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Carnaval 2016

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Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal-aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2014 a 2018. E nesta quarta-feira, 28, começamos a terceira edição da série de apuração com a alma das agremiações, o Samba-Enredo, que ano após ano embasa o espetáculo visual e emoldura a história apresentada na Passarela.

Mangueira tem o melhor rendimento no Samba-Enredo nos últimos cinco anos – Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

Pela primeira vez desde que levantamos os dados, a Portela não é a primeira colocada. O samba de 2018 deixou de seguir a tendência de gabaritar, enquanto a Mangueira persistiu implacável com uma sequência de 17 notas dez e tomou a ponta. De uma só vez, a verde e rosa se livrou das notas ruins de 2013, teve 40 pontos nesta temporada e contou com o deslize da águia pra virar a líder em Samba-Enredo, recuperando uma diferença que era de 0,8 (oito décimos).

Ciganerey e Péricles defenderam o samba da Mangueira na Sapucaí – Fotos: Irapuã Jeferson e Dhavid Normando/Riotur

Uma das fortalezas no caminho portelense, o Samba-Enredo da escola não gabaritou pela primeira vez em seis anos. As leves despontuações tiraram da águia a liderança no ranking, mas não a certeza de que o quesito segue como ponto alto da azul e branco na briga pelos campeonatos.

Firme no terceiro lugar vem o Salgueiro, que, apesar de ter perdido décimos importantes – até decisivos – no quesito nos últimos anos, tem boas notas no geral e observa a liderança de Mangueira e Portela não tão distante. O novo levantamento deu à Academia um saldo de positivo de 0,6 (seis décimos), graças a exclusão do ano de 2013 – o pior recente – e as duas notas dez de 2018.

Quarta colocada no ranking, a Imperatriz tem uma boa arrancada no item nos últimos quatro anos. “Axé Nkenda” (enredo de 2015), Zezé Di Camargo e Luciano (enredo de 2016), Xingu (2017) e Museu Nacional (2018) fizeram bem ao contexto sonoro da verde e branco.

Pela primeira vez entre as cinco primeiras aparece a Mocidade Independente de Padre Miguel. Já são sete notas dez seguidas, rendimento inferior só a da Mangueira nas duas temporadas mais atuais. Os sambões de 2017 e 2018 fizeram a verde e branco ultrapassar concorrentes como a Vila Isabel, a Beija-Flor e a Unidos da Tijuca. Eis a escola que mais cresceu no quesito de um ano pra cá. Também, pudera, levou até Estandarte de Ouro – prêmio do Jornal O Globo – no Carnaval que passou.

Vila Isabel, Beija-Flor, Tijuca, Grande Rio, União da Ilha e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

Tuiuti, Império Serrano e Viradouro não são inspecionadas no ranking, porque não estiveram em todas as edições do Grupo Especial nas últimas cinco temporadas.

 

Levantamento do ano passado, considerando os carnavais de 2013 a 2017:

Série Ranking! Samba-Enredo: as melhores e piores nos últimos 5 anos

Levantamento do ano retrasado, considerando os carnavais de 2012 a 2016:

Série Ranking! As melhores e piores em Samba-Enredo nos últimos 5 anos

 

 

 

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Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber – e descobriu – quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. E nesta segunda-feira, 24, encerramos a série de apuração dessa meia década chegando à definição de quais escolas têm se destacado na soma de todos os quesitos.

Salgueiro é a escola mais regular dos últimos cinco anos – Foto: Tata Barreto/Riotur

Samba-EnredoComissão de FrenteAlegorias e Adereços, BateriaMestre-Sala e Porta-BandeiraHarmoniaEvolução, Fantasias e Enredo, os nove quesitos avaliados pelo juri da Liesa foram verificados nesse levantamento estatístico. O ranking lida, portanto, com a frieza dos números, de acordo com a visão dos 36 julgadores anuais dos desfiles.

Regularidade é a palavra de ordem do Salgueiro, líder na pontuação geral, embora tenha vencido só dois rankings (Enredo e Comissão de Frente). A pior performance é em Samba-Enredo, que dá o 4° lugar à Academia. Fora isso, passando por todos itens, a escola quando não ganha, tá em 2° ou 3°. A vantagem de 2,9 pontos em relação à Portela mostra que a vermelho e branco tem sido a mais equilibrada na competição nos últimos cinco anos.

 

 

Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

Saindo do quarto lugar para o vice, a Portela há quatro anos passou de coadjuvante para protagonista. Com Falcon, novo comandante, a azul e branco arrancou para a disputa dos campeonatos. Mas foi na continuação dessa redenção, com o presidente Luís Carlos Magalhães, que a águia ficou com o título. É impressionante a melhora nas notas, principalmente nos quesitos plásticos. Méritos aí também para Alexandre Louzada e Paulo Barros, dois carnavalescos que fizeram a diferença em Madureira.

 

Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

Com vitórias em Alegorias e Adereços, Harmonia e Evolução, a Beija-Flor de Nilópolis é a que mais vence quesitos, mas não é líder no ranking geral. Os desempenhos em Fantasias e Enredo pesam na disputa com o Salgueiro, líder na pontuação, e com a Portela. Bateria e Mestre-Sala e Porta-Bandeira são mais dois quesitos que elevam a nilopolitana ao status do top3 do Ranking Geral.

 

 

Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

 

 

Unidos da Tijuca ganha em Bateria e Fantasias. Até 2016, vencia também em Enredo, Comissão de Frente e Alegorias. Mas a tragédia do desfile, quando a parte superior da segunda alegoria despencou em frente ao Setor 1, prejudicou todo o carnaval tijucano, comprometendo vários quesitos. A escola caiu de 1° no Ranking Geral para o quarto lugar.

 

 

Foto: Fat Press/Liesa

 

 

 

Os quesitos plásticos, além do enredo, e o samba-enredo são os que mais se destacam positivamente na Imperatriz. A escola ainda precisa melhorar as análises de Harmonia, Evolução e Comissão de Frente para chegar mais longe e voltar a brigar diretamente pelo caneco. Nos últimos cinco anos, foram quatro participações no Sábado das Campeãs.

 

 

Foto: Cezar Loureiro/Riotur

 

 

O quesito mais tradicional dos desfiles reservou a vitória a uma das bandeiras mais pesadas do Carnaval. A Mangueira vence Mestre-Sala e Porta-Bandeira. Squel e Matheus Olivério fizeram a diferença nesta temporada. Mas outros nomes como Raphael Rodrigues e Marcella Alves também ajudaram na pontuação contada de 2013 a 2017. Enredo, graças ao novo talento Leandro Vieira, e Samba-Enredo dão força para a verde e rosa, que, seguindo esse ritmo, tem tudo para brigar mais uma vez pelo título em 2018.

 

Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

 

 

 

Pra ir além e ganhar o título inédito, a Grande Rio tem esbarrado em dificuldades no Samba-Enredo. No “Petróleo” e “Maricá”, em 2013 e 2014 respectivamente, os jurados desceram a caneta. Fantasias e Enredo precisam também de crescimento. Evolução e Comissão de Frente são os melhores quesitos nas cinco temporadas mais recentes.

 

 

Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

 

Mesmo com as constantes trocas, os casais de mestre-sala e porta-bandeira têm dado as melhores notas à Vila Isabel nesse recorte de 2013 a 2017 do ranking. Samba-Enredo e Bateria vem na sequência com notas razoáveis na média. A escola precisa melhorar sobretudo em Comissão de Frente. O insucesso do desfile deste ano jogou a Vila de 6° para 8° no Ranking Geral. A tricampeã tratou de mexer em 90% do time para a próxima temporada.

 

Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

 

 

Na União da Ilha, o bom desfile de 2017 deu um novo gás, mas há no que evoluir. Comissão de Frente e Samba-Enredo estão na lanterninha da escola. Enredo, Fantasias, Bateria e Mestre-Sala e Porta-Bandeira, muito pela performance deste ano, ganharam pontos e apontam uma escala ascendente nas avaliações.

 

 

 

Foto: Fernando Maia/Riotur

 

 

10ª

 

O título pra Mocidade veio logo no primeiro grande ano da verde e branco depois de um longo tempo. Ainda não deu pra ganhar posições no ranking, mas do ano passado pra este, a escola ganhou mais de cinco pontos e encostou na Ilha. A recuperação foi geral, e o campeonato, mesmo conquistado em abril, após decisão em plenária, pode dar a confiança que a turma de Padre Miguel tanto precisava pra arrancar na tabela dos quesitos.

 

Foto: Irapuã Jeferson

11ª

Em direção ao oitavo campeonato seguido na elite, a São Clemente não tem motivos para reclamar, mas tem o que apurar de olho no objetivo de se aproximar a cada ano das poderosas. Bateria e Mestre-Sala e Porta-Bandeira se destacam no todo com boas pontuações. Os ritmistas de mestre Caliquinho superam tradicionais baterias: Vila Isabel, Grande Rio, União da Ilha e Mocidade. Samba-Enredo e Comissão de Frente ainda são os quesitos de notas mais carentes.

 

 

Foto: J. Ricardo/Sambarazzo

 

CONFIRA:

 

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Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina. Mestre-Sala e Porta-Bandeira mostra a eficiência da Mangueira. A Harmonia já nem é um quesito, é uma característica da Beija-Flor. Evolução vai pela mesma linha e é dominada pela escola de Nilópolis. Nas Fantasias deu Unidos da Tijuca. E neste domingo, 23, encerramos a segunda temporada da série de apuração com Enredo, que molda os caminhos de cada escola e roteiriza a apresentação na Avenida.

Foto: Tata Barreto/Riotur

A regularidade dos últimos anos bota o Salgueiro no topo do ranking. As criações de Renato Lage garantiram leituras quase perfeitas dos temas apresentados pela escola. Para os jurados, “Fama” (2013) e “Culinária mineira” (2015) ficaram devendo em relação aos outros três temas: “Gaia” (2014), “Malandro” (2016) e “Divina Comédia” (2017), o trio garantiu 40 pontos. Renato Lage se despediu, e Alex de Souza, novo carnavalesco, assume com a missão de manter a execução na excelência costumeira dos salgueirenses.

 

1° Salgueiro – Fotos: Cezar Loureiro/Riotur e Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

O eterno camisa 10 do Flamengo e da seleção brasileira, Zico, manteve a tradição do número na Imperatriz: dez, nota dez. O melhor enredo da escola, segundo o júri da Liga, nos últimos cinco anos. Os temas do Pará (2013) e o afro Axé Nkenda (2015) deram ótimos motivos para as renovações seguidas do carnavalesco Cahê Rodrigues e serviram também para colocar a verde e branco na vice-liderança do Ranking. Nas últimas duas temporadas com “Zezé Di Camargo e Luciano” (2016) e “Xingu” (2017), a escola perdeu seis décimos no item, mas conseguiu, ainda assim, ganhar uma posição no ranking, ultrapassando a Tijuca, que caiu de 1° pra 5° após o desastre deste ano.

 

2ª Imperatriz – Fotos: Tata Barreto/Riotur e Irapuã Jeferson/Sambarazzo

 

 

Já são duas notas 40 em dois anos nos carnavais da Mangueira assinados por Leandro Vieira. O novo valor da festa tem sido sinônimo de aprovação. Em Fantasias e Alegorias a verde e rosa ganhou posições, e em enredo, claro, não é diferente. “Maria Bethânia” (2016) e “Só com a ajuda do santo” (2017) não deixaram um décimo sequer pelo caminho. Antes dos dois enredos, a escola estava há cinco anos sem nota máxima no quesito. Em 2015 e 2014, ainda sem Vieira, as narrativas sobre mulheres e festas brasileiras, respectivamente, deram à verde e rosa uma coletânea de 9,9 e afastaram a Estação Primeira da ponta do Ranking.

 

3ª Mangueira – Fotos: Irapuã Jeferson/Sambarazzo e Sofie Mentens/Riotur)

 

 

Enredo é mais um quesito que a Portela apresenta um gráfico totalmente ascendente. Se em 2013, sequer um 9,9 a azul e branco conseguiu, agora raridade é nota diferente de 10. Nas últimas 12 avaliações, dadas em três anos, 10 foram máximas. Os enredos que gabaritaram foram: “450 anos do Rio” (2015), ainda com Alexandre Louzada, e “os rios” (2017) com Paulo Barros. O pior ano foi 2013, quando Madureira, bairro natal da águia, era enredo e perdeu oito décimos dos quatro jurados daquela temporada.

4ª Portela – Fotos: Irapuã Jeferson e Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

Pra Tijuca, Enredo foi mais um quesito a ser avariado pelo acidente no desfile deste ano. Com a segunda alegoria empacada no Setor 1, enquanto os bombeiros prestavam socorro às vítimas do desabamento de parte do carro, as alas passavam à frente e embaralhavam a leitura da narrativa sobre a música americana. Ao todo, 11 décimos ficaram pelo caminho, derrubando a escola do Borel de 1° para 5° no Ranking de Enredo em um ano. Os melhores temas, na visão dos jurados, são os dois de Paulo Barros: “Alemanha” (2013) e “Ayrton Senna/Velocidade” (2014)

5ª Unidos da Tijuca – Fotos: Fat Press/Liesa e Michele Iassanori/Sambarazzo

Beija-Flor, Grande Rio, União da Ilha, Vila Isabel, Mocidade e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

ENREDO

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Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina. Mestre-Sala e Porta-Bandeira mostra a eficiência da Mangueira. A Harmonia já nem é um quesito, é uma característica da Beija-Flor. Evolução vai pela mesma linha e é dominada pela escola de Nilópolis E nesta quinta-feira, 20, seguimos a segunda edição da série de apuração pra ver como fica Fantasias, essas criações dos carnavalescos que dão cores, formas e significados aos desfiles.

Marcus Paulo, Annik Salmon, Hélcio Pain e Mauro Quintaes formaram a comissão de carnaval da Tijuca por três temporadas. Para o próximo ano, Quintaes saiu, mas deixou de legado, junto dos companheiros, ótimas notas para os figurinos tijucanos – Foto: Felipe Araújo

Unidos da Tijuca, Salgueiro, Portela e Imperatriz dominam o quesito Fantasias. Entre a líder e a quarta são apenas dois décimos. Foi no detalhe que a história se resolveu.

Se em boa parte dos rankings a Tijuca perdeu duas ou três posições pelo desfile acidentado que teve em 2017, Fantasias não sofreu impacto, e a escola do Borel ficou na liderança. É verdade que foi ali no detalhe, um décimo à frente do Salgueiro e dois adiante de Portela e Imperatriz, mas o que vale é que não dá pra negar a qualidade plástica da escola nos últimos cinco anos. De Paulo Barros à comissão de carnaval, as notas são das melhores, com destaque para 2016 com 40 pontos.

1ª Unidos da Tijuca – Fotos: Gabriel Monteiro/Riotur (2) e Michele Iassanori (1 e 3)

 

 

Os 15 anos de Renato Lage deram ao Salgueiro a certeza de desfile bonito – quase sempre até deslumbrante. Não é de se surpreender, portanto, que a vermelho e branco é uma das ponteiras. Um 9,9, que acabou descartado pela Liesa, tirou a liderança deste ranking. Nenhum mal. A escola segue nas cabeças e agora, sob o comando artístico do carnavalesco Alex de Souza, espera manter o nível pra continuar na briga pelos campeonatos.

 

2° Salgueiro – Fotos: Irapuã Jeferson, Michele Iassanori e Tata Barreto/Riotur

 

 

Mesmo em 3°, a Portela tem muito o que comemorar, principalmente ao perceber o passado recente, no qual uma nota 10 que fosse em Fantasias já era pra agradecer aos céus. Desde 2014, a Águia iniciou uma recuperação impressionante – que passou pela mudança de administração – nas avaliações de seus figurinos e saltou pro topo. Nesse recorte de cinco anos, a azul e branco de Madureira é a única a conseguir notas 40 em três anos consecutivos (2015, com Alexandre Louzada, 2016 e 2017, com Paulo Barros). Se uma nota 40 se repetir em 2018, é certo que a escola toma a ponta do ranking.

3ª Portela – Fotos: Tata Barreto/Riotur (1) e Irapuã Jeferson (2 e 3)

 

 

Recuperação também foi uma tônica para a Imperatriz no quesito. Em 2012, a verde e branco estava na rabeira do Ranking, mas mostrou a mesma força portelense para reagir. A diferença é que a escola ainda tem deixado alguns escassos décimos pelo caminho. A chegada do carnavalesco Cahê Rodrigues em 2013 deu um up na plástica da primeira tricampeã do Sambódromo e faz a verde e branco brigar na ponta da tabela.

 

 

4ª Imperatriz – Fotos: Irapuã Jeferson (1 e 3) e Fat Press/Liesa (2)

 

 

Lá embaixo na classificação até pouquíssimo tempo, a Mangueira tem que agradecer ao carnavalesco Leandro Vieira pela arrancada neste quesito. A verde e rosa ficou uma década sem conseguir três notas 10 para os seus figurinos. A última vez tinha sido em 2006, com Max Lopes. Vieira não só quebrou a escrita negativa na estreia dele em 2016 como repetiu a dose em 2017. O bom índice recente, bota a Estação Primeira fechando o Top5 em Fantasias, tirando a Beija-Flor.

 

5ª Mangueira – Foto: Gabriel Monteiro, Ronaldo Nina e Raphael David/Riotur

Beija-Flor, Grande Rio, União da Ilha, Vila Isabel, Mocidade e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o Ranking.

 

Fantasias

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É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina. Mestre-Sala e Porta-Bandeira mostra a eficiência da Mangueira. A Harmonia já nem é um quesito, é uma característica da Beija-Flor. E nesta quarta-feira, 19, seguimos a segunda edição da série de apuração pra conferir Evolução, quesito que analisa o andamento organizado e espontâneo dos milhares de componentes na Avenida.

O cara! Diretor de carnaval e geral de harmonia da Beija-Flor, Laíla ainda mantém a ponta quando assunto é Harmonia e Evolução – Foto: Michele Iassanori

A “Deusa da Passarela” mostra soberania em mais um quesito da série: Evolução. Os incansáveis ensaios de quadra e de rua comandados por Laíla dão à Beija-Flor um ótimo escore entre os jurados e o apelido de “rolo compressor” para seus fãs. De 2013 pra cá, seguindo o regulamento de julgamento da Liesa, a azul e branco só perdeu ponto em 2014, e olha que foi um mísero décimo. Considerando todas as 20 notas aferidas, a escola que é “de fato nilopolitana” deixou 0,5 para trás, e venceu as competentes evoluções do Salgueiro e da Grande Rio.

1ª Beija-Flor – Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

Outra escola já conhecida pelos desfiles pra lá de esfuziantes na Avenida é o Salgueiro. Sem dar motivos para muitos descontos no quesito, a vermelho e branco é potência quando o assunto é cantar e evoluir com leveza e organização. Não à toa, é a vice-líder no Ranking de Evolução. Já há alguns anos, antes mesmo da escolha do samba oficial do Carnaval seguinte, a escola realiza ensaios técnicos com as obras finalistas e dá uma palinha pelas ruas do Andaraí, bairro da Zona Norte carioca, do que é a Academia na Sapucaí. São 10 notas 10 seguidas nos últimos três anos.

2° Salgueiro – Foto: Fernando Grilli/Riotur

 

 

Se a Grande Rio já tem sido certeira em Evolução, com Ivete Sangalo no desfile ganhou mais emoção ainda e o desfile 2017 foi mais um quase perfeito no quesito para a tricolor. Não é só a turma de Nilópolis que tira onda nos quesitos de chão representando a Baixada Fluminense. A escola de Caxias sempre tira dez. Nas três temporadas mais recentes, por exemplo, não perdeu décimos no julgamento oficial.

 

 

3ª Grande Rio – Foto: Fat Press/Liesa

 

 

Das mais tradicionais escolas do Brasil, a Portela é certeira quando o assunto é samba no pé. A nota 40 em Evolução neste ano – aliás já são duas em dois anos – não somente evidenciou a aprovação fria das canetadas do júri, como também o frenesi instantâneo do público da Sapucaí naquela Segunda-feira de Carnaval a ser memorada por algum tempo pelos portelenses. O título voltou pra Madureira, e a azul e branco não está longe das ponteiras no ranking.

4ª Portela – Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

Além das invenções e magias dos carnavais comandados por Paulo Barros, não dá pra negar que a Unidos da Tijuca despontou entre as favoritas aos títulos também pelo chão no passado recente. O ano de 2017, ponto totalmente fora da curva na trajetória, prejudicou a escola tijucana no ranking. Em um ano, caiu da vice-liderança para o 5°.

 

 

5ª Unidos da Tijuca – Foto: Fat Press/Liesa

Imperatriz, Mangueira, União da Ilha, Vila Isabel, Mocidade e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

EVOLUÇÃO

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Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina. Mestre-Sala e Porta-Bandeira mostra a eficiência da Mangueira. E nesta terça-feira, 18, continuamos a segunda edição da série de apuração pra conferir as harmonias das escolas, responsáveis pelo canto pleno e entrosamento musical entre carro de som e componentes.

A serenidade no olhar de quem só tira 10 – Foto: Irapuã Jeferson

A intensidade nos ensaios da Beija-Flor, bota a comunidade de Nilópolis no topo pela segunda vez em dois anos do Ranking de Harmonia. Quando se vai depender só do “chão” da turma da azul e branco é certeza de resultado soberano. Com a autoestima lá em cima, os nilopolitanos invadem a Sapucaí e mostram por que merecem os méritos e as atenções especiais do diretor de carnaval Laíla, que desde sempre entende o trabalho humano interno como primordial para a preservação da “Deusa” nas cabeças.

Já são duas notas 40 seguidas e 10 avaliações máximas consecutivas em três anos.

 

1ª Beija-Flor – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

 

Com a nova administração sob a liderança de Marcos Falcon – hoje continuada por Luís Carlos Magalhães -, a Portela deu uma guinada sensível em todos os quesitos, e Harmonia foi um deles. A galera da Águia sempre desfilou bem no chão, mas agora já são 11 notas dez seguidas, um rendimento que ajudou a botar a Portela entre as favoritas nos últimos dois anos. O título de 2017 passa também pela força do canto e o entrosamento do carro de som com os componentes.

 

 

2ª Portela – Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

 

 

O jurado Jardel Maia viu um “desequilíbrio e falta de entrosamento entre canto e bateria”, mas ficou sozinho nessa e foi o único a descontar um décimo do Salgueiro nos últimos quatro carnavais. No julgamento oficial da Liesa, a vermelho e branco vem perfeita no quesito desde 2014. É certo dizer que se rolar uma nota 40 em 2018, a turma salgueirense vai tomar ponta no ranking. O quesito na escola é comandado por uma comissão: Jô Calça Larga, Siro e Tia Alda, com Alexandre Couto na direção de carnaval.

 

3° Salgueiro – Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

 

Ponto forte na arrancada da Tijuca, Harmonia ficou devendo nesta temporada. O acidente com a segunda alegoria, que teve parte danificada após um desmoronamento, ainda na armação, deixou esse quesito comprometido e tirou a fluência habitual do canto da escola do Borel. Excluindo 2017, o rendimento harmônico é positivo e, mesmo com os problemas deste ano, prevaleceu o bom retrospecto.

 

4ª Unidos da Tijuca – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

 

 

Os anos de 2016 e 2017 deram um up na verde e rosa não só no campeonato – a escola vem de um título e um 4° lugar – mas na Harmonia, que veio no pacote desse bom momento, capaz de fazer a Mangueira se aproximar mais um pouco das ponteiras no ranking. A segunda maior campeã da festa deixou pra trás os décimos perdidos e se reencontrou com as notas máximas.

 

 

5ª Mangueira – Foto: Irapuã Jeferson

 

Imperatriz, Grande Rio, Vila Isabel, Mocidade, São Clemente e União da Ilha, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o Ranking.

HARMONIA

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Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina.  E nesta segunda-feira, 17, continuamos a segunda edição da série de apuração inspecionando as melhores e piores em Mestre-Sala e Porta-Bandeira, item responsável por apresentar as tradicionais bandeiras do Carnaval carioca para o mundo.

Pela primeira vez juntos, Matheus Olivério e Squel fizeram bonito defendendo o manto verde e rosa; nota 40 pra eles, e Mangueira na liderança no ranking dos casais – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

E já que o assunto é pavilhão nada mais emblemático que a líder do ranking no quesito seja a Mangueira, que tem uma bandeira pesada – daquelas de vergar varal -, das mais conhecidas do mundo quando o tema é Carnaval. Em 2013, Raphael Rodrigues e Marcella Alves trilharam o início dessa liderança com quatro notas 10. Squel, logo que chegou em 2014, quando dançou com Raphael pela primeira vez, não conseguiu uma nota 10 sequer. Mas nos anos seguintes… só 40 e vários prêmios para a dupla.

O ano de 2017 deu um novo parceiro à Squel – Matheus Olivério -, mas nada de novidade nas avaliações do júri. Só 10. A verde e rosa já tem 12 notas 10 seguidas em MSPB.

1ª Mangueira – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

Vinte e três anos de Beija-Flor, e a dupla Selminha Sorriso e Claudinho pode e deve, com todos os méritos, se orgulhar de toda a trajetória deles. No detalhe, eles perderam a ponta pelo dois 9,9 desta temporada. Nenhum mal para o casal, que é uma instituição do Carnaval do Rio de Janeiro.

 

 

2ª Beija-Flor – Fotos: Michele Iassanori/Sambarazzo e Fernando Grilli/Riotur

Em franca evolução no quesito, o Salgueiro saiu de 6° para o terceiro lugar em um ano. Resultado do trabalho eficiente de Sidclei Santos e Marcella Alves nos últimos dois anos. São nove notas dez seguidas com a dupla em três temporada. Desde de 2014 juntos, o casal é uma das principais armas salgueirenses na luta pelo campeonato.

 

 

3° Salgueiro – Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo e Raphael David/Riotur

Pra fechar com chave de ouro, o casal Danielle Nascimento e Alex Marcelino se desfez, mas deixou de legado finalmente uma nota 40. Das escolas mais tradicionais em casais de mestre-sala e porta-bandeira, a Portela ostenta como troféu o histórico de incríveis bailarinas que ergueram durante anos o pavilhão da azul e branco, é o caso de Dodô e Vilma Nascimento. Não à toa, a tradição se mantém, e a águia ocupa a 4ª posição no ranking.

4ª Portela – Fotos: Michele Iassanori/Sambarazzo e Fernando Grilli/Riotur

 

O que um casal que encaixa não faz, hein? Foi o caso de Rafaela Theodoro e Thiaguinho Mendonça, que estreou em 2017 no Especial. Três notas dez no ano e a impressão de que finalmente a Imperatriz pode dar sequência numa dupla para defender o quesito, após algumas mudanças. A alternância de mestres-salas da verde e branco deve acabar por aqui. Do ano passado para este, a rainha de Ramos saiu de 8° para o 5° lugar no ranking.

5ª Imperatriz – Fotos: Irapuã Jeferson/Sambarazzo e Fat Press/Liesa

Vila Isabel, Grande Rio, Unidos da Tijuca, São Clemente, Mocidade e União da Ilha, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o Ranking.

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É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. E nesta quinta-feira, 13, continuamos a segunda edição da série de apuração checando as melhores e piores em Bateria, que ano após ano dão o tom no desfile e funcionam como o coração de uma escola na Avenida.

Tijuca segue líder no ranking de Bateria – Foto: Paulo Portilho/Riotur

A manutenção de mestre Casagrande, desde 2008 como comandante da “Pura Cadência”, deu a segurança necessária para a Unidos da Tijuca se direcionar às melhores notas nos últimos cinco anos no quesito Bateria. Ele é o cara.

Desde 2011, se aproveitando do descarte regulamentar da Liesa, que invalida a menor nota, os ritmistas de “Casão” não perderam décimos. No nosso ranking, que contabiliza todas as avaliações, a liderança não foi ameaçada, mesmo com o 0,2 ponto extraviado. 2014, 2015 e 2017 foram as três temporadas marcadas por notas 40.

1ª Tijuca – Foto: Gabriel Santos/Riotur

Rodney e Plínio, os mestres da Beija-Flor, têm, além dos ritmistas na mão, resultados expressivos para apresentar em Nilópolis. A dupla só perdeu um décimo nas Quartas-feiras de Cinzas dos últimos cinco anos, de acordo com o julgamento da Liesa, que considerada o descarte da menor nota. São 15 notas 10 em 20 possíveis. A bateria cresceu em pontos do ano passado para este, mas continuou com o vice no ranking. 0,4 ponto separa a azul e branco da Pura Cadência.

É, parece que a receita é manter o time. Beija-Flor e Salgueiro, 2ª e 3ª no ranking, são mais duas escolas que apostam na longevidade de mesmos mestres. Na “Academia”, Marcão é o cara desde 2008. Sem perder décimos há quatro anos no julgamento oficial da Liesa, a “Furiosa” é uma das referência quando o quesito é Bateria.

2ª Beija-Flor – Foto: Divulgação
3° Salgueiro – Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

Mestre Nilo Sérgio é outro de longa trajetória numa mesma escola. Na Portela, ele se mantém à frente dos ritmistas da “Tabajara do Samba” desde 2006. O entrosamento do exército com o comandante bota à azul e branco no pelotão de elite das baterias nas últimas cinco temporadas. Os anos de 2013 e 2016 vinham como os melhores, mas 2017 deu a sonhada nota 40, o que ajudou, e muito, na consagração do campeonato portelense.

4ª Portela – Foto: Michele Iassanori

Se os mestres experientes dão conta do recado, a nova geração tem resgatado notas em escolas com problemas nos quesito em anos anteriores. Rodrigo Explosão e Vítor Art, na Mangueira, e Lolo, da Imperatriz, mostram esse retrato, através de ótimos rendimentos em 2016 e 2017. Enquanto a dupla mangueirense conseguiu seis notas dez em oito possíveis, tirando a verde e rosa do 6° e levando para o 5° lugar, o comandante da “Swing da Leopoldina” conseguiu incríveis 80 pontos em dois anos, tirando a verde e branco do 9° e jogando para o sexto posto.

5ª Mangueira – Foto: Ricardo Pires
6° lugar – Imperatriz, de mestre Lolo – Foto: Felipe Araújo

São Clemente, Vila Isabel, Grande Rio, União da Ilha e Mocidade, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

 

 

 

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É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense. E nesta quarta-feira, 12, continuamos a segunda edição da série de apuração checando as melhores e piores em Alegorias e Adereços, essas criações dos carnavalescos que dão colorido e um charme todo especial aos desfiles.

Foto: Michele Iassanori
Já são oito notas dez seguidas e três anos sem perder décimos no julgamento oficial da Liesa. Não dá pra negar que os carros alegóricos da Beija-Flor são sempre um show um parte. Desde as notas baixas no ano do Boni (enredo da escola em 2014), a azul e branco aprendeu a lição e tem tido sempre um dos melhores conjuntos estéticos da Avenida. Com a suntuosidade de sempre, a representante de Nilópolis apostou no barroco em 2016 e no colorido indígena neste ano. Dois estilos diferentes, e igualmente matadores. Fiel ao estigma de ser luxuosa, a “Deusa da Passarela” honra o rótulo e é a ponteira do Ranking.

1ª Beija-Flor – Fotos: Fernando Grilli/Riotur (1 e 3) e Paulo Portilho/Riotur
Tijuca, Salgueiro e Imperatriz aparecem empatas na segunda posição com 198,6 pontos nos últimos cinco anos. A diferença se dá nos números de notas dez: 13, 8, 7, seguindo a ordem acima.

A Tijuca perdeu a liderança do ano passado para este exatamente pelo rendimento ruim em 2017, ocasionando por um acidente terrível, quando parte da segunda alegoria desabou em plena Avenida. A escola do Borel não era penalizada em Alegorias no julgamento oficial da Liesa há cinco anos. Desta vez, não teve jeito. Custou a liderança no ranking.

Os desfiles “Fama” (2013), “Gaia” (2014), e “o malandro” (2016) ainda impedem a vermelho e branco de tomar a liderança neste levantamento das alegorias e adereços. O ano de despedida do carnavalesco Renato Lage contribuiu com uma inapelável nota 40, uma perfeição que combina com a regularidade salgueirense dos últimos anos. O Salgueiro pulou de quarto para terceiro em relação a 2016. É esperar pra ver se a nova linha, sob o comando artístico de Alex de Souza, dará resultados tão expressivos como os das temporadas recentes.

Mesmo ainda fora da disputa pelos títulos, a Imperatriz tem tentado se aproximar das líderes, e os quesitos plásticos costumam dar notas competitivas à verde e branco, talvez por isso a escola não abre mão do carnavalesco Cahê Rodrigues, que segue para o sexto desfile assinado por ele na agremiação em 2018. Neste ano, as avaliações não foram das melhores, mas ainda bem superiores da época que o artista não estava, o que garante a representante de Ramos com um bom desempenho no ranking.

2ª Unidos da Tijuca – Fotos: Michele Iassanori (1 e 2) e Irapuã Jeferson

3° Salgueiro – Fotos: Michele Iassanori

4° Imperatriz – Fotos: Michele Iassanori (1 e 2) e J. Ricardo

 

“Maricá” (2014) e “Ivete” (2017) se destacam na Grande Rio quando o assunto é quesito plástico. Em alegorias esses desfiles ganharam a aprovação do júri. O carnaval do “Petróleo” (2013) e o “Baralho” ficaram devendo visualmente, na opinião dos jurados, e tornam a missão da tricolor ainda inviável de brigar de igual para igual com as melhores do ranking. Renato Lage assumiu a vaga de Fábio Ricardo para 2018. Será que a estratégia dará certo?

 

5ª Grande Rio – Fotos: Irapuã Jeferson
Portela, Mocidade, Vila Isabel, União da Ilha, Mangueira e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

 

Alegorias e Adereços

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É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense. E nesta terça-feira, 11, continuamos a segunda edição da série de apuração checando as melhores e piores em Comissão de Frente, o quesito mais espetacular e surpreendente da Avenida.

Foto: Irapuã Jeferson

 

A já conhecida regularidade do Salgueiro é também uma tônica quando o assunto é comissão de frente. Há 10 anos sob o comando de Hélio Bejani, a vermelho e branco está desde 2014 gabaritando o quesito no julgamento oficial da Liesa, o que considera os descartes. As três notas dez deste ano foram suficientes para tomar a ponta do ranking, desbancando a Tijuca do topo.

 

1° Salgueiro – Fotos: Gabriel Monteiro/Riotur (1) e Michele Iassanori (2 e 3)

 

O ano de 2017 foi mesmo pra esquecer. Mesmo a sempre competente comissão de frente da Tijuca não teve grande rendimento para o júri técnico neste ano. Foram três notas 9,9, e o quesito volta a tirar décimos da escola do Borel depois de oito anos. Com Priscilla e Rodrigo – de 2010 a 2014 – e Alex Neoral – em 2015 e 2016 – a azul e amarelo passava ilesa. Mas a história mudou em 2017, e a Tijuca caiu da liderança.

 

Três anos de Priscilla Mota e Rodrigo Negri no comando, e a comissão de frente da Grande Rio deu um salto nas avaliações. Foi com a dupla que a tricolor chegou ao nível mais alto entre as escolas no quesito de abertura dos desfiles. Com pirotecnia ou com a pirotécnica presença de Ivete Sangalo, os bailarinos da agremiação de Caxias são certeza de nota boa nos últimos anos.

 

 

Fotos: Michele Iassanori (1,2 e 3) e Fat Press Liesa

 

A Beija-Flor demorou anos pra se encontrar, mas achou um porto seguro com Marcelo Misailidis. Já são três anos sem penalizações não descartadas no quesito, o que era bem comum há tempos atrás. Mas em 2014, ano de estreia dele, os jurados não aprovaram a integração da comissão com o casal de mestre-sala e porta-bandeira, e as notas não foram legais. A capacidade do coreógrafo foi comprovada nos anos seguintes. Em 2016, nota 40 pra enterrar os traumas de antigamente.

 

Em 2017, a Imperatriz não conseguiu nota dez, mas renovou com a coreógrafa Claudia Mota. Nos últimos anos, a verde e branco tem mudado bastante no quesito, e sem resultado. Passaram pela escola: Alex Neoral (2013), Deborah Colker (2014 e 2016) e Fábio de Mello (2015). A manutenção da artista talvez resolva o problema a longo prazo e dê mais regularidade nas avaliações. É esperar pra ver. Mesmo sem um grande resultado na temporada, a escola de Ramos segue entre as cinco melhores no ranking.

 

Fotos: Michele Iassanori (1,2 e 4) e Tatá Barreto/Riotur

Portela, Mangueira, Mocidade, União da Ilha, Vila Isabel e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

 

COMISSÃO DE FRENTE

 

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Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. E nesta segunda-feira, 10, começamos a segunda edição da série de apuração com a alma das agremiações, o Samba-Enredo, que ano após ano embasa o espetáculo visual e emoldura a história apresentada na Passarela.

Foto: Irapuã Jeferson

Sem dar chance às adversárias de 2013 pra cá, a Portela deixou só um décimo pra trás na caneta dos jurados. Das vinte notas dadas, 19 foram 10. Neste ano, a azul e branco voltou a tomar um 9,9 no quesito, o que não rolava há seis anos. Perdeu um décimo – que na contagem oficial foi até descartado -, mas não a liderança. No placar geral, 0,8 de frente sobre a segunda colocada. É ou não é a Majestade do Samba?

O samba da Portela de 2017 é uma composição de Samir Trindade, Elson Ramires, Neizinho do Cavaco, Paulo Lopita 77, Beto Rocha, Girão e J. Sales.

Sob a voz de Gilsinho, o samba da Portela, mais uma vez, foi um dos destaques da azul e branco na Sapucaí – Foto: Michele Iassanori

Se aproveitando de um deslize do Salgueiro no quesito em 2017, a Mangueira tomou a vice-liderança em Samba-Enredo. Foram quatro notas 10 nesta temporada com uma das obras mais festejadas do ano. A verde e rosa é a escola que mantém a maior série de avaliações máximas seguidas. Já são 13. Terceira colocada no ranking, a Imperatriz vem numa boa arrancada no item nos últimos três anos. “Axé Nkenda” (enredo de 2015), Zezé Di Camargo e Luciano (enredo de 2016) e agora o Xingu fizeram bem ao contexto sonoro da verde e branco; na escola do Palácio do Samba as mulheres de Mangueira, Maria Bethânia e a pegada religiosa deram bons frutos.

Em relação ao ano passado, Imperatriz e Mangueira deixaram o Salgueiro para trás. A escola de Ramos, de quebra, anda passou a Vila Isabel, saindo de quinto para terceiro.

O samba da Mangueira de 2017 é uma composição de Lequinho, Júnior Fionda, Flavinho Horta, Gabriel Martins e Igor Leal

O samba da Imperatriz de 2017 é uma composição de Moisés Santiago, Adriano Ganso, Jorge do Finge e Aldir Senna

Ciganerey em mais um desfile inesquecível da verde e rosa, guiado por um dos melhores sambas da safra – Foto: Gabriel Monteiro/Riotur
Estreante no Especial, Arthur Franco conduziu o samba-enredo da verde e branco neste ano – Foto: Irapuã Jeferson

Segundo os jurados, o Salgueiro teve um desfile quase perfeito. A curva descendente nessa regularidade foi exatamente no samba, que vinha sendo um dos pontos fortes da Academia, como em 2014, 2015 e 2016. Cinco décimos a menos nesta temporada, e a vermelho e branco caiu de vice-líder para o quarto posto. “Fama” (enredo de 2013) ainda pesa negativamente na contagem dos pontos.

Com três desfiles frustrantes nos últimos quatro anos, a Vila Isabel tem normalmente no samba-enredo o trunfo para conseguir notas 10.  Mesmo com posições decepcionantes em 2014 (10°), 2015 (11°) e 2017 (10°), a escola sempre arruma uma avaliação máxima no quesito. Só Vila e Portela tiveram pelo menos uma nota dez em todos os anos de 2013 pra cá em Samba-Enredo.

O samba do Salgueiro de 2017 é uma composição de Marcelo Motta, Fred Camacho, Guinga do Salgueiro, Getúlio Coelho, Ricardo Neves e Francisco Aquino

O samba da Vila Isabel de 2017 é uma composição de Artur das Ferragens, Gustavinho Oliveira, Danilo Garcia, Braguinha e Rafael Zimmerman

Salgueiro tem um bom retrospecto de sambas nos últimos anos – Foto: Reprodução/Internet
Igor Sorriso mais uma vez defendeu as cores e o samba-enredo da Vila Isabel em 2017 – Foto: Irapuã Jeferson

Beija-Flor, Tijuca, Mocidade, Grande Rio, União da Ilha e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

SAMBA-ENREDO

O ranking do Sambarazzo compreende todas as notas aferidas pelos jurados nos últimos cinco anos, não considerando os descartes regulamentares da Liesa – Fonte: Site oficial da Liesa

 

Confira a Série Ranking de Samba-Enredo em 2016:

Série Ranking! As melhores e piores em Samba-Enredo nos últimos 5 anos

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Por Redação

Pra quem acha que no Carnaval só vai chover confete e serpentina é bom tirar o cavalinho da chuva. E é da chuva mesmo. É que a previsão do tempo para os próximos quatro dias aponta uma virada no clima com possibilidade até de tempestades. No Domingo e na Segunda, dias dos desfiles das escolas do Grupo Especial, o risco é alto de cair aquele pé d´água, especialmente à tarde e nas primeiras horas da noite.

Embora os carnavais sejam apresentados na Avenida no fim da noite e madrugada a dentro, as concentrações de várias escolas acontecem mais cedo, após o anoitecer.

Em um dia começa o Carnaval 2017 – Foto: Tatá Barreto/Riotur

Ao contrário do céu quase todo azul e do sol forte que predomina nas últimas semanas, o clima vai fechar, de acordo com o site ClimaTempo, especialista em previsões climáticas.

De segunda até quarta-feira, o estado do Rio deve permanecer com muita nebulosidade, mormaço e condições para chuva forte e raios especialmente à tarde e à noite.

Série A não deve sofrer com chuvas intensas

Nesta sexta-feira, 24, se cair alguma chuva, será de curta duração e em pequenas áreas do Rio. Pode chover com moderada a forte intensidade, informa o site ClimaTempo.

No sábado, 25, as chances são maiores de pancadas de chuva em todas as regiões do estado do Rio, inclusive na capital, onde fica a Sapucaí, à tarde e à noite.

Causas da mudança

A culpa da volta da chuva desta vez não é por causa de nenhuma frente fria. A mudança nas condições do tempo no estado do Rio de Janeiro durante o Carnaval está relacionada com uma alteração na circulação dos ventos em diversos níveis da atmosfera. A circulação volta a ser favorável a concentração de umidade e a formação de grandes nuvens.

A partir do Domingo de Carnaval, ventos ciclônicos (no sentido horário) vão predominar em vários níveis da atmosfera sobre o Rio de Janeiro e também em grande parte da Região Sudeste. Isto vai fazer com que uma grande quantidade de nuvens se forme também sobre o estado.

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Prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB) decidiu não deixar o Carnaval paulistano fugir da política de enxugamento de gastos da máquina pública proposta por ele para os próximos quatro anos na cidade. É que a nova gestão reduziu em 90% a premiação da corte da festa que será anunciada na próxima quarta-feira, 1°.

Bolso vazio! Corte do Carnaval de São Paulo tem cachê reduzido em 90% pelo prefeito João Doria. Rei Momo e Rainha perderam R$ 18 mil cada um na redução – Foto: José Cordeiro/Divulgação SPTuris

O rei momo, que até 2016 – na gestão Fernando Haddad (PT) – levava a bolada de R$ 20 mil, passa a receber R$ 2 mil. A mesma alteração, com iguais valores, também foi aplicada à rainha da corte. A primeira princesa recebia R$ 15 mil, agora leva R$ 1,5 mil. A segunda princesa sai de R$ 14 mil para R$ 1,3 mil. O cidadão e cidadã samba, eleitos em outro concurso organizado pela prefeitura, perdem uma grana boa também: de R$ 8 mil para R$ 1 mil.

A administração, através da SPTuris, empresa municipal responsável pelo turismo da cidade, justificou a redução das premiações na crise econômica do Brasil que já se prolonga por quase três anos.

– Com a retração da economia, que afetou todo o país, e a necessidade de redução de custos, foi necessário fazer uma adequação. O importante é que foi possível conservar a memória da Corte do Carnaval e manter o tradicional concurso – comunicou a SPTuris.

Como prometido na campanha, João Doria não tá economizando na hora de economizar – Foto: Reprodução/TV Record

Inscrições terminam nesta sexta

Mesmo com a “miserinha” de prêmio, houve muitos interessados no concurso, que fecha as inscrições na tarde desta sexta-feira, 27, às 18h. Os cadastros foram realizados na sede administrativa da SPTuris, na Avenida Olavo Fontoura, 1209, no bairro do Santana, na Zona Norte de São Paulo. Os vencedores serão anunciados na próxima quarta-feira, 1°, no Palácio das Convenções do Anhembi, no Sambódromo.

No Carnaval 2016 a corte paulistana foi formada por Ricardo Cardoso de Lima (rei momo), Verônica Boloni (rainha do Carnaval), Tarine dos Santos Lopes (primeira princesa) e Daniela Santana (segunda princesa).

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A série com as principais matérias que movimentaram os bastidores do samba e do Carnaval continua e o Sambarazzo lista, pra refrescar sua memória, o que fez barulho na temporada 2016. Teve de tudo no ano que termina neste sábado, dia 31.

Nesta terceira parte da “Retrospectiva 2016” vamos provar que os meses de abril, maio e junho também colaboraram muito para encher nossos leitores de notícias. Vitórias, brigas, reconciliações, separações, mudanças significativas na festa que a gente mais ama… Enfim, rolou de tudo. Se liga só!

Uma ‘Série’ e uma série… de mudanças

A Liesa, a Liga Independente das Escolas de samba, bateu o martelo e alterou as regras do jogo para 2017. Caiu de 82 para 75 minutos o tempo limite de cada desfile do Grupo Especial. O número de alegorias foi reduzido de 6 a 7 para de 5 a 6, considerando as demarcações máximas e mínimas. Uma coisa é certa: quem quiser ganhar o Carnaval, além de concluir a apresentação com mais rapidez que o normal, vai ter que mostrar eficiência nos quesitos, como demonstrou detalhadamente a “Série Ranking”, lançada pelo Sambarazzo, e que levou em consideração o retrospecto das escolas de samba na elite da festa nos últimos cinco anos em todos os itens em julgamento na Avenida.

Padrão Globo! Liesa reduz tempo de desfile e número de carros

Série Ranking! As melhores na soma dos quesitos nos últimos 5 anos

Só festão!

Mais festejada entre as rainhas de bateria do Carnaval brasileiro, a salgueirense Viviane Araújo resolveu se fantasiar até mesmo bem longe da Sapucaí. É que a majestade da “Furiosa” resolveu comemorar o aniversário de 41 anos com uma festança à fantasia. Vivi se vestiu de Mulher-Maravilha, e fez sucesso na companhia do maridão, o jogador de futebol Radamés, que também arrasou vestido de Super-Homem.

Falando em festão… O que foi a festa de casamento do presidente de honra da Grande Rio, Leandro Jaider, o Leandrinho? Luxo foi pouco para definir o que rolou quando o dirigente de carnaval celebrou a união com a linda empresária Moana Pires.

De Mulher-Maravilha, Viviane Araújo reúne amigos em festança à fantasia

Álbum de fotos! Luxo e bom gosto marcam casamento de presidente de honra da Grande Rio

Ricardo Fernandes foi, Lucinha voltou, Chiquinho da Mangueira ficou de vez e Max Lopes ficou… na vontade

Os quatro já foram campeões do Carnaval. Mas as coincidências entre eles param por aí, pelo menos pararam em 2016. Diretor de carnaval da Grande Rio, Ricardo Fernandes foi dispensado, ficou sem escola para trabalhar e se viu forçado a tirar um ano sabático. A porta-bandeira Lucinha Nobre, após um ano fora da função, voltou ao samba em direção à Porto da Pedra.

Chiquinho da Mangueira, em meio a dúvida se deveria ou não se candidatar à reeleição na verde e rosa, não só se candidatou como venceu o pleito com larga vantagem, garantindo mais três anos de poder na atual campeã. O carnavalesco Max Lopes bem que tentou uma vaga no Carnaval 2017, mas nem o baixo custo – ele disse ao Sambarazzo que cobrava pouco – falou mais alto no mercado.

Bomba em Caxias! Grande Rio dispensa diretor de carnaval, Ricardo Fernandes

Até que enfim! Lucinha Nobre está de volta e fecha com a Porto da Pedra

Goleada! Com ampla votação, Chiquinho da Mangueira é reeleito na verde e rosa

Na pista pra negócio! ‘Faço até Intendente, não sou caro’, diz Max Lopes

Eleição que separa, eleição que une

A eleição à presidência do Salgueiro em 2014 desfez a boa relação entre a presidente da escola, Regina Celi, e o cantor Quinho. O intérprete tentou virar presidente na época e, posteriormente, teve a chapa impugnada. E num é que dois anos depois, durante os preparativos para um outro processo eleitoral, os dois fizeram as pazes? O intérprete foi ao evento de lançamento da pré-candidatura de Regina à Câmara dos Vereadores e anunciou que votaria na então candidata à vereadora do Rio de Janeiro, que não se elegeu.

Política da boa vizinhança! Quinho faz pazes com Regina Celi e avisa: ‘Vou votar nela’

Zoeira never ends

Quem nunca deu uma trollada num amigo? O cantor Neguinho da Beija-Flor não deixou de zoar um amigo de longa data, nada mais nada menos que o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou a ser padrinho de casamento do intérprete. Num vídeo privado, Neguinho aparece cantando uma música do compositor Boca Nervosa, que zoa o antigo líder do executivo por causa das denúncias que colocam Lula no banco dos réus em cinco processos distintos da Lava Jato, operação capitaneada pelo juiz Sérgio Moro. O vídeo caiu nas redes, Neguinho se arrependeu, mas aí Inês já era morta.

Falando no magistrado mais famoso dos últimos tempos no Brasil, o carnavalesco da Estácio de Sá, Chico Spinoza, que homenageia o cantor Gonzaguinha no enredo para 2017, chegou a comparar o cantor e compositor com o juiz de Curitiba.

Outro fato que virou motivo de brincadeira dos internautas foi a queda do palco da Vizinha Faladeira durante uma apresentação de sambas concorrentes na quadra. Claro que as risadas ficaram mais confortáveis quando foi verificado que ninguém havia se ferido na queda, de uma altura de menos de 50 centímetros.

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Na humilde

Nova rainha de bateria da Mocidade, a angolana Carmem Mouro não agradou a comunidade da escola assim que foi anunciada. Logo após o nome da substituta de Claudia Leitte ser revelado, os torcedores da representante de Padre Miguel se revoltaram e alegaram que não havia qualquer ligação da morena com a “Estrela Guia”, e que o samba no pé não era o forte da gata. Humildemente, a estrangeira respondeu que esperava aprender.

Nova rainha da Mocidade rebate críticas: ‘Me ensinem a sambar melhor’

 

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Por Redação

Campeãs de holofotes e flashes durante os desfiles de carnaval, as rainhas de bateria são as figuras mais buscadas pela mídia e pelo público enquanto a festa come solta. Mais desejado entre mulheres famosas ou anônimas, o posto dá à eleita uma grande responsabilidade de apresentar o coração das escolas: as baterias. Assim sendo, muitas agremiações acabam apostando em meninas com mais lastro – ou de berço – comunitário.

A Chatuba de Mesquita, do Grupo de Acesso D do Carnaval carioca, decidiu escolher alguém que tivesse história pra contar dentro da quadra e das atividades da escola da Baixada Fluminense. E foi desse jeito que Rayane Gabriele, aos 13 anos, acabou virando a majestade da bateria, que inclusive é regida pelo pai dela, o mestre Rogério Amanhã. A coroação da pequena aconteceu no último fim de semana e marcou o início do reinado da gatinha.

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Rayane Gabriele foi anunciada rainha de bateria da Chatuba de Mesquita no último fim de semana – Fotos: Divulgação

– Comecei a desfilar na Chatuba de Mesquita com 7 anos, na ala das crianças, levada pelo meu pai. Aos 10 anos, entrei para a ala das passistas e agora estou realizando o sonho de ser rainha da escola. Me comprometo a dar tudo de mim, arrancando aplausos e ajudando para a nota 10 – promete Rayane.

Não é a primeira vez que uma escola da Baixada elege uma rainha ainda na flor da adolescência. Para o Carnaval 2003, a Beija-Flor de Nilópolis, uma das gigantes do Grupo Especial, optou por Raíssa de Oliveira, uma menina de 12 anos na época, mas que até hoje, aos 25, continua arrebentando no samba no pé e dando conta do recado na Passarela do Samba.

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Raíssa de Oliveira se encaminha para o 15° desfile seguido na Beija-Flor de Nilópolis – Foto: Michele Iassanori

O desfile da Chatuba acontece no Domingo de Carnaval, dia 26, na Intendente Magalhães, no Campinho, Zona Norte carioca, onde desfilam as escolas dos grupos de base da festa.

*Foto de capa: Arquivo pessoal

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Por Luiz Felippe Reis e Rafael Arantes

Na último mês, foram definidas finalmente as trilhas sonoras que vão embalar o Carnaval 2017. As disputas de samba-enredo do Grupo Especial mexeram com as emoções de compositores, torcedores e dirigentes pelos quatro cantos do Rio de Janeiro. E, pra vencer a dura concorrência, as parcerias investiram pesado – algumas chegaram a ultrapassar a marca de R$ 100 mil – ao longo das eliminatórias nas quadras.

E nesta época, que nem sempre é rentável para as escolas e dá estrondosos prejuízos em muitos compositores, quem se dá bem e bota uma grana extra no bolso são os cantores, figuras importantes e decisivas no desempenho de cada uma das obras, e que acabam tendo participação tão fundamental quanto cada verso escrito pelos parceiros das composições. O Sambarazzo listou os maiores vencedores entre os intérpretes oficiais da Série A e do Especial.tabela2

Com uma boa margem na liderança, Tinga, cantor oficial da Unidos da Tijuca há três carnavais, venceu oito disputas entre 24 escolas do acesso e da elite. Ou seja, em um terço das agremiações a vitória foi dada para a parceria que tinha o cara que “solta o bicho” no microfone principal. O intérprete foi decisivo na Acadêmicos da Rocinha, Inocentes de Belford Roxo, Império Serrano, Acadêmicos do Cubango, Estácio de Sá (Série A), Imperatriz Leopoldinense, Estação Primeira de Mangueira e Portela (Especial).

Bem-sucedido nos concursos, Tinga quase sempre está com compositores de ponta e aposta no trabalho com amor como um dos segredos para o sucesso.

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Soltou o bicho! Com oito vitórias, Tinga, intérprete da Unidos da Tijuca, foi quem mais ganhou finais de samba na Série A e no Grupo Especial – Foto: Sambarazzo

– A gente procura trabalhar com os melhores compositores, com as parcerias que chegam sempre. Isso já é fundamental pra que a gente consiga um número de vitórias maior. Trabalhar com amor é um dos segredos, passar o que o samba realmente é, tentar fazer sempre o melhor… Mas não tem um ritual especial em si, nada do tipo. Legal é que às vezes defendo samba de um compositor numa escola e em outra estou contra ele, aí tem aquela brincadeira de que quando eu estou junto tá tudo certo, mas quando sou adversário complicou tudo – conta Tinga, que ainda venceu duas disputas em São Paulo, na Tom Maior e Império de Casa Verde.

Igor Sorriso é pentacampeão

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É penta, é penta! Igor Sorriso, da Vila Isabel, ganhou cinco finais de samba do Carnaval 2017 – Foto: Divulgação

Dono dos dentes mais felizes dos carros de som do Carnaval, Igor Sorriso, cantor oficial da Unidos de Vila Isabel, trabalhou bastante – e venceu muito também – nas competições. Foram cinco triunfos: Alegria da Zona Sul, Porto da Pedra, Unidos do Viradouro, Acadêmicos do Salgueiro e Unidos da Tijuca.

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Empate técnico! Zé Paulo e Diego Nicolau conseguiram três vitórias cada

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Os cantores Zé Paulo Sierra e Diego Nicolau também aparecem no rol dos maiores vencedores na temporada 2016/2017 – Fotos: Irapuã Jeferson e Felipe Araújo

Dois dos mais elogiados cantores da Série A, Zé Paulo Sierra e Diego Nicolau, de Viradouro e Renascer de Jacarepaguá, respectivamente, também foram bem efetivos nas finais de samba. O primeiro só ganhou no Especial: Acadêmicos do Grande Rio, União da Ilha e Mocidade; o segundo foi mais eclético entre os grupos e levou na Unidos de Padre Miguel, da Série A, e na elite venceu na Vila Isabel e na Portela.

Bicampeões

Merecedor de destaque positivo também, Emerson Dias, da Grande Rio levou a melhor em duas disputas: Império Serrano e Vila Isabel. Leozinho Nunes, da São Clemente, ganhou na Rocinha e na Estácio de Sá.

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Por Luiz Felippe Reis

Uma das maiores estrelas do Carnaval atual, o carnavalesco Renato Lage (Salgueiro) se consolidou na arte da festa por enredos históricos, carnavais inesquecíveis – campeões ou não – e, claro, por um tetracampeonato, conquistado em 40 anos de serviços prestados ao maior espetáculo da terra. O nível de competição exigido na época em que Renato trilhou os primeiros passos também reforça os gabaritos do artista, já que no início da carreira concorria com nomes de peso, entre eles Arlindo Rodrigues, Fernando Pamplona, Fernando Pinto, Joãosinho Trinta e Rosa Magalhães.

Tudo isso dá a Renato Lage, além de experiência de campo, boa segurança para opinar sobre a festa. Para o contratado do Salgueiro, entre os carnavalescos em atividade atualmente, há uma certa defasagem. Principalmente em relação à personalidade artística dos profissionais que tocam os desfiles.

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Em busca do penta, Renato Lage prepara mais um carnaval para o Salgueiro: ‘A cabeça estando legal, o corpo obedece’ – Foto: Felipe Araújo

– No Carnaval tem um inchaço de conhecedores, de especialistas, como diz a Márcia (Lage, mulher de Renato que também assina o desfile do Salgueiro). Mas (eles) não têm história, nunca viveram. Tem coisas que eu não admito, não engulo. Falo da própria convivência do Carnaval, nos meandros do Carnaval. Eu tenho história, vivi muitas fases. Hoje, se você olhar direitinho, existe um inchaço de gente que não sabe nada. Talvez, eu seja um dos grandes sobreviventes. Mas tem muita gente que tá surgindo aí que não respeita e não se dá ao respeito, não se impõe, não se valoriza. Existe uma degradação – opina Renato.

“Enquanto eu tiver saúde, vou colocar minha arte pra fora”

Há mais de 25 anos listado como um dos melhores e mais bem pagos artistas do samba, Renato Lage nem pensa em aposentadoria e garante estar em plena forma para se motivar ano a ano. O empenho é tanto que após perder o título de 2016 para o novato Leandro Vieira, da Mangueira, o experiente carnavalesco afirmou que ganhou ainda mais vontade para apresentar um desfile no nível de arte em excelência, conhecido através das mãos dele ao longo de quatro décadas: ‘Vou botar pra f…’,

– A cabeça estando legal, o corpo obedece. A minha mente comanda o meu corpo, e eu tô aí. Cada ano, pra mim, é um desafio a mais. Enquanto eu tiver saúde, eu vou estar ali e colocar a minha arte pra fora. Me sinto, hoje, com uma condição de sobreviver da minha arte por um bom tempo ainda – finaliza.

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‘Existe uma degradação’, diz Renato Lage sobre quadro de novos sambistas da festa – Foto: Irapuã Jeferson

Ao longo da bem-sucedida trajetória carnavalesca, Renato Lage venceu quatro campeonatos do Grupo Especial, três pela Mocidade (1990, 1991 e 1996), e um pelo Salgueiro, em 2009. Em 1980, ele também foi campeão, com a Unidos da Tijuca no Grupo 1-B, equivalente à atual Série A.

“A divina comédia do Carnaval” para 2017 é o título do enredo com o qual Lage vai tentar aumentar a expressiva marca.

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Por Luiz Felippe Reis

Na voz do locutor Jorge Perlingeiro, as grandes escolas do Carnaval Carioca já sentiram sensações diversas pelo resultado final, muitas vezes glorioso, dando a esperada consagração de um desfile preparado e pensado durante toda uma temporada de desafios, criações e perspectivas. Da euforia inesperada de uns à frustração retumbante de outros, a Quarta-feira de Cinzas, mesmo sem alegorias, fantasias e sambas-enredo, não fica distante da carga emotiva despejada nos dias oficiais de desfile.

E se são muitas postulantes ao título da maior da festa popular do Brasil, é natural que algumas apurações fiquem marcadas na história afetiva de cada torcedor apaixonado pelas escolas.

As sensações redimensionadas de frustração pelo vice e de apoteose máxima que só a vitória pode dar fazem parte dos grandes momentos na memória de cada um. O Sambarazzo foi buscar 10 apurações inesquecíveis, onde as expectativas pelo campeonato foram dissolvidas nas notas, de envelope em envelope, de quesito em quesito.

10ª => 1997

O primeiro e único – até aqui – título da Viradouro no Grupo Especial foi daqueles épicos da Quarta-feira de Cinzas. Afinal de contas, quem poderia supor que a escola de Niterói, que vinha de resultados modestos na elite – ficou em 13° no ano anterior – seria a campeã? Mas pra quem tinha Joãosinho Trinta muito era possível naquele ano. “Trevas! Luz! A explosão do universo” implodiu as favoritas e deu à vermelho e branco a emoção inédita.

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Para ser campeã pela primeira vez, a Viradouro teve de esperar até a última nota do último quesito ser anunciada – Foto: Riotur

Recheada de notas dez nos primeiros quesitos, a apuração ficou imprevisível até a chegada de Alegorias e Adereços, que deixou apenas Imperatriz, Viradouro, Mocidade e Beija-Flor ainda com pontuações perfeitas. Evolução, o sexto item apurado, derrubou Beija-Flor e Imperatriz da parada, denotando a polaridade do título naquele ano entre Mocidade e Viradouro. A poucas avaliações do fim da apuração, a atual campeã verde e branco perdeu meio ponto, e, a partir dali, torcia por algum deslize da escola de Niterói para ter chances.

No último quesito, bateria, na penúltima nota, a Viradouro levou um 9,0. A emoção do título ficaria para o último jurado, que poderia dar a avaliação máxima e descartar a nota ruim. Enchendo os pulmões, Perlingeiro anunciou o 10 derradeiro para a nova campeã do pedaço, finalizando a agonia.

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Antes de passar pelo jejum de 14 anos sem títulos, quebrado em 2016, a Mangueira, que tinha o enredo “Brazil com ‘Z’ é pra cabra da peste, Brasil com ‘S’ é nação do Nordeste”, de Max Lopes, habitava bastante as primeiras posições e estava sempre no rol de favoritas. Após dois decepcionantes carnavais, a verde e rosa fez valer sua condição de poderosa em 2002, numa disputa particular com a Beija-Flor, que estava disposta a espantar o estigma de vice, após três carnavais de derrotas para a Imperatriz Leopoldinense.

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Suspense até a última nota, que foi diferente de 10 para a Mangueira, deixou os mangueirenses assustados. Mas foi só somar e perceber que o título era verde e rosa – Foto: Riotur

Com quatro notas válidas por quesito e sem descarte, a apuração teve como característica o dinamismo, embora ficasse claro, nota a nota, que apenas Beija-Flor e Mangueira teriam reais chances de vitória. Logo no primeiro item (Mestre-Sala e Porta-Bandeira), a terceira colocada, Imperatriz, já estava cinco décimos atrás das ponteiras.

O quesito Fantasias tirou um décimo da escola de Nilópolis, botando a Mangueira na liderança isolada. Em Alegorias e Adereços, a Beija-Flor tomou um inesperado 9,5 e deu pra verde e rosa a sensação de vitória fácil. Ledo engano. Duas notas depois, um 9,7 pra campeã, e apenas 0,3 passaram a separar as duas. Conjunto (quesito extinto da avaliação do júri da Liesa em 2015) e Enredo não alteraram a disputa. Evolução tirou um décimo da Mangueira e reduziu a vantagem para 0,2, e assim as duas foram para o último quesito.

Bateria, novamente, iria decidir o duelo de multicampeãs. Uma enxurrada de notas 10, até o último jurado. Pontuação máxima para a azul e branco, que fechou o quesito com uma nota 40, e passaria a torcer por um 9,8 da Mangueira para então faturar o 7° título da história. Parece que pra dar mais emoção na parada, o avaliador final deu um 9,9 para a Manga, avaliação suficiente para a vitória conquistada por apenas um décimo, mas que fez muita gente suspirar naqueles segundos decisivos.

 

8ª => 1998

Os enredos de Mangueira e Beija-Flor, respectivamente, encantaram o público e principalmente os jurados, que não conseguiram tirar meio ponto que fosse nem da verde e rosa e nem da azul e branco, pelo menos considerando os descartes. A dupla supercampeã não deu chances para as demais e duelou nota a nota pelo título, que acabou por ser dividido entre as duas.

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Dose dupla! Os enredos de Mangueira e Beija-Flor, Chico Buarque e o mundo místico dos caruanas, fizeram sucesso no Carnaval 1998 – Fotos: Riotur

Apesar da polaridade bem evidente, a Imperatriz seguiu os passos de perfeição de Mangueira e Beija-Flor até o penúltimo quesito, Samba-enredo, quando perdeu 0,5 e teve que se conformar com a terceira colocação. A atual campeã daquele ano, Viradouro, foi ficando pelo caminho aos poucos e fechou mesmo com o 5° lugar. Impecáveis para o júri, as escolas do Morro da Mangueira e de Nilópolis tiveram que repartir a emoção da vitória. Detalhe: caso não houvesse descartes, a verde e rosa seria campeã com uma vantagem de 2,0 pontos para a segunda colocada. E a Beija-Flor perderia o vice-campeonato para a Imperatriz por 0,5 ponto.

7ª => 2001

A temporada foi marcada pela expectativa de mais um embate entre Beija-Flor e Imperatriz, que vinham numa rivalidade particular nos dois anos anteriores, quando a verde e branco venceu por 0,5 ponto, consagrando um bicampeonato marcado pela excelência técnica da representante de Ramos. Num duelo caracterizado pela perfeição, a Imperatriz passou incólume por todos os jurados e conseguiu todas as notas 10 possíveis, e a Beija-Flor, mais uma vez, por meio ponto, teria que esperar mais um ano pra gritar “É campeã”.

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A Imperatriz (abre-alas à direita) derrotou pela terceira vez seguida a Beija-Flor de Nilópolis por 0,5 ponto e faturou o tri no Sambódromo – Fotos: Riotur

Numa apuração recheada de notas dez, Salgueiro, Beija-Flor, Imperatriz, Viradouro e Mangueira largaram na frente dos dois primeiros quesitos, dando a entender uma disputa parelha entre várias escolas. Mas a cada novo envelope, uma candidata ia perdendo décimos e deixando a disputa. Fantasias tirou 0,5 de Salgueiro, Viradouro e Mangueira, colocando a campeã e a vice dos dois anos anteriores na liderança isolada.

Logo após a leitura do quarto quesito, Alegorias e Adereços, a Imperatriz pegava emprestado o apelido de ‘soberana’ da rival, naquele momento, e assumia a ponta solitária. Mantendo os 100% até a última avaliação, a verde e branco venceu pela terceira vez seguida a Beija-Flor, mais uma vez por meio ponto, e faturou o primeiro tricampeonato da Era Sambódromo.

6ª => 2000

A Imperatriz, que ficou três anos sem ganhar um título, tinha voltado com tudo em 1999 e queria mostrar em 2000 que não era por acaso e que a técnica perfeita faria da escola mais uma vez a grande campeã. Dito e feito. E num ano desafiante para todas, afinal de contas as 14 escolas do Especial teriam de desenvolver um enredo em cima de um mesmo tema: o aniversário de 500 anos do Descobrimento do Brasil. Por fim, o diferenciado talento de Rosa Magalhães falou mais alto e fez da verde e branco a maior vencedora da festa na Era Sambódromo até ali.

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Bicampeã! Em 2000, o talento de Rosa Magalhães fez a diferença, e a Imperatriz conquistou mais um título – Foto: Liesa

Sem descartes, a temporada pedia quase perfeição para a futura campeã, e a Imperatriz mostrou aos poucos que o destino tinha reservado a ela a glória do Carnaval nos 500 anos do Brasil. Após a leitura dos dois primeiros quesitos, a surpreendente Unidos da Tijuca, que terminaria em 5°, tomou a ponta isolada. Enquanto isso, Mocidade, Imperatriz, Beija-Flor e Mangueira seguiam empatadas na vice-liderança. O quesito Fantasias, terceiro a ser julgado, tirou a vantagem da Tijuca e deixou todas empatadas, com exceção da Mangueira, que perdeu um ponto.

Alegorias e Adereços expulsou a Tijuca da briga pela vitória, deixando a liderança para Imperatriz e Beija-Flor, que, naquele momento, disputariam o título particularmente pela segunda vez seguida. O quinto quesito, Conjunto, penalizou a azul e branco em 0,5 e fez a “Rainha de Ramos” rumar à vitória. Dali até o final, foram só notas dez, e a Imperatriz descobriu o caneco novamente.

5ª => 2014

Nova potência do Século XXI, a Unidos da Tijuca se despediu naquela temporada de Paulo Barros, talvez o mais importante nome da história da escola do Borel. Falando sobre velocidade e aproveitando para homenagear o tricampeão do mundo Ayrton Senna, a azul e amarelo levou a melhor sobre as adversárias num dos carnavais mais equilibrados dos últimos tempos.

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É tetraaaa! Por um décimo, a Unidos da Tijuca bateu o Salgueiro e faturou o quarto título na história do Carnaval – Foto: Marco Antonio Cavalcante/Riotur

Como era esperado pelo que se viu nos desfiles, a disputa foi bem acirrada. Tijuca e Salgueiro estavam cotadas, mas foram Imperatriz e União da Ilha que largaram na frente nos dois primeiros quesitos. Alegorias e Adereços botou a escola de Fernando Horta na frente, seguida bem de perto pela Imperatriz, um décimo atrás. Grande Rio e Ilha na sequência, com o Salgueiro em 5°. A vantagem se manteve em 0,1 para a azul e amarelo, até surgir o Samba-Enredo.

A Tijuca perdeu incríveis cinco décimos e caiu da liderança para o terceiro lugar, 0,2 atrás do Salgueiro, novo líder, e 0,1 de desvantagem para a Imperatriz, que perdeu fôlego com o desvendar das notas nos quesitos Harmonia, Evolução e Conjunto – a agremiação abriu um buraco gigantesco entre as cabines 1 e 2 dos módulos de julgamento. O Salgueiro perdeu um décimo em Evolução e mais dois em Conjunto, dando de bandeja a vitória para a Unidos da Tijuca, que depois de Samba-Enredo seguiu perfeita até o tetracampeonato, desbancando a vermelho e branco por um décimo.

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Foi estourar o champagne e fazer a festa – Foto: AgNews

4ª => 1999

No futebol, uma vitória de virada num clássico tem gostinho especial. É verdade que Imperatriz e Beija-Flor ainda não tinham lá aquela rivalidade, mas foi em 1999 que tudo começou. O primeiro ano da série de três vitórias consecutivas da verde e branco sobre a escola de Nilópolis teve uma apuração equilibradíssima entre as duas poderosas. “Brasil, mostra a sua cara em… Theatrum Rerum Naturalium Brasiliae”, de Rosa Magalhães, deu uma bela marca ao último carnaval dos anos 1990.

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Após três temporadas sem título, a Imperatriz voltou a vencer o Carnaval e se consolidou como maior potência do Carnaval nos anos 1990 – Foto: Reprodução/Internet

Logo de cara, Imperatriz e Beija-Flor dispararam na ponta da tabela. Foram nove notas 10 para cada uma, nos três primeiros quesitos. A escola de Nilópolis começou a vislumbrar o bicampeonato quando a verde e branco perdeu meio ponto em Alegorias e Adereços, tomando a liderança isolada. Mas, dois itens depois, em Evolução, foi a vez da então soberana na apuração perder 0,5 e deixar o empate estabelecido. O antepenúltimo quesito avaliado, Harmonia, propiciou a virada leopoldinense. Nos dois quesitos finais a agremiação de Ramos foi perfeita e garantiu o hexacampeonato da história.

 

3ª => 2005

Especialmente em homenagem aos 20 anos da Liesa – a Liga Independente das Escolas de Samba -, algumas agremiações celebraram em seus enredos o próprio Carnaval. Então bicampeã naquele momento, a Beija-Flor não teria vida fácil como nos dois anos anteriores. Surpresa de 2004, a Unidos da Tijuca voltou forte à cena, mas de forma bem mais consistente, brigando décimo a décimo com a azul e branco pelo título.

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Beija-Flor e Tijuca brigaram décimo a décimo pelo título, mas no final deu a representante de Nilópolis, que festejou o tricampeonato – Fotos: Reprodução/Internet/Riotur

Sem descartes, todas as 40 notas dos jurados seriam válidas e poderiam dar à disputa maior equilíbrio. E foi o que aconteceu. As alternâncias possíveis no topo da tabela começaram nos dois primeiros quesitos quando a Grande Rio, que acabou em 3°, assumiu a liderança sendo a única sem penalidades. Nos dois quesitos seguintes, a Beija tomou a ponta e abriu quatro décimos para a vice-líder, que já era a Tijuca.

Na metade da apuração, a vantagem da Beija-Flor começou a ruir. Enquanto a azul e amarelo levou nota 40 em Enredo, a “Deusa da Passarela” perdeu 0,1 e ficou a três décimos da rival. As alegorias de Paulo Barros tomaram 0,1 de punição, a mesma pena sofrida pela azul e branco; a distância seguia igual. Os renomados Selminha Sorriso e Claudinho perderam 0,1; Bira e Lucinha, outro casal de mestre-sala e porta-bandeira, garantiram notas máximas e levaram a vantagem para apenas dois décimos, a dois quesitos do final. No penúltimo item, repeteco: Tijuca perfeita, e Beija-Flor recebendo mais um 9,9. Resultado: um décimo de vantagem para a bicampeã no quesito final, Fantasias. Pra festa em Nilópolis, pela terceira vez seguida, apenas avaliações máximas, e o caneco permaneceu na Baixada Fluminense.

2ª => 2016

Sem medo de errar, dá pra dizer que 2016 foi o Carnaval disputado por um maior número de escolas nos últimos anos. Mangueira, Portela, Salgueiro e Tijuca foram décimo a décimo lutando pela vitória do início ao final da apuração. Por fim, a consagração ficou com a verde e rosa, que não vencia um título há 14 anos. “Maria Bethânia – A menina dos olhos de Oyá”, do estreante carnavalesco Leandro Vieira, levou a Manga de volta ao topo. As outras três poderosas tiveram de adiar por mais uma vez a festa do campeonato.

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Mangueira, Tijuca, Portela e Salgueiro lutaram décimo a décimo pelo título – Fotos originais: Michele Iassanori e Fernando Grilli/Riotur

Nos dois primeiros quesitos, Samba-Enredo e Enredo, Mangueira e Salgueiro pularam na frente das outras candidatas ao caneco, Tijuca e Portela. Após a leitura do quarto item, foi estabelecido um incrível e emocionante empate quádruplo entre as favoritas. O quesito Mestre-Sala e Porta-Bandeira devolveu a ponta para Salgueiro e Mangueira, com vantagem no desempate para a verde e rosa. Portela e Tijuca ficaram, novamente, um décimo atrás das líderes, e ainda sonhavam.

Harmonia, Evolução e Bateria foram três quesitos gabaritados pelas quatro ponteiras, mantendo a mesma distância entre elas para o quesito final, Alegorias e Adereços. O Salgueiro, que ocupava a segunda colocação no critério de desempate do quesito Fantasias, não conseguiu um 10 sequer e viu o título, o vice e até o terceiro lugar escaparem das mãos nas últimas notas. Perfeitas no derradeiro quesito, Portela (3ª), Tijuca (2ª) e Mangueira, que ficou com o título.

 

1ª => 2006

Marcar o gol do título no último minuto é pra comemorar até não poder mais, principalmente se for o primeiro campeonato da história. Mas e se o juiz resolve anular o gol? Foi mais ou menos o que aconteceu com a Grande Rio em 2006. A sensação de vitória na tricolor durou alguns segundos, após a última nota do quesito final, mas, após checar os critérios de desempate, teve de se deparar com a dura realidade de que a vitória era mesmo da Vila Isabel, que celebrou, à época, a latinidade.

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“Soy loco por ti, América: a Vila canta a latinidade”, de Alexandre Louzada, deu o título que não se realizava há 18 anos – Foto: Riotur

Sem descartes e com a mão pesada do júri daquele ano, a disputa ficou acirrada, recheada de reviravoltas, e deu ao público a sensação de que tudo poderia rolar. Acabou que duas escolas sem retrospecto de tantas vitórias acabaram duelando na reta final da apuração mais apertada dos últimos tempos. A Grande Rio, que disputaria o título até o finzinho, já largou com -0,2 por estourar um minuto no tempo limite de desfile na Avenida. Mesmo assim, após a leitura dos dois primeiros quesitos, assumiu a liderança, com Tijuca, Vila Isabel e Viradouro em segundo.

Dois quesitos mais foram apurados, e a Tijuca passou a liderar, após perder somente um décimo. Em Conjunto, a Grande Rio não foi bem e acabou penalizada em sete décimos, caindo da liderança para o 4° lugar, ficando para trás em relação às demais: Tijuca, Vila Isabel e Viradouro. Harmonia tirou a escola de Fernando Horta da ponta e levou a Vila ao topo, estando a tricolor de Caxias um décimo atrás, empatada com a azul e amarelo. Viradouro (0,3 atrás) e Beija-Flor (0,6 atrás) ainda sonhavam. Comissão de Frente botou Grande Rio e Tijuca na liderança de novo, jogando a Vila para o quarto lugar, atrás da Viradouro.

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“Amazonas, o eldorado é aqui”, de Roberto Szaniecki, conquistou o primeiro vice-campeonato para a Grande Rio – Foto: Riotur

A três quesitos do fim, Evolução deu uma importante vantagem de três décimos para a Grande Rio e Viradouro, que começavam a namorar seriamente a conquista, com Tijuca e Vila Isabel na sequência. Fantasias tirou a azul e amarelo na disputa, quando uma nota 9,3 foi conferida por um dos jurados. Após isso, a Grande Rio assumiu a liderança isolada, com Viradouro em segundo e Vila em terceiro.

No penúltimo quesito, Alegorias e Adereços, a Viradouro perdeu 0,5 e ficou mais longe do bicampeonato. E a Vila reduziu pra 0,1 ponto a vantagem da Grande Rio, a primeira colocada até ali. Ficaria para Samba-Enredo decidir a parada. Logo na primeira nota do item, a tricolor levou 9,8 e perdeu a ponta pra Vila por um décimo. Dali em diante, a representante de Caxias só levou nota 10. E a Vila foi penalizada em um décimo na derradeira nota, decretando o empate. O critério desempate foi Samba-Enredo, e aí ficou consolidada a vitória da Unidos de Vila Isabel. No entanto, durante segundos, os dirigentes da Grande Rio acreditavam que teriam vencido a disputa, mas a verdade logo ficou evidente, e a escola teve de se contentar com o vice.

Por -

Por Luiz Felippe Reis

Profissionais de carreira meteórica são comuns em qualquer área de trabalho, seja nas artes, na ciência…e por aí vai. Mas Leandro Vieira tem redimensionado um pouco esse termo. Em menos de dois anos, o artista conseguiu a primeira chance como carnavalesco – na Caprichosos de Pilares (2015) -, um contrato com uma das mais tradicionais escolas de samba do Carnaval carioca, a Estação Primeira de Mangueira (2016), e um título do Grupo Especial, logo na temporada de estreia.

Após a escolha do samba-enredo, marcada para o mês que vem, o foco se voltará para os barracões da Cidade do Samba, quando as alegorias e fantasias das 12 escolas do Especial começarão a tomar cara, e o desfile – daqui a cinco meses e meio – passará a ser vislumbrado. E um dos artistas mais promissores da nova geração, Leandro Vieira, quer confirmar o talento após ser reverenciado por toda a crítica e pelo público após a vitória da verde e rosa no último Carnaval.

Leandro Vieira barracão
Equipe campeã! Em 2016, Leandro conseguiu levar adiante as ideias dentro do barracão para faturar o campeonato I Foto: Irapuã Jeferson

– Eu tenho que provar muita coisa ainda, pra muita gente. Eu penso em ser o melhor que eu posso. Sou exigente comigo mesmo, e isso me dá uma série de aflições, enxergo meu trabalho com uma cobrança… Não é que eu queira provar algo pra alguém, mas eu ainda preciso mostrar que sei fazer – admite Leandro Vieira, que também é carnavalesco da Mocidade Alegre, de São Paulo.

Embora admita que ainda precisa mostrar muito no Grupo Especial, Leandro sabe bem que os caminhos até o Carnaval 2017 são mais amenos, pelo menos quando se fala da desconfiança externa. Como atual campeão, sobra ao artista a responsabilidade – nada pequena – de levar a Mangueira ao bicampeonato.

– Com certeza é diferente. Nunca tinha feito carnaval no Grupo Especial numa escola do tamanho da Mangueira. Fiz um carnaval com desconfiança, agora é diferente. Fiz com desconfiança, numa situação adversa, num ano de crise, com a escola em crise, e a escola foi campeã do Carnaval. O resultado assegura algumas ideias minhas para o ano que vem. Talvez eu nem seja tão questionado, tão subjugado. Mas existe agora outra dificuldade: o mangueirense que não acreditava que poderia ser campeão, este ano é o campeão, então vai me cobrar o bicampeonato. É uma outra responsabilidade. Não penso em ser bicampeão, como não pensava no título ano passado, penso a mesma coisa de antes, fazer o melhor que eu posso – completa o carnavalesco.

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“Ainda tenho que provar muita coisa”, diz Leandro sobre novo desafio do Carnaval 2017 I Foto: Irapuã Jeferson

A Mangueira não fatura um bicampeonato há exatos 30 anos, desde os anos 1980 (1986-1987). Atrás do objetivo, a verde e rosa desfila na mesma posição de 2016: última a se apresentar na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial. Para os supersticiosos de plantão, fica a dica.

Para 2017, o enredo de autoria de Leandro Vieira é “Só com a ajuda do Santo”.

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Por Luiz Felippe Reis

Na reta final da disputa de samba-enredo para o Carnaval 2017, a Inocentes se preparava para realizar a semifinal com seis obras concorrentes no próximo domingo, 4. E o verbo preparar é empregado no passado, porque na noite desta sexta-feira, 2, o presidente da tricolor, Reginaldo Gomes, decidiu cancelar o evento que seria na quadra da “Caçulinha”, no bairro de São Vicente, em Belford Roxo.

É que a promotora do TRE Maria Lúcia estaria interessada em fiscalizar o evento para saber se haveria uma campanha ilegal, dentro da quadra, ao candidato a vereador, Rodrigo Gomes, que é ex-presidente da escola e filho do atual presidente, Reginaldo.

– Estamos cancelando o evento que seria neste domingo porque estamos sendo perseguidos pela promotora, que está no nosso pé. Ela disse que viria na quadra fazer uma fiscalização, segundo ela pra buscar indícios de campanha na quadra. Eu não posso garantir a atitude de todas as pessoas da quadra, então eu não posso fazer esse evento. Vamos cancelar a semifinal. E a final, que tem que ser no dia 11, por contrato, vamos fazer fora de Belford Roxo e com os seis sambas. O que está havendo é uma perseguição política comigo e com meu filho e uma perseguição ao Carnaval – explicou Reginaldo ao Sambarazzo.

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Rodrigo Gomes, o filho, é candidato a reeleição à Câmara de Vereadores de Belford Roxo. Reginaldo Gomes, o pai, é secretário de obras do município e presidente da Inocentes – Foto: Reprodução/Facebook

Há duas semanas, Reginaldo e Rodrigo foram inocentados pelo ministro Luiz Fux, do TSE/STF (Tribunal Superior Eleitoral/Supremo Tribunal Federal) da acusação de abuso de poder econômico por ocasião das eleições de 2012. O ministério Público alegava que pai e filho usavam a escola de samba para desequilibrar a disputa eleitoral e solicitava a inelegibilidade de ambos por oito anos. Com a decisão, Rodrigo Gomes pode normalmente concorrer a reeleição pelo PMDB neste ano.

Ainda sobre o problema, que deve tirar a final de samba da quadra, Reginaldo garante que vai procurar outras escolas da Baixada Fluminense para sediar o evento, realizado no próximo dia 11.

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– O Rodrigo nem é mais presidente da Inocentes, ele é candidato a vereador de Belford Roxo, mas nem é mais presidente. A escola é o nosso trabalho, não tem a ver com isso. Então, vamos ver com a Grande Rio, com a Beija-Flor ou com a Leão de Nova Iguaçu, se nos cedem a quadra, ou alugam, pra gente deixar de ser perseguido assim. Se não conseguir nenhuma quadra, eu faço a final na rua. Mas não temos como fazer na nossa quadra – concluiu o presidente.