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Carnaval 2017

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Por Redação

Quem já teve a honra de conversar com Laíla sabe: o papo sempre rende. O “problema” é que quando a prosa é com um jornalista fica difícil até escolher a frase mais impactante pra virar aspa central da matéria. É que o diretor de carnaval da Beija-Flor (quase 50 anos de serviços bem prestados ao samba nas costas) sabe das coisas, e, pra alegria de quem vos escreve, também gosta de falar.

Sem fugir de pergunta alguma num ano atípico para a festa – o Carnaval 2017 foi marcado por trágicos acidentes na Sapucaí, drásticos cortes de verba pelas mãos de um prefeito evangélico e interdição dos barracões a três meses do desfile -, o mandachuva da Beija-Flor soltou o verbo na entrevista ao Sambarazzo.

“Estão querendo regredir pra 1950, quando crioulo não podia cantar samba”

Para o líder da comissão carnavalesca da azul e branco de Nilópolis, o Carnaval do Rio de Janeiro vive um período de retrocesso e censura, que remete à época em que ser sambista era coisa de marginal.

– Acho que estão querendo regredir. Estão querendo trazer o espetáculo de volta pra 1950, quando o samba era proibido, quando crioulo não podia cantar samba, quando as escolas eram perseguidas diretamente – sintetiza.

Apesar do protesto, e convicto de que há clara tentativa de esvaziar a festa, Laíla contemporiza na hora de supor os motivos que teriam levado o prefeito do Rio Marcelo Crivella (PRB) a cortar metade da grana que as agremiações vinham recebendo.

– Não quero acreditar que o prefeito seria louco de querer prejudicar o Carnaval por causa da intolerância religiosa. A gente se pegar por uma guerra religiosa… não pode ser isso. Sou espírita declarado, mas não posso acreditar que ele esteja misturando as coisas. Ele deve estar buscando dentro da cabeça dele segurar o estado, fazer a cidade voltar a ter as rendas habituais. Acho que fez mais pela administração mesmo – pondera.

Barracões interditados: “O Ministério do Trabalho não tá errado”

A respeito das interdições dos 13 barracões da Cidade do Samba, Laíla também não passa a mão na cabeça das escolas. Mas considerou inoportuno o momento para tais fiscalizações, que obrigaram as chamadas “fábricas dos sonhos” a ficar de portas fechadas a três meses do evento na Sapucaí – a liberação aconteceu esta semana.

– O Ministério do Trabalho não tá errado, só acho que essa fiscalização foi tardia e aconteceu na hora errada, faltando pouco tempo pro desfile. Mas tenho certeza de que havia necessidade disso. Estávamos habituados a trabalhar no ‘bota pra lá, bota pra cá’. Não tinha segurança. Mas que local de trabalho não deve ser seguro? Todos devem ser – frisa.

As vistorias nos barracões atrasaram – e muito – o Carnaval 2018.

– Tá tudo bastante atrasado. Hoje, estamos só com 30% da escola pronta. Mas, quando chegar na semana do Carnaval, vamos terminar tudo, como sempre – garante Laíla, adiantando que ano que vem a Beija-Flor vai desfilar com 3300 pessoas, cinco carros alegóricos e um tripé.

“Custou a acontecer”, diz Laíla sobre acidentes do Carnaval 2017

Concluídas as fiscalizações, e agora tocando o carnaval em ambiente considerado mais seguro pelos órgãos competentes, Laíla fica à vontade para falar dos chocantes acidentes da Sapucaí este ano, que tiveram contornos dramáticos e triste fim: a radialista Liza Carioca, atropelada por uma desgovernada alegoria da Paraíso do Tuiuti, no Domingo de Carnaval, morreu após meses de internação:

– Custou a acontecer. Não deveria ter tragédia, mas, da maneira como era tocado, custou a acontecer. Infelizmente, acidentes acontecem, mas a prevenção é sempre bem-vinda. Agora, acidente sempre teve, sempre teve carro que bateu, destaque que caiu, até na Beija-Flor… Mas nada nessa proporção.

Fim de uma era? Laíla e o cancelamento dos ensaios técnicos

Outra notícia que deu um balde de água fria nos amantes do samba foi o fim dos ensaios técnicos no Sambódromo, que deixam o calendário oficial da cidade após 15 anos de treinos de graça, com arquibancadas lotadas.

– Sugeri à Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) um ensaio técnico coletivo, em reunião com a presença de diretores de todas as escolas. Sugeri de, na lavagem da Sapucaí, cada escola levar componentes e fazer um grande desfile com todas, cantando sambas como um pout-pourri, emendando um no outro. Teve um ato lá da Igreja Evangélica, por que o samba não poderia se manifestar assim? Mas depende da liga. A ideia foi dada, e seria um ato lindíssimo – acredita.

Apesar de lamentar o cancelamento dos treinos técnicos no palco principal da festa, Laíla acha que as escolas pouco vão sentir, na prática, a falta do ensaio na Avenida, que pra ele tinha pouca valia no aspecto técnico:

– O ensaio é muito bom pro povo que não tem condições de assistir no dia do desfile oficial. Mas você faz um ensaio técnico hoje, e no desfile é completamente diferente. Dá até pra consertar, corrigir alguma coisa que poderia dar errado no dia do desfile, mas vale muito mais como festa. Proveito mesmo você só tira no dia. Já aconteceu da Beija-Flor fazer um ensaio ótimo e no dia do desfile estar uma escola morna. Mas é pena acabar, já tinha virado hobby pro sambista.

“Faria de novo”, garante Laíla sobre botar 100% dos componentes fantasiados de índio

Os jurados não curtiram e avaliaram mal o quesito “Fantasias” da Beija-Flor no último carnaval – foram sete décimos perdidos, sem considerar o descarte da nota mais baixa (9,7 – 9,9 – 9,9 – 9,8). Laíla acreditou que daria certo a ideia de vestir a escola inteira de índio dentro do enredo “A virgem dos lábios de mel – Iracema”, inspirado no clássico de José de Alencar. Mas arrependimento é uma palavra que não compõe o dicionário do diretor.

– Faria de novo. Considero a ideia magnífica pra diminuir um pouco do modelo antigo, e fazer uma nova linguagem. Mas não soubemos fazer uma execução excelente. Foi um problema artístico, e nisso me incluo. A responsabilidade é minha – assume.

“Se o Paulo Barros fizer amanhã, vão dizer que ele é gênio”

Seguidor da doutrina espírita e muito atento às energias que movem o mundo, Laíla afirma que a torcida contra ajudou a fazer a ideia dos índios não dar certo.

– Foram 12 escolas de samba, e as 11 não queriam que desse certo. Porque iria revolucionar. Aí, toma-lhe porrada. Hoje, é tudo igual nos desfiles. É muito comum encher tudo de pluma e enganar trouxa. Mas aí o componente balança a cabeça e tá todo mundo emocionado. Na verdade, o desfile de escola de samba perdeu padrão artístico. Todo mundo tem direito de gostar ou não gostar dos índios, mas teve pessoas de conhecimento carnavalesco que elogiaram. Se o Paulo (Barros) fizer amanhã, vão dizer que ele é um gênio. Mas é aquilo, estou sempre tentando o diferente. Pode não dar certo, mas tô tentando – avalia.

“Não sou brigão. Defendo aquilo que faço”

Embora faça o mea-culpa em relação às fantasias pouco variadas, Laíla aproveita pra reclamar da alternância de créditos na alegria e na tristeza.

– Funciona assim: deu certo, as 'garotas' aparecem. Deu errado, o velho segura. Não me arrependo de nada na minha carreira. Sou brigão? Não sou brigão. Defendo aquilo que faço. Estou há 23 anos aqui, e se ficar mais 23 a porrada vai ser pior. Toda carreira tem altos e baixos. Mas tenho pontuado muito nesse tempo todo. Acho que tive muitos acertos – opina.

Para 2018, Laíla vai dividir a glória ou a derrota com uma comissão composta por Cid Carvalho (de volta à escola após mais de uma década longe), Victor Santos, Bianca Behrends, Léo Mídia e Rodrigo Pacheco, além do luxuoso auxílio do coreógrafo Marcelo Misailidis, idealizador do enredo "Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu", e Gabriel David, herdeiro do patrono Anísio Abraão David e que, aos 20 anos, cada vez ganha mais espaço na escola.

– Temos um pensamento coletivo. Hoje, temos poder de criação, de ideias na parte alegórica, com o Marcelo, com as novas ideias novas e modernas do Gabriel, e com o conhecimento e habilidade de cada um da equipe. Cada um tem uma função. Eu sou o da porrada e ao mesmo tempo o de passar a mão na cabeça – diz.

Crise? Que crise? “A Beija-Flor não vai parar de gastar. Não nos falta nada”

Ficar em sexto lugar na última temporada fará a Beija-Flor surgir na Passarela do Samba em 2018 mais moderna, apesar da crise financeira que assola o país.

– Depois do carnaval deste ano, decidimos que alegoricamente a gente deveria mudar. Dentro desses caminhos novos, tem que diminuir as despesas, fazer alguns ajustes. Se antes tinha 100 esculturas, passa a ter 10. Mas é muito simples: estamos em crise, mas qual é a escola que vai deixar de fazer carnaval pra ganhar? Não nos falta nada. Mas não se joga dinheiro fora como antes. A estrutura mudou – explica.

Aos 74 anos, Laíla diz que ganha bem com o carnaval: “Tô rico de experiência”

Falando em dinheiro, Laíla não revela quanto ganha, mas diz ser o suficiente para um profissional de seu gabarito. E, aos 74 anos, diz que ainda há muitos sonhos a realizar:

– Rico? Tô rico de felicidade, de experiência. Gosto de receber o que recebo, tô satisfeito. Tinha outras formas de ganhar mais, saía muito pra fazer trabalhos em escolas fora do Rio. Mas hoje a idade pesa um pouquinho.

“Jamais pensei que seria referência”

Luiz Fernando do Carmo virou Laíla e entrou pra história da festa popular mais famosa do planeta ao trilhar uma bem-sucedida trajetória. Embora não buscasse isso, é ciente de que virou referência quando o assunto é direção de carnaval. No entanto, não aponta um sucessor.

– Acho válido uma escola ter diretor de carnaval a partir do momento que esse profissional tenha conhecimento. Esse cargo surgiu pra banir a direção de harmonia. Eu, aqui na Beija-Flor, assumi direção de carnaval e harmonia pra não ter ninguém me mandando que saiba menos que eu. Jamais pensei que seria referência. Mas não indico ninguém. Ninguém me indicou pra nada – lembra Laíla, que já emprestou seu talento a outras bandeiras, como Salgueiro, Unidos da Tijuca e Grande Rio.

Apesar do vasto currículo e de uma vida dedicada ao samba – em 2018, Laíla completa 50 anos como diretor de carnaval -, ele não fala em aposentadoria.

– Ninguém se realiza antes da morte. Ainda tenho muita coisa pra fazer. Na vida pessoal, não quero mais nada. Na vida profissional, estou sempre buscando – conclui.

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Por Marcelo Barros

Não rola um Carnaval sem a clássica discussão em relação ao cobiçado posto de rainha de bateria das maiores escolas de samba: celebridade ou representante da comunidade?

Os argumentos são fartos e, prós e contras computados, cada um faz sua escolha como acha que deve. Fato é que nem uma famosa obrigatoriamente pode ser considerada desgarrada da história de uma agremiação, tampouco uma até então anônima vai se valer desta condição pra entregar a garra e o charme necessários a uma função que, se não vale nota, é sempre “quesito” aguardado pelo público, via de regra a razão de ser de qualquer espetáculo artístico.

Ibope alto! A apresentadora Sabrina Sato, da Vila Isabel, é a rainha de bateria com o maior número de fãs no Instagram I Foto: Fernando Maia/Riotur

Um termômetro interessante é o frisson que essas beldades despertam nas pessoas no mundo do samba e no mundo virtual. O quanto de gente pode uma rainha alavancar para um desfile, um evento, uma atividade organizada pela entidade carnavalesca? Isso, com o indispensável auxílio da internet, é possível ser medido em números.

O Instagram, por exemplo, evidencia bem o assunto. Não tem como ser ignorada a influência nem o engajamento que pode acarretar um bom post divulgador no meio digital. Dito isso, o ranqueamento das mais seguidas rainhas de bateria do Grupo Especial vira uma curiosidade boa de matar. A medir pelo índice de plateia virtual, quem pode ser mais útil, angariar mais torcedores, desfilantes, consumidores de produtos, compradores de ingressos de shows para as escolas de samba?

Eis as 13 beldades da divisão principal e seus milhões de seguidores!

1 – Sabrina Sato (@sabrinasato) – Unidos de Vila Isabel. Fãs: 11.500.000

2 – Juliana Paes (@julianapaes) – Grande Rio. Fãs: 11.400.000

3 – Gracyanne Barbosa (@graoficial) – União da Ilha. Fãs: 5.600.000

Campeãs de audiência! Sabrina (Vila Isabel), Juliana (Grande Rio) e Gracyanne (União da Ilha) fazem o maior sucesso na rede I Imagens: Reprodução/Instagram

4 – Viviane Araújo(@araujovivianne) – Salgueiro. Fãs: 4.800.000

5 – Juliana Alves (@julianaalvesiam) – Unidos da Tijuca. Fãs: 1.300.000

6 – Evelyn Bastos (@evelynbastosoficial) – Mangueira. Fãs: 122.000

7 – Flávia Lyra (@lyraflavia) – Imperatriz Leopoldinense. Fãs: 103.000

8 – Raíssa de Oliveira (@raissadeoliveirarainha), – Beija-Flor. Fãs: 54.700

9 – Camila Silva (@iamcanilasilva) – Mocidade Independente. Fãs: 47.400

10 – Milena Nogueira (@milenanogueira) – Império Serrano. Fãs: 26.900

11 – Bianca Monteiro (@biancamonteirooficial) – Portela. Fãs: 14.300

12 – Raphaela Gomes (@raphaelagomes) – São Clemente. Fãs: 2.734

13 – Carol Marins (@pretadz) – Paraíso do Tuiuti. Fãs: 2.302

Presidente recusou oferta de R$ 300 mil pra manter filha rainha

Em setembro deste ano, a atriz Nathália Rodrigues usou as redes sociais pra fazer um desabafo contemporâneo. Ela revelou ter perdido um papel por ter poucos fãs virtuais.

Pelo menos no samba esse está longe de ser critério para eleger uma dona de coroa.

Se o ibope de Carol Marins na internet não é padrão Globo, na Tuiuti a moça é praticamente a dona da p***a toda! Pai dela e presidente da escola, Renato Thor já recusou uma oferta de R$ 300 mil pra manter a herdeira no posto, mostrando que preciosa ali é a ligação dela com a comunidade.

Carol Marins pode ainda não ser campeã de curtidas, mas faz o maior sucesso em casa I Foto: Reprodução/Instagram

– Não tem dinheiro no mundo que pague a felicidade da minha filha em estar à frente dos ritmistas da ‘Supersom’ (como é conhecida a bateria da Tuiuti). Recebi muitas propostas, sim, até de R$ 300 mil, mas recusei todas – revelou Thor ao Sambarazzo.

Seguidores e curtidas à parte, a verdade é uma só: independentemente da origem da rainha, quem acompanha as postagens delas percebe um ponto em comum, que é o amor pelo Carnaval. É essa a batida, além das baterias, que as move e torna o brilho de cada uma ainda mais intenso. Vale seguir todas elas no Instagram e curtir em forma de coração cada foto, história, pensamento… Só não vale “stalkear”!

*Montagem de capa: Fotos Ag. News/Divulgação/Reprodução Internet

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Por Redação

Fim da linha para o período mais misterioso do Carnaval: o da escolha dos enredos. Todas as 13 escolas do Grupo Especial já sabem – e todo mundo também – sobre o que vão falar no próximo desfile.

O resgate de temas críticos se destaca. Pelo menos cinco enredos abriram as portas a reflexões de toda sorte, seja de caráter social ou cultural. Racismo (Tuiuti), xenofobia (Portela), preconceito contra mulheres (Salgueiro), desigualdade social (Beija-Flor) e até um debate mais profundo sobre os destinos da festa na Sapucaí, com a Mangueira. Outras narrativas históricas e culturais também compõem uma safra de enredos digna de aplausos.

DOMINGO

Na estreia pelo Império Serrano, o carnavalesco Fábio Ricardo aposta na cultura milenar da China para manter a verde e branco nove vezes campeã da festa na elite. A ideia é mostrar, além da riqueza histórica dos chineses, que a escola da Serrinha e o país asiático têm mais coisas em comum do que se possa imaginar.

 

 

Jorge Silveira estreia no Especial e leva pra Avenida “Academicamente popular”, sobre os 200 anos da escola de belas artes do Rio de Janeiro, a mais importante da América latina. A sacada do artista é levar as artes plásticas ao público, com uma linguagem popular, alegre, mas cheia de conteúdo histórico que o tema exige.

 

Atual campeão pela Portela, Paulo Barros foi para a Vila Isabel e vai transportar todo mundo na Sapucaí pra tempos que ainda virão. “Corra que o futuro vem aí” promete esbanjar tecnologia e impactar com muitas imagens de leitura direta e objetiva. Pra onde vamos? Como será o amanhã? Perguntas que a Vila se propõe a responder em ritmo de samba em 2018.

 

 

Na Tuiuti, Jack Vasconcelos propõe reflexão com “Meu Deus, Meu Deus. Está extinta a escravidão?”. Após 130 da Lei Áurea, os negros ainda vivem sob as amarras do racismo e da falta de igualdade das oportunidades -uma “bondade cruel”, como definiu o carnavalesco na sinopse. Uma leitura histórica, imersa numa crítica atualíssima.

 

 

O renomado casal de carnavalescos Renato e Márcia Lage e a Grande Rio brindam com alegria a Sapucaí no Domingo de Carnaval. “Vai para o trono ou não vai?” homenageia José Abelardo Barbosa, o gigante Chacrinha, um dos maiores comunicadores da história da televisão brasileira e figura emblemática da cultura nacional.

 

 

Leandro Vieira meteu o dedo na ferida. “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” critica os destinos escolhidos pelo Carnaval e desbrava os porquês do evidente distanciamento popular das escolas. Reflexão imediata a partir do corte de verba da prefeitura de Marcelo Crivella, que não será poupado no desfile.

 

Atual campeão, Alexandre Louzada aposta na mesma fórmula vitoriosa de 2017. Pra quem uniu Brasil e Marrocos num desfile vencedor, “Namastê… A estrela que habita em mim, saúda a que existe em você” forma um elo do nosso país com a exuberante Índia do gigantesco Mahatma Ghandi.

 

SEGUNDA

O multifacetado Miguel Falabella é o dono dos holofotes da Tijuca em 2018. Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo lançam “Um Coração Urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem”, que mostra vida e obra do artista, um dos grandes escritores nacionais de entretenimento do país.

 

 

 

Em sua volta à Portela, a professora Rosa Magalhães dá mais uma aula com “De repente de lá pra cá e dirrepente daqui pra lá”. Uma crítica atual que aborda intolerância e xenofobia dentro de uma história encantadora de judeus fugidos da Europa, com destino ao Nordeste do Brasil, que contribuíram na formação de Nova York.

 

 

Severo Luzardo põe a mesa, a Sapucaí come com os olhos e a União da Ilha experimenta um enredo sobre culinária: “Brasil bom de boca”. A ideia é mostrar os hábitos alimentares do brasileiro, passando pela influência estrangeira em nossos pratos. Da mesa de jantar ao galpão do boteco, tem pra todos os gostos.

 

 

 

Sob o comando artístico de Alex de Souza, o Salgueiro se reencontra com um tema afro. “Senhoras do ventre do mundo” exalta históricas mulheres negras, que, apesar de seus feitos, tinham de lidar com o preconceito em suas épocas. Embora não seja focado na crítica, o enredo deixa uma mensagem contra a intolerância.

 

 

 

Pela Imperatriz, Cahê Rodrigues faz “Uma noite real no Museu Nacional”, contando a história de 200 anos do espaço cultural, artístico e científico do Rio de Janeiro. O palácio serviu de casa para a família real, o que deve devolver à Imperatriz a cara suntuosa da década de 1990, quando a escola levou quatro campeonatos.

 

“Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu” é o enredo que vai fazer a Beija-Flor não se esconder da reflexão ante o dramático cenário de desigualdades, injustiças e amarguras sociais que emolduram a história brasileira. Um tema atual e mais um a lançar críticas sociais abrangentes.

 

O Carnaval do Grupo Especial começa em pouco mais de seis meses, a partir do dia 11 de fevereiro.

 

Foto de capa: Cezar Loureiro/Riotur

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Por Redação

Quem a segue nas redes sociais manda logo a letra: se quisesse, poderia ser rainha de bateria. História na Grande Rio ela tem de sobra. E um corpo impecável, como costuma ostentar a mulherada que ocupa o cobiçado posto, ela também tem. Mas Moana Pires é reservada. Prefere o glamour de uma alegoria, e está sempre preenchendo a vaga cativa no primeiro carro da tricolor, mais protegida do assédio de fotógrafos e, claro, dos marmanjos que certamente se encantariam pela mulher do presidente de honra da agremiação, Leandro Soares.

Há quase uma década na escola, Moana nunca saiu como destaque no chão. Lugar de raiz, de comunidade, segundo a empresária.

– A Grande Rio, pra mim, representa vivenciar a experiência única de contar uma história e de poder fazer parte do sonho que contagia milhares de pessoas. É uma realização ver o trabalho de um ano inteiro sendo concretizado na Avenida, e participar desses momentos. Sou apaixonada pela escola e esse desafio gera um sentimento de amor indescritível… Quando escuto o nosso grito de guerra ao entrar na Passarela do Samba, sempre me emociono – diz ao Sambarazzo a poderosa componente, que tem sempre o privilégio de ver do alto a entrada da escola de Duque de Caxias no Sambódromo carioca.

Apesar de não buscar holofotes, Moana topou a ideia de se deixar fotografar no barracão da Cidade do Samba. Nas fotos, ela mostra a sensualidade que encantou Leandrinho (como o dirigente é conhecido no mundo do samba) e abusa das poses e das roupas – todas delicadas e cheias de classe. Herdeiros de Moana, o pequeno Antonio e a gata Luana Pires, que também desfila na Grande Rio, aparecem nas imagens com a mãezona, que faz o maior sucesso na internet. No Instagram, é seguida por quase 10 mil pessoas.

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*Fotos: Divulgação

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Por Rafael Arantes e Caio Peçanha

O dia do trabalhador amanheceu com menos brilho para o mundo do samba. Neste 1º de maio, o Carnaval se despede da radialista Elizabeth Joffe, mais conhecida como Liza Carioca. Personagem da cobertura dos desfiles, ela foi uma das vítimas do acidente envolvendo um carro alegórico da Paraíso do Tuiuti, no Domingo de Carnaval, e morreu no último sábado, 29 após dois meses de internação. O velório da jornalista aconteceu hoje, na capela C do Cemitério do Caju.

Alguns sambistas estiveram presentes no cemitério para prestar solidariedade à família. Ito Melodia, responsável por conduzir o microfone da União da Ilha na Avenida, lembrou a fatalidade no desfile. O cantor estava com o marido de Liza, o também jornalista Paulinho Carioca, e avisou a ele sobre o acidente.

– Estava com o marido dela na hora do acidente. Avisamos a ele que a Liza tinha sido atingida. Lembro do momento e da dor que sentimos ali. É triste demais para todo o mundo do samba. Estou aqui para deixar minha solidariedade ao Paulinho em nome de toda a União da Ilha – disse o intérprete da escola insulana.

Ito Melodia estava com Paulinho Carioca, marido de Liza, na hora do acidente com a alegoria da Tuiuti – Foto: Irapuã Jeferson

O cantor também ressaltou a paixão de Liza pelo samba e pela profissão.

– Sabemos o quanto é difícil perder um ente querido. Ela estava fazendo o que mais amava – afirmou Ito.

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Por Redação

Uma das vítimas do trágico acidente com um do carro alegórico da Paraíso do Tuiuti no Domingo de Carnaval, 26 de fevereiro, a radialista Elizabeth Ferreira Jofre está em coma, com infecção generalizada, e segundo amigos e familiares o estado de saúde dela é grave.

Liza Carioca, como é conhecida no mundo do samba, foi transferida às 17h desta quarta-feira, 26, para o CTI do hospital Quinta D’Or, em São Cristóvão, Zona Central do Rio.

Na foto, o marido Paulinho Carioca acompanha Liza no hospital

Há dois meses, uma das alegorias da Tuiuti, que abria o desfile das escolas de samba do Grupo Especial, perdeu o controle e prensou quem estava próximo à grade que separa a pista da arquibancada, logo no início da Marquês de Sapucaí. Liza e outras pessoas que estavam na lateral do carro foram atropeladas.

Tuiuti está prestando assistência às vítimas

Em conversa com o Sambarazzo, o presidente da Paraíso do Tuiuti, Renato Thor, lamentou a piora no quadro de saúde de Liza e disse que a agremiação está acompanhando o caso de todas as vítimas.

– Estou empenhado nessa situação. Estou sendo solidário a todas as vítimas. Foi uma fatalidade, não foi nada proposital. Foi um acidente. Tudo o que a escola pode fazer a escola está fazendo, na medida do possível – declarou. 

Uma tia do dirigente também se feriu no acidente, mas já está em casa.

– Tem gente que acha que o acidente foi de propósito, mas isso não existe. Foi uma fatalidade. Ninguém vai gastar rios de dinheiro, trabalhar o ano inteiro, pra acontecer o que aconteceu. Minha tia já tá em casa, graças a Deus, com duas enfermeiras. As outras pessoas que seguem internadas também estão recebendo assistência – completou Thor.

Selminha Sorriso visitou outra vítima do mesmo acidente

Outra vítima do mesmo acidente, a jornalista Lúcia Mello continua internada, mas o quadro é estável. Ela já recebeu até visita da porta-bandeira Selminha Sorriso, que foi ao Hospital Miguel Couto, no Leblon, Zona Sul do Rio, dar um beijo na amiga.

Na tarde desta quinta-feira, 27, Lúcia recebeu a visita da turma do Cacique de Ramos e ganhou uma camisa do bloco.

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Por Redação

Fim de papo. A Portela decidiu não recorrer da decisão da Liga Independente das Escolas de Samba em dividir o título do Carnaval deste ano com a Mocidade.

A escola de Madureira divulgou um comunicado oficial afirmando que não entrará mais com recurso – o prazo expirava nesta segunda-feira, 17 -, encerrando a polêmica surgida após a divulgação das justificativas das notas dos jurados do Carnaval 2017, que acabaram apontando erro de um jurado que retirou um décimo decisivo da verde e branco, que ocasionou, após reivindicação da  agremiação de Padre Miguel, o empate com a Portela, até então campeã sozinha da festa.

Presidente da Portela se reunirá com departamento jurídico da escola nesta segunda-feira

Leia, na íntegra, o comunicado da Portela!

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, por sua diretoria, vem a público reafirmar seu inconformismo com a decisão da PLENÁRIA datada de 5 de abril último, uma vez que ali foi operada a substituição do rito administrativo estabelecido no regulamento para o carnaval de 2017, e também no Estatuto da LIESA, pela adoção de um critério decisório casuístico que transferira para a PLENÁRIA a função julgadora legitimamente atribuída com exclusividade ao corpo de jurados.

 
Considera que a referida PLENÁRIA foi inesperadamente investida de tais poderes, sem que tivesse sido previamente convocada para tal função, e, sobretudo, sem que nenhum dos representantes tivesse sequer previamente recebido informações mínimas necessárias ao exame detido do “parecer” que servira de base para que a LIESA, momentos antes, por seu presidente, indeferisse o recurso em pauta. Os membros da PLENÁRIA, uma vez revestidos de um poder decisório de que não dispunham juridicamente, emitiram uma sentença sumária, sem análise, sem estudo, sem aprofundamento de ato tão importante.
 
A Portela protesta contra a decisão final da LIESA valendo-se, exclusiva e surrealisticamente, do irretocável e indubitável PARECER exarado pela própria Diretoria Jurídica da Liga, e pelo renomado, consagrado e insuspeito jurista Sylvio Capanema, consultor da própria Liga, PARECER este ignorado pela PLENÁRIA que se auto-investiu de poder decisório, não previsto, para encontrar outro resultado diverso daquele saído dos envelopes, trazendo, segundo o próprio PARECER da entidade, insegurança jurídica para os próximos carnavais.
 
A escola, ao usar o próprio parecer da diretoria da Liga, não acrescenta nem retira um só dos aspectos formais, legais e regulamentares contidos naquela peça que, ao negar – como de fato negou! – provimento ao recurso, buscou salvaguardar a credibilidade dos desfiles, razão pela qual ratifica todas as advertências quanto ao futuro da festa.
 
Assim sendo, e por entender que o PARECER citado – aprovado, repita-se, pela Diretoria da Liga – será mais uma vez ignorado em recursos posteriores, a PORTELA considera que qualquer medida que venha a tomar em nada acrescentará para a reversão da decisão a ser recorrida, muito menos acrescentará a seu título conquistado pela forma regulamentar.
 
Da mesma forma, por não desejar que os atuais precedentes prevaleçam, ensejando enxurradas de medidas judiciais, e por considerar que a adoção de tais medidas atingirá ainda mais a credibilidade dos resultados, a Portela, ouvidos seus baluartes e segmentos, decide não buscar a solução da questão fora dos limites da entidade a que pertence, e da qual é uma das fundadoras, e por ser consciente de sua responsabilidade histórica no processo de desenvolvimento dos desfiles das escolas de samba, opta por não contribuir para que a mácula que recai sobre o desfile de 2017 torne-se ainda maior.
 
A Portela lamenta que seja necessário todo esse “imbróglio” envolvendo a alteração do resultado indicado pelos envelopes dos julgadores, para motivar a discussão sobre uma possível revisão nos critérios de julgamento e no investimento para a qualificação do corpo de jurados, questões que, a partir de agora, em face dos precedentes criados, precisam estar na pauta para o regulamento dos próximos carnavais.
 
A Portela entende que, acima de tudo, as regras e normas que regem o carnaval precisam ser pautadas pela impessoalidade, uma exigência que, por sinal, está muito além das necessidades do carnaval, sendo uma exigência da sociedade brasileira para todas as instituições que dela fazem parte.
 
Neste sentido, a Portela propõe que as RESPONSABILIDADES previstas nos futuros regulamentos, diante de novos prejuízos ou transtornos que por ventura venham a acontecer, sejam, de fato, assumidas pelas agremiações, sejam elas quais forem, cumprindo as normas previamente acordadas e, se for o caso, propondo alterações apenas para as regras que vão reger os anos seguintes.
 
A Portela tem total legitimidade para conjuntamente protagonizar a luta por transparência no carnaval, retomando o papel histórico que seus antepassados assumiram para transformar o desfile das escolas de samba no grande espetáculo que é hoje. 
 
Tem a certeza de que sua comunidade e sua torcida estarão ao seu lado, pois compartilham os mesmos ideais que fizeram da escola uma instituição forte e vencedora. Campeões que são pelo regulamento, pelas regras, sem qualquer suposição sobre notas e alheios à discussão sobre responsabilidades. 
 
A história será nosso recurso. A história se encarregará de explicar o carnaval de 2017.
 
Salve todos os componentes, a torcida e a comunidade de Oswaldo Cruz e Madureira, baluartes desta conquista que nada será capaz de apagar!
 

Salve a Portela! Salve a Mocidade! Salve todas as escolas de samba que cumprem seu papel de protagonistas da cultura popular brasileira!”

 

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Por Rafael Arantes

Mais um dia de decisão para o Carnaval deste ano. É que a Portela tem até o fim desta segunda-feira, 17, para decidir se entrará ou não com recurso contra a decisão da Liga Independente das Escolas de Samba, que dividiu o título do Grupo Especial entre a azul e branco e a Mocidade. Ainda nesta tarde, a diretoria da escola se reunirá com o departamento jurídico para definir os novos passos do caso.

Presidente da Portela se reunirá com departamento jurídico da escola nesta segunda-feira | Foto: Irapuã Jeferson

Há pouco menos de duas semanas, a Portela convocou uma coletiva extraordinária para confirmar que entraria com recurso tentando reverter a decisão da liga, tomada numa plenária na presença de representantes das 13 agremiações pertencente ao Grupo Especial – somente a Portela foi contra o empate.

Entenda o caso

Após a divulgação das justificativas do Grupo Especial, a Mocidade entrou com recurso pedindo a divisão do título com a Portela em razão de um equívoco na justificativa de um dos julgadores de enredo.

Foto: Gabriel Monteiro | Riotur

A retirada de 0,1 ponto da verde e branco deu o título para a Portela, deixando a escola de Padre Miguel com o vice-campeonato. Em plenária da liga, com a participação de dirigentes de todas as escolas do grupo principal do Carnaval carioca, ficou definida a divisão, mas a decisão não foi unânime.

A Mocidade passou a dividir o título com a Portela graças a 7 votos a favor do recurso, com 5 abstenções e apenas um voto contra, da própria azul e branco.

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Por Redação

Ao longo de mais de 20 anos de carreira, a porta-bandeira Selminha Sorriso conquistou uma legião de fãs, não só pelo sorriso fácil e talento inquestionável, mas também pela personalidade. E na tarde desta sexta-feira, 14, a dançarina deu mais motivos para tamanha admiração e respeito que tem no mundo do samba.

É que Selminha visitou a fotógrafa Lúcia Mello, no Hospital Miguel Couto, na Gávea, Zona Sul do Rio. Lúcia foi uma das vítimas que ficaram em estado grave logo após um acidente no desfile da Tuiuti, quando a última alegoria da escola perdeu o controle e atropelou cerca de 20 pessoas em frente ao Setor 1 do Sambódromo carioca no Domingo de Carnaval.

Na tarde desta sexta-feira, 14, Selminha Sorriso visitou Lúcia Mello, uma das vítimas do acidente envolvendo uma alegoria na Sapucaí – Foto: Reprodução/Facebook

 

Lúcia Mello se recupera de cirurgia, após fratura exposta na perna. A jornalista ficou muito agradecida e comovida com o carinho de Selminha, tanto que chegou a postar a foto com a porta-bandeira da Beija-Flor de Nilópolis na conta pessoal do Facebook

– Hoje foi dia de receber a amiga Selminha Sorriso, fiquei muito feliz com sua visita – publicou.

Há duas semanas, Lúcia Mello saiu da UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A fotógrafa agradeceu a Deus pela recuperação e também as pessoas pelas mensagens de carinho que recebeu nos últimos 50 dias, desde que foi internada.

Por Redação – Atualizado às 16h30 (25/3)

Mal acabou o Carnaval, e as escolas, decepcionadas ou eufóricas pelo resultado, já começam a se movimentar nos bastidores para a montagem da melhor equipe rumo aos desfiles de 2018.

E logo nos primeiros dias pós-Quarta-feira de Cinzas, já teve agremiação mudando ou mantendo a base de olho no campeonato que virá. E o Sambarazzo não quer perder nenhum detalhe do vai-e-vem do mercado e lista, desde já, as principais mudanças nos times que vão defender os pavilhões mais tradicionais da festa. Semanalmente, vamos atualizar as movimentações da dança das cadeiras.

Portela

Campeã do Carnaval, a Portela ainda vive os dias mais felizes de sua história recente, graças ao título conquistado depois de 33 anos. Destaques da temporada que passou, os artistas portelenses estão valorizados no mercado. Paulo Barros já saiu. Rosa chegou.

 

 

 

 

Mocidade

Se a Portela ainda festeja, a Mocidade, vice-campeã neste ano, não perdeu tempo e tratou de renovar com as principais estrelas de 2017. Vamos conferir no mapa abaixo:

 

 

 

Salgueiro

Novo líder do ranking da Liesa, o Salgueiro não quer perder o embalo das boas posições dos últimos anos e mais uma vez promete montar uma equipe capaz de levar a Academia ao 10° título no Carnaval. Os carnavalescos Renato e Márcia Lage saíram. Alex de Souza, ex-Vila, assumiu o posto. Diferentemente dos outros anos, a presidente Regina Celi não renovou com a equipe toda antes mesmo dos desfiles.

 

 

 

 

 

 

Mangueira

Campeã em 2016, a Mangueira deve partir para uma nova manutenção da base, que deu certo, garantindo a verde e rosa mais uma vez no Sábado das Campeãs com o 4° lugar deste ano. A única renovação já anunciada é a do carnavalesco Leandro Vieira, que tá cheio de moral pelas bandas do Palácio do Samba.

 

Grande Rio

A tricolor de Caxias esperava bem mais que o 5° lugar em 2017. Sobrou de consolo o retorno ao Desfile das Campeãs. Se a decepção por não ter conquistado o título inédito, nem mesmo com o peso da homenageada Ivete Sangalo, deixará como consequência uma mudança drástica na equipe, só o futuro vai dizer. Mestre de bateria, Thiago Diogo recebeu propostas, mas deve ficar. Renato Lage chega como o maior reforço da tricolor para 2018.

 

Beija-Flor

Conhecida como a “Deusa da Passarela”, a representante de Nilópolis amargou o 6° lugar na classificação. Mesmo com revés de ficar longe da disputa pelo título, a tendência natural é que figuras emblemáticas como Neguinho; Selminha, Claudinho e Laíla sigam para mais temporadas na escola de samba. O coreógrafo Marcelo Misailidis já disse ao Sambarazzo que não tem pretensões de sair da azul e branco e deve aumentar a lista de renovados. A começar pelo carnavalesco Fran Sérgio, a comissão de carnaval foi desfeita.

 

 

Imperatriz

O resultado não agradou. O 7° lugar tirou a Imperatriz do Sábado das Campeãs depois de quatro anos seguidos. O desempenho abaixo das expectativas não fez a bomba cair no colo do carnavalesco como normalmente acontece. Cahê Rodrigues já renovou. Quem serão os próximos?

 

União da Ilha

Pra lá de satisfeita com o carnaval apresentado em 2017, a União da Ilha tem uma tendência a renovar com boa parte do grupo que botou a escola bem longe do fantasma do rebaixamento e a aproximou de uma vaga no Sábado das Campeãs. Figuras como Ito Melodia, Ciça, Severo Luzardo e o casal Phelipe Lemos e Dandara Ventapane estão em alta no mercado. Mestre de bateria, Ciça recebeu propostas, mas deu prioridade à Ilha.

 

 

 

São Clemente

A pretensão era ficar entre as seis primeiras colocadas, mas a São Clemente saiu da Quarta-feira de Cinzas novamente com o 9° lugar. O presidente da escola, Renatinho, chegou a dizer que foi o melhor desfile da história da preto e amarelo. Isso deve credenciar boa parte da equipe a permanecer. Renovações já foram adiantadas, mas a agremiação perdeu peças importantes e já repôs.

 

 

Vila Isabel

A Vila é até aqui a escola que mais se mexeu para buscar reforços. O diretor de carnaval Ricardo Fernandes volta à ativa pela azul e branco no Carnaval 2018. O carnavalesco Alex de Souza não fica por mais um ano na escola do bairro de Noel, no lugar dele o renomado Paulo Barros foi a escolha. A azul e branco foi buscar no Acesso o premiado mestre Chuvisco. Novos integrantes para a comissão de carnaval também chegaram.

 

 

 

 

 

Unidos da Tijuca

O desastre que acabou se transformando o desfile da Unidos da Tijuca pode mexer nas estruturas da equipe para o Carnaval 2018? A escola ainda tenta digerir o baque do 11° lugar de 2017 e já bota as mangas de fora para superar o problema no ano que vem.

 

 

 

 

 

Tuiuti

Com o cancelamento do rebaixamento, a Tuiuti permanece no Grupo Especial e começa a sonhar na consolidação entre as maiores escolas do Rio de Janeiro. Depois do que aconteceu no desfile deste ano, o jeito é esfriar a cabeça e iniciar o planejamento de 2018 com sabedoria.

 

 

 

Império Serrano

De volta ao pelotão de elite do Carnaval carioca, o império Serrano vai ter que acertar em todos os passos daqui em diante para permanecer. Ano que vem, caem duas. Qual será a estratégia imperiana para a manutenção? Vai segurar o time campeão na Série A ou vai apostar alto em nomes com experiência no Grupo Especial?

 

Na Série A

A Unidos de Padre Miguel perdeu para a Viradouro um dos responsáveis diretos pelos rendimentos recentes elogiados pelo público, pela crítica e pelos jurados, o carnavalesco Edson Pereira. Fora da Viradouro, Jorge Silveira, outro que se saiu muito bem na temporada que passou, está no mercado e pode ser uma boa opção.

A Rocinha, que surpreendeu com o 6° lugar deste ano, fica sem o carnavalesco João Vítor Araújo, que entra na vaga deixada por Edson Pereira na Unidos.

A Estácio perdeu o coreógrafo Márcio Moura para a Viradouro e o mestre de bateria Chuvisco, que desembarcou na Vila Isabel.

Mesmo com o 13° lugar em 2016, a Alegria da Zona Sul decidiu renovar com três artistas. O cantor Igor Vianna, o casal Bárbara Falcão e Wanderson Orelha e o mestre de bateria Claudinho permanecem por mais uma temporada.

No Império da Tijuca, o carnavalesco Júnior Pernambucano e o cantor Rogerinho saíram.

 

 

 

 

 

 

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Por Fábio Klotz

O casamento entre Wander Pires e a Mocidade mais uma vez funcionou. O intérprete embalou o vice-campeonato da escola. No ensaio técnico, ele já havia avisado que a verde e branco brigaria pelo título (a Portela levou a melhor por um décimo). Agora, no Desfile das Campeãs, neste sábado, 4, Wander aumentou o tom de otimismo para 2018.

Wander Pires distribuiu rosas na Avenida | Foto: Michele Iassanori

– Não tinha dúvida de que brigaríamos pelo título, pela competência da escola e pela competência do nosso trabalho. Ano que vem vamos pegar este um décimo que perdemos – declarou Wander Pires, satisfeito com o retorno à escola:

– Deu tudo certo. Foi um retorno com pé direito – acrescentou.

Assim como no desfile de segunda-feira, Wander Pires distribuiu rosas na Sapucaí, uma forma de retribuir o carinho do público. O intérprete já renovou com a Mocidade e será a voz oficial da escola em 2018.

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Por Fábio Klotz

O vice-campeonato da Mocidade teve um gostinho de título. Além de voltar no Desfile das Campeãs após uma ausência de 14 anos, a escola de Padre Miguel resgatou o orgulho e a confiança. A verde e branco esbanja otimismo para o futuro e tem planos ambiciosos, conta o vice-presidente Rodrigo Pacheco.

– Independentemente de termos ficado com o segundo lugar, a comunidade como um todo está vibrando como campeã. Isso é muito legal. Podem ter certeza de que tirar a Mocidade do Desfile das Campeãs vai ser difícil. Sabíamos que na hora que acertássemos a mão nós ganharíamos a força que a Mocidade precisa. Ano que vem, se Deus quiser, é o título e não parar mais de figurar no Desfile das Campeãs – declarou o dirigente, neste sábado, dia 4, no Desfile das Campeãs.

Rodrigo Pacheco mostra otimismo com o futuro da Mocidade| Foto: Irapuã Jeferson

A Mocidade acertou a mão e aposta na manutenção do time que ficou em segundo lugar. A escola já anunciou a renovação com o carnavalesco Alexandre Louzada, os coreógrafos Jorge Texeira e Saulo Finelon, o intérprete Wander Pires, o mestre de bateria Dudu, a rainha Camila Silva e a porta-bandeira Cristiane Caldas. Agora, falta definir o nome do mestre-sala, já que Diogo Jesus deixou a agremiação.

– Antes do Carnaval já tínhamos a noção do espetáculo que seria feito, tanto que estávamos convictos de que brigaríamos pelo título. Diante deste cenário, já renovamos com quase todo mundo. A mudança será pontual em relação ao mestre-sala, que preferiu sair. A partir de segunda, vamos começar a procurar esta questão do mestre-sala para resolver isso – finalizou Rodrigo Pacheco.

Por Fábio Klotz

A Verde e Rosa agiu rapidamente e conseguiu renovar com o carnavalesco Leandro Vieira, cobiçado no mercado do Carnaval. O artista levou a escola ao título no ano passado e ao quarto lugar neste ano. Presidente da Estação Primeira, Chiquinho da Mangueira revelou neste sábado, dia 4, no Desfile das Campeãs, os argumentos que usou para conseguir a permanência de Leandro para 2018.

Chiquinho da Mangueira garantiu a permanência do carnavalesco Leandro Vieira | Foto: Rafael Arantes

– Os argumentos foram da amizade, da sinceridade, do ambiente que ele tem na Mangueira e, por último, a questão financeira – explicou Chiquinho.

O presidente ainda declarou que não pretende fazer mudanças nos demais setores da Mangueira para o próximo Carnaval.

– A princípio, não vamos mexer em nada. Vou conversar melhor com o Leandro, rever o desfile e ver o caminho a ser tomado para o ano que vem – afirmou Chiquinho.

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Por Angelina Nunes e Rafaella Javoski

As notas recebidas pela bateria da Grande Rio não foram bem aceitas pelos componentes da escola. Com dois 9,9 e um 9,8, a Tricolor de Caxias perdeu 0,4 ponto e ficou em quinto lugar apresentando o enredo em homenagem a Ivete Sangalo. Para não desanimar os ritmistas, o grupo de cantores da escola preparou uma camisa especial para o Desfile das Campeãs, neste sábado, 4:  Obrigado bateria “Invocada” #mestrethiagodiogo”.

Lembrado na mensagem, mestre Thiago Diogo afirmou que vai estudar os vídeos em cada uma das cabines para saber quais foram os erros.

– Eu saí daqui muito satisfeito com o desfile, mas respeito o julgamento – afirmou. – Não adianta questionar, tudo que eu falar agora pode ser choro de perdedor. Estamos aqui para dar um show a quem veio nos assistir.

Presidente de honra da escola, Hélio de Oliveira, o Helinho, também não gostou das notas divulgadas na última quarta-feira.

– Uma escola do porte da Grande Rio só pode ficar satisfeita se for campeã. Algumas notas eu não aceito, principalmente as da bateria – desabafou ele.

 

Por Redação

O bordão “Ivete é Grande Rio” parece que pegou na veia até da própria homenageada no enredo da escola, que estava com a emoção à flor da pele na noite deste sábado, 4, no início do desfile da tricolor, quinta colocada neste Carnaval.

Ivete se emocionou no início do desfile da Grande Rio | Foto: Michele Iassanori

Com a voz embargada e chorando muito, Ivete agradeceu pela oportunidade e definiu a festa da agremiação como um evento inesquecível.

– Eu tô muito feliz. Muito obrigada pelo carinho, por esse amor. Foi o Carnaval mais lindo da minha vida! Muito obrigada por esse amor que me alimenta.

Aplaudida de pé por uma Sapucaí lotada, a cantora baiana aproveitou para fazer um pedido especial:

– Quero fazer um apelo: deixem o meu rio São Francisco em paz – completou, ainda com a voz embargada.

Por Rafael Arantes

O Carnaval deste ano teve um sabor muito especial para mestre Ciça. O comandante da bateria da União da Ilha conseguiu três notas dez das quatro recebidas, garantindo os 30 pontos válidos para o quesito. De quebra, levou a Tricolor o Estandarte de Ouro, inédito até então para o veterano. Mesmo com as conquistas, o diretor ainda não sabe ao certo o que será de seu futuro no Carnaval. O mestre, que revelou ao Sambarazzo que pensou em se aposentar em 2018, admite que ainda não renovou seu vínculo com a Ilha, mas que o desejo inicial é de permanecer na agremiação.

– Até segunda, pelo menos, eu ainda estou na Ilha. Não sei o que vai acontecer, está cedo ainda. O Carnaval está acabando hoje e eu tenho que agradecer muito à União da Ilha. Acho que cumpri minha missão na escola. Mas vamos ver o que vai acontecer… Querer ficar, eu quero, mas sou profissional. Temos que esperar – comentou.

Foto: Rafael Arantes

Mesmo com o futuro ainda incerto, o mestre fez questão de elogiar o carinho que sempre recebeu dos integrantes da Ilha. Segundo ele, a escola foi a grande responsável por reanimá-lo após o período conturbado que enfrentou quando deixou a Grande Rio, depois do Carnaval de 2014.

– É claro que estou feliz. É um momento muito importante pra mim, uma reviravolta muito grande na minha vida. A Ilha me acolheu quando eu estava triste, abriu os braços pra mim e me jogou pra cima. Sou muito feliz de ter conseguido resgatar a alegria da rapaziada da Ilha, do “Bonde do Caveira” – disse.

 

Por Rafael Arantes

Um dos assuntos mais comentados antes do Carnaval deste ano foi a implantação da cabine dupla de julgadores e, após a apuração, nem todo mundo bateu palma para a inovação da Liesa. Coreógrafo da Mangueira e do Império Serrano, Junior Scapin foi avaliado com um 10 e um 9,9 no módulo no desfile da verde e rosa e questionou o julgamento.

– Como dois julgadores vendo a mesma coisa, separados por uma parede, me dão notas diferentes?! Respeito, mas não aceito. Acho que a Liesa precisa olhar direitinho para essa cabine. É o trabalho de um ano que passa por ali – desabafou.

Foto: Rafael Arantes

Campeão na Série A pelo Império, o coreógrafo ainda não sabe em qual das duas escolas deve permanecer, mas garante que o saldo do Carnaval em dose dupla foi muito positivo.

– Fui muito feliz nas duas escolas, mas ainda não sei o que acontecerá no ano que vem. Não conversei com nenhuma das duas ainda, mesmo o Império já tendo me procurado. São duas grandes escolas e tenho que decidir direitinho até o que eu mesmo vou querer pra mim – afirmou.

Campeão na Série A, Scapin ficou com o 4° lugar no Grupo Especial.

Por Rafael Arantes

Muito se esperou pela possibilidade de Fátima Bernardes deixar a rotina como apresentadora de lado para figurar no Carnaval como rainha de bateria neste Carnaval. O fato, no entanto, não virou realidade e a jornalista descartou até mesmo a ideia de aceitar um possível convite.

– Isso foi uma brincadeira do presidente Ney Filardi (da Ilha). Não tem nada a ver. Se fosse antigamente, mais nova, talvez eu até aceitasse se tivesse algo. Mas hoje não tem nada disso – disse.

Foto: Rafael Arantes

Se Fátima está acostumada com a rotina de transmissões do Carnaval, a apresentadora teve seu momento de foliã neste sábado das campeãs durante o desfile da Grande Rio.

– Ainda bem que estou de folga e pude desfilar. Achei a homenagem para a Ivete linda e fiquei admirando. Sou muito fã dela – acrescentou.

A Grande Rio ficou com o 5° lugar no Carnaval deste ano.

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Por Rafael Arantes

O dia é de festa e a rainha de bateria da Grande Rio, Paloma Bernardi, não quer nem pensar se o futuro na escola de Caxias será ou não na frente da bateria ‘Invocada’. A atriz, que é torcedora da Tricolor, garante que sua vontade é de permanecer desfilando pela agremiação independentemente do posto.

Foto: Rafael Arantes

– Eu sou Grande Rio e quero estar na escola independentemente do posto. Se minha agenda deixar, vou desfilar. Se a diretoria quiser que eu continue como rainha, vou continuar. Mas, se não for, não terá problema nenhum. Não vou deixar de amar todo mundo – disse Paloma.

A rainha ainda aproveitou para festejar o sucesso do desfile em homenagem à Ivete Sangalo.

– Com certeza foi um marco no Carnaval. Independentemente de ser campeã ou não. Foi muito linda a participação dela. Fizemos história, sim – comentou.

A Grande Rio ficou com o 5° lugar no Grupo Especial deste ano.

Por Fábio Klotz

A novidade de desfilar sem alas não agradou os jurados. A Beija-Flor foi penalizada nos quesitos enredo e fantasias e viu o sonho do título acabar. A escola de Nilópolis ficou na sexta colocação e abriu o Desfile das Campeãs, neste sábado, dia 4. Diretor de Carnaval e de Harmonia, Laíla destacou “coincidências” do júri em alguns quesitos.

Laíla alfinetou jurados do Carnaval | Foto: Irapuã Jeferson

– Se você analisar, de quatro, cinco anos para cá, eles pegam a Beija-Flor sempre nos mesmos quesitos: fantasia, alegoria ou enredo. Não tem para onde correr. É só pegar e ver. Você tem um samba que é tido como o melhor do Carnaval e leva pancada. Aí fica difícil. Tenho lastimado sempre – disparou Laíla.

Ele evitou falar sobre mudanças na escola.

– Vamos ver o que vai rolar. Tem muita água para rolar – encerrou.

O enredo da Beija-Flor neste Carnaval foi “A virgem dos lábios de mel – Iracema”. A escola dividiu o desfile em tribos e atos, rejeitando a ideia de alas.

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