirar as identidades.

– Eu tenho que pegar mais experiência ainda. As pessoas mais velhas pensam diferente, é normal. Tem um contraste. Mas quando o contraste é construtivo, aí pode ser positivo pro Carnaval. Eu tento trazer isso pro Carnaval, mas eu tenho 20 anos… Tem uma equipe forte por trás. Pessoas mais velhas, mais novas, que pensam o tempo todo pra chegar as conclusões. Claro que às vezes a gente quer dar um passo maior que a perna, sempre tem alguém pra travar, isso é muito importante – ponderou.

Em 2018, a Beija-Flor será a sexta e última a desfilar na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial. A escola busca o 14° título na história. A azul e branco é a maior campeã do Século XXI com sete campeonatos (2003, 2004, 2005, 2007, 2008, 2011 e 2015).

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Por Redação
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A poucos dias da inscrição no concurso de samba-enredo da Beija-Flor de Nilópolis, os compositores da azul e branco terão a última chance de corrigir as obras antes do início da competição, que vai escolher em outubro a trilha sonora oficial da escola de samba. O diretor de carnaval e geral de harmonia Laíla é quem vai pessoalmente dar uma ‘mãozinha’ aos sambistas.
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O enredo foi anunciado dia 30 de julho. Ou seja, os autores dos sambas tiveram cerca de 20 dias para criar letra e melodia para concorrer na disputa. A tal consulta rola até a próxima sexta-feira, 18, das 9h às 16h, no barracão da Beija na Cidade do Samba, no Centro do Rio.
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O consultor Laíla vai dar uma ‘colher de chá’ aos compositores da Beija-Flor antes da disputa começar – Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação
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A data de inscrição das obras é no próximo domingo, 20, a partir das 10h, também no barracão. Haverá gravação dos sambas no local.
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Em 2018, a Beija-Flor encerra os desfiles do Grupo Especial, na Segunda-feira de Carnaval, com o enredo “Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu”, desenvolvido pela comissão de carnaval da azul e branco, capitaneada por Laíla e Cid Carvalho.
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Por Redação – Atualizado às 16h30 (25/3)

Mal acabou o Carnaval, e as escolas, decepcionadas ou eufóricas pelo resultado, já começam a se movimentar nos bastidores para a montagem da melhor equipe rumo aos desfiles de 2018.

E logo nos primeiros dias pós-Quarta-feira de Cinzas, já teve agremiação mudando ou mantendo a base de olho no campeonato que virá. E o Sambarazzo não quer perder nenhum detalhe do vai-e-vem do mercado e lista, desde já, as principais mudanças nos times que vão defender os pavilhões mais tradicionais da festa. Semanalmente, vamos atualizar as movimentações da dança das cadeiras.

Portela

Campeã do Carnaval, a Portela ainda vive os dias mais felizes de sua história recente, graças ao título conquistado depois de 33 anos. Destaques da temporada que passou, os artistas portelenses estão valorizados no mercado. Paulo Barros já saiu. Rosa chegou.

 

 

 

 

Mocidade

Se a Portela ainda festeja, a Mocidade, vice-campeã neste ano, não perdeu tempo e tratou de renovar com as principais estrelas de 2017. Vamos conferir no mapa abaixo:

 

 

 

Salgueiro

Novo líder do ranking da Liesa, o Salgueiro não quer perder o embalo das boas posições dos últimos anos e mais uma vez promete montar uma equipe capaz de levar a Academia ao 10° título no Carnaval. Os carnavalescos Renato e Márcia Lage saíram. Alex de Souza, ex-Vila, assumiu o posto. Diferentemente dos outros anos, a presidente Regina Celi não renovou com a equipe toda antes mesmo dos desfiles.

 

 

 

 

 

 

Mangueira

Campeã em 2016, a Mangueira deve partir para uma nova manutenção da base, que deu certo, garantindo a verde e rosa mais uma vez no Sábado das Campeãs com o 4° lugar deste ano. A única renovação já anunciada é a do carnavalesco Leandro Vieira, que tá cheio de moral pelas bandas do Palácio do Samba.

 

Grande Rio

A tricolor de Caxias esperava bem mais que o 5° lugar em 2017. Sobrou de consolo o retorno ao Desfile das Campeãs. Se a decepção por não ter conquistado o título inédito, nem mesmo com o peso da homenageada Ivete Sangalo, deixará como consequência uma mudança drástica na equipe, só o futuro vai dizer. Mestre de bateria, Thiago Diogo recebeu propostas, mas deve ficar. Renato Lage chega como o maior reforço da tricolor para 2018.

 

Beija-Flor

Conhecida como a “Deusa da Passarela”, a representante de Nilópolis amargou o 6° lugar na classificação. Mesmo com revés de ficar longe da disputa pelo título, a tendência natural é que figuras emblemáticas como Neguinho; Selminha, Claudinho e Laíla sigam para mais temporadas na escola de samba. O coreógrafo Marcelo Misailidis já disse ao Sambarazzo que não tem pretensões de sair da azul e branco e deve aumentar a lista de renovados. A começar pelo carnavalesco Fran Sérgio, a comissão de carnaval foi desfeita.

 

 

Imperatriz

O resultado não agradou. O 7° lugar tirou a Imperatriz do Sábado das Campeãs depois de quatro anos seguidos. O desempenho abaixo das expectativas não fez a bomba cair no colo do carnavalesco como normalmente acontece. Cahê Rodrigues já renovou. Quem serão os próximos?

 

União da Ilha

Pra lá de satisfeita com o carnaval apresentado em 2017, a União da Ilha tem uma tendência a renovar com boa parte do grupo que botou a escola bem longe do fantasma do rebaixamento e a aproximou de uma vaga no Sábado das Campeãs. Figuras como Ito Melodia, Ciça, Severo Luzardo e o casal Phelipe Lemos e Dandara Ventapane estão em alta no mercado. Mestre de bateria, Ciça recebeu propostas, mas deu prioridade à Ilha.

 

 

 

São Clemente

A pretensão era ficar entre as seis primeiras colocadas, mas a São Clemente saiu da Quarta-feira de Cinzas novamente com o 9° lugar. O presidente da escola, Renatinho, chegou a dizer que foi o melhor desfile da história da preto e amarelo. Isso deve credenciar boa parte da equipe a permanecer. Renovações já foram adiantadas, mas a agremiação perdeu peças importantes e já repôs.

 

 

Vila Isabel

A Vila é até aqui a escola que mais se mexeu para buscar reforços. O diretor de carnaval Ricardo Fernandes volta à ativa pela azul e branco no Carnaval 2018. O carnavalesco Alex de Souza não fica por mais um ano na escola do bairro de Noel, no lugar dele o renomado Paulo Barros foi a escolha. A azul e branco foi buscar no Acesso o premiado mestre Chuvisco. Novos integrantes para a comissão de carnaval também chegaram.

 

 

 

 

 

Unidos da Tijuca

O desastre que acabou se transformando o desfile da Unidos da Tijuca pode mexer nas estruturas da equipe para o Carnaval 2018? A escola ainda tenta digerir o baque do 11° lugar de 2017 e já bota as mangas de fora para superar o problema no ano que vem.

 

 

 

 

 

Tuiuti

Com o cancelamento do rebaixamento, a Tuiuti permanece no Grupo Especial e começa a sonhar na consolidação entre as maiores escolas do Rio de Janeiro. Depois do que aconteceu no desfile deste ano, o jeito é esfriar a cabeça e iniciar o planejamento de 2018 com sabedoria.

 

 

 

Império Serrano

De volta ao pelotão de elite do Carnaval carioca, o império Serrano vai ter que acertar em todos os passos daqui em diante para permanecer. Ano que vem, caem duas. Qual será a estratégia imperiana para a manutenção? Vai segurar o time campeão na Série A ou vai apostar alto em nomes com experiência no Grupo Especial?

 

Na Série A

A Unidos de Padre Miguel perdeu para a Viradouro um dos responsáveis diretos pelos rendimentos recentes elogiados pelo público, pela crítica e pelos jurados, o carnavalesco Edson Pereira. Fora da Viradouro, Jorge Silveira, outro que se saiu muito bem na temporada que passou, está no mercado e pode ser uma boa opção.

A Rocinha, que surpreendeu com o 6° lugar deste ano, fica sem o carnavalesco João Vítor Araújo, que entra na vaga deixada por Edson Pereira na Unidos.

A Estácio perdeu o coreógrafo Márcio Moura para a Viradouro e o mestre de bateria Chuvisco, que desembarcou na Vila Isabel.

Mesmo com o 13° lugar em 2016, a Alegria da Zona Sul decidiu renovar com três artistas. O cantor Igor Vianna, o casal Bárbara Falcão e Wanderson Orelha e o mestre de bateria Claudinho permanecem por mais uma temporada.

No Império da Tijuca, o carnavalesco Júnior Pernambucano e o cantor Rogerinho saíram.