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Carnaval 2018

Por Redação

A agonia das 13 escolas do Grupo Especial tá perto de acabar. É que fiscais do Ministério do Trabalho decidiram liberar cinco barracões na manhã e tarde desta quarta-feira, 22, em vistoria feita na Cidade do Samba. Salgueiro, Vila Isabel, Beija-Flor, Mocidade e Mangueira já podem funcionar normalmente e botar os operários pra trabalhar até o desfile de 2018. A projeção é que até o final desta semana, os outros espaços também sejam desinterditados completamente.

Cidade do Samba deve ser liberada completamente até o final da semana – Foto: Edmar Moreira/Riotur

Além de pequenos detalhes, a principal preocupação dos fiscais do órgão federal era com relação as deficiências na parte elétrica dos barracões, o que foi sanado pelas agremiações. Em agosto deste ano, um funcionário morreu eletrocutado no barracão da São Clemente enquanto trabalhava, o que chamou a atenção do Ministério do Trabalho na questão da segurança dos trabalhadores.

Foi no dia 19 do mês passado que os locais foram interditados. Trinta e quatro dias depois de muita apreensão e mobilização das escolas para atender minimamente as exigências do ministério, os impedimentos começam a se desfazer. Regina Celi, presidente do Salgueiro, primeira a ter as instalações totalmente liberadas nesta quarta-feira, 22, festejou a desinterdição e deixou claro que o momento é de correr atrás.

– Não medimos esforços para atender a todas as exigências. Temos pouco tempo e daremos nosso melhor – disse.

Salgueiro publicou nas redes sociais o termo de suspensão de interdição do barracão – Foto: Reprodução

Presidente da Portela, Luís Carlos Magalhães também comemorou a liberação dos espaços que estavam paralisados e indicou a nova preocupação das escolas de samba a partir de agora: saber o quanto cada uma terá para desenvolver os carnavais do ano que vem.

– As escolas foram liberadas, agora é apertar o botão. A Portela já estava liberada. O desenho tá todo feito… alegorias, fantasias. A partir de agora, o mais importante é saber quando e quanto vamos ganhar. Falta o caderno de encargos, que pode pintar alguma coisa, o governo federal também. Agora, tá muito em cima, cara! Então, você tem que administrar sem saber o quanto e como vai ganhar – comentou o dirigente.

Última a ser inspecionada nesta quarta-feira, 22, a Mangueira também conseguiu ser aprovada pelo Ministério do Trabalho e sair dessa. O carnavalesco Leandro Vieira não comemorou, mas fez questão de informar e tranquilizar os torcedores da verde e rosa.

– Informo que o Barracão da Mangueira foi supervisionado, atendeu as exigências solicitadas pelo Ministério do trabalho, e está liberado para seguir na execução de seu projeto de Carnaval. Seguimos dando continuidade ao nosso organograma de trabalho – escreveu na página oficial dele no Facebook.

A Beija-Flor também vai finalmente prosseguir os trabalhos pra 2018. Cid Carvalho, carnavalesco, tá ligado que a hora é de acelerar o passo.

– Simbora trabalhar, simbora tirar o atraso – exclamou o artista. Também integrante da comissão de carnaval da azul e branco, Laíla havia demonstrado preocupação ainda no mês passado: ‘Nunca vi a Beija-Flor no ferro em outubro’.

A Vila Isabel também respirou aliviada com a suspensão das interdições. Paulo Barros concordou com as intervenções do órgão, mas lamentou o período das inspeções, a menos de 120 dias dos desfiles.

– Eles demoraram a visitar os barracões. Tem que profissionalizar mesmo. Mas querer fazer isso a três meses do Carnaval? – questionou o artista.

Daqui a em diante, as escolas de samba, ainda sem a verba repassada integralmente pela prefeitura, têm 80 dias pra finalizar os barracões até os desfiles do Grupo Especial a partir de 11 de fevereiro.

Por Luiz Felippe Reis

Sabe aquele jogador de futebol que parece predestinado a fazer os gols decisivos que garantem o campeonato? No Carnaval, esse “matador” é o Tinga. Ô cantor pra gostar de decidir nas finais de samba-enredo. Só nos concursos do Grupo Especial deste ano, ele ganhou em sete escolas – Portela, Mangueira, Beija-Flor, Imperatriz, União da Ilha, Vila Isabel e Império Serrano.

Tem Tinga pra todas! Cantor da Tijuca participou de oito finais de samba e venceu sete – Fotos: Felipe Araújo

E se o aproveitamento já parece dos melhores, imagine considerando as variáveis que impediram o cantor tijucano de participar de outras finais. A Tuiuti não fez disputa e optou por encomendar um samba-enredo, a São Clemente não permitiu que cantores do Especial participassem da competição, na Mocidade o intérprete não foi convocado por qualquer parceria e na Tijuca ele não participa do concurso por ser da casa. O resultado é: de nove disputas, Tinga venceu em sete, próximo a 80% de vitórias. No Salgueiro, uma das duas em que perdeu, chegou na final e ficou pertinho de outro triunfo.

Cheio de moral com as parcerias de todas as áreas do Rio, Tinga faz a linha da modéstia nada à parte e prefere dar mais mérito ao talento dos compositores.

– Eles depositam total confiança em mim. Às vezes, tô com uma parceria num lugar, na outra escola já tô contra aquela parceria… A gente brinca muito com isso. Eu fico feliz em fazer. E isso já vem de longa data, as parcerias não trocam muito, e eu trabalho com os melhores compositores do Rio, então fica um pouco mais fácil pra mim. São os melhores sambas. Nem sempre a gente ganha, mas sempre a gente tá final – disse o cantor que ‘Solta o bicho’.

Tinga já tá ligado no valor que tem pras parcerias.

– Agora vou cobrar caro. Mentira, tô brincando – encerrou, com o costumeiro bom humor.

Destaque no Carnaval da Unidos da Tijuca em 2017, Tinga vai para o quinto desfile consecutivo na escola do Pavão. O cantor é tricampeão da festa: venceu duas vezes na Vila Isabel (2006 e 2013) e uma na Tijuca (2014)

Por Redação

Representar o Carnaval carioca, legítima manifestação popular da arte brasileira, deve ser demais. Sensação esta experimentada desde o mês passado por Milton Rodrigues Júnior, Jéssica Maia, Deisiane de Jesus e Cintia Oliveira, Rei Momo, Rainhas e princesas, respectivamente, de 2018. Além da honra e da massageada no ego, esses quatro ganharam uma bolada – R$ 110 mil ao todo – da Riotur, empresa de turismo da prefeitura do Rio, que organiza a festa anualmente.

Corte do Carnaval 2018 foi eleita em outubro: Milton Rodrigues é o Rei Momo, Jéssica Maia Rainha do Carnaval; Deisiane de Jesus Primeira-Princesa e Cintia Oliveira Segunda-Princesa – Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Milton faturou R$ 30 mil, Jéssica mais R$ 30 mil, além de R$ 22.500 pra cada uma das princesas, Deisiane e Cintia. Os quatro são unânimes no argumento de que nem dá pra aproveitar muito, afinal de contas, o concurso é muito disputado e cada um ali acaba fazendo um investimento pesado pra impressionar os jurados.

– Tem muito gasto nesse concurso, reembolsa bem o prêmio. Aliás, gasto não. Investimento – disse o Rei Momo Milton Rodrigues, que já foi pentacampeão – consecutivamente – da disputa, entre 2009 e 2013.

Primeira-Princesa, Deisiane completou.

– Tem que pagar as pedrinhas, as contas – comentou, aos risos.

Rainha do Carnaval, Jéssica Maia adota a cautela na hora de falar sobre o destino do prêmio.

– Nem tive tanto tempo pra pensar nisso ainda. Eu queria é curtir esse Carnaval, comemorando os 50 anos do concurso – finalizou.

Por Redação

Dona dos direitos de transmissão dos desfiles das escolas de samba, a TV Globo desistiu de gravar os anuais clipes com casais, passistas, rainhas, bateria e intérpretes das agremiações, apresentando os sambas-enredo do Grupo Especial versão 2018.  No lugar, o canal carioca apostará num novo formato.

Agora, os vídeos de cerca de um minuto terão as trilhas sonoras oficiais do próximo Carnaval e, em vez da festa dos segmentos, uma edição de imagens do desfile de 2017.

A TV se justificou através da assessoria dizendo se tratar da valorização do samba-enredo como protagonista. Os vídeos devem ser exibidos a partir de janeiro se estendendo até dias antes da festa na Sapucaí que começa no dia 9 de fevereiro.

 

Por Redação

E o samba no Rio de Janeiro vai ficando cada vez mais miudinho. Depois de anunciar a redução em 50% da subvenção às escolas de samba do Grupo Especial e também da Série A, o prefeito Marcelo Crivella colocou no pacote de cortes a festa da criançada na Sapucaí.

Nesta terça, 7, a diretoria da Associação das Escolas de Samba Mirins do Rio de Janeiro, Aesm-Rio, se reuniu com representantes das 17 agremiações infantis para anunciar a novidade, que caiu feito bomba para os dirigentes. Em 2017, a verba para cada uma foi de pouco mais de R$ 75 mil. Todas podiam desfilar com o mínimo de 1000 crianças e dois carros alegóricos. Agora, o espetáculo vai cair pela metade.

– Ele (Crivella) está lamentavelmente mexendo no berço do samba, que são as nossas crianças. Pelo menos cerca de 20 mil crianças vão ficar sem desfilar. É muito triste – lamenta Cíntia Abreu, madrinha da Estrelinha da Mocidade.

Escolas mirins vão perder 50% da verba tradicionalmente destinada pela prefeitura do Rio – Fotos: Raphael David/Riotur

Com o corte, é possível que algumas das agremiações formadas por crianças não tenham condições de colocar seu carnaval na rua em 2018.

– Já era tão pouco dinheiro. A Estrelinha da Mocidade tem a escola-mãe pra dar suporte. E as escolas que não têm de onde tirar? – completa Cíntia.

Prefeitura ainda tem débito com escolas mirins

Apesar de as escolas mirins terem prestado contas referentes ao Carnaval 2017 à prefeitura do Rio, ainda falta uma parcela do pagamento da subvenção a ser paga às agremiações: cerca de 7% do valor total para cada.

Fotos: Raphael David/Riotur

*Foto de capa: Raphael David/Riotur

Por -

Por Marcelo Barros

Não rola um Carnaval sem a clássica discussão em relação ao cobiçado posto de rainha de bateria das maiores escolas de samba: celebridade ou representante da comunidade?

Os argumentos são fartos e, prós e contras computados, cada um faz sua escolha como acha que deve. Fato é que nem uma famosa obrigatoriamente pode ser considerada desgarrada da história de uma agremiação, tampouco uma até então anônima vai se valer desta condição pra entregar a garra e o charme necessários a uma função que, se não vale nota, é sempre “quesito” aguardado pelo público, via de regra a razão de ser de qualquer espetáculo artístico.

Ibope alto! A apresentadora Sabrina Sato, da Vila Isabel, é a rainha de bateria com o maior número de fãs no Instagram I Foto: Fernando Maia/Riotur

Um termômetro interessante é o frisson que essas beldades despertam nas pessoas no mundo do samba e no mundo virtual. O quanto de gente pode uma rainha alavancar para um desfile, um evento, uma atividade organizada pela entidade carnavalesca? Isso, com o indispensável auxílio da internet, é possível ser medido em números.

O Instagram, por exemplo, evidencia bem o assunto. Não tem como ser ignorada a influência nem o engajamento que pode acarretar um bom post divulgador no meio digital. Dito isso, o ranqueamento das mais seguidas rainhas de bateria do Grupo Especial vira uma curiosidade boa de matar. A medir pelo índice de plateia virtual, quem pode ser mais útil, angariar mais torcedores, desfilantes, consumidores de produtos, compradores de ingressos de shows para as escolas de samba?

Eis as 13 beldades da divisão principal e seus milhões de seguidores!

1 – Sabrina Sato (@sabrinasato) – Unidos de Vila Isabel. Fãs: 11.500.000

2 – Juliana Paes (@julianapaes) – Grande Rio. Fãs: 11.400.000

3 – Gracyanne Barbosa (@graoficial) – União da Ilha. Fãs: 5.600.000

Campeãs de audiência! Sabrina (Vila Isabel), Juliana (Grande Rio) e Gracyanne (União da Ilha) fazem o maior sucesso na rede I Imagens: Reprodução/Instagram

4 – Viviane Araújo(@araujovivianne) – Salgueiro. Fãs: 4.800.000

5 – Juliana Alves (@julianaalvesiam) – Unidos da Tijuca. Fãs: 1.300.000

6 – Evelyn Bastos (@evelynbastosoficial) – Mangueira. Fãs: 122.000

7 – Flávia Lyra (@lyraflavia) – Imperatriz Leopoldinense. Fãs: 103.000

8 – Raíssa de Oliveira (@raissadeoliveirarainha), – Beija-Flor. Fãs: 54.700

9 – Camila Silva (@iamcanilasilva) – Mocidade Independente. Fãs: 47.400

10 – Milena Nogueira (@milenanogueira) – Império Serrano. Fãs: 26.900

11 – Bianca Monteiro (@biancamonteirooficial) – Portela. Fãs: 14.300

12 – Raphaela Gomes (@raphaelagomes) – São Clemente. Fãs: 2.734

13 – Carol Marins (@pretadz) – Paraíso do Tuiuti. Fãs: 2.302

Presidente recusou oferta de R$ 300 mil pra manter filha rainha

Em setembro deste ano, a atriz Nathália Rodrigues usou as redes sociais pra fazer um desabafo contemporâneo. Ela revelou ter perdido um papel por ter poucos fãs virtuais.

Pelo menos no samba esse está longe de ser critério para eleger uma dona de coroa.

Se o ibope de Carol Marins na internet não é padrão Globo, na Tuiuti a moça é praticamente a dona da p***a toda! Pai dela e presidente da escola, Renato Thor já recusou uma oferta de R$ 300 mil pra manter a herdeira no posto, mostrando que preciosa ali é a ligação dela com a comunidade.

Carol Marins pode ainda não ser campeã de curtidas, mas faz o maior sucesso em casa I Foto: Reprodução/Instagram

– Não tem dinheiro no mundo que pague a felicidade da minha filha em estar à frente dos ritmistas da ‘Supersom’ (como é conhecida a bateria da Tuiuti). Recebi muitas propostas, sim, até de R$ 300 mil, mas recusei todas – revelou Thor ao Sambarazzo.

Seguidores e curtidas à parte, a verdade é uma só: independentemente da origem da rainha, quem acompanha as postagens delas percebe um ponto em comum, que é o amor pelo Carnaval. É essa a batida, além das baterias, que as move e torna o brilho de cada uma ainda mais intenso. Vale seguir todas elas no Instagram e curtir em forma de coração cada foto, história, pensamento… Só não vale “stalkear”!

*Montagem de capa: Fotos Ag. News/Divulgação/Reprodução Internet

Por Redação

Depois de muitas discussões, reuniões, polêmicas e revolta de boa parte das escolas de samba, a prefeitura do Rio de Janeiro finalmente começou a efetuar o pagamento de R$ 13 milhões à Liesa, a liga que rege o Grupo Especial do Carnaval da Cidade Maravilhosa. Cada agremiação vai receber R$ 1 milhão da verba municipal ao final da operação, que deve ser encerrada até o dia 30 de novembro.

Em encontro na sede da prefeitura, o prefeito Marcelo Crivella e o presidente da Riotur, Marcelo Alves, entregaram o cheque milionário aos representantes da Liesa, o presidente Jorge Castanheira e o diretor de carnaval Elmo José dos Santos. A cerimônia serviu para simbolizar o repassa integral da subvenção, que será efetuada até dia 30 deste mês. Hoje, foi quitado o valor de R$ 5.850.000,00, ou seja R$ 450 mil por escola de samba.

Foto: Reprodução/Riotur

– O Carnaval será lindo, o melhor e maior de todos – publicou Marcelo Alves, presidente da Riotur, a empresa de turismo municipal.

O Carnaval 2018 acontece na primeira quinzena de fevereiro, entre os dias 9, quando se iniciam os desfiles da Série A, até o dia 17 com o Sábado das Campeãs, que envolve as seis primeiras colocadas do Grupo Especial.

Por Redação

Paulo Barros já tinha mostrado, quando abriu as portas de casa para o Sambarazzo, em Itaipu, no Rio de Janeiro, o quanto é apaixonado pelos cachorros. Mas nesta terça-feira, 31, o carnavalesco caprichou na dose de amor e fez do barracão da Unidos de Vila Isabel, na Cidade do Samba, o lar provisório de sete filhotinhos abandonados.

– Nasceram aqui do lado do barracão. Estavam no meio do lixo… – lamentou o artista.

Pegou pra criar! Paulo Barros não resistiu, e acabou ficando com dois dos filhotes abandonados I Foto: Arquivo pessoal

Tão logo abrigou e alimentou os cães, Paulo Barros usou a conta pessoal do Instagram pra saber quem gostaria de adotar. Os bichinhos, claro, fizeram o maior sucesso na internet.

– Não paro de receber mensagens, mas já estão todos adotados, a procura tá imensa. E eu fiquei com dois – comemorou o autor do desfile de 2018 da Vila Isabel, “Corra que o futuro vem aí”, assinado em parceria com Paulo Menezes.

Barriga cheia! O carnavalesco, com a ajuda da equipe da Vila Isabel, resgatou os cães e os alimentou nas dependências da azul e branco na Cidade do Samba I Foto: Arquivo pessoal

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Por Marcelo Barros

Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, 30, a Liesa divulgou mudanças no sistema de venda de ingressos para arquibancadas especias (setores 2 a 8, 10 e 11) e cadeiras individuais do setor 12, para os desfiles do Grupo Especial e desfile das campeãs, respectivamente dias 11, 12 e  17 de fevereiro de 2018.

A novidade fica por conta da entrada da internet na parada, com possibilidade de uso de cartão de crédito e parcelamento na compra, tudo isso respeitando uma carga de 75% (setenta e cinco por cento) do total de entradas, 18.030 vagas. Através do aperfeiçoamento de antiga parceria, a bandeira ‘Elo’ proporcionará aos seus clientes exclusividade para compra no período entre a próxima quarta-feira, 01 de novembro de 2017, às 9h, até 20 de novembro de 2017, às 23h59, com possibilidade de parcelamento em até seis prestações, sem juros.

https://www.totalacesso.com/pagina/carnavalrio2018 ou http://liesa.globo.com/, na página inicial

Cartões de Crédito Visa e Mastercard também terão suas datas

Restando lugares, do dia 21 de novembro, também às 9h, ao dia 31 de dezembro, às 23h59, além dos clientes ‘Elo’, a oportunidade será ampliada a quem detiver os cartões ‘Visa’ e ‘Mastercard’, que poderão adquirir as entradas em até duas parcelas sem incidência de juros.

Caso haja sobra nos tickets destinados à venda por cartão, os clientes ‘Elo’ poderão exercer novo direito de exclusividade, a partir de 02 de janeiro de 2018, 9h, e até 15 de janeiro de 2018, 23h59, com as mesmas prerrogativas de parcelamento em até seis meses. A Liga ainda informou que sobre a venda pela internet incidirá uma taxa de conveniência de 10% (dez por cento) sobre o valor da compra, mesmo sem entrega domiciliar, para qualquer bandeira de cartão.

– Estamos muito felizes com a abertura pela internet das vendas. A venda pelo cartão é uma negociação antiga e finalmente foi concretizada. A taxa de conveniência é aplicada pela possibilidade que é aberta pela defesa do consumidor e para ressarcir parte dos custos de operacionalização desta venda específica. Para se ter uma ideia, nosso custo operacional dobrou. Além disso, a empresa que retém a taxa precisa pagar 4% para o cartão de crédito e assumir os juros da operação – informaram Jorge Castanheira, presidente da Liesa, e Heron Schnneider, responsável pelo controle de todas as vendas.

Quem não tem cartão, caça com telefone

Alô, pessoal fora da ciranda do crédito, atenção: 25% (vinte e cinco por cento) de toda a capacidade das cadeiras do 12 e arquibancadas especiais, 6.010 lugares, estarão disponibilizados para reserva via telefone (mesmo sem confirmação, devem ser mantidos os mesmos números de 2017) no dia 13 de janeiro de 2018. O pagamento destes convites será realizado apenas em dinheiro vivo e à vista, impreterivelmente no dia 16 de janeiro de 2018, em agências do Bradesco, separadas por setor – informação que será fornecida durante o telefonema da reserva. E o melhor: sem taxa de conveniência.

– Não esquecemos do pessoal que não tem cartão de crédito ou limite. A velha compra por telefone está garantida e separamos 25% da carga total para atender este querido público. Pagamento apenas em dinheiro e feito nas agências do Bradesco, que serão passadas ao comprador no telefonema da compra. Importante para nós é que vamos garantir acesso total a todo tipo de pessoas e suas possibilidades – vibra Castanheira.

Para eventuais sobras destes ingressos, um stand será montado na Passarela do Samba, no setor 11, das segundas às sextas-feiras, de 10h às 16h, para aquisição somente em dinheiro vivo, a partir do dia 18 de janeiro de 2018. 

Confira o calendário de retirada dos ingressos

Para pegar o ingresso, o comprador (de dentro ou fora do Rio de Janeiro) tem que comparecer à central de vendas da Liga Independente, na Rua da Alfândega, 25, lojas ABC, Centro do RJ. Caso prefira, nos dias de desfile, 11 e 12 de fevereiro de 2018, haverá o tradicional plantão no setor 11 da Marquês de Sapucaí, entre 16h e 23h30. Para o Desfile das Campeãs, o plantão realizado será no dia 17 de fevereiro, de 10h às 23h30.

Foto de capa: Fernando Grilli/Riotur

Por -

Por Marcelo Barros

A dança das cadeiras do Carnaval não é novidade. Há tempos, é alvo de observação e até de crítica de apaixonados pelo samba. Um resultado ruim, uma nota diferente de 10, um campeonato perdido… Fatores que impulsionam os instintos mais primitivos de dirigentes e torcedores. E, assim, a mudança acontece.

Enredo em 1990, “E o Samba Sambou”, da São Clemente, tratava do assunto há quase 30 primaveras. Outros tantos entendem que a lei de mercado deve atuar, tornando salutar qualquer transferência – minha voz, minhas regras.

Bruno, Wantuir e Quinho estão entre os intérpretes mais famosos do Carnaval I Fotos: Estevam Avellar (TV Globo)/Eduardo Hollanda/Diego Mendes

O ano de 2018 apresenta três grandes cantores fora dos microfones do Grupo Especial. Trinta e cinco anos de Avenida e muita experiência não foram suficientes para manter o mítico Quinho na primeira divisão. Atualmente contratado pela Santa Cruz, da Série A, pretende futucar rumo ao acesso da escola à elite. E garante defender a proponente ao elenco principal da festa com todo orgulho e disposição.

– Por uma opção de vida, acabei alijado (afastado) há três anos. Claro que sinto muita saudade do Salgueiro, onde deixei a porta entreaberta, mas não me aguento de tanta felicidade por poder defender a bandeira da Santa Cruz. Tem tradição, montou uma verdadeira seleção brasileira, e tenho certeza que isso só pode dar em Grupo Especial já, já. Estou muito feliz – crava.

“Estou muito bem na foto”, assegura Quinho

Negando qualquer tipo de dificuldade financeira, o craque do futuca revela que continua fazendo shows pelo mesmo cachê e, Que máximo!, ressalta que as décadas de elite tornam irrelevante para um contratante a sua eventual ausência do show principal.

– Estou muito bem na foto, obrigado. Faço meus shows e os 35 anos de Especial me garantem uma ideia geral de que ainda estou lá. Saí por uma escolha de vida e tenho certeza que retornarei em breve. Provavelmente, com o acesso da Santa Cruz – torce.

Quinho fez história no samba com o grito de guerra “Arrepia, Salgueiro. Pimba, pimba. Ai, que lindo, que lindo!” | Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

“Estou adaptado aos paulistas”, frisa Bruno Ribas

Outro que conseguiu muita projeção nos últimos anos e estará de fora da maior festa novamente é Bruno Ribas. Com passagens importantes por Portela, Mocidade e Grande Rio, e títulos na Unidos da Tijuca, defenderá a Tom Maior no carnaval de São Paulo. A quem interessar, se declara satisfeito.

– Não tenho problema algum em ficar fora no Rio de Janeiro. Estou adaptado aos paulistas, pessoas boas, cumpridoras de compromissos. A Tom Maior me garante uma ótima vida como artista, salário em dia e estrutura para trabalhar – garante.

Outro alívio nas finanças é proveniente das disputas de samba-enredo. Pegou umas obras, defendeu e embolsou um qualquer bacana, dando ainda mais tranquilidade neste ano sem o “maior espetáculo da  Terra”.

Bruno Ribas sempre levanta as mãos pros céus e agradece pelas oportunidades: “Não tenho problema em ficar fora do Rio” I Foto: Divulgação

“É como se tivesse sido expulso de casa”, assume Wantuir, fora da Sapucaí

Uma outra visão tem o clássico Wantuir Oliveira. Marcante a partir de 1996, pela Unidos do Porto da Pedra,  puxa do currículo interpretações históricas, uma voz charmosa e potente e 30 chegadas na Praça da Apoteose na carcaça. Fechado inicialmente com a Vai Vai para o próximo desfile, acabou se desentendendo, e ficou de fora da festa, não conseguindo nem se incluir na rentável dança das escolhas de samba.

De qualquer forma, o autor do bordão “Adoro, adoro” permanece cantando em Uruguaiana (RS), Guaratinguetá (SP), Belém do Pará, mas sente que falta algo: bate aquela saudade do seu lar habitual, a carioca Marquês de Sapucaí. Fora isso, confessa um impacto grande no dia a dia, no fôlego financeiro.

– Claro que lamento muito estar fora do Grupo especial, depois de 30 anos. É como se tivesse sido expulso de casa. Ninguém é obrigado a me contratar, óbvio. Quero que me entendam como útil, como um bom profissional, não pelo meu nome ou por compaixão. Espero reverter logo este quadro e dar a volta por cima. As coisas não estão boas. Fechei com a Vai Vai e isso me fez recusar convites na Série A do Rio de Janeiro e nas disputas de samba. As portas não estão abertas neste momento, e torço pra essa maré passar logo – admite.

O cantor do bordão “Adoro, adoro” não vê a hora de voltar à elite I Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

Cabem 13 no desfile maior, salvo exceções de escolas que optam por time de cantores (Mangueira terá em 2018 a estreante dobradinha Ciganerey e Péricles), o que torna natural muitos talentos ficarem de fora. A torcida é para a estruturação dos outros grupos, novos palcos e abertura de mais e mais mercados que abriguem Brunos, Quinhos, Wantuirs e outras marcas e vozes privilegiadas da festa brasileira.

Por Redação

Em agosto, a Uber iniciou uma corrida em direção ao negócio Carnaval, e a ideia é oferecer muito mais que balinha e uma água. É que o aplicativo de transporte, após participar do primeiro chamamento público feito pela Riotur há dois meses, insistiu na proposta e voltou a oferecer R$ 10 milhões à festa, mas desta vez plenamente de acordo com os regulamentos impostos pela empresa de turismo da prefeitura.

É que a corporação municipal mudou a estratégia e fez a Uber se encaixar no plano. No entanto, ainda vai rolar uma análise da comissão julgadora para então ser oficializada a parceria. A tal verba de R$ 10 milhões – a ser captada pela Lei Rouanet – será totalmente voltada ao Carnaval das escolas de samba. R$ 6,5 milhões para as agremiações do Grupo Especial – R$ 500 mil pra cada – e o restante para a montagem das estruturas dos desfiles da Intendente Magalhães, no Campinho, na Zona Norte, que abriga os grupos de acesso B, C, D e E.

 

Com o acerto num breve futuro da proposta, a Riotur cumpre uma promessa feita às escolas de samba há quatro meses, feita durante as várias reuniões dos dirigentes do samba com o prefeito Marcelo Crivella. Na ocasião, o presidente da empresa de turismo, Marcelo Alves, garantiu que ia buscar R$ 500 mil pra cada agremiação, através da iniciativa privada.

AMBEV é parceira certa do Carnaval 2018

Parceira comum às festas de rua, a cervejaria AMBEV preencheu todos os requisitos exigidos pela Riotur e ofereceu R$ 8 milhões em patrocínio, a segunda maior cota pretendida pela empresa que cuida do turismo da chamada Cidade Maravilhosa.

A Riotur ainda pretende lançar um novo caderno de encargos para conseguir novas cotas de patrocínio para o Carnaval do ano que vem.

*Foto (original) de capa: Fernando Maia/Riotur

Por Luiz Felippe Reis

Foi eleita na noite desta sexta-feira, 27, a Corte do Carnaval 2018. A final foi realizada na Cidade do Samba, no Centro do Rio, com 14 sambistas – candidatos a Rei Momo e Rainha – no páreo. Depois de muita festa, com direito até a show do grupo Pique Novo, Milton Rodrigues Júnior, Jéssica Maia, Deisiane de Jesus e Cintia Oliveira ficaram sabendo que são da família real do samba daqui até a Quarta-feira de Cinzas.

Novo Rei Momo, Milton ganhou pela sexta vez o concurso. Ele já foi pentacampeão – consecutivamente – da disputa, entre 2009 e 2013. Outro candidato apontado como um dos favoritos, Wilson da Costa, que também já foi dono da coroa e do cetro por alguns anos, ficou em segundo lugar. O terceiro lugar ficou com Danyel Rodrigues. A majestade principal foi Jéssica Maia, que já tinha ostentado tal posto em 2009 e vai repetir a parceria com Milton.

Deisiane de Jesus fechou a competição novamente entre as princesas, mas dessa vez como primeira, superando o feito do último concurso, quando foi segunda. Cintia Oliveira foi consagrada como Segunda Princesa e também integra a corte.

Ao todo, a competição, organizada pela prefeitura do Rio e Riotur, deu R$ 110 mil em prêmios, aos quatro integrantes da Corte e mais segundo e terceiro colocados na disputa de Rei Momo.

Luiz Otávio Cabral, Amenon Teixeira e Marcos Luiz da Silva não levaram a vitória, mas se mostraram bem animados pela chance de chegar na final.

Andressa Clemente, Larissa Loranne Reis, Amanda Mattos, Viviane Silveira e Mayara Nascimento foram as candidatas a rainha que não chegaram à corte.

Os vencedores foram escolhidos por um júri popular, feito por uma enquete numa parceria da Riotur com o Jornal O Dia, e por um corpo de jurados técnicos que contou, entre muitos convidados, com a participação da porta-bandeira Selminha Sorriso, da Beija-Flor, da diretora da Imperatriz Simone Drumond e do comentarista da TV Globo, Milton Cunha.

Dono da chave da cidade a partir de fevereiro de 2018, Milton, claro, ficou radiante pela vitória e avisa que enquanto tiver gás, vai continuar disputando, mesmo depois de seis triunfos (2009, 2010, 2011, 2012, 2013 e 2018).

– É um privilégio estar voltando nesse 50° concurso. Tô muito feliz. Vamos em frente. Foram candidatos muito fortes. Cada um teve o seu valor, o seu mérito. Mas eu tava muito seguro, me preparei. Enquanto eu me sentir capaz de concorrer, vou concorrer – disse o vencedor.

Aos 34 anos, a vendedora Jéssica Maia volta ao posto que conquistou nove anos antes. Ela não viu uma vantagem por ser a única já anteriormente ganhadora entre as finalistas e quer aproveitar a festa mais popular do Brasil junto dos parceiros de realeza.

– Ainda tô mensurando as emoções que eu tô sentindo. Quero dar o melhor de mim. Esse concurso só evoluiu. Todas que estiveram aqui passaram muita capacidade. Não senti que tive vantagem por ter sido rainha, todas as meninas se dedicaram. Se eu não fosse rainha, estaria feliz de qualquer forma. Eu queria é curtir esse Carnaval, comemorando os 50 anos do concurso – comentou Jéssica.

Batendo na trave pra ficar com a vaga real principal na corte, Deisiane Jesus perdeu ganhando, afinal de contas ela subiu de posto. Em 2017, foi segunda, e agora primeira. A expectativa de ser rainha passou pra 2019, e ela já adianta que estará no próximo concurso ainda mais forte.

– Eu vou estudar, vou melhorar, pra estar aqui ano que vem bem mais preparada e quem sabe ser rainha do Carnaval 2019 – falou Deisiane, que é irmã do mestre-sala Diogo Jesus, da Cubango.

A chance de estar na corte foi suficiente para Cintia Oliveira, que vê a presença dentro da família real do samba carioca como principal nesse concurso.

– Esse momento só sabe quem sente mesmo. Eu não vejo como uma decepção. É bem legal ver como todas as meninas se dedicam, o importante é representar o Carnaval. Não sou a ganhadora, mas sou uma vencedora – encerrou bonito a bela designer de moda.

Os quatro, a partir de agora, vão passar a representar o Carnaval em diversos eventos espalhados pelo Rio de Janeiro e Brasil. O contrato da família real versão 2018 vai até o Sábado das Campeãs, dia 17 de fevereiro.

As melhores imagens da final do concurso de Rei Momo e Rainha do Carnaval – Fotos: Irapuã Jeferson

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Por Redação

A noite desta sexta-feira, 27, promete ser de adrenalina para os 14 finalistas – 6 candidatos a Rei Momo e oito postulantes à Rainha – no concurso que elege a Corte do Carnaval 2018. A entrada é franca para o público que quiser acompanhar de perto a festa, que rola a partir das 19h, na Cidade do Samba, no bairro da Gamboa, no Centro do Rio.

Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Oito belas mulheres disputam as vagas na Corte. Uma delas será rainha e outras duas ficam com os postos de primeira princesa e segunda princesa.

Veja a ordem de apresentação das moças nesta noite:

1 – Andressa Clemente

2 – Deisiane Conceição

3 – Cintia de Oliveira

4 – Larissa Lorrane

5 – Amanda Mattos

6 – Jéssica Maia

7 – Viviane Ramos

8 – Mayara dos Santos

Final do concurso de Rei Momo tem dois que já ostentaram a coroa

Wilson Dias da Costa Neto e Milton Rodrigues da Silva Junior concorrem neste ano. A dupla ficou com a coroa por oito carnavais Milton de 2009 a 2013 e Wilson de 2014 a 2016. Em 2017, a vitória ficou com Fábio Damião, que quebrou essa sequência dos dois.

Além de Wilson e Milton, outros quatro candidatos buscam a vitória: Luiz Otávio Alves, Amenon Teixeira, Danyel Rodrigues e Marcos Luiz da Silva.

 

 

Por Luiz Felippe Reis

Campeãs em 2017, Mocidade e Portela ficaram exclusivamente com a missão de diminuir a sensação de desgosto popular pela ausência dos ensaios técnicos na Avenida, cancelados pela Liesa, que alega insuficiência financeira para custear a festa que antecede os desfiles. Pra amenizar a falta, o diretor de carnaval da Beija-Flor, Laíla, teve uma ideia pra marcar posição no palco criado para atender o Carnaval carioca.

Ele sugere uma espécie de ensaio técnico coletivo, com todas as agremiações juntas, de uma vez só, na Avenida durante a lavagem espiritual do Sambódromo, antes, portanto, dos ensaios técnicos de Mocidade e Portela. A possibilidade abraçaria todo o contingente do Carnaval que se despusesse a participar. O veterano sambista fala em tom de convocação.

– Faço um apelo que fizéssemos exatamente no dia da lavagem na Sapucaí. Que se reunisse todo contingente do Carnaval, do samba e das escolas de samba e fizéssemos um grande desfile. Um ensaio só, todo mundo junto. Se desse 10 mil pessoas… paciência – sugeriu Laíla, que também indicou a possibilidade de reduzir duas alegorias do desfile para baratear o Carnaval 2018.

Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Mocidade e Portela, como as duas vencedoras do último Carnaval, estão escaladas para a realização dos treinos no Sambódromo no dia do Teste de Som e Luz da Avenida, marcado para fevereiro de 2018. A Liesa, que organiza o Grupo Especial, não vê barreiras numa possível aplicação da ideia de Laíla.

Caso o tal ensaio técnico coletivo aconteça, o presidente da liga, Jorge Castanheira, não acredita que se trataria de um ato de protesto contra a prefeitura do Rio de Janeiro, que cortou pela metade a subvenção às escolas de samba.

– O Laíla nos passou essa ideia e nós falamos pra ele que havia a lavagem do Sambódromo. Caso as escolas de samba queiram participar nesse momento não há problema nenhum, damos apoio. Não veria de modo algum como um ato de protesto, não podemos fechar os olhos para a crise e as condições financeiras dos estados e municípios. Acho que seria um ato de fé e de força das escolas – declarou Castanheira.

O Carnaval 2018 começa em três meses e meio, a partir do dia 9 de fevereiro.

Por Luiz Felippe Reis

Os melhores sentimentos que o samba pode abrigar resolveram se encontrar na quadra da Unidos de Vila Isabel na noite desta quarta-feira, 25. Gratidão, carinho, solidariedade e muita fé deram expediente no “Tributo Arlindo Cruz”, evento organizado pela Liesa com renda toda destinada aos tratamentos médicos que o cantor – internado há sete meses – ainda precisa.

A liga das escolas de samba do Especial botou todo o conhecimento pra jogo e conseguiu reunir uma verdadeira seleção de sambistas premiados. Se liga só nas presenças que fizeram participações especiais de aproximadamente 15 minutos cada: Zeca Pagodinho, Alcione, Jorge Aragão, Dudu Nobre, Elymar Santos, Xande de Pilares, Martinho da Vila, o grupo Sorriso Maroto, Mumuzinho, Sombrinha, Mariene de Castro e Arlindo Neto. Esse timaço foi conduzido pela apresentação de Jorge Perlingeiro, locutor oficial da Liesa.

Além dos grandes nomes do samba brasileiro, os dirigentes das escolas do Rio de Janeiro compareceram em peso, comprovando a união na iniciativa do evento beneficente a Arlindo Cruz. O showzaço começou por volta das 22h30 e só foi acabar pra lá das duas da manhã. Não houve venda de ingressos, ficando restrita a entrada a convidados das agremiações, que fizeram questão de comprar as entradas, incrementando a receita do show. Mesmo assim, a quadra contou com um bom público.

Mulher de Arlindo Cruz, Babi Cruz se emocionou algumas vezes e não deixou de agradecer a iniciativa da Liesa e pediu por mais eventos dessa natureza pra ajudar outros sambistas.

– A emoção é profunda, difícil de segurar as pernas, mas essa é a corrente, é a verdadeira energia do samba. Energia positiva que vem da inspiração e que faz a magia desse encontro. Quero pedir uma coisa. Não deixem a memória de nenhum sambista morrer. O samba já perdeu muita coisa. Somos os donos da raíz, samba é cultura, e o Arlindo é imortal como tantos outros. Tenho tanta coisa pra falar, pra agradecer… Isso eu gostaria que tivesse pelo Almir Guineto (sambista que morreu em maio deste ano), pela Beth Carvalho (cantora que passa por problemas médicos) pelo Nelson Sargento (sambista veterano, que tem 93 anos) – clamou Babi, que é casada com Arlindo Cruz há três décadas.

Sede do “Tributo Arlindo”, a Vila Isabel abriu as portas e recebeu os representantes das outras escolas de sambas e os sambistas em geral. Vice-presidente da azul e branco, Fernando Fernandes citou a importância de Arlindo Cruz para o samba e mostrou que a torcida pela volta do cantor e compositor tá forte.

– Evento foi um sucesso. O Arlindo merece nossa consideração. É um compositor que ganhou vários sambas na nossa escola, e a Vila cede essa quadra com todo carinho e respeito. A mobilização partiu da liga com o apoio de todos os presidentes. Todas as escolas estão envolvidas nessa corrente por essa melhora, por essa volta do Arlindo ao samba – disse Fernandes.

Responsável pela iniciativa, a Liesa foi à Vila Isabel com o time completo. O presidente Jorge Castanheira reforçou a corrente positiva para a recuperação do sambista.

– Nós sabíamos da vontade da Babi de fazer um evento como esse e nós abraçamos a causa junto com todas as escolas de samba. Foi uma bela festa e todos os sambistas presentes deram um show de solidariedade, respeito e carinho com o Arlindo Cruz – falou Castanheira, que é presidente da liga há 10 anos.

Arlindo Cruz deu um susto na família e nos fãs no dia 17 de março, quando começou a se sentir mal e ficou inconsciente. O cantor estava em casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, se preparando para embarcar para São Paulo, onde faria um show com o filho, Arlindo Neto. Socorrido no CER Barra da Tijuca, unidade municipal de saúde, ele apresentou alterações na pressão arterial, recebeu suporte para respiração mecânica, e foi encaminhado para a realização de tomografia. O exame apontou um AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico. O músico saiu do CTI (Centro de Terapia Intensiva), mas segue internado já há mais de 7 meses.

Confira as melhores imagens do evento que agitou a quadra da Vila Isabel – Fotos: Irapuã Jeferson

 

Por Redação

A Liesa divulgou na tarde desta quarta-feira, 25, a capa oficial do CD das escolas de samba do Grupo Especial. Campeãs em 2017, Portela e Mocidade dividem a capa. Sorteio realizado na liga definiu a Mocidade como faixa 1, e a Portela como faixa 2.

O CD do Grupo Especial chega às principais lojas de todo o país na segunda quinzena de novembro. As informações são página oficial da Liesa no Facebook.

Confira os sambas:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Kaio Sagaz

Mestre-sala da União da Ilha, Phelipe Lemos é um dos talentosos dançarinos da nova geração. Ambicioso na carreira, ele não abre mão da boa aparência e das novas conquistas profissionais. Defender a bandeira da tricolor insulana é motivo de orgulho pra ele, o que motiva uma saudável vaidade.

– Assim como o Ito é a voz da União da Ilha, eu sou o rosto da escola. Tenho que estar bem apresentável, bem arrumado, cheiroso, elegante, porque eu sou a figura União da Ilha. Quem vê o pavilhão da escola, me vê, pois é defendido por mim. Os outros mestres-salas não se preocupam com isso, mas eu disputo comigo mesmo essa vaidade. Eu quero sempre estar melhor vestido que os outros, e estar sempre bem pra mim, independentemente do que o outro vá fazer. É lógico que é uma disputa e eu levo até o Carnaval – contou Phelipe, que já ganhou três prêmios (2013, 2014 e 2016) do Estandarte de Ouro – prêmio ofertado pelo Jornal O Globo aos melhores da festa – na categoria Melhor Mestre-Sala.

Phelipe Lemos dança com Dandara Ventapane a três temporadas! Em 2017, os dois conquistaram pela primeira vez três notas 10, gabaritando o quesito Mestre-Sala e Porta-Bandeira pela União da Ilha – Foto: Michele Iassanori

Falante e firme nas palavras, o parceiro de Dandara sabe que o comportamento pode se refletir em críticas. No futebol, alguns atletas também sofrem com tanta personalidade, mas o dançarino não se priva em se comparar aos grandes craques do esporte mais popular do mundo. Pro futuro dele, ele quer conquistar o nível de importância dos mais lendários casais que o Sambódromo já viu.

– Eu não sou o Romário, nem o Neymar do samba, mas eu estou chegando lá. Ser polêmico é ser verdadeiro, o Ronaldinho, que defendeu o pavilhão da própria União da Ilha e também do Salgueiro, era um pouco odiado por dizer a verdade. Eu gosto de ser verdadeiro, eu não minto. Eu trabalhei a minha vida inteira para ocupar o lugar de Claudinho e Selminha Sorriso como mestre-sala e porta-bandeira. Não na Beija-Flor, mas no Carnaval. O nível que eles estão é super, master, hiper e eu me preparo e trabalho para ocupar esse lugar. – encerrou o confiante mestre-sala.

Por Luiz Felippe Reis

Fazer carnaval tem ficado cada vez mais difícil, e a crise, algoz comum das escolas da Série A, atingiu as agremiações do Especial que até pouco tempo contavam com verbas de todo canto. A grana diminuiu de 2014 pra cá, é verdade, mas nada é passível de comparação com o que acontece nesta temporada. Os desfiles de 2018 estão severamente ameaçados. Um país em lenta recuperação financeira e a natural fuga de capital já nem são os piores dos problemas.

A prefeitura resolveu cortar pela metade a subvenção às escolas da elite – caiu de R$ 2 milhões para R$ 1 milhão -, o que afetou a produção dos desfiles e até ajudou a impulsionar o cancelamento dos ensaios técnicos da Marquês de Sapucaí. A verba prometida pelo Governo Federal – cerca de R$ 600 mil por agremiação – ainda esbarra em trâmites burocráticos. Pra completar, na última quinta-feira, 19, o Ministério do Trabalho decidiu interditar os barracões da Cidade do Samba. O órgão exige mudanças na parte elétrica e em outras condições de trabalho.

Num beco quase sem saída, a preocupação começa a tomar conta nas escolas de samba. Diretor de carnaval e geral de harmonia da Beija-Flor, Laíla tem uma sugestão para baratear os carnavais do Especial: gastar menos com carros alegóricos e apostar na força dos componentes.

– As escolas deveriam se reunir e fazer o Carnaval com três alegorias só e inserir o investimento nas suas comunidades. Vai ficar mais barato, alegorias de começo, meio e fim… e deixa o povo extravasar com o que tem de melhor – opinou Laíla em conversa com o Sambarazzo.

Hoje, o limite mínimo de alegorias num desfile do Especial é de cinco carros alegóricos – o máximo é de seis.

Diretor de carnaval da Beija-Flor, Laíla quer desfiles com três alegorias – Foto: Eduardo Hollanda

Interdição dos barracões pode demorar: ‘Estamos aflitos’

O superintendente em exercício do Ministério do Trabalho no Rio, Claudio Secchin, disse na última segunda-feira, 23, que os trabalhos na Cidade do Samba só serão retomados após a aplicação de uma série de medidas para garantir a segurança dos funcionários.

Além da interdição, a situação financeira preocupa:

– Só fazendo mágica, tem que ser malabarista. O descaso das autoridades com as escolas é total – disse Ney Filardi, presidente da União da Ilha do Governador.

Laíla cita o atraso total nos barracões.

– Estamos todos aflitos, porque a crise econômica já fez com que a produção deste ano começasse a atrasar. Ainda estamos na parte da montagem das ferragens das alegorias e não temos “plano B”. Estamos aguardando a posição da nossa diretoria – comentou Laíla, em entrevista ao Jornal Extra.

Presidente da Tijuca, Fernando Horta alerta para os riscos do Carnaval 2018 não se realizar.

– Estamos com o carnaval em risco. A gente espera que a Liesa chegue rapidamente em um acordo com o Ministério do Trabalho para que esses ajustes sejam feitos. Só não concordo que essas medidas sejam tomadas neste período do ano — disse Fernando Horta, presidente da Unidos da Tijuca.

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Por Kaio Sagaz

Depois do Salgueiro enfrentar problemas de energia na final de samba, cinco dias atrás, nesta segunda-feira, 16, foi a Imperatriz ficar sem luz na quadra, ameaçando a festa em Ramos, Zona Norte do Rio.

Veja vídeo no Facebook ou Instagram do Sambarazzo

Presidente da Imperatriz diz que a região onde fica a quadra é precária

– Caiu uma fase da rua, mas a Light já tá tentando endireitar. Aqui é uma área precária, de muita necessidade, principalmente de luz. De luz e água. Ali fora, se você for olhar, tem um montão de gatilho. Mas a luz aqui tem capacidade. Mas com um público desses, é um monte de aparelho ligado, ela passa a se tornar fraca – explicou Luiz Pacheco Drumond, presidente da Imperatriz.

Como o show não pode parar na noite da grande decisão pela trilha sonora do desfile da verde e branco pra 2018, a bateria de mestre Lolo segue tocando, mesmo no escuro. A quadra, lotada, sofreu a primeira queda de energia por volta das 22h, e ficou contando apenas com as luzes dos celulares do público. Aproximadamente 1 hora depois houve o restabelecimento da energia nas dependências da escola, mas uma nova queda ocorreu, e a disputa de samba continua sem hora pra começar.

– A escola não está acostumada a usar esse tipo de luz especial, como foi feito pra semifinal (ontem, domingo, quando também faltou luz). As pessoas também têm uma mania de achar que é urucubaca, que aconteceu no Salgueiro, agora aconteceu aqui. Mas imprevistos acontecem – frisou o carnavalesco Cahê Rodrigues.

O carnavalesco Cahê Rodrigues lamenta: ‘Imprevistos acontecem’

“A luz tá paga”

– Aqui pode faltar luz, mas energia não pode faltar em nenhum momento – disse o diretor de harmonia Júnior Scafura.

Diretor de carnaval, Wagner Araújo, foi outro a conversar com o Sambarazzo no breve período em que a luz foi normalizada, e chegou a fazer graça da situação:

– A luz tá paga! – afirmou o dirigente, aos risos.

*Imagens: Kaio Sagaz/Sambarazzo