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Beija-Flor de Nilópolis

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Por Redação

Vale tudo quando o objetivo é tentar levar os sambistas a lotarem as quadras das escolas de samba do Rio durante os finais de semana. A Unidos da Ponte, de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, está apostando alto para tirar a galera de casa neste sábado, 11, quando realiza a primeira edição do evento que batizou de “Carnavalzão da Baixada”.

Além de convidar as coirmãs Beija-Flor de Nilópolis e Inocentes de Belford Roxo para se apresentarem durante a tarde, a agremiação resolveu servir um prato pouco tradicional nos espaços relacionados à folia carioca: o strogonoff. Substituindo a tradicional feijoada, ele será a estrela da festa junto com as três escolas de samba que se apresentarão ao público.

Em junho, a Unidos da Ponte promoveu uma feijoada, como é costume entre as escolas de samba. Para o mês de agosto, a escola está apostando num cardápio alternativo para atrair o público e vai servir strogonoff | Fotos: Reprodução/Internet e Reprodução/Facebook

A receita de origem russa foi eleita pela diretoria da Ponte como item principal do menu e vai custar apenas R$ 10 a quem estiver na quadra do Colégio Murilo Braga (R. Roberto Bedran, s/n, em São João), onde a azul e branco está sediada. Os portões estarão abertos às 13h e a entrada é franca.

A intenção é que, no mês que vem, o evento ofereça outra opção de alimento, garantindo que o cardápio variado possa atrair cada vez mais visitantes para os eventos da escola, que em 2019 voltará a desfilar na Série A do Carnaval carioca com o enredo “Oferendas”, reedição do Carnaval apresentado em 1984.

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Por Redação

As descobertas da adolescência serão o tema de uma palestra oferecida pela Beija-Flor para os jovens de Nilópolis neste sábado, 11, na quadra da agremiação. Fazendo jus ao lema que a classifica como “uma escola de vida”, a azul e branco quer ensinar aos mais novos, acompanhados dos pais, quais são os conceitos ligados à educação sexual e de que forma eles podem influenciar o período da puberdade, que demarca a transição entre a infância e a fase adulta.

Das brincadeiras relacionadas ao apelido “boca virgem” (o famigerado “B.V.”, que muita gente já lutou para afastar) até a seriedade da gravidez na adolescência, a palestra ministrada pelo consultor Marcos Ribeiro vai tratar de uma lista diversa de temas relacionados ao universo juvenil (veja a programação completa no final desta matéria). As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e as formas de prevenção também serão exploradas durante o evento, que será aberto ao público e está previsto para começar às 9h.

A Beija-Flor, que atende dezenas de crianças com o projeto social “Sonho do Beija-Flor”, promove neste sábado, 11, uma palestra sobre educação sexual para pais e filhos | Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação

Pais também terão vez

Quem tem dificuldades para vencer o tabu que é falar sobre sexo com os filhos também pode aproveitar a palestra oferecida pela Beija-Flor. A partir das 11h, o papo será voltado somente para os pais e vai explorar dicas que podem facilitar o temido bate-papo sobre o assunto e ainda vai abordar as reações dos responsáveis diante das notícias de que as crianças estão começando a crescer e arranjaram os primeiros namoradinhos ou namoradinhas.

Confira a programação completa!

Das 09h às 10h30 | Um papo sobre sexo e prevenção com a garotada!

Puberdade e Adolescência:
– As primeiras mudanças de garotos e garotas
– Os “grilos” da adolescência
– “Ninguém me entende!” – Este e outros conflitos.

Relacionamento:
– “Ficar”
– Namoro
– BV; BVL.
– Intimidades no namoro

Direitos iguais:
– Por uma educação com os mesmos direitos
– Diferentes mais não desiguais

De abusos e respeito
– Os abusos que rondam a adolescência
– Diferentes mais não desiguais
– Violência de gênero
– Cuidados na Internet

Gravidez na adolescência
– “Como isso foi acontecer?”
– A garota grávida na adolescência. O garoto se torna pai na adolescência
– Como evitar? Prevenção!
– Camisinha

Das 11h às 12h30 | Conversando com o filho adolescente sobre sexo

Como conversar sobre sexo com os filhos:
– Motivos para falar sobre sexo em casa
– Como conversar sobre sexo com os filhos
– Algumas dicas para ajudar nesse bate-papo
– Conversar não incentiva a ter relação sexual mais cedo?

Como a sexualidade do adolescente se desenvolve:
– As “perdas” do/a filho/a adolescente
– A descoberta da sexualidade
– Vida sexual na adolescência
– E se o/a filho/a quiser levar o/a namorado/a pra dormir em casa?
– As influências

Situações do cotidiano: como agir?
– Meu/minha filho/a está namorando
– Meu/minha filho/a está transando
– Cada dia ele/a fica com um/a garoto/a!

Contratempos:
– Violência/Abuso sexual
– Bullying
– AIDS
– Internet

Ensinando o/a filho/a usar camisinha:
– Gravidez na adolescência
– Prevenção – Sim! Precisamos falar deste assunto

Limites quem dá é pai e mãe ou quem cria!
– Regras e diálogo.
– Hora de estudar é para estudar. Hora de sambar…. é Beija-Flor!

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Em fevereiro, Neguinho esteve em São Francisco, uma das 10 cidades em que se apresentou nos Estados Unidos - Foto: Arquivo Pessoal

Por Redação

Neguinho da Beija-Flor está pronto para mais uma série de apresentações no exterior. O cantor e compositor que, após o Carnaval deste ano fez uma turnê por 10 cidades dos Estados Unidos, embarca na noite desta segunda-feira, 25, para a Europa, onde fará uma nova temporada, desta vez em sete países.

No repertório dos shows – o primeiro será na próxima quarta-feira, 27, em Bruxelas, capital da Bélgica – o artista, como faz toda vez que se apresenta no exterior, vai cantar o samba mais pedido pelos brasileiros que vivem lá fora e que também é o predileto de muitos nativos: “Festa para um Rei Negro (Pega no ganzê/Pega do ganzá), de Zuzuca, que o Salgueiro apresentou no desfile de 1971.

Em fevereiro, Neguinho esteve em São Francisco, uma das 10 cidades em que se apresentou nos Estados Unidos – Foto: Arquivo Pessoal

– É um samba que brasileiros que moram no exterior sempre pedem, independentemente da idade. A música também é bastante conhecida entre os estrangeiros. Tanto que a torcida do Barcelona fez uma versão pra cantar nos jogos (veja o vídeo abaixo) – revela o intérprete da Beija-Flor que tem shows agendados até 22 de julho na Bélgica, Escócia, Holanda, França, Suiça, Itália e Inglaterra.

E, se o Brasil avançar para a próxima fase do Mundial da Rússia, outro samba que estará no repertório da turnê é “Eu quero essa Copa, sim!”, que ele compôs com Murilo Rayol e Sidney Myngal para embalar a torcida verde e amarela.

Será a primeira vez que o cantor e compositor assistirá a uma Copa do Mundo quase que integralmente no exterior. No Mundial de 2006, Neguinho esteve na estreia do Brasil na Alemanha, a convite do narrador Luciano do Valle (1947-2014), que, na época, era contratado do canal a cabo BandSports. Dos países onde estará na nova turnê, a Escócia é o único onde o mais veterano dos cantores do Carnaval carioca nunca se apresentou. O último compromisso na agenda europeia dele na Europa será no dia 22 de julho, em Londres.

Confira o samba que Neguinho gravou para embalar a torcida brasileira na Copa da Rússia:

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Violência no RJ! Neguinho da Beija-Flor quer se mudar pra Portugal

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Que honra! O carnavalesco da Beija-Flor, Cid Carvalho, será o enredo da Guerreiros de Jacarepaguá, agremiação da Zona Oeste do Rio que vai desfilar pela primeira vez em 2019. O tema, cujo título é “Guerreiro que é guerreiro não foge à luta”, não se limitará apenas a uma abordagem biográfica da carreira do artista, mas também mostrará as lutas e causas defendidas por ele.

Cid contou que relutou bastante até aceitar o convite. Ele acredita que muitas outras pessoas mereciam tal homenagem.

– Tanta gente por aí que merece ser enredo. Por que eu? Eles disseram que eu agrego, tenho carisma. Enfim, me convenceram. É o primeiro ano da escola. Estou muito feliz mesmo pelo reconhecimento. É o resultado da nossa luta – conta, lisonjeado.

Além de protagonista do desfile, ele atuará na escola como diretor artístico.

Cid Carvalho será enredo no Carnaval 2019 – Foto: Divulgação

A “Caçulinha da Zona Oeste” vai entregar a sinopse do enredo no próximo dia 3, em evento no qual será apresentada toda a equipe. A quadra da escola fica na Estrada do Gabinal, 597, na Freguesia, em Jacarepaguá.

A Guerreiros de Jacarepaguá está filiada à Liesb e desfila na Intendente Magalhães, no Sábado das Campeãs, pelo Grupo E.

Beija-Flor 2019

Cid Carvalho, que integra a comissão de carnaval da atual campeã do Grupo Especial do Rio, disse que a azul e branco está com diversas propostas de enredo para o ano que vem. Entretanto, o martelo pra definir o tema do próximo desfile ainda não foi batido.

– Estamos trabalhando com algumas propostas. Só estamos esperando a direção decidir. Estamos pesquisando, escrevendo… – conta.

*Foto de capa: Felipe Arantes

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O grupo de crianças que, semanas antes Carnaval deste ano gravou um vídeo cantando o samba enredo da Beija-Flor 2018 ao som de uma bateria com instrumentos feitos com latas, garrafas pet e baldes, volta a surpreender o cantor da escola de Nilópolis. Desta vez, a garotada cantou e tocou um dos sambas mais conhecidos de Neguinho da Beija-Flor, (“O Campeão! Meu Time) na nova versão da letra, que o artista fez no início deste ano. O samba, lançado nos anos 70, acabou sendo adotado por torcedores de todos os cantos do país para embalar seus times durante os jogos.

Na mais recente homenagem ao cantor, os ritmistas mirins deixaram de lado os instrumentos improvisados e já aparecem utilizando os que foram doados pela diretoria da atual campeã do Carnaval.

Confiram o vídeo da garotada já com os instrumentos doados pela Beija-Flor:

Exaustivamente compartilhado na época por internautas do mundo do samba, o primeiro vídeo da garotada de Campos de Goytacazes, no Norte fluminense, acabou fazendo com que o grupo fosse convidado a participar do “Encontro com Fátima Bernardes”. Na atração que foi ao ar na TV Globo em 9 de fevereiro – e que teve a participação de Neguinho -, o veterano intérprete não segurou as lágrimas e disse, emocionado, que a iniciativa dos meninos lembrava a própria história dele.

– Minha infância foi isso aí. Quando eu ganhei duas latas de goiabada com nove, 10 anos, cantando uma música do Jamelão foi assim, sem camisa – declarou ele durante o programa.

O vídeo dos meninos com instrumentos improvisados tocando o samba que deu o título à escola:

 

 

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É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal-aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2014 a 2018. E nesta quarta-feira, 28, começamos a terceira edição da série de apuração com a alma das agremiações, o Samba-Enredo, que ano após ano embasa o espetáculo visual e emoldura a história apresentada na Passarela.

Mangueira tem o melhor rendimento no Samba-Enredo nos últimos cinco anos – Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

Pela primeira vez desde que levantamos os dados, a Portela não é a primeira colocada. O samba de 2018 deixou de seguir a tendência de gabaritar, enquanto a Mangueira persistiu implacável com uma sequência de 17 notas dez e tomou a ponta. De uma só vez, a verde e rosa se livrou das notas ruins de 2013, teve 40 pontos nesta temporada e contou com o deslize da águia pra virar a líder em Samba-Enredo, recuperando uma diferença que era de 0,8 (oito décimos).

Ciganerey e Péricles defenderam o samba da Mangueira na Sapucaí – Fotos: Irapuã Jeferson e Dhavid Normando/Riotur

Uma das fortalezas no caminho portelense, o Samba-Enredo da escola não gabaritou pela primeira vez em seis anos. As leves despontuações tiraram da águia a liderança no ranking, mas não a certeza de que o quesito segue como ponto alto da azul e branco na briga pelos campeonatos.

Firme no terceiro lugar vem o Salgueiro, que, apesar de ter perdido décimos importantes – até decisivos – no quesito nos últimos anos, tem boas notas no geral e observa a liderança de Mangueira e Portela não tão distante. O novo levantamento deu à Academia um saldo de positivo de 0,6 (seis décimos), graças a exclusão do ano de 2013 – o pior recente – e as duas notas dez de 2018.

Quarta colocada no ranking, a Imperatriz tem uma boa arrancada no item nos últimos quatro anos. “Axé Nkenda” (enredo de 2015), Zezé Di Camargo e Luciano (enredo de 2016), Xingu (2017) e Museu Nacional (2018) fizeram bem ao contexto sonoro da verde e branco.

Pela primeira vez entre as cinco primeiras aparece a Mocidade Independente de Padre Miguel. Já são sete notas dez seguidas, rendimento inferior só a da Mangueira nas duas temporadas mais atuais. Os sambões de 2017 e 2018 fizeram a verde e branco ultrapassar concorrentes como a Vila Isabel, a Beija-Flor e a Unidos da Tijuca. Eis a escola que mais cresceu no quesito de um ano pra cá. Também, pudera, levou até Estandarte de Ouro – prêmio do Jornal O Globo – no Carnaval que passou.

Vila Isabel, Beija-Flor, Tijuca, Grande Rio, União da Ilha e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

Tuiuti, Império Serrano e Viradouro não são inspecionadas no ranking, porque não estiveram em todas as edições do Grupo Especial nas últimas cinco temporadas.

 

Levantamento do ano passado, considerando os carnavais de 2013 a 2017:

Série Ranking! Samba-Enredo: as melhores e piores nos últimos 5 anos

Levantamento do ano retrasado, considerando os carnavais de 2012 a 2016:

Série Ranking! As melhores e piores em Samba-Enredo nos últimos 5 anos

 

 

 

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Na noite desta quinta-feira, 1, a Beija-Flor de Nilópolis anunciou o substituto de Laíla no comando geral de harmonia da escola. O escolhido é Válber Frutuoso, um discípulo do experiente diretor de carnaval, com quem trabalhou por 18 anos.

Válber Frutuoso vai substituir na Beija-Flor o seu mestre: Laíla – Foto: Divulgação

Experiente na função, Frutuoso carrega o samba no DNA, já que é filho de um dos fundadores do Cacique de Ramos, um dos maiores e mais conhecidos blocos cariocas.

A criação tão próxima à tamarineira fez com que a carreira no carnaval começasse cedo: o profissional começou como passista aos 15 anos e é diretor de harmonia há mais de 30. Com passagens pela União da Ilha e pela Grande Rio, Válber tem no currículo uma história de 18 anos na própria equipe de harmonia da Beija-Flor, para onde foi trazido por Laíla, a quem chama de “mestre”.

— Fico contente em poder retornar à equipe de harmonia da Beija-Flor. E é com muito carinho, respeito e responsabilidade que recebo esta oportunidade de voltar e continuidade ao trabalho desenvolvido durante anos pela escola. Vou buscar utilizar os ensinamentos do mestre Laíla, valorizando esta comunidade fantástica, o seu canto e evolução. Com isso, vamos brincar carnaval com garra e felicidade buscando, sempre em busca de novas conquistas — afirma Frutuoso, que está se despedindo da equipe de harmonia da Ilha após cinco carnavais na tricolor.

Em 2018, a Beija-Flor conquistou o 14° título na galeria de campeonatos. A azul e branco é a maior campeã do Sambódromo e do Século XXI; são 8 canecos em 18 possíveis.

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Na noite deste sábado, 25, se confirmou o que ganhou força na Quarta-feira de Cinzas e parecia inimaginável até pouco tempo atrás: o diretor de carnaval e geral de harmonia da Beija-Flor, Laíla, não faz mais parte da escola de samba nilopolitana. A saída do veterano, membro da comissão de carnavalescos, rolou de forma amigável e em comum acordo entre ele e a diretoria.

Conselheiro da Beija-Flor, Gabriel David, responsável pelo “start” da azul e branco em direção a um novo modelo de carnaval – formato que já estreou vitorioso em 2018 -, fez questão de exaltar a figura de Laíla, mas acredita que a decisão foi melhor para os dois lados.

– Eu e meu pai (patrono Anísio Abraão David), minha família, todos os integrantes da Beija-Flor têm um carinho e um respeito pelo Laíla gigantescos. Gostamos muito dele, mas sabemos separar as coisas. Amigos, amigos, negócios à parte. Não foi uma decisão do Laíla. A gente entendeu na escola que seria melhor que isso acontecesse, e ele também entendeu assim. Serei eternamente grato por tudo que ele fez pra escola, como eu sei que ele sempre vai agradecer por tudo que a escola fez por ele. Mas as coisas têm um ciclo, e hoje chega ao fim desse ciclo. A gente entende que vai ser melhor pra escola, como a gente entende que vai ser melhor pra ele. Mas o carinho e o respeito pelo Laíla são gigantescos – frisou Gabriel, em conversa com o Sambarazzo.

Conselheiro da Beija-Flor, Gabriel David destaca carinho e admiração por Laíla, mas avisa: ‘Amigos, amigos, negócios à parte’ – Foto: Irapuã Jeferson

Aos 20 anos, Gabriel David foi um dos responsáveis por dar uma “nova cara” à Beija-Flor, capaz de impactar o Sambódromo na Segunda-Feira de festa e levar o público ao delírio com uma proposta renovadora de fazer carnaval. Com um desfile que tocou nas feridas da sociedade brasileira, ao reproduzir cenas fortes de uma realidade cheia de violência, desigualdade social, preconceito e intolerância, foi a azul e branco de Nilópolis a escola que mais causou emoção na temporada.

Ainda no primeiro semestre de 2017, o dirigente, herdeiro do patrono Anísio Abraão David, fez questão de conversar com várias cabeças brilhantes da Beija-Flor a fim de buscar uma sacada pra virar enredo e não abria mão de um tema: os problemas sociais do Brasil. Quem fez a ligação com a obra literária “Frankestein, ou o moderno Prometeu” e levou a ideia formatada foi Marcelo Misailidis, que é coreógrafo da comissão de frente da escola. A partir daí, Gabriel e todo time da azul e branco abraçaram o projeto.

Além de modificar totalmente a estética que sempre marcou a Beija, a escola abordou em alas e alegorias alguns assuntos do cotidiano do brasileiro considerados tabus. Teve reprodução de assalto à mão armada, morte de inocentes, corrupção de políticos e outros dramas bem nacionais. O tema “Monstro é aquele que não sabe amar, os filhos abandonados da pátria que os pariu” ganhou o povo da Sapucaí, que invadiu a pista ao fim da passagem da agremiação nilopolitana, cantando um dos sambas mais elogiados do pré-Carnaval, dos versos “Oh, pátria amada, por onde andarás/Teus filhos já não aguentam mais…”.

Lembre como foi o desfile campeão da “Deusa da Passarela”:

Fotos: Gabriel Nascimento, Gabriel Monteiro, Dhavid Normando, Paulo Portilho e Fernando Grilli /Riotur

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Já tradicional, o desfile da Beija-Flor na Estrada Mirandela, no centro de Nilópolis, vai ser especial neste ano. Campeã do Carnaval após três temporadas, a azul e branco vai levar o ‘arrastão de alegria e emoção’ que rolou na Sapucaí, durante a festa, para a principal via do município da Baixada Fluminense neste sábado, 24.

A concentração para o desfile começa às 19h30 e terá presença do elenco multi-campeão pela escola de samba.

Com a vitória na Quarta-feira de Cinzas, a Beija-Flor chegou ao 14° título da galeria. A escola é a maior campeã do Século XXI, com oito vitórias em 18 possíveis.

Confira imagens do desfile – Fotos: Gabriel Nascimento, Gabriel Monteiro, Dhavid Normando, Paulo Portilho e Fernando Grilli /Riotur

 

Fotos: Michele Iassanori:

Fotos: Irapuã Jeferson:

 

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Sem se apresentar nos Estados Unidos desde o início dos anos 90, quando cantou em Miami, Neguinho da Beija-Flor abre na noite desta sexta-feira, 23, uma série de 12 shows em 10 cidades norte-americanas até 11 de março. O repertório inclui sambas-enredo memoráveis que a azul e branco de Nilópolis cantou na Avenida, além da obra que deu à escola o campeonato deste ano. O artista também vai cantar sucessos de autoria dele, como “A deusa da passarela” (hino da Beija-Flor), “Malandro é malando, mané é mané”, “O Campeão, meu time (Vou na paz sem confusão)”, “Angela” (Serginho Meriti e Carlos Alexandre), e músicas que estarão em seu mais recente trabalho, o CD e DVD “Resumo”, como “Vovó Filé”.

Neguinho se prepara para turnê por 10 cidades dos Estados Unidos – Foto: Divulgação

O show desta noite será no Broadway Estúdios, em São Francisco, Califórnia, onde ele e seus músicos desembarcaram ontem. Neguinho será a principal atração do Brazilian Carnival Ball. Entre as cidades em que o cantor e compositor irá se apresentar, estão Los Angeles, Las Vegas, Orlando e Nova Iorque. O último show será em Framingham, Massachusetts.

– Nas minhas andanças aqui por São Francisco, encontrei nas ruas muitos brasileiros que estão morando na cidade, uns há muitos anos, que me reconheceram. Alguns até recordaram e cantarolaram trechos de sambas na Beija-Flor, de “O campeão” e de “Angela”. Foi muito legal! – comemora Neguinho, que há 42 carnavais é a voz oficial da escola de Nilópolis.

Após o retorno ao Brasil, mês que vem, ele ficará 30 dias fazendo shows pelo país e, em seguida, embarcará para a Europa, onde tem outra turnê agendada em cidades da Suíça e Espanha, e voltando também a se apresentar na Itália e na Alemanha, onde cantou no ano passado.

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Se depender do patrono e presidente de honra da Beija-flor, Anísio Abraão David, a novela entre a escola e Laíla terá final feliz. Tudo começou na Quarta-feira de Cinzas, quando o famoso diretor de carnaval, logo após o título nilopolitano, disse que está disposto a ir pra Grande Rio – rebaixada neste ano – para ajudar a escola na Série A.

– Ele nunca me disse que sairia – afirma Anísio.

Patrono da Beija-Flor quer Laíla no time de 2019 – Foto: Irapuã Jeferson

Ele brincou com seu diretor de Carnaval. Bem-humorado, Anísio provocou Laíla dizendo que nessa idade deve continuar é na Beija-flor. Nada de procurar emprego, para alegria e alívio da comunidade.

Quanto ao filho, Gabriel David, conselheiro da escola e que foi o criador da proposta do enredo sobre as mazelas do Brasil, ao lado do coreógrafo Marcelo Misailidis, o pai é só elogios, mas faz uma exigência:

– Antes de carnaval, tem que estudar. Ter o diploma – finalizou.

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Por Redação

Cantora pop das mais festejadas em 2017, Pablo Vittar começou 2018 curtindo as vibrações do samba da Beija-Flor de Nilópolis. Figura certa no desfile, da escola nilopolitana, a drag queen mais famosa da hora caiu na festa da azul e branco no ensaio realizado nesta quinta-feira, 25, em Nilópolis, na Baixada Fluminense.

Pablo não se negou a posar para as fotos com os fãs da Beija-Flor, curtiu mais um treino pesado da escola 13 vezes campeã rumo ao Carnaval e aproveitou pra sentir o clima da agremiação onde vai desfilar na Segunda-feira de festa.

Confira as imagens – Foto: Eduardo Hollanda/Beija-Flor

 

Confira outras imagens do ensaio da Beija-Flor:

 

Por Redação

Sensação do funk carioca, Jojo Toddynho fez a festa na quadra da Beija-Flor de Nilópolis, na noite desta quinta-feira, 18. Com um show logo após o ensaio de canto da escola, a nova estrela da música carioca conquistou o povo de Nilópolis. Acompanhada da bateria comandada por Rodney e Plínio, a cantora cantou os sucessos mais bombados da internet, como “Que tiro foi esse?” e “Sentada diferente”.

A funkeira posou pra fotos com toda a turma de Nilópolis, a começar pelo conselheiro Gabriel David e do diretor de carnaval Laíla, que também curtiu o alto astral da artista. Casal de mestre-sala e porta-bandeira, Selminha Sorriso e Claudinho, a rainha de bateria Raíssa de Oliveira, a musa Charlene Costa, o passista Cássio Reis, e, claro, a comunidade nilopolitana, que tem vocação pra alegria, disputaram os cliques com Jojo.

Outra presença ilustre foi a da atriz Isabela Santoni.

Confira as fotos – Eduardo Hollanda/Divulgação:

 

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Por Kaio Sagaz

Dia desses, Laíla já tinha batido um papo revelador com a reportagem do Sambarazzo. Mas, ao esbarrarmos com o diretor de carnaval da Beija-Flor nesta terça, 16, ao lado de fora do barracão da escola na Cidade do Samba, no Rio, eis que o rumo da prosa acabou virando matéria.

Um dos mandachuvas da azul e branco, ele aproveitou para dar um basta na ala virtual que anda espalhando comentários nas redes sociais de que haja uma briga de egos na escola de Nilópolis. Chateado com o que tem lido e ouvido, foi enfático ao garantir que não há espaço para desavenças. Com 74 anos de idade, 61 deles dedicados à festa, ele fez questão mandar um recado para o mundo do samba.

– Vou deixar bem claro: não perco a minha liderança pra ninguém, e não perco a maneira de solucionar. Se tivéssemos em crise, resolveríamos tudo depois do carnaval – garantiu.

Laíla garante: ‘Não perco a minha liderança pra ninguém’ – Foto: Irapuã Jeferson

“Não tem nova fase porra nenhuma”

A tal vaidade começou a virar assunto fora das dependências da Beija-Flor com a ascensão do jovem Gabriel David (20 anos), herdeiro de Anísio Abrahão David (presidente de honra) dentro da agremiação. Pra turma que adora uma especulação, a juventude e a tradição não teriam chegado a um denominador comum. Mas os dois, em diferentes entrevistas ao site, deixam claro que aliança ainda pode render bons frutos através de um indispensável respeito mútuo.

Mescla entre juventude de Gabriel e experiência de Laíla pode render bons frutos na escola de Nilópolis: ‘Gabriel tem ótimas ideias, lógico que surgem debates’ – Foto: Irapuã Jeferson

– Não tem nova fase de Beija-Flor porra nenhuma, é isso que está todo mundo achando, não tem nada disso. Quando acabou o carnaval do ano passado, eu me reuni com o Seu Anísio e falei pra ele que a criação chegou no limite alegórico, que o povo reclama, a escola reclama e não estamos conseguindo sair disso. Foi quando tentamos contratar o Paulo Barros e o Renato Lage (carnavalescos da Vila Isabel e Grande Rio, respectivamente), e não deu certo. Eu busquei os caminhos. O Gabriel tem ótimas ideias, mas que precisam estar dentro daquilo que a gente sabe fazer. É lógico que em um grupo de pessoas novas, com ideias novas, e eu sendo tradicionalista, surgem debates. Queria mudar, mas mudar com inteligência, e nós tínhamos encontrado o caminho. Houve resistência e algumas coisas nós achávamos que não estava certo. Agora, tudo foi tomando um caminho normal – explicou Laíla, que ainda conta no time que integra a comissão carnavalesca com o experiente Cid Carvalho e o coreógrafo Marcelo Misailidis, que passou a atuar na parte de criação do conjunto alegórico.

“Essa nova forma de fazer harmonia foi obra do papaizinho aqui”

Em 2017, a principal aposta de Laíla foi a reconstrução da dinâmica das alas. Numa iniciativa inédita, ele transformou todos os componentes em parte de uma grande composição teatral – vestiu toda a escola de Indio dentro do enredo “A Virgem dos lábios de mel – Iracema”. Resultado? Nenhuma nota 10 no quesito Fantasias e um sexto lugar no placar geral.

Em 2017, Laíla apostou na troca de alas pelas tribos, se aproveitando do enredo de viés indígena que a escola preparou – Foto: Irapuã Jeferson

– A reconstrução das alas foi mais uma tentativa, e vou continuar esse ano. Uma andorinha só não faz verão. Mas um dia, e não vai tardar, vão ver que estou certo. Porque, ao ver os desfiles, achei que estavam muito iguais. Essa nova forma de fazer harmonia, que hoje se tornou uma loucura, foi obra do ‘papaizinho’ aqui. Vou aproveitar muitas coisas do ano passado, juntando o antigo com o novo – prometeu.

“A Beija-Flor também está em crise financeira”

Quem tem o privilégio de circular pela Cidade do Samba, onde se concentram os barracões de todas as escolas do Grupo Especial do Rio, nota que o cenário é bem diferente de outros carnavais. Faltando menos de um mês para o desfile, muitas escolas ainda sofrem com problemas financeiros e fornecimento de materiais, o que gerou um atraso preocupante nos preparativos para o grande dia de cada uma pisar na Sapucaí. A Beija-Flor, famosa por não passar aperto quando o assunto é grana, também entrou no barco da crise.

– São sessenta e poucos anos de carnaval, foi uma caminhada muito difícil. Em 1968, no Salgueiro, montei o carnaval da escola em um domingo, no Pavilhão de São Cristóvão. Às seis da manhã, tinha oito carretas do Salgueiro lá. Oito! E acabamos de montar na hora do desfile. Cada um tem que saber o que faz. A Beija-Flor também está na crise financeira, nós nunca tivemos carnaval pra estar acabando agora, em cima da hora – concluiu.

A Beija-Flor será a sexta escola a desfilar na Segunda-feira de Carnaval, 12 de fevereiro, fechando os desfiles do Grupo Especial. O enredo é “Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu”.

Por Redação

“Como será o amanhã?”. A pergunta, versada no samba da União da Ilha de 1978, é a que mais passa na cabeça do povo, ainda mais no começo do ano, período de fazer planos e buscar realizar novos e antigos sonhos. No caso do Sambarazzo, é claro que a curiosidade gira em torno do Carnaval. Já que perguntar não ofende, convocamos um time de videntes pra responder o que interessa: Quem vai se dar melhor na Quarta-Feira de Cinzas e deixar a Apoteose consagrada campeã da festa de 2018?

E, como dizem que as cartas não mentem jamais, vejamos o que futuro reserva a cada uma das 13 escolas do Especial no Carnaval que já bate à porta.

Esmeralda de Gaya apontou o futuro pelo baralho cigano, mesma origem da clarividência de Sibyla Rudana, que confirmou as previsões no Baralho da Maria Padilha, entidade cultuada na umbanda e no candomblé, técnica igualmente utilizada pela cartomante Rosana Castela. Representante do xamanismo, o cigano Roberto El Marttini fecha a seleção de místicos convidada pelo Sambarazzo.

 Previsões por escola:

Esmeralda de Gaya – Vem cheia de orgulho e segurança. Fará um belo desfile, estará entre as primeiras, mas não ganha.

Roberto El Marttini – Há uma mulher que sabe usar a flexibilidade. Os problemas parecem maiores do que são, será um carnaval de boas recordações. Tem relações honestas de trabalho, empresa com filosofia e cultura pautada dentro dos padrões e valores éticos, é um bom jogo profissional. Não será um ano de campeonato, mas é um ano favorável pra Portela. Tem beleza, empolgação, vejo um bom desfile, deve estar entre as quatro ou cinco primeiras, mas sem vitória.

Rosana Castela – Por uma questão de teimosia, estão teimando por alguma coisa que sabem que não vai ser favorável, e isso será feito e eles serão traídos. Essa traição pode ser evitada se fizerem uma parceria ou uma negociação com alguém pra reverter o quadro da escola. Tem gente que não tá se entendendo bem. O jogo não aponta ela como vitoriosa.

Sibyla Rudana –  Fica entre as seis primeiras colocadas. No centro do jogo tem um apoio muito grande e uma verdadeira fortuna na síntese da Portela. A torre (que saiu no jogo da cigana pra Portela) fala de coisas que são esclarecidas. Quando a torre desaba, a luz entra. Algo está sendo feito de uma forma, que precisa ser feito de outra. Mas vai estar entre as seis primeiras. É um caminho de redenção. Consegue desatar um nó financeiro. E tem uma pessoa amiga, muita amiga, ligada à escola, que não vai ficar na escola.

Esmeralda de Gaya – Um desfile rico, vibrante, surpreendente e marcante. No momento, as cartas me mostram as três maiores possibilidades de campeonato, e a Mocidade está entre essas maiores possibilidades.

Roberto El Marttini – A Mocidade tem a carta do pavão. Temos que levar em consideração que 2018 é regido por Saturno, que requer perfeccionismo. Vai ter beleza, luxo, glamour… Vejo sorte nos negócios, tudo revertido em luz e paz espiritual, a justiça divina falará por seu intermédio. Um jogo muito bom, de campeã.

Rosana Castela – Vai encontrar algumas dificuldades, mas vai superar, diante de algumas mudanças que já estão acontecendo. Viram que algo iria desfavorecer e tomaram atitudes internas, modificaram e começaram a seguir um bom caminho. Está com caminhos abertos. A Mocidade é uma das favoritas.

Sibyla Rudana –  Não vejo a Mocidade sendo prejudicada nem fazendo um desfile ruim. Tudo que se pode dizer em termos de fluxo de influências tá favorecido. Mas ainda há coisas internas pra serem resolvidas, organizadas. Volta sábado com certeza.

Esmeralda de Gaya – Mais uma vez o Salgueiro virá com um belo desfile no sentido de alegorias. Desfile lindo aos olhos, mas sem a emoção que o enredo pede. O Salgueiro arrasta um período de pertubações astrais, em virtude de débitos espirituais que precisam ser sanados. Fica entre as seis melhores.

Roberto El Marttini – Salgueiro conta com a sorte. Há grande chance, no entanto, de ser manipulado por alguém de fora, o que pode causar dor e sofrimento. Poderá ser impedido de colher os frutos do trabalho, o que vai causar um aborrecimento por não perceber no resultado o esforço despendido. Volta no Sábado.

Rosana Castela – Uma das favoritas. Vai sofrer uma traição, que pode ser em nível de julgamento. Pode entrar na Avenida com tudo pra ser “a escola” e sofrer com notas indevidas, de ninguém saber explicar as notas. Mas o jogo mostra sorte. O Salgueiro vai ter um bom caminho. Se for prejudicado, será por essas traições no momento de julgamento.

Sibyla Rudana – Tem caminhos abertos pra conseguir uma excelente colocação. Mas é obrigada a se submeter a uma circunstância interna, que coloca a escola em sacrifício, uma solicitação superior, uma imposição negativa pra ela. É uma escola que vai fazer sucesso. Volta no Sábado.

Esmeralda de Gaya –  Vai fazer um desfile surpreendente, com muito amor, garra e alegria. Vem agarrando a chance da vitória, com a essência da Mangueira do passado, apostando no amor de seus integrantes para fazer a escola brilhar. Vai ser um desfile marcado pela emoção e segurança, e com muita vontade de vencer. No momento, as cartas me mostram as três maiores possibilidades de campeonato, e a Mangueira está entre essas maiores possibilidades.

Roberto El Marttini – Passa uma névoa de instabilidade na escola, falta mais harmonia interna, deve haver ou houve rupturas por mal-entendidos, e o desfecho da Mangueira neste ano traz alto risco de estresse. Não vejo boa sorte.

Rosana Castela – Jogo indica boa sorte, bom caminho, bom trabalho. Grandes possibilidades de ser a campeã. Jogo muito bom mesmo. Melhores “caídas” (cartas no jogo) foi a da Mangueira.

Sibyla Rudana – Muitas forças espirituais participando do enredo. Conflitos, adversidades, falta de resolução de problemas que estão diante do nariz, a escola precisa se unir mais. O que vejo é um cabo de força. Uns querem uma coisa, outros querem outras coisas. Corre risco de ficar numa posição indesejável. Provavelmente, não volta no Sábado das Campeãs.

Esmeralda de Gaya –  Apesar das expectativas em torno dessa escola, fará um desfile para cumprir seus requisitos, mas sem grandes marcas de expressão. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Roberto El Marttini – A vibração é boa, a Grande Rio conta com sorte, luxo, beleza e tem grandes acertos. Não pode modificar o passado, mas pode atuar no presente preparando um futuro melhor. Há quem tente impedir o progresso, mas no final vencerá. Ela e a Mocidade vão apresentar muita riqueza, acima das outras, mas Saturno rege e exige perfeccionismo. Vai estar bem colocada, mas não leva.

Rosana Castela – Há um problema de poder na escola. Alguém está de alguma forma minando caminhos que pudessem favorecer a escola. Não é alguém agindo pra desfavorecer a escola, mas pra desmerecer o trabalho que está sendo feito por alguém, pra tirar o brilho de alguém.

Sibyla Rudana – Cinco de paus na carta do ambiente significa que tem que lutar muito pra conseguir que os olhos se voltem pra você. Mas é uma escola que tem sorte e muito dinheiro investido. Rei de Ouros, com favorecimento de recursos. Muita visibilidade. O corte diria que consegue o que quer, não como quer. Tem portas abertas, chama atenção e faz sucesso.

Esmeralda de Gaya – Muitos imprevistos e pertubações no decorrer dos trabalhos da Beija Flor. Mas a escola traz consigo o poder de transformar as adversidades em força, e seus componentes conseguem transmitir isso na Avenida. Fará um desfile arrebatador, que emocionará e contagiará aos espectadores. É uma das três mais fortes candidatas ao título no jogo.

Roberto El Marttini 2 – Neste ano, Saturno rege, e ele pede um perfeccionismo, muita destreza, e borboleta e águia são os animais de poder que representam essa perfeição. A Beija-Flor tem a borboleta. Vai fazer um carnaval muito diferente dos outros, bem melhor que nos carnavais anteriores, vai surpreender. Tem no desfecho do jogo harmonia, felicidade familiar, poder criativo usado para o bem.

Rosana Castela – Vai surpreender. Tem um conjunto harmônico, as coisas estão coesas. Isso vai surpreender as pessoas. Pode ser que sofra algum abalo na hora do desfile. Mas é uma candidata. Não por ser a Beija-Flor, mas pelo nível de organização, pelo que está sendo feito lá dentro. Podemos dizer que é candidata ao campeonato.

Sibyla Rudana – Tem O Mago, o Fazedor, o que faz e acontece. Hoje, a vibe da Beija-Flor é de campeã. Muita energia trabalhando. Muito difícil perder. Hoje, pelo jogo, a favorita é a Beija-Flor. Tem muito apoio espiritual.

Esmeralda de Gaya – É um desfile para cumprir requisitos, mas sem grandes marcas. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Roberto El Marttini 2 – Vive um inferno astral. Precisa de uma harmonia de inter-relacionamento e, mais do que o quesito, precisa expandir o núcleo de amizades. Existe uma influência energética negativa, que pode mais uma vez tirar essa escola do Desfile das Campeãs. Acho difícil voltar.

Rosana Castela – Existe uma falta de concordância dentro da Imperatriz. Por algum motivo, pessoas se metem em assuntos que não devem se meter. Uma parceria foi quebrada e quebrou o equilíbrio emocional da escola.

Sibyla Rudana – Jogo fala de uma desistência. Tem alguém saindo fora. Ou tem alguém que não tá muito localizado no assunto. Carta fala de morte. Não é necessariamente morte, não. É alguém que sai fora. Mas a síntese do jogo é a Torre, que simboliza “não sei o que faço, não sei o que quero”. Mas há a imagem de uma criança pedindo colo. Tem uma crise interna. Vai me surpreender se no meio desse caos a Imperatriz voltar no Sábado.

Esmeralda de Gaya – É um desfile sem grandes marcas. Não cai.

Roberto El Marttini – Não fará este ano um carnaval pra ser campeã, mas se mantém no Grupo Especial. Tá precisando de força, tá vivendo dificuldades grandes. Não é um caminho fácil pra ela. É importante não ficar se lamentando, e se reerguer.

Rosana Castela – Caminhos abertos. Vem abençoada pela espiritualidade. Está com caminho de sorte. Tá redonda a escola. Há perigo de uma traição externa. Um julgamento pode não ser o correto. A Ilha vem bem.

Sibyla Rudana – Enguiços muito grandes no meio do caminho. Tem empenho, compromisso de chegar lá, mas tem que ter muito cuidado com fogo. Muito fogo pro meu gosto. Muito cuidado com a manutenção das coisas. Aconselho que busque apoio nas energias que acreditam, pra que possam melhorar essa tendência. Ainda mostra que a escola tem sorte, mas tem coisa a consertar e está precisando de ajuda.  Diria que não cai.

Roberto El Marttini – Dá pra ver que é uma escola movida à paixão. Não pode pensar em desistir, pois está alcançando êxito aos poucos, tem sorte, vejo reconhecimento. Não creio que fique entre as seis, mas não cai.

Rosana Castela – Vai ter algumas alegrias nesse carnaval. Vai chegar mais longe do que espera. Na verdade, não imaginam onde vão chegar. Vai ser prejudicada, vai ter alguns embaraços e dificuldades. Vai causar prejuízo ético. Não cai.

Sibyla Rudana – Época de virada. Mudança favorável. Tem no centro do jogo uma aliança boa. O brilho de uma pessoa, que colhe os frutos de um grande sucesso. A São Clemente não vai ficar mal, não. Embora o 7 de Paus diga que tem uma posição acirrada, dependendo de décimos pra chegar numa posição melhor.

Roberto El Marttini – O ano de 2018 Saturno está na regência. Já falei da exigência pelo perfeccionismo neste ano, e isso favorece a Vila Isabel e a Beija-Flor. A Vila tem a carta da águia, a grande visionária. Vai despertar paixões no desfile, mas é importante controlar as emoções.

Rosana Castela – Caminho próspero. De vitórias. De boa sorte. Trabalho bem sério. Trabalhando no passinho dela. Pode plenamente ter vitória. Tudo tá muito positivo. Muito favorável. Não tá passando por problema financeiro, ou de direção. Tá trabalhando em silêncio, mas trabalhando bem.

Sibyla Rudana – Se não ganhar, tá entre as seis. Favorecimento muito grande. Tem o sol no centro do jogo. Mas tem alguma coisa relacionada a atropelo de última hora. Não é acidente. Mas atrapalha. Pinta com força muito grande. Muito interessante o jogo dela. Volta entre as seis com certeza.

Roberto El Marttini – Vai se recuperar. Tem inimigos ocultos querendo criar situações pra desestabilizar. Se tiver autoconfiança fortalecida, vencerá isso. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Rosana Castela – Tem bons caminhos. A escola vai sofrer algum tipo de injustiça. É uma escola que apesar de ter um bom caminho de condições de chegar lá, não está entre as que podem voltar. Mas poderia estar muito melhor. Alguém precisa rever os conceitos. Às vezes, dar um passo atrás é uma questão de inteligência.

Sibyla Rudana – É uma volta dela aos grandes espetáculos. Centro do jogo tem uma parceria boa, que chama a atenção das pessoas positivamente. Corta essa sociedade o Dois de Ouros, que sugere ralar mais um pouco. Que volte a ter mais criatividade. Fala sobre um desequilíbrio financeiro, falta de grana. No caminho, porém, tem a carta do carro, falando que a pessoa tem que dominar situações e harmonizar, mas tem no jogo uma vitória. O desfile vai ter destaque.

Roberto El Marttini – Tem um samba de forte vibração. Saturno exige, além de perfeccionismo, muita criatividade, e a Tuiuti terá boa criatividade. O jogo diz que só não terá êxito se não quiser, fala pra não ter medo de recomeçar do zero e terá proteção pra isso.

Rosana Castela – Vem passando por algumas dificuldades. Tendência a não sobreviver a este Carnaval no Grupo Especial.

Sibyla Rudana – Risco de ter problema. Não é legal quando tem no centro do jogo uma carta de finalização, que é a morte. Vai estar bonita. Mostra um enguiço, um problema. Tem dois cortes no jogo da Tuiuti, não gostaria que tivesse. Mostra no desfecho do jogo uma certa melancolia, tristeza, incapacidade de resolução de problemas, dificuldades.

Roberto El Marttini – Tem empolgação, esperança, mas entra com fatores negativos. Pode não cair, mas é difícil. Dá pra ver que é uma escola que tem muito amor envolvido ali dentro. O jogo fala de persistir no sonho e que a ferida, por mais dolorosa que seja, se cura. E o desfecho diz que justiça não se discute, luta-se por ela.

Rosana Castela – Tem tudo pra ter boas vitórias. Vai acontecer uma traição ou já está acontecendo um racha. Por questões de opinião, de forma de conduzir as coisas. Alguém está querendo arrumar a casa, mas há quem não queira mexer, o que leva a um racha. É como se a escola se dividisse em dois segmentos. Momento de crise no Império. Pode até não cair, mas não será fácil.

Sibyla Rudana – Centro do jogo é o sol. Chama atenção. Recomeça uma jornada de ascensão. Espero que não caia, porque tem um grande desafio interno pra resolver. Não é externo. Um peso, uma perturbação… Mas o Império vai à luta, e consegue chamar atenção.

Nota importante: A cartomante Esmeralda de Gaya não detalhou os desfiles e o resultado das escolas que, no jogo dela, ficarão de fora do Sábado das Campeãs. Por isso, algumas agremiações estão sem as considerações da vidente.

*Baralho Cigano e Quiromancia (leitura de mão) => Esmeralda de Gaya: (22) 97403-4807

*Oráculo Xamã e Baralho Cigano => Roberto El Marttini: (21) 2722-1863 / (21) 98728-6186

*Búzios e Baralho da Padilha => Rosana Castela: (21) 97044-6839 / (21) 4141-8797

*Baralho Cigano, Baralho da Padilha e Pêndulo => Sibyla Rudana: (21) 97530-7799 / (21) 3624-7555

Por Redação

A Beija-Flor de Nilópolis, assim como todas as escolas de samba, corre atrás de receitas para a construção ideal do Carnaval que se aproxima. A azul e branco deu um passo importante: nesta sexta-feira, 15, conseguiu aprovação para captar, via Lei Rouanet – Lei de incentivo à cultura -, a bagatela de R$ 2,4 milhões, segundo a coluna de Lauro Jardim, do Jornal O Globo. Agora, a missão é buscar as empresas interessadas no projeto para finalizar a operação.

Esperança de grande desafogo, diante do corte de verbas públicas – em 50% – ao Carnaval imposto pelo prefeito do Rio Marcelo Crivella, o Ministério da Cultura decidiu nesta semana cancelar o repasse no valor de R$ 8 milhões – R$ 1 milhão pela Lei Rouanet e R$ 7 milhões através da Caixa – às escolas de samba do Grupo Especial, jogando um balde de água fria nas pretensões mais animadas de dirigentes e torcedores.

Em 2018, a Beija-Flor tenta o 14° título da galeria com o enredo crítico “Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu”, desenvolvido pela comissão de carnaval.

Foto de capa: Fernando Grilli/Riotur

Por Redação

Dois ícones do samba brasileiro ganharam uma justa homenagem na noite da última segunda-feira, 4. A porta-bandeira Selminha Sorriso e o diretor de carnaval Laíla, ambos da Beija-Flor, ganharam as reverências da Câmara Municipal do Rio. Enquanto a dançarina levou a Medalha Pedro Ernesto, maior comenda da capital fluminense, o comandante da harmonia da azul e branco recebeu uma Moção de Aplausos pelos serviços prestados à cultura carioca.

– Foi um dos dias mais incríveis da minha vida, emocionante demais e jamais esquecerei. Estive cercada de pessoas que ama, que são importante na minha vida pessoal e profissional. Ainda me pergunto se é verdade e se mereço realmente. Foi lindo demais – comentou Selminha, que foi indicada para receber a medalha pelo vereador Professor Célio Luparelli, do DEM.

Confira as fotos: Eduardo Hollanda/Divulgação

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Por Redação

Quem já teve a honra de conversar com Laíla sabe: o papo sempre rende. O “problema” é que quando a prosa é com um jornalista fica difícil até escolher a frase mais impactante pra virar aspa central da matéria. É que o diretor de carnaval da Beija-Flor (quase 50 anos de serviços bem prestados ao samba nas costas) sabe das coisas, e, pra alegria de quem vos escreve, também gosta de falar.

Sem fugir de pergunta alguma num ano atípico para a festa – o Carnaval 2017 foi marcado por trágicos acidentes na Sapucaí, drásticos cortes de verba pelas mãos de um prefeito evangélico e interdição dos barracões a três meses do desfile -, o mandachuva da Beija-Flor soltou o verbo na entrevista ao Sambarazzo.

“Estão querendo regredir pra 1950, quando crioulo não podia cantar samba”

Para o líder da comissão carnavalesca da azul e branco de Nilópolis, o Carnaval do Rio de Janeiro vive um período de retrocesso e censura, que remete à época em que ser sambista era coisa de marginal.

– Acho que estão querendo regredir. Estão querendo trazer o espetáculo de volta pra 1950, quando o samba era proibido, quando crioulo não podia cantar samba, quando as escolas eram perseguidas diretamente – sintetiza.

Apesar do protesto, e convicto de que há clara tentativa de esvaziar a festa, Laíla contemporiza na hora de supor os motivos que teriam levado o prefeito do Rio Marcelo Crivella (PRB) a cortar metade da grana que as agremiações vinham recebendo.

– Não quero acreditar que o prefeito seria louco de querer prejudicar o Carnaval por causa da intolerância religiosa. A gente se pegar por uma guerra religiosa… não pode ser isso. Sou espírita declarado, mas não posso acreditar que ele esteja misturando as coisas. Ele deve estar buscando dentro da cabeça dele segurar o estado, fazer a cidade voltar a ter as rendas habituais. Acho que fez mais pela administração mesmo – pondera.

Barracões interditados: “O Ministério do Trabalho não tá errado”

A respeito das interdições dos 13 barracões da Cidade do Samba, Laíla também não passa a mão na cabeça das escolas. Mas considerou inoportuno o momento para tais fiscalizações, que obrigaram as chamadas “fábricas dos sonhos” a ficar de portas fechadas a três meses do evento na Sapucaí – a liberação aconteceu esta semana.

– O Ministério do Trabalho não tá errado, só acho que essa fiscalização foi tardia e aconteceu na hora errada, faltando pouco tempo pro desfile. Mas tenho certeza de que havia necessidade disso. Estávamos habituados a trabalhar no ‘bota pra lá, bota pra cá’. Não tinha segurança. Mas que local de trabalho não deve ser seguro? Todos devem ser – frisa.

As vistorias nos barracões atrasaram – e muito – o Carnaval 2018.

– Tá tudo bastante atrasado. Hoje, estamos só com 30% da escola pronta. Mas, quando chegar na semana do Carnaval, vamos terminar tudo, como sempre – garante Laíla, adiantando que ano que vem a Beija-Flor vai desfilar com 3300 pessoas, cinco carros alegóricos e um tripé.

“Custou a acontecer”, diz Laíla sobre acidentes do Carnaval 2017

Concluídas as fiscalizações, e agora tocando o carnaval em ambiente considerado mais seguro pelos órgãos competentes, Laíla fica à vontade para falar dos chocantes acidentes da Sapucaí este ano, que tiveram contornos dramáticos e triste fim: a radialista Liza Carioca, atropelada por uma desgovernada alegoria da Paraíso do Tuiuti, no Domingo de Carnaval, morreu após meses de internação:

– Custou a acontecer. Não deveria ter tragédia, mas, da maneira como era tocado, custou a acontecer. Infelizmente, acidentes acontecem, mas a prevenção é sempre bem-vinda. Agora, acidente sempre teve, sempre teve carro que bateu, destaque que caiu, até na Beija-Flor… Mas nada nessa proporção.

Fim de uma era? Laíla e o cancelamento dos ensaios técnicos

Outra notícia que deu um balde de água fria nos amantes do samba foi o fim dos ensaios técnicos no Sambódromo, que deixam o calendário oficial da cidade após 15 anos de treinos de graça, com arquibancadas lotadas.

– Sugeri à Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) um ensaio técnico coletivo, em reunião com a presença de diretores de todas as escolas. Sugeri de, na lavagem da Sapucaí, cada escola levar componentes e fazer um grande desfile com todas, cantando sambas como um pout-pourri, emendando um no outro. Teve um ato lá da Igreja Evangélica, por que o samba não poderia se manifestar assim? Mas depende da liga. A ideia foi dada, e seria um ato lindíssimo – acredita.

Apesar de lamentar o cancelamento dos treinos técnicos no palco principal da festa, Laíla acha que as escolas pouco vão sentir, na prática, a falta do ensaio na Avenida, que pra ele tinha pouca valia no aspecto técnico:

– O ensaio é muito bom pro povo que não tem condições de assistir no dia do desfile oficial. Mas você faz um ensaio técnico hoje, e no desfile é completamente diferente. Dá até pra consertar, corrigir alguma coisa que poderia dar errado no dia do desfile, mas vale muito mais como festa. Proveito mesmo você só tira no dia. Já aconteceu da Beija-Flor fazer um ensaio ótimo e no dia do desfile estar uma escola morna. Mas é pena acabar, já tinha virado hobby pro sambista.

“Faria de novo”, garante Laíla sobre botar 100% dos componentes fantasiados de índio

Os jurados não curtiram e avaliaram mal o quesito “Fantasias” da Beija-Flor no último carnaval – foram sete décimos perdidos, sem considerar o descarte da nota mais baixa (9,7 – 9,9 – 9,9 – 9,8). Laíla acreditou que daria certo a ideia de vestir a escola inteira de índio dentro do enredo “A virgem dos lábios de mel – Iracema”, inspirado no clássico de José de Alencar. Mas arrependimento é uma palavra que não compõe o dicionário do diretor.

– Faria de novo. Considero a ideia magnífica pra diminuir um pouco do modelo antigo, e fazer uma nova linguagem. Mas não soubemos fazer uma execução excelente. Foi um problema artístico, e nisso me incluo. A responsabilidade é minha – assume.

“Se o Paulo Barros fizer amanhã, vão dizer que ele é gênio”

Seguidor da doutrina espírita e muito atento às energias que movem o mundo, Laíla afirma que a torcida contra ajudou a fazer a ideia dos índios não dar certo.

– Foram 12 escolas de samba, e as 11 não queriam que desse certo. Porque iria revolucionar. Aí, toma-lhe porrada. Hoje, é tudo igual nos desfiles. É muito comum encher tudo de pluma e enganar trouxa. Mas aí o componente balança a cabeça e tá todo mundo emocionado. Na verdade, o desfile de escola de samba perdeu padrão artístico. Todo mundo tem direito de gostar ou não gostar dos índios, mas teve pessoas de conhecimento carnavalesco que elogiaram. Se o Paulo (Barros) fizer amanhã, vão dizer que ele é um gênio. Mas é aquilo, estou sempre tentando o diferente. Pode não dar certo, mas tô tentando – avalia.

“Não sou brigão. Defendo aquilo que faço”

Embora faça o mea-culpa em relação às fantasias pouco variadas, Laíla aproveita pra reclamar da alternância de créditos na alegria e na tristeza.

– Funciona assim: deu certo, as 'garotas' aparecem. Deu errado, o velho segura. Não me arrependo de nada na minha carreira. Sou brigão? Não sou brigão. Defendo aquilo que faço. Estou há 23 anos aqui, e se ficar mais 23 a porrada vai ser pior. Toda carreira tem altos e baixos. Mas tenho pontuado muito nesse tempo todo. Acho que tive muitos acertos – opina.

Para 2018, Laíla vai dividir a glória ou a derrota com uma comissão composta por Cid Carvalho (de volta à escola após mais de uma década longe), Victor Santos, Bianca Behrends, Léo Mídia e Rodrigo Pacheco, além do luxuoso auxílio do coreógrafo Marcelo Misailidis, idealizador do enredo "Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu", e Gabriel David, herdeiro do patrono Anísio Abraão David e que, aos 20 anos, cada vez ganha mais espaço na escola.

– Temos um pensamento coletivo. Hoje, temos poder de criação, de ideias na parte alegórica, com o Marcelo, com as novas ideias novas e modernas do Gabriel, e com o conhecimento e habilidade de cada um da equipe. Cada um tem uma função. Eu sou o da porrada e ao mesmo tempo o de passar a mão na cabeça – diz.

Crise? Que crise? “A Beija-Flor não vai parar de gastar. Não nos falta nada”

Ficar em sexto lugar na última temporada fará a Beija-Flor surgir na Passarela do Samba em 2018 mais moderna, apesar da crise financeira que assola o país.

– Depois do carnaval deste ano, decidimos que alegoricamente a gente deveria mudar. Dentro desses caminhos novos, tem que diminuir as despesas, fazer alguns ajustes. Se antes tinha 100 esculturas, passa a ter 10. Mas é muito simples: estamos em crise, mas qual é a escola que vai deixar de fazer carnaval pra ganhar? Não nos falta nada. Mas não se joga dinheiro fora como antes. A estrutura mudou – explica.

Aos 74 anos, Laíla diz que ganha bem com o carnaval: “Tô rico de experiência”

Falando em dinheiro, Laíla não revela quanto ganha, mas diz ser o suficiente para um profissional de seu gabarito. E, aos 74 anos, diz que ainda há muitos sonhos a realizar:

– Rico? Tô rico de felicidade, de experiência. Gosto de receber o que recebo, tô satisfeito. Tinha outras formas de ganhar mais, saía muito pra fazer trabalhos em escolas fora do Rio. Mas hoje a idade pesa um pouquinho.

“Jamais pensei que seria referência”

Luiz Fernando do Carmo virou Laíla e entrou pra história da festa popular mais famosa do planeta ao trilhar uma bem-sucedida trajetória. Embora não buscasse isso, é ciente de que virou referência quando o assunto é direção de carnaval. No entanto, não aponta um sucessor.

– Acho válido uma escola ter diretor de carnaval a partir do momento que esse profissional tenha conhecimento. Esse cargo surgiu pra banir a direção de harmonia. Eu, aqui na Beija-Flor, assumi direção de carnaval e harmonia pra não ter ninguém me mandando que saiba menos que eu. Jamais pensei que seria referência. Mas não indico ninguém. Ninguém me indicou pra nada – lembra Laíla, que já emprestou seu talento a outras bandeiras, como Salgueiro, Unidos da Tijuca e Grande Rio.

Apesar do vasto currículo e de uma vida dedicada ao samba – em 2018, Laíla completa 50 anos como diretor de carnaval -, ele não fala em aposentadoria.

– Ninguém se realiza antes da morte. Ainda tenho muita coisa pra fazer. Na vida pessoal, não quero mais nada. Na vida profissional, estou sempre buscando – conclui.

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Por Marcelo Barros

Não rola um Carnaval sem a clássica discussão em relação ao cobiçado posto de rainha de bateria das maiores escolas de samba: celebridade ou representante da comunidade?

Os argumentos são fartos e, prós e contras computados, cada um faz sua escolha como acha que deve. Fato é que nem uma famosa obrigatoriamente pode ser considerada desgarrada da história de uma agremiação, tampouco uma até então anônima vai se valer desta condição pra entregar a garra e o charme necessários a uma função que, se não vale nota, é sempre “quesito” aguardado pelo público, via de regra a razão de ser de qualquer espetáculo artístico.

Ibope alto! A apresentadora Sabrina Sato, da Vila Isabel, é a rainha de bateria com o maior número de fãs no Instagram I Foto: Fernando Maia/Riotur

Um termômetro interessante é o frisson que essas beldades despertam nas pessoas no mundo do samba e no mundo virtual. O quanto de gente pode uma rainha alavancar para um desfile, um evento, uma atividade organizada pela entidade carnavalesca? Isso, com o indispensável auxílio da internet, é possível ser medido em números.

O Instagram, por exemplo, evidencia bem o assunto. Não tem como ser ignorada a influência nem o engajamento que pode acarretar um bom post divulgador no meio digital. Dito isso, o ranqueamento das mais seguidas rainhas de bateria do Grupo Especial vira uma curiosidade boa de matar. A medir pelo índice de plateia virtual, quem pode ser mais útil, angariar mais torcedores, desfilantes, consumidores de produtos, compradores de ingressos de shows para as escolas de samba?

Eis as 13 beldades da divisão principal e seus milhões de seguidores!

1 – Sabrina Sato (@sabrinasato) – Unidos de Vila Isabel. Fãs: 11.500.000

2 – Juliana Paes (@julianapaes) – Grande Rio. Fãs: 11.400.000

3 – Gracyanne Barbosa (@graoficial) – União da Ilha. Fãs: 5.600.000

Campeãs de audiência! Sabrina (Vila Isabel), Juliana (Grande Rio) e Gracyanne (União da Ilha) fazem o maior sucesso na rede I Imagens: Reprodução/Instagram

4 – Viviane Araújo(@araujovivianne) – Salgueiro. Fãs: 4.800.000

5 – Juliana Alves (@julianaalvesiam) – Unidos da Tijuca. Fãs: 1.300.000

6 – Evelyn Bastos (@evelynbastosoficial) – Mangueira. Fãs: 122.000

7 – Flávia Lyra (@lyraflavia) – Imperatriz Leopoldinense. Fãs: 103.000

8 – Raíssa de Oliveira (@raissadeoliveirarainha), – Beija-Flor. Fãs: 54.700

9 – Camila Silva (@iamcanilasilva) – Mocidade Independente. Fãs: 47.400

10 – Milena Nogueira (@milenanogueira) – Império Serrano. Fãs: 26.900

11 – Bianca Monteiro (@biancamonteirooficial) – Portela. Fãs: 14.300

12 – Raphaela Gomes (@raphaelagomes) – São Clemente. Fãs: 2.734

13 – Carol Marins (@pretadz) – Paraíso do Tuiuti. Fãs: 2.302

Presidente recusou oferta de R$ 300 mil pra manter filha rainha

Em setembro deste ano, a atriz Nathália Rodrigues usou as redes sociais pra fazer um desabafo contemporâneo. Ela revelou ter perdido um papel por ter poucos fãs virtuais.

Pelo menos no samba esse está longe de ser critério para eleger uma dona de coroa.

Se o ibope de Carol Marins na internet não é padrão Globo, na Tuiuti a moça é praticamente a dona da p***a toda! Pai dela e presidente da escola, Renato Thor já recusou uma oferta de R$ 300 mil pra manter a herdeira no posto, mostrando que preciosa ali é a ligação dela com a comunidade.

Carol Marins pode ainda não ser campeã de curtidas, mas faz o maior sucesso em casa I Foto: Reprodução/Instagram

– Não tem dinheiro no mundo que pague a felicidade da minha filha em estar à frente dos ritmistas da ‘Supersom’ (como é conhecida a bateria da Tuiuti). Recebi muitas propostas, sim, até de R$ 300 mil, mas recusei todas – revelou Thor ao Sambarazzo.

Seguidores e curtidas à parte, a verdade é uma só: independentemente da origem da rainha, quem acompanha as postagens delas percebe um ponto em comum, que é o amor pelo Carnaval. É essa a batida, além das baterias, que as move e torna o brilho de cada uma ainda mais intenso. Vale seguir todas elas no Instagram e curtir em forma de coração cada foto, história, pensamento… Só não vale “stalkear”!

*Montagem de capa: Fotos Ag. News/Divulgação/Reprodução Internet