Tags Artigos com tags "Carnaval 2018"

Carnaval 2018

Por Redação

Quarta colocada no Carnaval 2018, a Portela agiu rápido e já renovou com Rosa Magalhães. A assinatura do contrato rolou nesta sexta, 16.

A carnavalesca, que desfilou de refugiada na azul e branco, assinou o enredo “De Repente de Lá Pra Cá e Dirrepente de Cá Pra Lá…” e agradou os portelenses.

Ela é a primeira confirmada no elenco da escola para a temporada 2019.

Por -
Presidente Hélio de Oliveira lamentou a perda do ultimo carro

Por Kaio Sagaz

O sonho do título inédito da Grande Rio pode ter ficado mais distante após o desfile da escola na primeira noite reservada ao Grupo Especial. O sexto carro da escola não conseguiu entrar na Sapucaí por causa de um problema com a roda da alegoria, que ficou presa na calçada da Av. Presidente Vargas, ainda na concentração da tricolor.

Depois de tentar por mais de 20 minutos, sem sucesso, desprender o carro, a direção da agremiação precisou deixar o carro que fecharia a homenagem ao icônico apresentador Chacrinha pra trás. Por causa do acidente, a escola ficou muito tempo parada na Avenida e, como numa reação em cadeia, murchou boa parte dos componentes, que estavam empolgados com a estreia da dupla de carnavalescos Renato e Márcia Lage na escola de Duque de Caxias.

Sufoco! A última alegoria da Grande Rio empacou ainda na concentração – Foto: Sambarazzo
O sexto e último carro a ilustrar o enredo sobre Chacrinha só entrou na pista com a ajuda de reboques – Foto: Sambarazzo

Presidente da Grande Rio, Milton Perácio ficou inconsolável com o acidente.

– A gente fica, realmente, perdido. A escola vinha fazendo um desfile lindo, maravilhoso, e acontece esse problema. Isso é do samba – lamentou.

Presidente Hélio de Oliveira lamentou a perda do ultimo carro

Outra liderança da Grande Rio, Helinho de Oliveira preferiu ser mais enfático com a situação enfrentada pela escola.

– O que não tem solução, resolvido está. Fizemos uma belo desfile, Papai do céu não quis, agarrou o último carro e uma hora chega a nossa vez. A vida continua – concluiu.

Veja fotos do desfile!

Por -

Por Kaio Sagaz

Quem foi ao Sambódromo conferir a primeira noite de Grupo Especial sentiu o forte calor que fazia no Rio de Janeiro. Mas, durante o desfile da Mangueira, o clima esquentou ainda mais. Ao cruzar com o presidente Chiquinho da Mangueira, a secretária de cultura Nilcemar Nogueira perdeu a compostura e partiu pra cima do dirigente.

Babado, confusão e gritaria! Secretária de cultura do Rio, Nilcemar Nogueira armou o maior barraco na pista e partiu pra cima do presidente Chiquinho da Mangueira – Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

“Não é homem suficiente”, disparou a secretária

Mangueirense e neta de Cartola, ela foi tomar satisfações com Chiquinho sobre alguns desdobramentos referentes ao corte de verba do prefeito, que tirou R$ 1 milhão dos cofres de cada agremiação da elite da festa, incluindo a verde e rosa.

– O presidente da Mangueira resolveu espalhar pro mundo do samba inteiro que eu sou responsável pelo corte do Carnaval. Então, eu peguei ele aqui na pista porque ele não é homem suficiente. Quando ele chegou (na Mangueira), eu e minha família já estávamos. Ele tem que respeitar, tem que aprender o que é a raiz da Mangueira. Venho de uma família que fundou a escola, ele tá sendo moleque. Vem uma eleição aí, ele tá com medo. Ele não presta – esbravejou a secretária, que foi impedida de agredir Chiquinho por diretores da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba.

Chiquinho se defendeu:

– É uma sacanagem o que fizeram com o Carnaval, e a Mangueira resistiu a isso tudo. A Mangueira faz um trabalho social que não tem igual. ela é o maior patrimônio cultural desse país, como todas as escolas… Ela (Nilcemar) devia estar brigando pelo Carnaval. Todo mundo acha que ela é Mangueira e tinha que tomar uma atitude (em relação ao corte da prefeitura). E ela não tomou nenhuma.

Crivella: o boneco de judas do desfile mangueirense

“Homenagem”! Crivella ganhou destaque numa alegoria mangueirense, e apareceu como judas no desfile que resgata a essência dos antigos carnavais – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

Em virtude da redução no valor da subvenção concedida às escolas de samba, a Mangueira desfilou com um enredo que fazia crítica direta a Crivella, intitulado “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”. O carnavalesco Leandro Vieira, autor do tema, não poupou a imagem do prefeito, que foi ilustrado no carnaval da verde e rosa como uma espécie de judas.

Por -

Por Redação

Terceira a desfilar neste sábado, 10, a Unidos do Viradouro mostrou a tão falada força no Carnaval da Série A. Com alegorias capazes de chamar atenção nesta madrugada, a escola tenta um campeonato que daria o acesso ao Grupo Especial de 2019.

A vermelho e branco apresentou um abre-alas que impôs respeito. Já resumindo o enredo sobre os gênios, criado pelo carnavalesco Edson Pereira, a escola exibiu uma fábrica de criações toda articulada com muita luz.

 

Grande inventor brasileiro, o aviador Santos Dumont foi lembrado pelo sonho de voar e o seu singelo 14 bis esteve no segundo carro alegórico. Um balão e a bela Torre Eiffel, simbolizando Paris, celebrando a genialidade de Santos.

‘No Castelo encantado da ficção, a gente vira a cabeça e pira o coração’ foi o terceiro carro e falou mais sobre genialidade na ficção, quando o homem ultrapassa as barreiras da realidade. O monstro de Dr. Frankestein ganhou destaque.

“A viagem do corso viramor na mais louca criação de todas” falou do amor ao Carnaval, à Viradouro, encerrando em clima de festa o desfile.

Por -

Por Luiz Felippe Reis

Aos 19 anos, Larissa Nicolau tá em casa quando a Santa Cruz entra na Avenida pra um desfile. E foi assim que rolou neste sábado, quando a verde e branco mostrou seus predicados na pista. Nascida e criada na quadra da agremiação da Zona Oeste, a moça é filha de Moyses Coutinho, o Zezo, presidente da Santa Cruz:

– A Santa Cruz é o amor da minha vida, desfilo desde pequena. Isso pra mim é muito mais que ser rainha, vivo intensamente – falou Larissa, que desfilou pelo segundo ano seguido à frente dos ritmistas de mestre Riquinho.

Pai orgulhoso, Zezo garantiu que não fica com ciúme da caçula da família:

– Não tenho ciúme nenhum. A Larissa é uma menina muito bem criada, educada e ama a escola como eu. Fazemos de tudo por isso – disse o dirigente.

Por -

Por Redação

A Vigilância Sanitária está fazendo uma mega operação no Sambódromo do Rio e, em dois dias de desfiles da Série A, realizou um total de 134 visitas de controle de alimentos (conservação) e de temperatura dos ambientes que trabalham com comercialização e distribuição de comida.

Em dois de operação no Sambódromo, a Vigilância Sanitária já inutilizou 133Kg de alimentos – Foto: Sambarazzo

Um vazamento de gás interditou a cozinha do buffet Scala Rio, no Setor 6, e o quiosque do Espetto Carioca, que fica na praça de alimentação do Setor 2, foi proibido de funcionar após descumprir algumas exigências do órgão.

– Mais cedo, verificamos que a exaustão do Espetto Carioca não estava dando vazão, os funcionários trabalhavam sob calor intenso, por isso interditamos parcialmente. Eles poderiam continuar vendendo bebida, mas não espeto. Como sempre monitoramos as interdições, e descobrirmos que eles não estavam cumprindo, agora interditamos totalmente – explicou Aline Borges, coordenadora de alimentos da Vigilância Sanitária, por volta das 2h da manhã deste domingo, 11.

Multa de R$ 1700

Na sexta-feira, 9, primeira noite de desfiles do Grupo de Acesso na Sapucaí, um food truck do Espetto Carioca nas dependências do Sambódromo já havia sido interditado por problemas de exaustão e higiene.

Nos dois dias de Série A, já foram inutilizados 133Kg de alimentos. Os campeões no quesito “fora do padrão de qualidade” são hambúrguer, camarão,  carpaccio, molho funghi e picanha.

– Foi um total de 27 infrações, com 13 multas. O maior problema está nos pontos de venda, principalmente quando há produtos de origem animal – detalhou Marissol Figueiredo, coordenadora de eventos da Vigilância Sanitária.

As empresas autuadas deverão pagar uma multa de R$ 1.700 reais por descumprimento das exigências. Foram coletadas 33 amostras de alimentos pra análise em laboratório.

Por -

Por Clarissa Monteagudo

A origem das bonecas Abayomi emociona: eram feitas pelas africanas escravizadas com retalhos de suas saias para consolar as crianças nos navios negreiros. Brinquedos e também amuletos de proteção, elas são a inspiração do coreógrafo Patrick Carvalho para a Comissão de Frente da Inocentes de Belford Roxo.

– É um trabalho empoderador, com força libertadora. E isso é muito importante nesse momento – contou Patrick, que selecionou todos os bailarinos em audição.

A bailarina Clara Cristina O. O. da Silva, de 19 anos, estava encantada com o trabalho da Comissão:

– Eles são bonecos e repetem os movimentos que eu vou fazendo.

Que vai encantar a Avenida.

Por -

Por Marcelo Barros e Luiz Felippe Reis

Artista dos mais famosos da Série A, Rogerinho, que é mestre-sala da Santa Cruz, quase deixou a porta-bandeira Roberta Freitas sem par. É que o dançarino chegou cerca de 10 minutos antes do desfile, deixando muita gente apreensiva na concentração da verde e branco.

Já no Setor 1 ao lado da parceira, Rogerinho respirou aliviado e responsabilizou o serviço metroviário do Rio de Janeiro.

– O metrô do Rio é uma vergonha, hoje foi tava muito ruim – explicou o artista.

Deu tempo! Rogerinho ficou preso no metrô e quase não chegou a tempo do desfile da Santa Cruz – Foto: Sambarazzo

Parceira dele, Roberta Freitas ficou aliviada com a chegada de Rogerinho:

– Pensei que fosse dançar sozinha – disse, bem mais tranquila.

A Santa Cruz foi a segunda a desfilar neste Sábado de Carnaval, pela Série A, com um enredo sobre a esperança.

Por -

Por Redação

Em virtude dos trágicos acidentes envolvendo alegorias no Carnaval 2017,  o controle de segurança foi reforçado no Sambódromo carioca este ano. A pedido do prefeito do Rio Marcelo Crivella, todos os motoristas dos carros alegóricos serão submetidos a teste de bafômetro.

Vista grossa! Agentes da Lei Seca vão atuar no Sambódromo em todos os dias de desfile – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

Na Alegria da Zona Sul, primeira a entrar na Avenida neste sábado, 10, pela Série A, todos os condutores passaram no teste de álcool. No entanto, um dos motoristas da escola foi proibido de conduzir a alegoria pela qual era responsável. Segundo agentes da Lei Seca, a carteira de habilitação dele estava vencida. A escola agiu rápido e conseguiu trocar de profissional na hora.

– A ideia é proporcionar uma segurança maior para os desfilantes e público. É novidade para o Carnaval e para a Lei Seca. Atuamos de forma preventiva – explicou o coronel Marco Andrade, coordenador da Operação Lei Seca no Rio de Janeiro, na última sexta, 9.

Por -

Por Clarissa Monteagudo

Nada de faisão nem Swarovski. No carnaval dos materiais alternativos, Shayene Cesário ousou ao utilizar capim preto no lugar das aclamadas e luxuosas penas e canutilhos substituindo cristais. O nome da fantasia era sugestivo: “Mulher que perdeu o luxo”. Em todas as escolas, a reciclagem deu o tom este ano.

–  É muito mais em conta. O capim preto é uma novidade que dá um efeito lindo. Estamos reciclando materiais e buscando alternativas para fazer bonito – disse a musa da Acadêmicos da Rocinha.

Em uma fantasia luxuosa de 800 penas representando a morte, o destaque Markety conta que sua fantasia custava entre R$ 20 mil e R$ 30 mil. Mas, com 25 anos de carnaval, ele já tem um acervo de penas e tanto em casa.

– A gente recicla, pinta. Tudo que se pode fazer pra diminuir custos fazemos. Este ano, usamos muitas mantas de strass para substituir os cristais – contou.

*Fotos: Irapuã Jeferson

Por -

Por Redação

O fim do desfile da Alegria da Zona Sul foi dramático. Na dispersão, componentes e bombeiros se reuniam em volta do abre-alas, preocupados com o estado de saúde do principal destaque do carro, Paulo Caldas. Aparentando muito mal-estar e tonteira, ele conseguiu chegar à Apoteose, mas foi tirado pelo resgate e levado ao pronto-socorro de cadeira de rodas.

– Senti mal já no final, mas aguentei. Tudo por amor à escola. Desfilo há 20 anos, há três na Alegria da Zona Sul. Eu não senti medo de cair, fui até o fim – contou Paulo, que representou um quilombo com a fantasia que pesava 20 quilos.

Por -

Por Kaio Sagaz

A comissão de frente da Alegria da Zona Sul não foi pisou na Sapucaí exclusivamente pra apresentar o enredo da escola, “Bravos Malês – A saga de Luiza Mahin”. É que a escola quis aproveitar a passagem pela pista mais famosa do Carnaval, a Marquês de Sapucaí, pra transmitir uma relevante mensagem.

A vermelho e branco levou uma faixa pedindo o fim da intolerância religiosa, algo um tanto oportuno considerando uma fase em que ficaram mais latentes as diferenças entre evangélicos e amantes do samba após o Rio de Janeiro ganhar um prefeito evangélico, Marcelo Crivella, que cortou pela metade a verba concedida às escolas de samba.

– Essa imagem vai chegar para o prefeito Crivella, e espero que para o mundo inteiro, como para todos os nossos governantes. É uma conscientização, uma corrente do bem. É amar uns aos outros, que é o principal – explicou o coreógrafo Leandro Azevedo, que estreia no quesito comissão de frente.

A ideia da faixa surgiu após ver uma aluna de dança sofrer preconceito.

– Ela chegou na academia chorando, porque estava com uma camisa com desenho de um orixá e, ao descer de um transporte público, foi insultada e empurrada. Desde então, isso ficou muito forte em mim. Temos que ter intolerância à intolerância. Nós viemos ao mundo para poder conviver, e cada um tem a sua forma de pensar – completou o artista.

Bicampeão da “Dança dos Famosos”

Estreante na Sapucaí, Leandro Azevedo tem mais experiência em outros palcos, como do “Domingão do Faustão”, da Rede Globo, onde foi bicampeao da “Dança dos Famosos”:

– Ganhei a primeira vez com o Juliana Didone (atriz) e e depois com a Carol Castro (também atriz). Foi um quadro que mudou a minha vida, mas agora estou passando por uma nova fase e quero mais.

A Alegria da Zona Sul foi a primeira escola a desfilar no segundo dia de apresentações da Série A do Carnaval carioca.

Por -

Por Kaio Sagaz

Teve ares de alívio o desfile da Estácio de Sá, que fechou a primeira noite das escolas da Série A na Sapucaí. Depois de passar grande sufoco no barracão para retirar os carros e encaminhar para o Sambódromo, terminar a apresentação dentro do prazo limite e sem maiores problemas foi o motivo para uma verdadeira festa que foi formada na dispersão. Bastante paparicado, o presidente da agremiação Leziário Nascimento, chamado de “major” pelos integrantes, expressou o clima de batalha vencida pela escola e comemorou bastante.

– Toda crise tem superação, e nós superamos. Botamos a banca na Avenida e é nós aí, é Estácio de Sá. Isso aqui (Sapucaí) é do Estácio, o morro é logo ali – exaltou Leziário, lembrando a proximidade da comunidade do bairro do Estácio com o Sambódromo carioca.

Festa dos integrantes da escola ao fim do desfile

No dia de seu aniversário, o carnavalesco Tarcísio Zanon também demonstrou estar empolgado com o resultado do desfile que criou. Completando 31 anos, o artista que assinou o enredo “No pregão da folia sou comerciante da alegria e com a Estácio boto banca na Avenida” preferiu exaltar o resultado da obra.

– Foram momentos de aflição, sim. Mas a gente conseguiu um belíssimo abre-alas, uma belíssima ala das baianas, e é difícil dizer do que eu gostei mais – concluiu.

Estácio pode ser penalizada em 7 décimos

Quarta alegoria da escola por pouco não foi danificada por ser puxada por dois guinchos no barracão.

Tamanho desafogo dos sambistas da Estácio no final do desfile tem motivo. Na madrugada anterior à apresentação, a escola não conseguiu tirar os carros dos barracões e posicioná-los na Avenida Presidente Vargas até as 6 da manhã, horário máximo permitido pela Lierj (Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, responsável pela organização do Grupo A), para a operação, que só foi concluída as 10 horas, além de ter obstruído a rua lateral à sede. Segundo o regulamento do órgão, tais imprudências gerariam uma perda de sete décimos para a agremiação. Na próxima terça, 13, membros da entidade vão se reunir para decidirem o caso. Leia o trecho do regulamento que indica como a Estácio pode ser penalizada.

SEÇÃO II
DA COMISSÃO DE COORDENAÇÃO DE MOVIMENTAÇÃO DE ALEGORIAS

II – Aplicar a perda de 0,1 (um décimo de ponto) pelo atraso de até 1h, 0,2 (dois
décimos de ponto) pelo atraso de até 2h, sendo, cumulativamente, acrescida a perda de
0,1 (um décimo de ponto) a cada 30 minutos (meia hora) decorrida a partir da segunda
hora de atraso, quando da saída de suas alegorias do barracão, quando o atraso for de
responsabilidade da agremiação.
III – Aplicar a perda de 0,1 (um décimo de ponto) por intervenção do pessoal de apoio
da LIERJ nos casos em que por imprudência, negligência ou imperícia da agremiação,
alguma alegoria obstrua a via pública, não sendo solucionado em tempo hábil, de modo
a impedir o tráfego no tempo determidado pelo poder público para a liberação das vias
públicas. A escola ficará responsável por qualquer sanção aplicada pelos órgãos
públicos, bem como pelo ressarcimento à LIERJ de eventuais despesas suportadas por
esta.

Por -

Por Redação

O tempo foi curto pra Unidos de Bangu, que estourou em um minuto o tempo limite de desfile – mas diz que vai recorrer. Curta também foi a fantasia da musa Carolina Strassy, representando as águas sagradas da “Calunga Grande”. Volta e meia durante o desfile, a gata ficava com os seios à mostra, enquanto travava uma “batalha” pra ajeitar o modelito.

Carolina ‘brigou’ com a fantasia pra não pagar peitinho, mas acabou escapando – Foto: Irapuã Jeferson

Mesmo com a dificuldade, Carolina nem ligou e preferiu festejar o desfile da Unidos de Bangu:

– Isso é assim mesmo, é do carnaval. Às vezes, acontece. Mas eu tô muito feliz, foi muito bom. Eu me dedico muito, o ano inteiro pra estar aqui.

Por -

Por Redação

As escolas de samba têm no espírito o conceito da irmandade. No desfile da Unidos de Bangu rolou um bom exemplo disso. O amazonense Silvio, que é artista de Parintins, sede do famoso festival folclórico brasileiro, ajudou a controlar uma das alegorias da vermelho e branco. Nada demais, a não ser o fato dele estar vestindo uma blusa da Sossego, uma das adversárias da Bangu na Série A.

O carro da “Travessia da Calunga grande” contou com uma ajudinha do contratado da azul e branco em pleno carnaval da escola vermelha. Curiosamente, no festival de Parintins azul e vermelho são cores que não se misturam, afinal de contas os bois Garantido e Caprichoso são rivais implacáveis um do outro. Bem diferente, pelo jeito, no Rio de Janeiro, né, Sílvio?

– O que vale é ajudar o carnaval – disse o artista.

As duas escolas já desfilaram nesta Sexta-feira de Carnaval.

Por -

Por Flavia Lima

E o funk caiu no samba! Rainha de bateria da Unidos de Bangu, a funkeira Lexa desfilou com fantasia representando a Rainha da Calunga, no enredo “A travessia da calunga grande e a nobreza negra no Brasil”. Foi a estreia da moça no cobiçado posto.

Lexa é a rainha da Unidos de Bangu / Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

– É uma responsabilidade muito grande, mas também é uma honra e uma alegria imensa. Estou feliz – disse a funkeira. Emocionada, Lexa contou que frequenta a vermelho e branco de Bangu há três anos. Ela destacou a importância de participar dos ensaios, em respeito à comunidade.

A beldade contou com o apoio do marido, o cantor Mc Guimê, para desfilar na Sapucaí. Segundo ela, o funkeiro está em São Paulo, acompanhando pela TV.

– Está mais nervoso que eu – brincou.

 

Por -

Por João Oliveira

O controle de segurança foi reforçado no Sambódromo carioca após o Carnaval 2017 ter sido marcado por algumas tragédias envolvendo alegorias. Na primeira noite de desfiles da Série A, todos os motoristas dos carros alegóricos serão submetidos a teste de bafômetro.

Fiscais da Lei Seca já estão na concentração checando se algum condutor de alegoria ingeriu bebida alcoólica. Motorista da Unidos de Bangu, que abre a Sexta-Feira de Carnaval, Sandro Cordeiro, de 38 anos, passou no teste.

– A ideia é proporcionar uma segurança maior para os desfilantes e público. É novidade para o Carnaval e para a Lei Seca. Atuamos de forma preventiva – explicou o coronel Marco Andrade, coordenador da Operação Lei Seca no Rio de Janeiro.

A execução da medida foi em virtude de um pedido do prefeito da cidade, Marcelo Crivella.

Por -

Por Eduardo Senra

A estrutura montada na Intendente Magalhães, no Campinho, Zona Norte do Rio, para receber os desfiles das escolas de samba dos grupos de acesso (B, C, D e E) já está quase pronta, mas os operários que estão fazendo os últimos ajustes no local vão ter um trabalho a mais na reta final de preparativos.

Um acidente envolvendo um carro particular na manhã desta sexta-feira, 9, derrubou uma das arquibancadas que estavam erguidas para comportar o público. O motorista, que pediu para não ser identificado, disse que uma peça do veículo quebrou e o fez perder o controle, atingindo a arquibancada.

Quem quiser curtir o Carnaval da Intendente já fica a dica: é de graça!

A turma que tá dando expediente no palco que vai receber 54 escolas de samba em quatro dias de desfile (a festa no Campinho começa no próximo domingo, 11, com a Série D), já começou a reparar os estragos.

Fotos: Sambarazzo

Novidade!

Pela primeira vez, o Sambarazzo, em parceria com Liesb (a liga responsável pelos desfiles dos grupos de base) fará a transmissão ao vivo dos desfiles da Série B, marcados pra Terça-Feira de Carnaval, dia 13. A cobertura em tempo real da passagem das agremiações pela pista, na tentativa de subir para a Série A, você poderá acompanhar pelo Facebook ou pelo YouTube do Sambarazzo.

Por -

Por Redação

Nascida em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, Kamila Reis, dançarina brasileira que é uma das mais requisitadas para shows nos Emirados Árabes e que mora em Dubai há oito anos, terá papel de destaque no desfile da União da Ilha do Governador, que levará à Marquês de Sapucaí este ano um enredo sobre a gastronomia brasileira. Ela vai representar Gabriela Cravo e Canela, cozinheira de primeira, personagem que deu título ao clássico de Jorge Amado.

Musa da Ilha, Kamila Reis vai desfilar de Gabriela, personagem imortal do escritor Jorge Amado – Fotos: Diego Mendes

 

Kamila é uma das mais famosas profissionais de dança por lá e se destaca, principalmente, devido às apresentações que faz misturando a dança do ventre com o samba, o que encantou os nativos. Entre os que integram a extensa lista de contratantes nos países do Oriente Médio, estão reis e príncipes.

Sem nunca ter atuado como dançarina no Brasil – ela deixou o país aos 18 anos para acompanhar o marido, comandante de uma empresa aérea em Dubai – a bela admite que se choca com o comportamento de alguns homens que estão nas plateias de shows de passistas no Rio de Janeiro.

– Em Dubai e em outros países do Golfo Pérsico onde me apresento, a profissional da dança é tratada com o maior respeito, como artista. Os contratantes, sejam eles monarcas, empresários ou convidados para os eventos admiram, vibram, nos felicitam e realmente nos encaram como artistas. Jamais sofri qualquer tipo de assédio agressivo depois dos shows ou pedidos para estreitar qualquer tipo de relação – revela Kamila, que, assim como as colegas de trabalho de Dubai, em vez de biquínis, como aqui, usa shorts para compor os figurinos.

‘Jamais sofri qualquer tipo de assédio agressivo’, falou Kamila, que mora em Dubai, nos Emirados Árabes, há oito anos – Foto: Kashif Jooshua

A moça destaca ainda que o árabe tem outra forma de demonstrar interesse por uma mulher e admite que fica impressionada com relatos de colegas que integram elencos de shows de samba em território brasileiro.

– Lá, os homens são galanteadores e, quando se interessam por alguma dançarina, descobrem o endereço dela para enviar presentes: relógio, perfumes… Se a mulher recusa, raramente eles voltam a insistir. Obviamente que aqui no Brasil não são todos que têm essa forma agressiva de assediar. Mas amigas dizem que o assédio, muitas vezes, chega a ser constrangedor, até mesmo partindo de homens que estão na plateia, acompanhados de esposas, namoradas. Eles usam palavras chulas, tocam as meninas. O brasileiro ainda tem o hábito de confundir as coisas, embora a criminalização do assédio, pelos que elas comentam, tenha inibido um pouco esse tipo de comportamento. Mas tem é que zerar isso aqui – completa.

‘O assédio, muitas vezes, chega a ser constrangedor, até mesmo partindo de homens que estão na plateia, acompanhados de esposas, namoradas’, disse Kamila ao comentar o assédio no Brasil – Fotos: Kashif Jooshua

Além da estreia no Grupo Especial com a União da Ilha, Kamila será, pelo segundo ano consecutivo, musa da Porto da Pedra (Séria A, que desfila na Sapucaí na próxima sexta-feira) e rainha de bateria do Arranco, que se apresenta na Estrada Intendente Magalhães, no Campinho, Zona Norte carioca, pela Série C.

A dançarina, que é personal trainer, estudante de Comércio Exterior, e que também trabalha como modelo fotográfico em Dubai, chegou ao Rio na primeira semana de janeiro. De lá pra cá, tem frequentado os ensaios das três agremiações. Kamila Reis voltará pra casa uma semana após o Carnaval.

Por -

Por Kaio Sagaz e Luiz Felippe Reis

A poucos dias do Carnaval, cada ajuda financeira representa muito pras escolas, principalmente pra quem gastou o que podia e o que não podia para finalizar o desfile, mas R$ 10 já é um pouco demais. É que o funcionário da União da Ilha Mauro Roberto da Cunha resolveu doar a quantia para a escola. A doação não foi uma brincadeira, tampouco uma singela generosidade. Na verdade, o nada pomposo investimento foi um teste. A intenção era saber se a conta da tricolor já estava liberada para movimentar os aportes captados.

O presidente Ney Filardi explica a história

– Estávamos tendo um probleminha, aí, o meu tesoureiro, para saber se a conta já estava boa para receber, depositou os 10 reais, foi um teste. Mas ele doou, ficou sem ele, porque eu prendi a grana comigo – brinca o dirigente.

Sempre brincalhão, o presidente da Ilha, Ney Filardi disse: ‘Ele doou, e eu prendi o dinheiro comigo’ – Foto: Irapuã Jeferson

O presidente foi bem sincero ao responder se teve algum outro investimento além dos R$ 500 mil do Uber, aplicativo de transporte, que investiu em todas as escolas de samba:

– Nenhum. O meu, eu já gastei, prestei conta e continuo devendo.

“Ninguém aqui ta pedindo miséria e esmola”

Assim como todas as escolas, a Ilha recebeu a visita dos representantes do Ministério da Cultura, da Riotur, além do presidente da Liesa, Jorge Castanheira. Sobre esse momento, Ney preferiu rechaçar a presença do Estado nos barracões.

– Hoje, eu não recebi o representante do Michel Temer (presidente da república) e nem do Marcelo Crivella (prefeito do Rio), e sim o Marcelo Alves (presidente da Riotur), que é lutador e batalhador e o Sérgio (Sá Leitão, ministro da cultura) que é meu amigo, que vejo como grande folião, que sabe o quanto custa para fazer um Carnaval e o respeito que nós temos. Ele pensa diferente dos nossos governantes. Que tenham um pouquinho mais de respeito, porque ninguém ta aqui pedindo miséria e esmola, pois o evento dá retorno para o município, estado e união – conclui.

Com o enredo “Brasil bom de boca”, a Ilha é a terceira escola a desfilar na segunda-feira, segundo dia de desfiles do Grupo Especial do Carnaval 2018.