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Carnaval 2018

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Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal-aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2014 a 2018. E nesta quarta-feira, 28, começamos a terceira edição da série de apuração com a alma das agremiações, o Samba-Enredo, que ano após ano embasa o espetáculo visual e emoldura a história apresentada na Passarela.

Mangueira tem o melhor rendimento no Samba-Enredo nos últimos cinco anos – Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

Pela primeira vez desde que levantamos os dados, a Portela não é a primeira colocada. O samba de 2018 deixou de seguir a tendência de gabaritar, enquanto a Mangueira persistiu implacável com uma sequência de 17 notas dez e tomou a ponta. De uma só vez, a verde e rosa se livrou das notas ruins de 2013, teve 40 pontos nesta temporada e contou com o deslize da águia pra virar a líder em Samba-Enredo, recuperando uma diferença que era de 0,8 (oito décimos).

Ciganerey e Péricles defenderam o samba da Mangueira na Sapucaí – Fotos: Irapuã Jeferson e Dhavid Normando/Riotur

Uma das fortalezas no caminho portelense, o Samba-Enredo da escola não gabaritou pela primeira vez em seis anos. As leves despontuações tiraram da águia a liderança no ranking, mas não a certeza de que o quesito segue como ponto alto da azul e branco na briga pelos campeonatos.

Firme no terceiro lugar vem o Salgueiro, que, apesar de ter perdido décimos importantes – até decisivos – no quesito nos últimos anos, tem boas notas no geral e observa a liderança de Mangueira e Portela não tão distante. O novo levantamento deu à Academia um saldo de positivo de 0,6 (seis décimos), graças a exclusão do ano de 2013 – o pior recente – e as duas notas dez de 2018.

Quarta colocada no ranking, a Imperatriz tem uma boa arrancada no item nos últimos quatro anos. “Axé Nkenda” (enredo de 2015), Zezé Di Camargo e Luciano (enredo de 2016), Xingu (2017) e Museu Nacional (2018) fizeram bem ao contexto sonoro da verde e branco.

Pela primeira vez entre as cinco primeiras aparece a Mocidade Independente de Padre Miguel. Já são sete notas dez seguidas, rendimento inferior só a da Mangueira nas duas temporadas mais atuais. Os sambões de 2017 e 2018 fizeram a verde e branco ultrapassar concorrentes como a Vila Isabel, a Beija-Flor e a Unidos da Tijuca. Eis a escola que mais cresceu no quesito de um ano pra cá. Também, pudera, levou até Estandarte de Ouro – prêmio do Jornal O Globo – no Carnaval que passou.

Vila Isabel, Beija-Flor, Tijuca, Grande Rio, União da Ilha e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

Tuiuti, Império Serrano e Viradouro não são inspecionadas no ranking, porque não estiveram em todas as edições do Grupo Especial nas últimas cinco temporadas.

 

Levantamento do ano passado, considerando os carnavais de 2013 a 2017:

Série Ranking! Samba-Enredo: as melhores e piores nos últimos 5 anos

Levantamento do ano retrasado, considerando os carnavais de 2012 a 2016:

Série Ranking! As melhores e piores em Samba-Enredo nos últimos 5 anos

 

 

 

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Por Redação

Terminado o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Vinte dias após a tão esperada Quarta-feira de Cinzas, a Liesa – liga que comanda os desfiles do Especial – divulga os porquês dos jurados para cada décimo desperdiçado pelas agremiações.

Nesta segunda-feira, 5, finalmente saíram as explicações do júri. Eis as justificativas:

Quesito

MÓDULO 1

MÓDULO 2

MÓDULO 3

MÓDULO 4

Entre os
Setores 03 e 03A
Setor 06
Camarotes
nº01,02,03 e 04
(Nível 1)
Setor 08
Camarotes
nº17,18,19 e 20
(Nível 1)
Setor 10
Camarotes nº22,23 e 24
Enredo
Evolução
Bateria
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Comissão de Frente
Alegorias e Adereços
Harmonia
Fantasias
Samba-Enredo

ENREDO

Artur Nunes Gomes – Johnny Soares – Pérsio Gomyde – Marcelo Antônio

EVOLUÇÃO

Edilberto Fonseca – Fabiana Sobral – Paola Novaes – Verônica Torres

BATERIA

Ary Jaime Cohen – Sérgio Naidin – Cláudio Luiz Matheus – Jorge Gomes

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Paulo Rodrigues – Beatriz Badejo – Marilene Telles – Àurea Hämmerli

COMISSÃO DE FRENTE

M. Nery Magalhães – Sérgio H. Pereira – Paulo César Morato – João Wlamir

ALEGORIAS E ADEREÇOS

Soter Bentes – Rebeca Kaiser – Madson Oliveira – Teresa Piva

HARMONIA

Deborah Levy – Mirian Orofino Gomes – Célia Souto – Humberto Fajardo

FANTASIAS

Paulo Paradela – Regina Oliva – Helenice Gomes – Gerson Martins

SAMBA-ENREDO

Mauro Costa Junior – Clayton Fábio Oliveira – Samuel Araújo – Eri Galvão

Veja a classificação completa do Carnaval 2018:

Fonte: Liesa

Foto de capa: Gabriel Nascimento/Riotur

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Com a aprovação de 12 das 14 escolas envolvidas, a Liga Independente das Escolas de Samba, que rege os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro, decidiu nesta quarta-feira, 28, que não haverá rebaixamento de nenhuma agremiação, salvando da Série A a Grande Rio e o Império Serrano, e o Carnaval 2019 será formado por 14 escolas, as 13 de 2018, mais a Unidos do Viradouro, campeã do Acesso.

Ficou determinado, ainda, que em 2019 serão rebaixadas duas escolas, com o acesso de apenas uma, mesmo procedimento a ser adotado em 2020 – chegando-se, então, novamente ao número mágico de 12 postulantes do campeonato em 2021.

Presidente da Liesa, Jorge Castanheira prometeu que mais uma reviravolta desse quilate não vai se repetir:

– Foi um Carnaval extremamente competitivo, no qual as escolas demonstraram, mais uma vez, toda sua força e capacidade de superação. Tomamos essa decisão pensando no futuro do espetáculo, e as escolas concordaram, ainda, que exceto se houver uma situação de calamidade, não mais acontecerá este tipo de alteração no Regulamento – garantiu o presidente da Liesa, Jorge Castanheira.

Presidente da liga, Castanheira promete que reviravoltas como as de hoje não vão se repetir – Foto: Irapuã Jeferson

A decisão foi tomada em clima de forte emoção. Os presidentes ficaram sabendo de um ofício assinado pelo prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, dizendo não se opor à exclusão de rebaixamento, que foi apreciado na reunião.  Nas próximas semanas serão adotadas providências quanto ao regulamento para o próximo ano, tais como a ordem de apresentação das escolas nos desfiles e demais temas pertinentes.

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Acontece nesta quarta-feira, 28, uma plenária que pode ser decisiva para os destinos de Grande Rio e Império Serrano. É que, entre os assuntos debatidos, deve surgir o cancelamento ou não dos rebaixamentos das duas últimas escolas de samba. No encontro, do qual participam dirigentes de todas as escolas do Grupo Especial, foi apresentado um ofício assinado pelo prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella. Na carta, o político não se opõe que as agremiações permaneçam na elite da festa.

Segundo o texto, quem também demonstrou apoio à possibilidade de Grande Rio e Império ficaram na elite foi o governador do estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, bem como o prefeito de Duque de Caxias, terra da Grande Rio, Washington Reis, outro a manifestar desejo de que o regulamento mude. A informação é do blog da jornalista Marina Caruso, de O Globo.

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Na manhã da última segunda-feira, 19, a CDURP, empresa municipal que administra o “Porto Maravilha”, retomou a posse dos galpões da Rua Equador, na Via Binário, na Zona Portuária do Rio, onde as escolas de samba Acadêmicos do Sossego, Unidos de Bangu, Alegria da Zona Sul e Unidos do Cabuçu fizeram de barracão nos últimos anos. As escolas mirins Miúda da Cabuçu e Mangueira do Amanhã também ocupavam o espaço. Por nota, o órgão da prefeitura garantiu que vai seguir uma recomendação da defesa civil e vai demolir os imóveis.

Escolas de samba estão sem barracão, e empresa da prefeitura quer demolir galpões – Foto: Reprodução

Com uma ordem de imissão de posse concedida pelo Poder Judiciáiro, a companhia compareceu ao local e contou com apoio da Polícia Militar, Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio), Guarda Municipal, Comlurb, Concessionária Porto Novo e VLT Carioca.

– A agremiação está arriscada a perder o trabalho de um ano inteiro por essa falta diálogo da prefeitura conosco – disse Déo Pessoa, que é presidente da Lierj, entidade que comanda a Série A, ao Jornal Extra.

Os barracões ficam na área pertencente à Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), que teria vendido os terrenos a uma empresa privada, e precisaria, portanto, demolir os galpões para executar a venda.

Em maio de 2017, Alegria da Zona Sul, Acadêmicos do Sossego – que já perderam seus barracões nesta semana -, Inocentes de Belford Roxo e Acadêmicos de Santa Cruz receberam notificação extrajudicial online informando que elas teriam um prazo de 30 dias para desocuparem os barracões situados na Zona Portuária do Rio. Na ocasião, Reginaldo Gomes, presidente da Inocentes, alegou que a escola iria continuar brigando nas esferas judiciais:

– Vamos continuar brigando pela justiça. Nós temos um processo de manutenção de posse a ser julgado. Nós estamos aqui desde 1998. Eu não tenho conhecimento sobre as outras escolas, falo aqui pela Inocentes e pela Santa Cruz, que está no mesmo terreno aqui. Não recebemos notificação da Cdurp, recebemos de uma empresa, que teria comprado o terreno. Uma notificação extrajudicial, feita pela empresa mesmo, para deixarmos o terreno em 30 dias, mas nós temos o processo de manutenção de posse e queremos que seja julgado – afirmou o dirigente, que recebeu a notificação no dia 5 de maio de 2017.

Cidade do Samba 2 é promessa antiga

A Cidade do Samba 2, um espaço temático para a confecção das alegorias das agremiações da Série A, similar à já existente Cidade do Samba, que fica no bairro da Gamboa, Centro do Rio, e serve de sede para as integrantes do Grupo Especial, é sonhada há alguns anos pela Lierj, a liga das escolas da Série A, sem sucesso.

Em 2012, o prefeito Eduardo Paes anunciou que o conjunto de barracões seria na antiga fábrica do Sabão Português, às margens da Avenida Brasil, em São Cristóvão, na Zona Norte, deixando dirigentes e torcedores animados. Para infelicidade geral da nação, o negócio não vingou, e os donos do lugar decidiram não negociar o espaço com a prefeitura.

Pouco depois, Paes teria sugerido o terreno da Escola Veterinária do Exército, na Quinta da Boa Vista, também em São Cristóvão, o que não foi viabilizado e nem se chegou a um consenso por se tratar de um lugar muito distante da Sapucaí. Em 2014, a prefeitura anunciou que estudava três espaços públicos que poderiam sediar a casa dos barracões da Série A, mas a fagulha de esperança terminou em decepção e sem continuidade.

Aos poucos, e com o passar do mandato do antigo prefeito, a ideia foi perdendo fôlego, e, em janeiro de 2016, Eduardo Paes deu entrevistas relatando que a missão de construir a Cidade do Samba 2 seria um papo para o próximo chefe do executivo municipal. Crivella assumiu e tem ressaltado a crise dos cofres da prefeitura, o que, de uma certa maneira, acaba inviabilizando a curto prazo a construção de uma sede do tamanho desejado.

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Arrasadora no Carnaval 2018, a vice-campeã Paraíso do Tuiuti ganhou os holofotes jamais antes atingidos por conta de uma série de críticas atuais do enredo “Meu Deus, meu Deus! Está extinta a escravidão?”. Alvo favorito do carnavalesco Jack Vasconcelos foi o governo do presidente da república Michel Temer, que foi representado no desfile por um destaque chamado de ‘Vampiro neoliberalista’.

No Desfile das Campeãs, no entanto, o personagem apareceu desfalcado da faixa presidencial. Especialistas em teorias da conspiração logo imaginaram uma possível censura do governo federal, informação desmentida pelo presidente da Tuiuti, Renato Marins, o “Thor”.

– Eu jamais me omitiria. Acontece que o protesto tomou uma proporção muito grande. E muita gente pegou carona na escola. Houve oportunismo. A gente quis fazer uma crítica, mas sem tomar partido de ninguém. Eu só queria fazer um carnaval e respeitar o povo e nossa cultura – disse o dirigente, em entrevista a O Globo.

“Vampiro neoliberalista” foi uma das imagens do Carnaval 2018 – Foto: Twilton Júnior/Estadão

“Thor” foi além e disse não ter envolvimento político de nenhuma natureza:

– Nunca me envolvi em política. E não votei no Lula ou na Dilma. E, quer saber? Não votei em ninguém nesses anos aí. Estava viajando.

Em 2019, a Tuiuti vai para o terceiro ano seguido no Grupo Especial.

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Quarta colocada no Carnaval 2018, a Portela agiu rápido e já renovou com Rosa Magalhães. A assinatura do contrato rolou nesta sexta, 16.

A carnavalesca, que desfilou de refugiada na azul e branco, assinou o enredo “De Repente de Lá Pra Cá e Dirrepente de Cá Pra Lá…” e agradou os portelenses.

Ela é a primeira confirmada no elenco da escola para a temporada 2019.

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Presidente Hélio de Oliveira lamentou a perda do ultimo carro

Por Kaio Sagaz

O sonho do título inédito da Grande Rio pode ter ficado mais distante após o desfile da escola na primeira noite reservada ao Grupo Especial. O sexto carro da escola não conseguiu entrar na Sapucaí por causa de um problema com a roda da alegoria, que ficou presa na calçada da Av. Presidente Vargas, ainda na concentração da tricolor.

Depois de tentar por mais de 20 minutos, sem sucesso, desprender o carro, a direção da agremiação precisou deixar o carro que fecharia a homenagem ao icônico apresentador Chacrinha pra trás. Por causa do acidente, a escola ficou muito tempo parada na Avenida e, como numa reação em cadeia, murchou boa parte dos componentes, que estavam empolgados com a estreia da dupla de carnavalescos Renato e Márcia Lage na escola de Duque de Caxias.

Sufoco! A última alegoria da Grande Rio empacou ainda na concentração – Foto: Sambarazzo
O sexto e último carro a ilustrar o enredo sobre Chacrinha só entrou na pista com a ajuda de reboques – Foto: Sambarazzo

Presidente da Grande Rio, Milton Perácio ficou inconsolável com o acidente.

– A gente fica, realmente, perdido. A escola vinha fazendo um desfile lindo, maravilhoso, e acontece esse problema. Isso é do samba – lamentou.

Presidente Hélio de Oliveira lamentou a perda do ultimo carro

Outra liderança da Grande Rio, Helinho de Oliveira preferiu ser mais enfático com a situação enfrentada pela escola.

– O que não tem solução, resolvido está. Fizemos uma belo desfile, Papai do céu não quis, agarrou o último carro e uma hora chega a nossa vez. A vida continua – concluiu.

Veja fotos do desfile!

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Por Kaio Sagaz

Quem foi ao Sambódromo conferir a primeira noite de Grupo Especial sentiu o forte calor que fazia no Rio de Janeiro. Mas, durante o desfile da Mangueira, o clima esquentou ainda mais. Ao cruzar com o presidente Chiquinho da Mangueira, a secretária de cultura Nilcemar Nogueira perdeu a compostura e partiu pra cima do dirigente.

Babado, confusão e gritaria! Secretária de cultura do Rio, Nilcemar Nogueira armou o maior barraco na pista e partiu pra cima do presidente Chiquinho da Mangueira – Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

“Não é homem suficiente”, disparou a secretária

Mangueirense e neta de Cartola, ela foi tomar satisfações com Chiquinho sobre alguns desdobramentos referentes ao corte de verba do prefeito, que tirou R$ 1 milhão dos cofres de cada agremiação da elite da festa, incluindo a verde e rosa.

– O presidente da Mangueira resolveu espalhar pro mundo do samba inteiro que eu sou responsável pelo corte do Carnaval. Então, eu peguei ele aqui na pista porque ele não é homem suficiente. Quando ele chegou (na Mangueira), eu e minha família já estávamos. Ele tem que respeitar, tem que aprender o que é a raiz da Mangueira. Venho de uma família que fundou a escola, ele tá sendo moleque. Vem uma eleição aí, ele tá com medo. Ele não presta – esbravejou a secretária, que foi impedida de agredir Chiquinho por diretores da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba.

Chiquinho se defendeu:

– É uma sacanagem o que fizeram com o Carnaval, e a Mangueira resistiu a isso tudo. A Mangueira faz um trabalho social que não tem igual. ela é o maior patrimônio cultural desse país, como todas as escolas… Ela (Nilcemar) devia estar brigando pelo Carnaval. Todo mundo acha que ela é Mangueira e tinha que tomar uma atitude (em relação ao corte da prefeitura). E ela não tomou nenhuma.

Crivella: o boneco de judas do desfile mangueirense

“Homenagem”! Crivella ganhou destaque numa alegoria mangueirense, e apareceu como judas no desfile que resgata a essência dos antigos carnavais – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

Em virtude da redução no valor da subvenção concedida às escolas de samba, a Mangueira desfilou com um enredo que fazia crítica direta a Crivella, intitulado “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”. O carnavalesco Leandro Vieira, autor do tema, não poupou a imagem do prefeito, que foi ilustrado no carnaval da verde e rosa como uma espécie de judas.

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Por Redação

Terceira a desfilar neste sábado, 10, a Unidos do Viradouro mostrou a tão falada força no Carnaval da Série A. Com alegorias capazes de chamar atenção nesta madrugada, a escola tenta um campeonato que daria o acesso ao Grupo Especial de 2019.

A vermelho e branco apresentou um abre-alas que impôs respeito. Já resumindo o enredo sobre os gênios, criado pelo carnavalesco Edson Pereira, a escola exibiu uma fábrica de criações toda articulada com muita luz.

 

Grande inventor brasileiro, o aviador Santos Dumont foi lembrado pelo sonho de voar e o seu singelo 14 bis esteve no segundo carro alegórico. Um balão e a bela Torre Eiffel, simbolizando Paris, celebrando a genialidade de Santos.

‘No Castelo encantado da ficção, a gente vira a cabeça e pira o coração’ foi o terceiro carro e falou mais sobre genialidade na ficção, quando o homem ultrapassa as barreiras da realidade. O monstro de Dr. Frankestein ganhou destaque.

“A viagem do corso viramor na mais louca criação de todas” falou do amor ao Carnaval, à Viradouro, encerrando em clima de festa o desfile.

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Por Luiz Felippe Reis

Aos 19 anos, Larissa Nicolau tá em casa quando a Santa Cruz entra na Avenida pra um desfile. E foi assim que rolou neste sábado, quando a verde e branco mostrou seus predicados na pista. Nascida e criada na quadra da agremiação da Zona Oeste, a moça é filha de Moyses Coutinho, o Zezo, presidente da Santa Cruz:

– A Santa Cruz é o amor da minha vida, desfilo desde pequena. Isso pra mim é muito mais que ser rainha, vivo intensamente – falou Larissa, que desfilou pelo segundo ano seguido à frente dos ritmistas de mestre Riquinho.

Pai orgulhoso, Zezo garantiu que não fica com ciúme da caçula da família:

– Não tenho ciúme nenhum. A Larissa é uma menina muito bem criada, educada e ama a escola como eu. Fazemos de tudo por isso – disse o dirigente.

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Por Redação

A Vigilância Sanitária está fazendo uma mega operação no Sambódromo do Rio e, em dois dias de desfiles da Série A, realizou um total de 134 visitas de controle de alimentos (conservação) e de temperatura dos ambientes que trabalham com comercialização e distribuição de comida.

Em dois de operação no Sambódromo, a Vigilância Sanitária já inutilizou 133Kg de alimentos – Foto: Sambarazzo

Um vazamento de gás interditou a cozinha do buffet Scala Rio, no Setor 6, e o quiosque do Espetto Carioca, que fica na praça de alimentação do Setor 2, foi proibido de funcionar após descumprir algumas exigências do órgão.

– Mais cedo, verificamos que a exaustão do Espetto Carioca não estava dando vazão, os funcionários trabalhavam sob calor intenso, por isso interditamos parcialmente. Eles poderiam continuar vendendo bebida, mas não espeto. Como sempre monitoramos as interdições, e descobrirmos que eles não estavam cumprindo, agora interditamos totalmente – explicou Aline Borges, coordenadora de alimentos da Vigilância Sanitária, por volta das 2h da manhã deste domingo, 11.

Multa de R$ 1700

Na sexta-feira, 9, primeira noite de desfiles do Grupo de Acesso na Sapucaí, um food truck do Espetto Carioca nas dependências do Sambódromo já havia sido interditado por problemas de exaustão e higiene.

Nos dois dias de Série A, já foram inutilizados 133Kg de alimentos. Os campeões no quesito “fora do padrão de qualidade” são hambúrguer, camarão,  carpaccio, molho funghi e picanha.

– Foi um total de 27 infrações, com 13 multas. O maior problema está nos pontos de venda, principalmente quando há produtos de origem animal – detalhou Marissol Figueiredo, coordenadora de eventos da Vigilância Sanitária.

As empresas autuadas deverão pagar uma multa de R$ 1.700 reais por descumprimento das exigências. Foram coletadas 33 amostras de alimentos pra análise em laboratório.

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Por Clarissa Monteagudo

A origem das bonecas Abayomi emociona: eram feitas pelas africanas escravizadas com retalhos de suas saias para consolar as crianças nos navios negreiros. Brinquedos e também amuletos de proteção, elas são a inspiração do coreógrafo Patrick Carvalho para a Comissão de Frente da Inocentes de Belford Roxo.

– É um trabalho empoderador, com força libertadora. E isso é muito importante nesse momento – contou Patrick, que selecionou todos os bailarinos em audição.

A bailarina Clara Cristina O. O. da Silva, de 19 anos, estava encantada com o trabalho da Comissão:

– Eles são bonecos e repetem os movimentos que eu vou fazendo.

Que vai encantar a Avenida.

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Por Marcelo Barros e Luiz Felippe Reis

Artista dos mais famosos da Série A, Rogerinho, que é mestre-sala da Santa Cruz, quase deixou a porta-bandeira Roberta Freitas sem par. É que o dançarino chegou cerca de 10 minutos antes do desfile, deixando muita gente apreensiva na concentração da verde e branco.

Já no Setor 1 ao lado da parceira, Rogerinho respirou aliviado e responsabilizou o serviço metroviário do Rio de Janeiro.

– O metrô do Rio é uma vergonha, hoje foi tava muito ruim – explicou o artista.

Deu tempo! Rogerinho ficou preso no metrô e quase não chegou a tempo do desfile da Santa Cruz – Foto: Sambarazzo

Parceira dele, Roberta Freitas ficou aliviada com a chegada de Rogerinho:

– Pensei que fosse dançar sozinha – disse, bem mais tranquila.

A Santa Cruz foi a segunda a desfilar neste Sábado de Carnaval, pela Série A, com um enredo sobre a esperança.

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Por Redação

Em virtude dos trágicos acidentes envolvendo alegorias no Carnaval 2017,  o controle de segurança foi reforçado no Sambódromo carioca este ano. A pedido do prefeito do Rio Marcelo Crivella, todos os motoristas dos carros alegóricos serão submetidos a teste de bafômetro.

Vista grossa! Agentes da Lei Seca vão atuar no Sambódromo em todos os dias de desfile – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

Na Alegria da Zona Sul, primeira a entrar na Avenida neste sábado, 10, pela Série A, todos os condutores passaram no teste de álcool. No entanto, um dos motoristas da escola foi proibido de conduzir a alegoria pela qual era responsável. Segundo agentes da Lei Seca, a carteira de habilitação dele estava vencida. A escola agiu rápido e conseguiu trocar de profissional na hora.

– A ideia é proporcionar uma segurança maior para os desfilantes e público. É novidade para o Carnaval e para a Lei Seca. Atuamos de forma preventiva – explicou o coronel Marco Andrade, coordenador da Operação Lei Seca no Rio de Janeiro, na última sexta, 9.

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Por Clarissa Monteagudo

Nada de faisão nem Swarovski. No carnaval dos materiais alternativos, Shayene Cesário ousou ao utilizar capim preto no lugar das aclamadas e luxuosas penas e canutilhos substituindo cristais. O nome da fantasia era sugestivo: “Mulher que perdeu o luxo”. Em todas as escolas, a reciclagem deu o tom este ano.

–  É muito mais em conta. O capim preto é uma novidade que dá um efeito lindo. Estamos reciclando materiais e buscando alternativas para fazer bonito – disse a musa da Acadêmicos da Rocinha.

Em uma fantasia luxuosa de 800 penas representando a morte, o destaque Markety conta que sua fantasia custava entre R$ 20 mil e R$ 30 mil. Mas, com 25 anos de carnaval, ele já tem um acervo de penas e tanto em casa.

– A gente recicla, pinta. Tudo que se pode fazer pra diminuir custos fazemos. Este ano, usamos muitas mantas de strass para substituir os cristais – contou.

*Fotos: Irapuã Jeferson

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Por Redação

O fim do desfile da Alegria da Zona Sul foi dramático. Na dispersão, componentes e bombeiros se reuniam em volta do abre-alas, preocupados com o estado de saúde do principal destaque do carro, Paulo Caldas. Aparentando muito mal-estar e tonteira, ele conseguiu chegar à Apoteose, mas foi tirado pelo resgate e levado ao pronto-socorro de cadeira de rodas.

– Senti mal já no final, mas aguentei. Tudo por amor à escola. Desfilo há 20 anos, há três na Alegria da Zona Sul. Eu não senti medo de cair, fui até o fim – contou Paulo, que representou um quilombo com a fantasia que pesava 20 quilos.

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Por Kaio Sagaz

A comissão de frente da Alegria da Zona Sul não foi pisou na Sapucaí exclusivamente pra apresentar o enredo da escola, “Bravos Malês – A saga de Luiza Mahin”. É que a escola quis aproveitar a passagem pela pista mais famosa do Carnaval, a Marquês de Sapucaí, pra transmitir uma relevante mensagem.

A vermelho e branco levou uma faixa pedindo o fim da intolerância religiosa, algo um tanto oportuno considerando uma fase em que ficaram mais latentes as diferenças entre evangélicos e amantes do samba após o Rio de Janeiro ganhar um prefeito evangélico, Marcelo Crivella, que cortou pela metade a verba concedida às escolas de samba.

– Essa imagem vai chegar para o prefeito Crivella, e espero que para o mundo inteiro, como para todos os nossos governantes. É uma conscientização, uma corrente do bem. É amar uns aos outros, que é o principal – explicou o coreógrafo Leandro Azevedo, que estreia no quesito comissão de frente.

A ideia da faixa surgiu após ver uma aluna de dança sofrer preconceito.

– Ela chegou na academia chorando, porque estava com uma camisa com desenho de um orixá e, ao descer de um transporte público, foi insultada e empurrada. Desde então, isso ficou muito forte em mim. Temos que ter intolerância à intolerância. Nós viemos ao mundo para poder conviver, e cada um tem a sua forma de pensar – completou o artista.

Bicampeão da “Dança dos Famosos”

Estreante na Sapucaí, Leandro Azevedo tem mais experiência em outros palcos, como do “Domingão do Faustão”, da Rede Globo, onde foi bicampeao da “Dança dos Famosos”:

– Ganhei a primeira vez com o Juliana Didone (atriz) e e depois com a Carol Castro (também atriz). Foi um quadro que mudou a minha vida, mas agora estou passando por uma nova fase e quero mais.

A Alegria da Zona Sul foi a primeira escola a desfilar no segundo dia de apresentações da Série A do Carnaval carioca.

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Por Kaio Sagaz

Teve ares de alívio o desfile da Estácio de Sá, que fechou a primeira noite das escolas da Série A na Sapucaí. Depois de passar grande sufoco no barracão para retirar os carros e encaminhar para o Sambódromo, terminar a apresentação dentro do prazo limite e sem maiores problemas foi o motivo para uma verdadeira festa que foi formada na dispersão. Bastante paparicado, o presidente da agremiação Leziário Nascimento, chamado de “major” pelos integrantes, expressou o clima de batalha vencida pela escola e comemorou bastante.

– Toda crise tem superação, e nós superamos. Botamos a banca na Avenida e é nós aí, é Estácio de Sá. Isso aqui (Sapucaí) é do Estácio, o morro é logo ali – exaltou Leziário, lembrando a proximidade da comunidade do bairro do Estácio com o Sambódromo carioca.

Festa dos integrantes da escola ao fim do desfile

No dia de seu aniversário, o carnavalesco Tarcísio Zanon também demonstrou estar empolgado com o resultado do desfile que criou. Completando 31 anos, o artista que assinou o enredo “No pregão da folia sou comerciante da alegria e com a Estácio boto banca na Avenida” preferiu exaltar o resultado da obra.

– Foram momentos de aflição, sim. Mas a gente conseguiu um belíssimo abre-alas, uma belíssima ala das baianas, e é difícil dizer do que eu gostei mais – concluiu.

Estácio pode ser penalizada em 7 décimos

Quarta alegoria da escola por pouco não foi danificada por ser puxada por dois guinchos no barracão.

Tamanho desafogo dos sambistas da Estácio no final do desfile tem motivo. Na madrugada anterior à apresentação, a escola não conseguiu tirar os carros dos barracões e posicioná-los na Avenida Presidente Vargas até as 6 da manhã, horário máximo permitido pela Lierj (Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, responsável pela organização do Grupo A), para a operação, que só foi concluída as 10 horas, além de ter obstruído a rua lateral à sede. Segundo o regulamento do órgão, tais imprudências gerariam uma perda de sete décimos para a agremiação. Na próxima terça, 13, membros da entidade vão se reunir para decidirem o caso. Leia o trecho do regulamento que indica como a Estácio pode ser penalizada.

SEÇÃO II
DA COMISSÃO DE COORDENAÇÃO DE MOVIMENTAÇÃO DE ALEGORIAS

II – Aplicar a perda de 0,1 (um décimo de ponto) pelo atraso de até 1h, 0,2 (dois
décimos de ponto) pelo atraso de até 2h, sendo, cumulativamente, acrescida a perda de
0,1 (um décimo de ponto) a cada 30 minutos (meia hora) decorrida a partir da segunda
hora de atraso, quando da saída de suas alegorias do barracão, quando o atraso for de
responsabilidade da agremiação.
III – Aplicar a perda de 0,1 (um décimo de ponto) por intervenção do pessoal de apoio
da LIERJ nos casos em que por imprudência, negligência ou imperícia da agremiação,
alguma alegoria obstrua a via pública, não sendo solucionado em tempo hábil, de modo
a impedir o tráfego no tempo determidado pelo poder público para a liberação das vias
públicas. A escola ficará responsável por qualquer sanção aplicada pelos órgãos
públicos, bem como pelo ressarcimento à LIERJ de eventuais despesas suportadas por
esta.

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Por Redação

O tempo foi curto pra Unidos de Bangu, que estourou em um minuto o tempo limite de desfile – mas diz que vai recorrer. Curta também foi a fantasia da musa Carolina Strassy, representando as águas sagradas da “Calunga Grande”. Volta e meia durante o desfile, a gata ficava com os seios à mostra, enquanto travava uma “batalha” pra ajeitar o modelito.

Carolina ‘brigou’ com a fantasia pra não pagar peitinho, mas acabou escapando – Foto: Irapuã Jeferson

Mesmo com a dificuldade, Carolina nem ligou e preferiu festejar o desfile da Unidos de Bangu:

– Isso é assim mesmo, é do carnaval. Às vezes, acontece. Mas eu tô muito feliz, foi muito bom. Eu me dedico muito, o ano inteiro pra estar aqui.